quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ainda sobre a aliança PSOL e DEM

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é coisa - Ricardo Santos
 
A matéria da Folha de São Paulo, assinada pela jornalista Natália Peixoto, traz uma revelação interessante sobre a personalidade do senador Randolfe Rodrigues e seus argumentos para justificar suas alianças com partidos totalmente contrários a filosofia da legenda da qual ele faz parte.

Mas, vamos aos fatos: ignorando a inteligência do povo amapaense ele disse a jornalista (sic) " que o DEM não tomou nenhuma deliberação de apoio ao PSOL, o que houve foi uma adesão pessoal do candidato", e que "uma coisa é apoio independente, individual, outra coisa é apoio pragmático, o que não houve."

Ocorre que o deputado Davi Alcolumbre é presidente do diretório estadual do DEM no Amapá, cujo comando ocorreu após uma jogada de mestre, que tirou os Barcellos do comando da legenda do Estado.

Então, seguindo a teoria do senador, é perfeitamente natural um político se aliar a um bandido, o que não legal é se aliar a quadrilha da qual o bandido faz parte.

O fato é que acabei de ter mais uma desilusão na política. No inicio da década de 90, quando Randolfe se chamava Randolphe estive ao lado dele, como centenas de estudantes lutando pelo passe livre, acompanhei de longe sua trajetória política na Assessoria da Juventude e depois como deputado estadual.

No entanto, o poder subiu-lhe a cabeça e hoje ele se tornou igual aos que ele criticava. Como o senador gosta de citar poesia término este texto com os versos de Cazuza, que lhe cai como uma luva: "aquele garoto que ia mudar o mundo agora assiste a tudo em cima do muro."
*Ricardo Santos é comerciário e estudante de Publicidade

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