quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

PESCANDO EM AGUAS TURVAS

Rupsilva

Não bastasse a desgraça que se abateu sobre o Amapá nos últimos oito anos, que contou com o silêncio e conivência da Assembleia Legislativa e outras instituições que por pouco não levaram o Estado a nocaute, agora chega a informação que há uma conspiração dentro do nosso parlamento com o objetivo de criar várias CPIs com a intenção de provocar o impeachment do atual governador.

Esta é a ultima do arsenal de babaquices da harmonia que ainda não se acostumou ao ônus de ser oposição.

As notícias não informam sobre quais razões se apoiarão para concretizar o “golpe”. Os dados são vagos e imprecisos, típicos das denúncias vazias, sem conteúdo legal, mas com a intenção clara de pressionar o governo que resiste em não ceder privilégios e benefícios aos membros daquela casa que aprovaram em benefício próprio 100 mil reais mensais de verba indenizatória até agora não justificada.

Minha fonte, ligada ao PMDB, partido que junto ao PDT e PSOL lideram a oposição ao governo, deixa claro que a intenção é monitorar o governo na esperança de flagrá-lo em possíveis ilícitos o que justificaria as ações da turma comandada por Moises Souza. Na falta de provas cabais criá-las, se for o caso.

Não sendo um factóide, que imagino ser pelo seu caráter delirante,  temos muito a lamentar, pois demonstra, de forma incontestável, que os partidos continuam nas mãos de uma classe política atrasada, sem nenhum compromisso com a democracia. Nem tão pouco com a sociedade, que é  objetivo de qualquer governo.

O governo, ao que se sabe, vai continuar com o seu bloco na rua, cumprindo seu programa de obras e serviços ignorando as manobras de Moises e de seus seguidores da AL. Acredita no discernimento da população que acompanha seu esforço para retomar o desenvolvimento interrompido pelo governo passado, conforme atestam as pesquisas de opinião pública mostrando uma tendência crescente nesse sentido.

O certo é que faliram todas as tentativas de impedir o trabalho do governo. Não vingaram as mentiras dos meios de comunicação, o “governo paralelo” dos Borges, a subtração de recursos do Executivo na partilha do orçamento público, segundo o modelo Moises Souza, o embargo da PMM as obras da CAESA nem tão pouco as tramoias de Sarney, afinal vencido, de dificultar a solução proposta pelo governo do Estado para resolver o problema da CEA. Só vimos com tristeza que MPE e MPF continuem ao largo, até agora, olhando…olhando…e só.

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