sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A 'nova harmonia' do PSOL, a tentativa de esvaziamento de Roberto Góes e posicionamento da Frente Popular
PSOL adota o poder pelo poder em Macapá - Por Chico Bruno
Coligação DEM/PTB/PSDB apoia candidato do PSol
PT decide representar contra Clécio por uso indevido de símbolo da estrela do PT em campanha
Como é sabido por todos, os partidos definem e registram junto a Justiça eleitoral simbologia visual e números para sua identificação junto ao eleitorado. Além da estrela vermelha contendo a sigla PT e do número 13, o PT possui ainda o direito autoral de slogans como OPTEI e Lula Lá.
A CEM ressalta que tal atitude não tem interesse de promover antipatia ou preferência por um ou outro candidato nesta nova eleição, mas para minimizar o sentimento de desrespeito manifestado por uma parcela significativa de filiados e filiadas compartilhado também pelos os membros dessa executiva municipal, bem como reguardar um patrimônio construído no imaginário popular ao longo de anos de militância
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Marcivânia denuncia armação e diz que Randolfe e Sarney apoiaram grupo político que arruinou Santana
Na noite de sexta-feira, 5, o boato de que a candidata pelo PT à prefeita de Santana, Marcivânia Flexa, tinha sido presa, em um motel com a quantia de R$ 2 milhões, se espalhou de forma tão rápida no município que sua eleição tida como certa em Santana, até por seus adversários, terminou com a derrota nas urnas.Greve foi golpe eleitoral: CNTE diz que Amapá cumpre a Lei do Piso Nacional da Educação
PRB declara 'neutralidade' no 2º turno das eleições em SP
O PTB, que fazia parte da coligação com Russomanno, declarou que irá apoiar Serra. O anúncio oficial será feito nesta quinta-feira (11), às 10h30, na sede do partido, na Avenida Nove de Julho, na região central da cidade.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O “OVO” DE CLÉCIO – Por Rup Silva
O erro de certos políticos é que diante do efêmero sucesso não conseguem separar seus interlocutores. Imaginam, na sua euforia, que podem nos colocar no mesmo balaio da ignorância que estão seus anônimos e desinformados eleitores das baixadas.
Impregnados por essa ideia estapafúrdia, ficam a desfilar sua empáfia e seu rosário de incoerências sem dó e piedade, como diria minha mãe, uma sábia. Numa cidade de muro baixo, como a nossa Macapá [ainda bem], impossível vender gato por lebre por muito tempo sem ser descoberto algum dia.
Clécio Vieira do PSOL é um exemplo. Um mau exemplo desse tipo de político. Nem bem os números do TRE sentaram, lá estava ele colocando um ovo daqueles, como se fala na gíria.
No papel do "novo" queridinho da harmonia e da Direita amapaense , a soberba lhe subiu à cabeça ao discursar depois da seu meio triunfo, o direito de disputar com Roberto Góes [PDT], o segundo turno para a Prefeitura de Macapá, demonstrando hostilidade ao PSB, a quem dispensou de uma possível aliança sequer oferecida.
O mais grave de tudo, no entanto, é que absolvia de culpa seus novos amigos da harmonia pelas atrocidades cometidas contra o Amapá; numa linguagem canhestra, imbecil, idiotizada, desfocada da realidade, transferia para o atual governo o ônus pelo estado falimentar que seus amigos novos deixaram o Estado. Que o atual governo, como ele sabe, faz um grande esforço para recuperar.
Sua deselegância foi um escárnio. Chula, para ser sincero. E só teve repercussão pelo ataque grosseiro ao governador Camilo Capiberibe que fizera um discurso claro como água de bica, feito um estadista, reconhecendo elegantemente a derrota de sua candidata Cristina Almeida, vitima do excesso de democracia do governo que deveria merecer elogios do candidato.
A política de alianças a um eventual segundo turno é uma prática comum nas democracias modernas. Nesse item perdeu feio para Roberto Góes que tratou de afagar seus possíveis aliados , caso do Deputado Davi Alcolumbre, dono de 10 % do eleitoral, segundo as urnas.
Ao responder a pergunta do repórter sobre a política de alianças para o segundo turno o candidato do PSOL escorregou feio e falou besteira, ao negar qualquer chance de se unir ao PSB. Deveria saber Clécio Luiz, professor que reclama ser, como disse, que acabara de renegar um instituto da democracia, uma prática comum até na Conchichina, por que não aqui?
Acontece que Clécio juntou seu destino ao de Randolfe e não mais administra suas vontades. São instrumentos de Sarney que no papel de representante mor da Direita brasileira, trabalhou de sol a sol para implodir a esquerda do Amapá e conseguiu.
Antes que me escape quero dizer que poderia regozijar-me com os fatos pois eles confirmam a minha tese da capitulação do PSOL, que teria dispensado seus princípios, ideologia ,estatuto e prática, com o fim de quebrar as esquerdas, velho sonho do coronel Sarney.
Como explicar a aliança do partido em Santana com Rosemiro Rocha, recentissimamente condenado a devolver recursos públicos, nome ligado a Sarney , cujo filho acabou se elegendo Prefeito com o apoio dos psolistas? O Rei está nu? Claro que está.
Não tem mais como esconder essas relações espúrias jamais pensadas no PSOL. Essas coisas são difíceis de caber sob tapetes, de abafar como fazem seus áulicos defensores da mídia paga. Que vai dizer em casa quando por lá instado?
Pretende com isso o "velho" coronel nordestino operar a política de banimento dos Capiberibe da vida pública do Estado, eles que têm uma folha riquíssima de bons serviços prestados a esta terra, dentre eles o de impedir que o maranhense transformasse nosso Amapá a imagem e semelhança do seu sofrido Maranhão de escolas cobertas com folhas de babaçu.
Ao quedar-se a tese sarneysista de imolação de um combatente obsessivo pelas liberdades publicas, o PSOL abandonou a trincheira do "XÔ SARNEY" e abraçou a novíssima "Fica Sarney",da harmonia e daqueles que se lixam para o destino do Estado e combatem um Amapá desenvolvimentista que não querem ver, saber e muito menos ouvir falar.
Assim o PSOL homenageia um político – apesar do cargo, influência e poder, inútil para o Amapá que por três mandatos eletivos como Senador nada fez pelo Estado. Muito pelo contrário, deixou suas digitais nos casos da CEA, BR 156, Aeroporto Internacional e outras coisitas mais.
Por isso Clécio foi tão taxativo em negar qualquer possibilidade de aliança com os socialistas do PSB por não necessitar dela para chegar ao poder municipal, segundo pensa. Ele e sua claque.
Que tinham obrigação de saber que na verdade não é bem assim. Verdade mesmo é que essa decisão não pertence ao Clecio nem ao seu colega Randolfe, mas a Sarney que o transformou num "novo" Gilvan, espécie de " pau mandado " do maranhense.
A razão é simples e meridiana. Ambos foram eleitos com as benções de Sarney e seu grupo da harmonia, por isso estão proibidos pelo "velho" coronel nordestino de buscar apoio no PSB, precisamente pelo fato dessa "separação" , conquistada afinal, ser o trunfo que sempre buscou para derrotar Capiberibe.
O PSOL sabe o que dizem as pesquisas. Por isso a arrogância de Clécio. Dizem que 80% do eleitorado de Cristina Almeida [leia-se PSB] , num eventual segundo turno entre Roberto e Clécio apoiaria o candidato do PSOL.
Reação natural de identidade ideológica do eleitor, digo eu, criada pelo PSB que o PSOL insiste negar. Com a qual romperia, sem pudor, se a situação fosse inversa: Cristina versus Roberto. Não há dúvida sobre isso.
Essa situação mantida daria uma vantagem confortável aos psolistas . Daí que ele nega o PSB como parceiro pela garantia que tem de que esses votos, na sua grande maioria, migrarão naturalmente, sem interferência de ninguém.
O exercício da razão exige mais que a soberba, a empáfia, o "salto alto". Não é verdade que o PSB não tenha controle dos votos de seus militantes,tanto que têm dado provas inequívocas de unidade todas as vezes que convoca a militância para reagir uma agressão.
Basta que suas lideranças decidam convencer a metade desses 80% a não votar em Clécio para a vaca ir por brejo. A fala de Clécio revela um político menos preparado e inteligente do que tenta parecer.
Sem considerar ainda as informações que detém dessas figuras de ponta do partido que, se colocadas para a opinião pública, implodiriam a candidatura psolista.
Além do que sua postura é ruim diante das dificuldades de administrar uma prefeitura, se vir a ganhar o returno, cujo rombo poderá ser igual ou maior que o encontrado por Camilo Capiberibe, deixado por seu sucessor.
Sem base no plano nacional e sem o apoio do governo estadual, que nega estupidamente, deve creditar todas as suas fichas nas mãos do "velho" Sarney, seu novíssimo guru que prova que essa coisa de velho e novo é uma questão de ponto de vista.
Tem "velhos" e "velhos", "novos" e "novos". Para essa gente há diferença sim, uns parecem mais velhos e feios que outros, como na parábola das uvas. Como o caso de amor do PSOL com Sarney , novíssimo por sinal.
Randolfe: o pavão misterioso do PSol
“POUCAS & BOAS” sobre as eleições 2012 – Rup Silva
TUDO NORMAL. Peço vênia para discordar do Des. Raimundo Vales, presidente do TRE sobre a dita normalidade do pleito. Ainda aconteceram fatos escabrosos, segundo a mídia, que derruba a tese da "normalidade" da disputa que não pode ser ignorada e considerada normal. Muitos eleitos abusaram do chamado "poder econômico" tanto que, segundo a imprensa, toneladas de alimentos transformados em "cestas básicas" foram presas, sem contar outras tantas que devem ter passado pelo crivo da justiça, segundo as mesmas denuncias.
TUDO NORMAL II. Uma simples visada na lista de vereadores eleitos para entender que tudo funcionou como dantes. Sem o que, seguramente, Aline das quantas jamais chegaria na posição que chegou. Falar nisso, qual é mesmo o trabalho social e a participação política dessa candidata? Ninguém sabe óbvio, por que não tem. Tal pai, tal filho, como se diz. É a renovação da malandragem para outros.
E vai ficar por aí. Ninguém vai preso, se for logo será solto, ninguém perde o mandato e a humanidade seguirá sua caminhada adiante.
O velho se vestirá de "novo" numa sacada do marqueteiro, novas eleições virão, o povo mais analfabeto ainda votará em seus algozes e a vida segue. Tudo ajustado aos interesses dos que resistem a mudanças e ao figurino do "tudo normal", um chavão nacional.
TUDO NORMAL III. Todos nós reclamamos por uma fiscalização rigorosa do pleito, com toda a isenção possível, abrangendo todos os partidos e coligações. E não foi bem assim. Residências de pessoas íntegras tiveram sua intimidade devassada por falsas denuncias como a do vereador Washington Picanço, que ouviu o protesto de uma mãe indignada, com mais de 70 anos, apontando a justiça aonde deveria procurar ilícitos eleitorais como as residências de Edinho, Favacho, Góes, Gurgel, por coincidência eleitos com folga no começo da fila.
PRINCIPIOS. Essa é uma questão que aflige aqueles que têm princípios e crenças democráticas sólidas em qualquer eleição. O governo, em nome desses princípios, foi irrepreensível. Entre mantê-los e eleger sua candidata, com recursos da máquina pública, arriscou perder, como perdeu, um pleito que poderia ter vencido com folga. Mas não faltarão babacas na mídia que dirão ao contrário, que ganharam de tudo, inclusive da máquina pública. Esperem para ouvir essa baboseira.
MULHER TRAIDA. Foi o que aconteceu com a candidata Marcivania [PT] em Santana, queridinha de Randofe, a quem "ama" de verdade. Desdenhou do governo do Estado e acabou em Irajá. Não sei o que fará do seu amor desbravado pelo PSOL que apoiou incoerentemente Robson Rocha, filho de Rosemiro, condenado pelo TCU a devolver recursos públicos desviados de obras federais. Mas que para compensar é compadre de Sarney, seu padrinho de casamento e guia político. Por arrogância e má avaliação dos fatos, Marcivania perdeu o bonde da historia.
PT O EM BAIXA. Incrível, mas o PT desce a ladeira às vésperas de disputar a reeleição de Dilma Housseff. Aqui sobrevive na UTI um caricato PT cujas lideranças não conseguem sequer trocar duas palavras. Tudo por conta de Sarney que tomou conta da alma de Dava Figueiredo, cujo coração cheio de mágoa, não a deixa raciocinar.
VITORIA DO PRECONCEITO. Aquela investida de um twiteiro, de cunho racista contra a candidata CRISTINA ALMEIDA [PSB\PT] é a face cruel de uma sociedade vitimada pelo ensino de má qualidade que recebe de nossos professores, o que permeia todos os níveis da educação, inclusive o universitário.
A educação do Amapá já não é a mesma. Desde que nossos eméritos mestres se foram, ficou um vácuo no ensino dos jovens amapaenses, cuja formação ético e moral deixou de ter a devida importância, o que transformou nossos jovens em analfabetos funcionais, incapazes de um juízo crítico sobre os fatos ao seu redor. Mas uma vez não acontecerá nada.
MINHA PATRIA AMADA. O Amapá é minha pátria que certamente não é de Sarney, Randolfe, Clécio, Gilvan e inúmeros outros que para cá vieram para sugar nossos valores e nossa grana. Não fosse minha pátria amada diria que somos o pinico do Brasil, lugar para onde se mudam a escória do país.
ELEIÇÕES LIMPAS JÁ. Fico muito preocupado quando alguém comenta que fulano [político] de tal é uma unanimidade na justiça do Estado. Aprendi na escola que justiça não tem lado e que juiz não é torcedor de futebol.
Falo isso por que, apesar da tão decantada "normalidade do pleito", muitas decisões e ações tomadas tinham, uns mais outros menos, as tintas e cores dos candidatos. Que não certamente o amarelo de Cristina Almeida, vitimada por ações orquestradas visando comprometer, sem êxito, o partido do governo.
Por hoje é só.
Baixada do Ambrósio, em Santana, terá policiamento comunitário
Hospital de Santana faz melhorias no controle de medicamentos
Carta ao Povo Macapaense de Cristina Almeida
Deputada Estadual/PSB
O segundo turno da eleição e a encalacrada do PSB – Por Job Miranda
* Por Job Miranda
Aconteceu o que já estava previsto para o primeiro turno da eleição à prefeitura de Macapá; previsto tanto nas pesquisas de opinião como nas manifestações dos eleitores, nas ruas: derrota acachapante da candidatura do PSB. Além de acachapante, não foi uma derrota qualquer por ser inusitada e, num certo sentido, desmoralizante - uma vez que, nunca antes uma candidatura a prefeito apoiada por um governador no Amapá (quem quer que fosse tal governador) tivera uma votação inferior a 24% dos votos. Nem mesmo Bala Rocha (ainda que Bala tivesse caído de paraquedas no domicilio Macapá, e, ainda, no que pesasse o desgaste da gestão do então governador Waldez) tivera, em 2004, votação tão pífia quanto o PSB, agora.
Em toda a história do Partido, e em todas as circunstâncias vividas, o PSB nunca tivera uma derrota de tamanha magnitude e de tão largo significado. Embora o tema deste artigo não seja a derrota eleitoral mencionada, destaca-se aqui, apenas para efeito ilustrativo, as participações do PSB nos pleitos eleitorais majoritários municipais, em Macapá: em 1988, ganhou com Capi; em 1992, apoiou (e ganhou com) Papaléo; em 1996, foi de Waldez Góes; em 2000, ganhou com João Henrique; em 2004, concorreu com Janete; em 2008, foi de Camilo com Randolfe, de vice.
Da ilustração referida, tem-se que, nas eleições dos anos mencionados, com exceção de 1996 (quando obteve 25%% dos votos, no apoio a Waldez), o PSB sempre obtivera votação expressiva, e expressiva com mais de 30% dos votos. Mas, tal expressividade ou performance fora desmanchada nesta eleição. Desmanche esse que, por ser inusitado, requer uma análise com profundidade em base científica, isso porque, se assim não se proceder (e, venha-se dissimular, ocultar ou, mesmo, minorar o tamanho e a abrangência do citado desmanche, da derrota sofrida) se tornará impossível recuperar aquela expressividade (e desempenho) nas urnas.
Ilustrações à parte, o fato é que os pessebistas saíram do primeiro turno numa encalacrada: já com reflexo para a disputa de 2014, a primeira decisão estratégica que o PSB terá de tomar reside em como se portar no segundo turno desta eleição (que atitude tomar em relação a Clécio e a Roberto). Em miúdos, decidir como estratégia, o que é (ou será) mais lucrativo, ou menos prejudicial, a Camilo quando da recandidatura ao governo, em 2014, caso ele venha lutar por reeleição. E isso reflete uma encalacrada de tirar o sono, como que uma sinuca de bico.
Então, o que fazer? Essa indagação nos traz a memória uma obra de Lênin, líder da Revolução Russa de 1917.
O que fazer: apoiar Roberto ou apoiar Clécio? Ou então, privar a militância cristinaiana de orientação ("liberar a militância") deixando-a à deriva? Ora! Já que, deixar a militância à deriva não é opção nem saída, mas isolamento, só resta ajudar a eleger Clécio ou Roberto. Neste contexto, entra em cena a pergunta fatal: negociar o que, para apoiar um deles, se Waldez e Randolfe estão na espreita, de olho em 2014? Se Roberto for reeleito Waldez ressurgirá com toda força como governamentável, em especial se estiver sem condenação judicial. Se Clécio ganhar a eleição, Randolfe (que já está de pé na estrada), e que apresenta certa consolidação, ficaria mais do que nunca consolidadíssimo como candidato a governador para 2014.
Resguardadas as proporções (e complexidades de contexto), os pessebistas já experimentaram dilema como esse da hora. Experimentara em 2002. No segundo turno da eleição daquele ano, os Capiberibe orientaram voto em Waldez Góes. Orientaram voto em Waldez na fé de que, com aquela estratégia, retornariam logo-logo, e com certa facilidade, ao poder. Mas o tiro saiu pela culatra; tanto que os Capiberibe se surpreenderam impotentes diante da fortaleza do que se denominou Harmonia, a qual se tornara tão intransponível, que, não fosse a fortuna (um termo sacramentado por Maquiável), que neste caso se conota sorte [a sorte de contar com a operação denominada Mãos Limpas deflagrada pela Polícia Federal], o PSB tenderia a se tornar um partido nanico e os Capiberibe praticamente estariam "varridos do mapa". Eis algo revelador de uma certeza, de que, em política, a estratégia operada com base na lógica aristotélica ou cartesiana torna-se o caminho mais curto para a "morte"!
Voltando ao contexto atual, o drama do PSB parece ter cores assim: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. O pior de tudo (ou o melhor, conforme se queira) é que o espectro político amapaense não mais se restringe a dois blocos fundamentais, mas a três; de modo que, não há mais que se falar, pelo menos por algum tempo, em terceira via, mas em três blocos, dada a nova configuração de territorialidades organizativas com distribuição um tanto equilibrada de lideranças políticas e quadros eleitorais (Waldez, Capiberibe e Randolfe, quiçá, Lucas). Portanto, a coisa agora é mais complexa que antes, do que a conjuntura de 2006, por exemplo - quando havia a polarização PSB versus PDT.
Todavia, tal polarização está superada. E, com tal superação, tornou-se quase impossível a um bloco, qualquer que seja, vencer eleição em primeiro turno. Essa realidade impõe negociação aos blocos em disputa de segundo turno (juntamente) com o bloco perdedor no primeiro. Isso sugere que, caso Camilo dispute um provável segundo turno, em 2014, ele, Camilo, precisará do apoio do bloco que não passar para o segundo turno. Tendo isso em conta, o PSB não tem como abrir mão de visão estratégica aguçada e habilidade política superior à decisão que tomará neste momento; à qual, num pensar estratégico, não há espaço para vaidades inúteis, desagregacionismo irracional, inexperiência administrativa, e utilitarismo (refletido na esperteza de relação de mão única).
Então, pontualmente, eis a encalacrada do PSB. Tal qual em 2002, o PSB tem o poder de decidir a eleição a prefeito neste segundo turno; porém, nem o PSOL nem o PDT querem o apoio formal do PSB (visto que o PSB está satanizado, isto é fato; não querem porque pega mal), mas ambos querem o apoio do PSB de modo informal, subterrâneo. Os pessebista não podem (ou não poderiam) apoiar Roberto, depois de tudo que se disse sobre o que se denominou Harmonia. Apoiar Clécio? Este, Clécio, queria derrotar os Capiberibe em 2010 e, agora, o PSOL ajudou a eleger Robson Rocha à prefeitura de Santana [fato o qual levará mais dificuldades à campanha que visará reeleição a Camilo (?)] e, mais ainda (registrando novamente) consolida definitivamente a candidatura Randolfe ao governo, a qual já conta com a simpatia da FECOMERCIO e de Jorge Amanajás e poderá contar, também, com Lucas e Davi, se estes abrirem mão da concorrência, e, possivelmente com o PCdoB. Mas, de tudo isso, o lado mais perturbador dessa encalacrada seria errar no apoia, apoiar justamente o bloco que poderá levar ainda mais dificuldade a Camilo em 2014.
O ideal e desejável para o PSB seria apoiar, agora, o bloco que deverá ser o menos competitivo em 2014, uma vez que tal bloco poderá não passar para um provável segundo turno na próxima eleição a governador e, ainda por cima, poderia devolver a gentileza do apoio recebido do PSB à candidatura Camilo. Mas aqui aparece outro dilema, como saber ou prever isso? Quem sabe uma boa quali de laboratório preparadora de uma pesquisa quali de campo, seguida de outra boa quali de laboratório produza informações precisas e indispensáveis a um planejamento estratégico necessário à compreensão situacional do momento, num planejamento com participação de especialistas, dirigentes da organização e colaboradores experientes em elaboração de estratégia, possa, então, dá luz à resolução desse drama, dilema, sinuca de bico, porco, xeque, quebra-cabeças, encalacrada do PSB.
Mas, repetindo, o aqui exposto como encalacrada só fará sentido se ocorrer segundo turno em 2014 e se nele Camilo estiver. Contudo, de repente, o PSB pode não ler o quadro da conjuntura eleitoral assim desse jeito, para, quem sabe, o júbilo de Descartes e Aristóteles, num tomar o rótulo pelo conteúdo. Todavia, por cautela, e isso interessa a todos, seria bom lembrar que já ocorreu, na política brasileira, um gestor com 80% de índice de aprovação perder a eleição da reeleição (como atesta a historiografia sobre eleições, à luz da ciência política, na obra do mestre Alberto Carlos Almeida); bem como, gestor com baixíssimo índice de aprovação ganhar a eleição da reeleição, e ganhar em primeiro turno, caso de Waldez Góes, em 2006, aqui mesmo, no Amapá.
*Job Miranda tem formação sociológica obtida na Universidade Federal do Pará, graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Santa Catarina e Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
SOBRE ALGO QUE RANDOLFE PRECISA EXPLICAR URGENTEMENTE
sábado, 6 de outubro de 2012
No facebook: Nogueira denuncia desespero e terrorismo da oposição e desmente boato sobre prisão
"O desespero é grande da oposição pra voltar ao poder a qualquer custo. A ocorrência que teve nada tem a ver com a campanha da Marcivânia e tampouco comigo. Inventaram que eu e a Marcivânia estávamos presos, inventaram que eu sou dono de motel, depois inventaram que encontraram 2 milhões de reais. Tudo mentira pra tentar confundir a opinião pública. É assim que eles agem e sempre agiram. Eles sabem que não ganham no voto popular e apelam pra mentira e boatos criminosos. Que Deus ilumine a mente de nosso povo para que decida, com sabedoria, a eleição de domingo." (Prefeito Antônio Nogueira em sua página do facebook)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
TV Tucuju fica 24h fora do ar por propaganda negativa
O juiz Eleitoral Marconi Marinho Pimenta decidiu no domingo, 30, deixar por 24h fora do ar a TV tucuju, que 19 de setembro, segundo despacho do magistrado ... "extrapolou todos os limites da livre manifestação de pensamentos e opiniões garantidos constitucionalmente, posto que divulgou fatos inverídicos com o intuito único e exclusivo de atingir a imagem de Cristina Almeida perante os eleitores, para, consequentemente, beneficiar o candidato Roberto Góes. Caracterizando-se, assim, verdadeira prática de propaganda negativa, o que vedado legalmente e deve ser coibida e punida".
Assim, com fundamento no art. 16, inc. II, da Resolução-TSE n. 23.367, JULGO PROCEDENTE o pedido inicial, para conceder o direito de resposta ao representante fixando o tempo total de 03¿31" (três minutos e trinta e um segundos) para o exercício do direito de resposta aqui concedido (tempo igual ao da ofensa); na forma do que estabelece o art. 27, § 2°, da Resolução-TSE n. 23.370, aplico para cada um dos representados (TV Tucuju e Gilvam Borges) a multa no valor de R$ 21.282,00 (vinte e um mil, duzentos e oitenta e dois reais), e, ainda, como sanção, suspendo a programação da emissora de TV representada pelo período de 24 (vinte e quatro) horas, nos termos previstos no art. 83, da Resolução-TSE n. 23.370.
Prefeitura de Macapá sacou na boca do caixa R$ 6 milhões, revela Coaf
Justiça eleitoral determina e PF cumpre busca e apreensão de documentos da Guarda Municipal
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Camilo Capiberibe (PSB) já fez mais por Macapá que Roberto Goés (PDT)
Do site do PSTU: “PSOL Amapá: do PT ao PRTB, as alianças do PSOL no extremo norte”
Um cenário que tem se desenhado eleição após eleição.
Almir Brito, de Santana no Amapá
Nas manhãs quentes do extremo norte, a população ainda carece do mais essencial à sobrevivência, ainda sim seu povo resiste e luta bravamente. Só neste ano foram mais de 70 dias de greve dos professores estaduais, uma greve que resistiu em cada canto deste estado, nos Município mais distante lá estava a classe lutando. Mas essas lutas não devem ser meras lutas econômicas e de uma categoria, mas sim do conjunto de nossa classe contra os governos. A luta do povo amapaense é de classe. Lutas que precisam se estender à disputa por uma saída de classe com todas as formas com as quais se pode fortalecê-la. Por isso, o campo das eleições, ainda que dominado pelos ricos, deve alertar e denunciar o triste retrato da população Amapaense.
Os partidos da esquerda combativa devem cumprir este papel. Denunciar, lutar e reivindicar são qualidades dos partidos do campo da luta e que não se curvam. Mas, infelizmente, ainda que reconheçamos a batalha e obstinação de milhares de militantes honestos do PSOL, também é preciso chamá-los a uma reflexão sobre os rumos que o partido tomou, sobretudo em terras Tucujus.
O PSOL passou dos limites do eleitoralismo. Para nós, não há nada de novo a não ser o aprofundamento de um cenário que tem se desenhado eleições após eleição, mas que sem o devido conhecimento e debate pelo conjunto da militância certamente não extrairemos as lições necessárias.
Um mosaico do vale tudo eleitoral
No município de Água Branca do Amapari, o PSOL faz frente com Socorro Pelaes, do Partido Trabalhista Nacional (PTN) e o vice Ocir de Oliveira Lobato do PSB, na coligação "Pra fazer muito mais" com a seguinte conformação: PRB, PSL, PTN, PPS, PMN, PSB, PSOL, PC do B. Já no Município de Itaubal, o PSOL resolveu coligar com Fabiola do Nascimento do PPS, além do PPS. O partido de Randolfe aglutinou o PRB, PTN, PSDC, PTC, PV, PC do B.
Na capital, o PSOL trouxe junto consigo o PCB, PPS, PRTB, PMN, PTC, PV, tendo como vice o ex secretário do atual prefeito de Macapá, Alan Sales. Mas não bastava. No extremo norte, em Oiapoque, quem contou com o PSOL na coligação foi a candidata do PDT, Orlanda. Na coligação "Oiapoque mais forte" também vieram, além do PDT e PSOL, o PPS e PRTB. Já em Porto Grande, a coligação do PSOL foi com o Pc do B e PSB. Em Tartarugalzinho quem recebeu o apoio do PSOL foi a "ilustre candidatura" do Marcio de Oliveira Brito do PT que também traz o PSB, agora sob o nome "O novo com a força do Povo".
Uma reprise de 2010: o PSOL constrói aliança com o PTB para defender candidatura de aliado de Sarney
O senador Randolfe se aliou ao candidato a prefeito de Santana, Robson Rocha (PTB), no segundo maior município do Amapá. Robson Rocha tem como vice, Roselina Matos do DEM.
Nas ensolaradas tardes amapaense, o senador conduziu o PSOL, em 2012, a dividir o palanque com Lucas Barreto e o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), que foi preso pela Polícia Federal na Operação "Mãos Limpas". Agora, as tardes santanenses contam com o senador apoiando, feroz e incondicionalmente, Robson Rocha(PTB).
Robson é filho do ex-prefeito de Santana, Rosemiro Rocha (PTB), que foi preso em 2004 na operação Pororoca, desencadeada pela Polícia Federal.
Nós não estamos falando de simples coligações formais ou alianças informais como se dá em Santana, o segundo maior município do estado. Existe uma lógica por traz disso. Trata-se de uma política consciente, que traz consigo um cálculo eleitoral. Para o PSOL/AP, 2014 já começou. E em todos os municípios, observamos o cenário de um partido bem diferente daquele defendido por Lenin, ou mesmo daqueles que militam de forma honesta dentro do PSOL para a construção de um partido que tenha como estratégia uma sociedade socialista. Infelizmente, sobretudo no Amapá, o que prevalece é a velha máxima eleitoral.
É difícil se deparar com este quadro quando se olha a fundo a situação destes municípios. Parte deles sofrem ou sofreram com a exploração desenfreada da mineração ou mesmo com a triste perpetuação de oligarquias locais que se valem da mais completa miséria do povo para se perpetuarem no poder. Este cenário de calamidade nos exige uma resposta de classe, mas, infelizmente foi assim que o PSOL resolveu seguir. Resta saber se sua aguerrida militância tomará o mesmo rumo. Nós acreditamos que não. Porém existe uma decisão a ser tomada. Com a palavra a militância do PSOL.
Portanto, é preciso ampliar o chamado aos ativistas sérios e coerentes com o classismo e socialismo a continuar erguendo as bandeiras da classe que há muito o PSOL abandonou, assim como o PT o fez, agora num ritmo ainda mais assustador.




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