sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A 'nova harmonia' do PSOL, a tentativa de esvaziamento de Roberto Góes e posicionamento da Frente Popular

Antes da leitura deste texto, sugiro a leitura do artigo denominado "O ovo de Clécio" de autoria do jornalista Rupa Silva, que faz uma análise sutil do comportamento político e do redirecionamento das forças políticas que disputaram o 1º turno, bem como o posicionamento dessas forças no 2º turno da eleição em Macapá. 

A "cereja do bolo" que faltava para a análise de bamba do jornalista Rup Silva, foi entregue pelo deputado federal Bala Rocha (PDT), aliado do candidato à reeleição Roberto Góes (PDT) ao denunciar a tentativa de esvaziamento da candidatura do seu colega de partido. Góes enfrenta Clécio Luís (PSOL) no 2º turno.
 
Bala Rocha percebendo o redirecionamento das forças políticas da "ANTIGA HARMONIA" falou o que poucos como Rup Silva vinha observando, denominando o realinhamento dessas forças políticas de "NOVA HARMONIA", destruindo a tese de que o PSOL representa o NOVO ao se aliar com grupo políticos de direita, empresários e agentes que participaram da atual gestão de Roberto Góes e do governo da "harmonia" de Waldez Góes/Pedro Paulo (2003 -2010).
 
A aliança ampla de Clécio Luís e do PSOL no 2º turno conta com o apoio de partidos e caciques políticos que recebem orientação e são ligados historicamente ao presidente do Senado, José Sarney (PDMDB-AP). Nenhuma das lideranças que agora sobem no palanque de Clécio Luís dão um passo sem consultar o coronel do Maranhão.
 
A mudança das peças no tabuleiro do xadrez político coloca que em xeque a candidatura daquele que outrora foi o queridinho do coronel do Maranhão, representando um verdadeiro esvaziamento das forças políticas sobreviventes da "ANTIGA HARMONIA" que em 2008 ajudaram a eleger Roberto Góes numa eleição que foi considerada comprada na marra.
 
Ontem mesmo o candidato Clécio Luís anunciou o apoio dos Democratas do deputado Davi Alcolumbre (DEM) à sua candidatura, sem titubear ou lembrar que as resoluções nacionais do PSOL proíbem qualquer tipo de aliança com o partido da extrema direita brasileira (antigo PFL).
 
Além do apoio dos Demos, Clécio Luís conta também com o PTB de Lucas Barreto, eleito vereador em 2012 e que não esconde de ninguém que é um aliado canino do senador José Sarney. Barreto também foi citado no famoso escândalo dos "Atos Secretos", da crise que abalou as estruturas republicanas e quase derrubou Sarney da presidência do Congresso Nacional.
 
O PSOL também conta com o apoio declarado do presidente do PSDB e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Amanajás, que também é um aliado e defensor de José Sarney. Amanajás é citado na Operação "Mãos Limpas" da Polícia Federal e se considera um árduo defensor do agronegócio junto com seu antecessor na presidência da ALAP (Lucas Barreto) e outros que apoiam o PSOL.
 
Bala Rocha tem razão quando afirma que está sendo construída uma "NOVA HARMONIA" com o redirecionamento de forças políticas que teoricamente deveriam apoiar Roberto Góes (PDT), já que todos se unem quando o assunto é a serventia aos interesses de Sarney. Segundo ele PSOL, PTB, DEM, PSDB estariam plantando a semente da "NOVA HARMONIA". Bala esqueceu-se de citar o PPS, PV e outros nanicos que já estão com o Clécio na amplíssima aliança. Ainda tem o PCdoB que declarou apoio na noite desta quinta-feira.
 
Quem não deve embarcar nessa é o PSTU de Genival Cruz, dono de uma expressiva votação, maior que a do PCdoB que disputou a eleição com o mandato do deputado federal Evandro Milhomem.
 
Nessa conjuntura, o PDT de Roberto Góes ficaria com a reeleição comprometida. Mas é preciso analisar os motivos desse esvaziamento da candidatura do atual prefeito que sempre foi aliado histórico do senador José Sarney e isso será destrinchado em outro momento. A coligação Construindo e Gerando Emprego conta também com uma aliança ampla de partidos: PDT, PSD, PMDB, PR, PP, PTdoB, PSC, PSDC, PHS e PSL.
 
Só restaram duas forças políticas importantes nesse cenário de definição do 2º turno em Macapá: PSB e PT. Os dois partidos formaram a Frente Popular junto com o PPL e PTN e disputaram o 1º turno com a candidatura de Cristina Almeida (PSB), a terceira colocada na disputa eleitoral.
 
A aliança PSB/PT saiu vitoriosa em 2010 após sucessivos escândalos de corrupção e a deflagração da Operação "Mãos Limpas" da PF, que ajudou Camilo Capiberibe, que não tinha rabo preso com a "harmonia", a derrotar Lucas Barreto, PSOL e seus aliados.
 
O atual cenário de remanejamento das forças políticas mostra uma clara tentativa de isolamento político do PSB e do PT. Isso já aconteceu em outros tempos quando a "harmonia" governou o Amapá. Sarney foi o mentor do isolamento político do PSB, que ressurgiu das cinzas em 2010 após o PT anunciar ruptura com antigo grupo político que governava o Amapá.
 
Parece que agora em 2012 tentam repetir a tese de isolamento político do PSB na perspectiva de também forçar o PT a romper com atual projeto de governo que tirou o nome do Amapá da lama, recuperando nossa credibilidade em Brasília e retomando obras e projetos importantes para o desenvolvimento local.
A pressão sobre o PT é feita de fora pra dentro ao atrair Dalva Figueiredo, Lourival Freitas, (esses não escondem que são fãs de Sarney), Evandro Gama e outros que vão a reboque do discurso do "NOVO".
 
O PSOL tem o claro objetivo de derrotar o governo que aí está. Tanto é fato que bancou nos bastidores uma greve eleitoral sob o manto de um discurso de que o PSB não respeitava a Lei do Piso da Educação e oprimia os professores. Agora mesmo a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE) desmascarou a farsa, mostrando que o Amapá é um dos poucos estados da federação que cumpre o Piso.
 
Além disso, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL) e o senador José Sarney já haviam ensaiado o atual cenário político, quando apoiaram o jogo sujo promovido pela campanha de Robson Rocha (PTB), arquitetando um golpe eleitoral contra o PT, fruto de uma falsa denúncia que contou com o uso da Policia Federal fazendo uma batida num motel da cidade.
 
Os apoiadores da campanha de Robson Rocha com a ajuda de uma matéria canalha da TV Amapá, afiliada da Rede Globo, cujo diretor Arilson Freires é sobrinho do ex-prefeito Rosemiro Rocha, espalharam pela cidade o boato de que a candidata Marcivânia Flexa (PT) e o prefeito Antônio Nogueira (PT) teriam sido presos com 2 milhões de reais dentro de um motel. Tal factoide político desestabilizou e desequilibrou a eleição, já que muitos eleitores leigos acreditaram na mentira propalada nos quatro cantos da cidade, dois dias antes do pleito eleitoral.
 
Diante desse cenário a melhor opção para o PSB, o PT e a Frente Popular seria a declaração de neutralidade, abstendo-se de ajudar qualquer uma das duas candidaturas que direta ou indiretamente farão de tudo pra derrotar o projeto mudancista iniciado em 2010 com a vitória de Camilo Capiberibe. O exemplo de Santana serve para que o PT tome uma decisão unificada não deixando que a legenda se fracione no 2º turno por conta de interesses de grupos fisiológicos. Ao PSB cabe a defesa da continuidade da Frente Popular e uma reforma administrativa que construa a governabilidade pós-eleição e que condicione o fortalecimento das duas legendas e dos aliados.

PSOL adota o poder pelo poder em Macapá - Por Chico Bruno

Chico Bruno
Será que existe alguma diferença entre o DEM de César Maia, o DEM de ACM Neto e o DEM de Davi Alcolumbre em Macapá?
Será que Marcelo Freixo, candidato do PSOL a prefeitura do Rio de Janeiro, aceitaria o apoio do DEM de César Maia, se por acaso tivesse ido para a disputa contra Eduardo Paes?
Duvide-o-dó.
E a prova é que o PSOL, através de Freixo, anunciou que não vai apoiar Rodrigo Neves (PT), no segundo turno, em Niterói, cidade vizinha ao Rio de Janeiro, sob a alegação que o partido não tem como avalizar o candidato do governador fluminense Sérgio Cabral (PMDB).
Em Salvador para deixar claro que óleo e água não se misturam, o PSOL baiano expressou em nota pública a sua decisão, avaliando que a candidatura de ACM Neto (DEM) representa "um projeto antipopular". “É a candidatura orgânica da burguesia baiana e dos poderosos. Representa o que há de mais retrogrado na política baiana. Os anos de dominação carlista na Bahia e em Salvador foram marcados por autoritarismo, violência contra o povo, corrupção, privatização da cidade, privilégios para os mais ricos e subordinação do poder público aos seus próprios interesses políticos e econômicos”, afirma a nota socialista. Quanto a Nelson Pelegrino (PT), o PSOL considera que é um “projeto de submissão aos poderosos”. “Históricos quadros do carlismo estão na base de apoio dos governos do PT nas esferas estadual e nacional”.
Vale lembrar que em 2010 o PSOL declarou "apoio crítico" à Dilma Rousseff, afirmando que só optou por fazê-lo, a fim de garantir a derrota da direita convencional representada na candidatura de José Serra (PSDB) apoiada pelo DEM nas eleições gerais, e que iria continuar a se opor à política centrista do governo do PT. Muitos membros do partido, incluindo o candidato presidencial Plínio de Arruda Sampaio, optaram pelo voto nulo, recusando-se a apoiar Rousseff.
E, ainda em 2010, o candidato do PSOL ao governo gaúcho, Pedro Ruas, em entrevista ao jornal Sul 21 mostrou as diferenças do partido em relação aos demais.
“O PSOL não abre mão de ser socialista. Ser socialista, para nosso partido, não é uma estratégia, existe um projeto socialista. E cuidamos muito do método. Essa linha de ser absorvido pelo sistema é detestada pelo PSOL. Os partidos tradicionais, e infelizmente neste aspecto eu tenho que incluir o PT, acabam disputando o poder pelo poder. Não há coisa tão contraditória como essa busca do PT por aliança com o PTB... Então, a gente vê o PT procurando o PTB, o PMDB com o PDT. No plano nacional o PT e o PMDB juntos. Estes partidos não têm um programa de governo, eles tem um projeto de ganhar. E essas alianças esdrúxulas acabam tendo necessariamente o preço da repartição dos cargos. Ai é aquele horror que vemos por ai. Por quê? Porque não há programa de governo. Tu não vês uma discussão sobre o plano de governo. Nós temos a pretensão de ter o melhor programa de governo desta eleição e isto não é difícil. O dinheiro público é sagrado. No nosso ponto de vista ele é intocável e todos aqueles que fugirem esta linha serão combatidos e por nós denunciados.”
Por isso, fica difícil entender o porquê do PSOL do Amapá ter corrido atrás e conquistado o apoio do DEM para Clécio Luis, candidato do socialismo e liberdade, na disputa contra Roberto Góes (PDT) pela Prefeitura de Macapá.
O apoio do DEM ao PSOL em Macapá derruba a teoria de que óleo e água não se misturam.
O PSOL do Amapá difere muito do partido na maioria do País. Tanto que deve levar adiante o projeto entre PTB e PSOL, iniciado em 2010, com a eleição de Randolfe Rodrigues para o Senado, haja vista que ao discursar no ato de adesão do DEM/PTB/PSDB a sua candidatura, Clécio Luis praticamente lançou a candidatura de Lucas Barreto (PTB) ao governo do Amapá em 2014.
Resumo da ópera.
Mas, porque o PSOL do Amapá age na contramão da legenda no resto do País?
A resposta, que mais se aproxima da realidade, é a conquista do poder pelo poder, conforme assinalou o psolista Pedro Ruas em relação a demais legendas.
Pelo visto, o PSOL do Amapá parafraseia José Dirceu:
"Nós não temos vergonha desse apoio, pelo contrário: precisamos dele e agradecemos."

Coligação DEM/PTB/PSDB apoia candidato do PSol

Diário do Amapá
A coligação que disputou o primeiro turno da eleição majoritária municipal em Macapá com Davi Alcolumbre para prefeito, formada pelo DEM, PTB e PSDB, ontem oficializou apoio a Clécio Luís, do Psol, para o pleito em segundo turno.
O apoio foi manifestado durante cerimônia política no Macapá Hotel com a presença do candidato a prefeito Clécio Luís e do senador Randolfe Rodrigues, pelo Psol; Davi Alcolumbre e professora Jurema, que concorreram a prefeito e vice, na eleição de 7 de outubro; professor Eduardo Seabra, presidente do PTB, vereador eleito Lucas Barreto (PTB); prefeito eleito de Santana Robson Rocha (PTB) e do ex-senador Papaléo Paes representando o PSDB nacional.
Todos os oradores que se revesaram fizeram questão de destacar que a aliança que se formava era programática, sem interesses pessoais ou de grupos e ainda de compromisso de trabalho por Macapá.
Lucas governador
Durante a cerimônia de adesão da coligação DEM-PTB-PSDB à candidatura de Clécio Luís, ontem à tarde, no Macapá Hotel, o ex-deputado estadual e vereador eleito Lucas Barreto foi lançado pré-candidato a governador do Amapá para concorrer em 2014.
O lançamento da candidatura de Lucas foi feito pelo candidato a prefeito de Macapá, Clécio Luís, ao se dirigir a Lucas. “Eu não sei se lhe chamo de deputado, vereador ou governador, Lucas Barreto”.
As palavras de Clécio provocaram uma efusão de palmas, levando muitos a crer que o projeto entre PTB e Psol, iniciado em 2010 com a eleição de Randolfe Rodrigues para o Senado, passa pela candidatura de Lucas ao governo, em 2014, e não pela do parlamentar que conquistou o Senado da República.

PT decide representar contra Clécio por uso indevido de símbolo da estrela do PT em campanha

A Comissão Executiva Municipal do PT de Macapá decidiu nesta quinta-feira (11/10/12) por representar juridicamente junto ao TRE-AP expediente pelo uso sem autorização de um de seus símbolos (estrela vermelha de 5 pontas) pela campanha do candidato do PSol (Clécio) que concorre a prefeitura de Macapá.

Como é sabido por todos, os partidos definem e registram junto a Justiça eleitoral simbologia visual e números para sua identificação junto ao eleitorado. Além da estrela vermelha contendo a sigla PT e do número 13, o PT possui ainda o direito autoral de slogans como OPTEI e Lula Lá.
 
Já havia sido observado no primeiro turno essa propaganda equivocada, entretanto com a intensificação da mesma no segundo turno, o PT Macapá se sente na obrigação e direito de cobrar respeito e manutenção de sua identidade política junto ao órgão regulador da justiça eleitoral diante da insistente tentativa de confundir o eleitor macapaense com a produção em larga escala de adesivos utilizando a estrela símbolo do PT com o número do PSol, caracterizando com isso apropriação de marca registrada e uso indevido de propriedade intelectual alheia.

A CEM ressalta que tal atitude não tem interesse de promover antipatia ou preferência por um ou outro candidato nesta nova eleição, mas para minimizar o sentimento de desrespeito manifestado por uma parcela significativa de filiados e filiadas compartilhado também pelos os membros dessa executiva municipal, bem como reguardar um patrimônio construído no imaginário popular ao longo de anos de militância

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Marcivânia denuncia armação e diz que Randolfe e Sarney apoiaram grupo político que arruinou Santana


Na noite de sexta-feira, 5, o boato de que a candidata pelo PT à prefeita de Santana, Marcivânia Flexa, tinha sido presa, em um motel com a quantia de R$ 2 milhões, se espalhou de forma tão rápida no município que sua eleição tida como certa em Santana, até por seus adversários, terminou com a derrota nas urnas.

Mas além deste golpe o que chamou a atenção de Marcivânia Flexa foi a posição política adotada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL), que em Santana se aliou ao PTB e DEM, e ao próprio senador José Sarney. "Grupos políticos que ele conhece os modos operantes, modos que ele no passado reprovava", lamentou.
 
Para Marcivânia há dúvida de que a ação articulada pelo Ministério Público Eleitoral teve influência de pessoas poderosas. "Era noite, mas foi uma ação que deu muita visibilidade. Muita gente foi para o motel onde eu supostamente estava presa. A Polícia Federal se negou a emitir uma nota informando à população de que eu não havia sido presa e que também não havia sido encontrado absolutamente nada, então me estranhou essa negativa. Conseguimos uma liminar na Justiça garantindo que a verdade fosse informada à população, e vai ser dada agora, depois que o prejuízo já foi causado", lamenta.
 
Os fatos são evidentes que Marcivânia não tem dúvidas de que foi uma armação que inclusive já tinha sido anunciada. "O grupo ligado ao prefeito eleito, do qual o senador Randolfe faz parte, tinha dito que as vésperas da eleição ia cair uma bomba na cidade, se referindo a um escândalo. Fiquei tranquila, porque tenho um passado limpo, mas eles jogaram mais baixo do que eu imaginava", indigna-se Marcivânia.
 
Além das redes sociais, há fortes indícios de que uma empresa foi contratada para enviar mensagens para inúmeros celulares, dando a falsa informação da prisão.
 
Como era sexta-feira, a candidata não pôde recorrer aos programas eleitorais para se defender. Alguns programas de TV e rádio repercutiram no sábado, 6, a informação da suposta apreensão de dinheiro e prisão, sem ouvir o outro lado ou a Polícia Federal, a fonte oficial que poderia desmentir o fato.
 
De acordo com Marcivânia, na manhã de sábado já tinha panfleto pronto e circulando em Santana anunciando a prisão dela e apreensão do dinheiro. "Até hoje, algumas pessoas ainda pensam que essa informação é verdadeira, mas quem me conhece sabe que não é, porque eu jamais seria presa, muito menos com dinheiro porque não é assim que eu faço campanha", disse.
 
Sobre o posicionamento político Marcivãnia disse que vai fazer uma oposição séria e responsável. "Esse grupo já governou Santana por oito anos e a gente sabe que administração foi desastrosa e ruim para a população. Então é uma oposição responsável. A primeira decisão é voltar agora para a sala de aula, como voltei quando sai do mandato de deputada federal. Vou cobrar as propostas de campanhas que foram feitas e como santanense vou torcer para que eles governem nosso município com responsabilidade, porque se não for quem sofrerá é a população".

Greve foi golpe eleitoral: CNTE diz que Amapá cumpre a Lei do Piso Nacional da Educação

O piso nacional dos professores deverá sofrer um reajuste menor que o previsto em razão da queda da arrecadação de tributos pelo governo. A expectativa no início do ano era de que os docentes teriam um aumento de 21% em 2013, mas o índice corre o risco de ficar abaixo dos 7,86% concedidos em 2010. O Ministério da Educação (MEC) diz que a taxa só será definida no fim do ano.
Este ano a categoria recebeu 22% de aumento, o que comprometeu o orçamento de Estados e municípios e reabriu a discussão sobre o cálculo do reajuste. Um acordo entre prefeitos e docentes pode equilibrar a situação. Pela proposta, a atualização dos salários seria feita pela reposição da inflação do ano anterior mais 50% da variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) nos últimos dois anos.
Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a mudança deve acabar com as dificuldades para cumprir a Lei do Piso. “É preciso melhorar os vencimentos iniciais dos professores para tornar a carreira mais atrativa”, diz. A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) apoia a proposta, elaborada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). “O modelo atual torna o salário do professor impagável com o passar do tempo”, afirma o prefeito de Vitória (ES), João Coser, presidente da FNP.
Cara chama de “inaceitável” um projeto de lei que aguarda votação na Câmara e determina que a correção do piso seja feita com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “O trabalhador precisa ter aumentos reais”, argumenta.
Atualmente os professores da educação básica (ensino infantil ao médio) na rede pública recebem R$ 1.451 mensais. A remuneração vale para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Entidades ligadas ao magistério, porém, afirmam que nem todos os Estados e municípios cumprem a norma.
Segundo a CNTE, apenas os governos de Acre, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso e Rondônia obedecem a todos os pontos da Lei do Piso, o que inclui a destinação de 1/3 da jornada para atividades extraclasse.
A lei existe desde 2008 e já foi contestada por alguns governadores na Justiça. No mês passado seis deles questionaram no Supremo Tribunal Federal (STF) a regra em vigor, alegando que perderam a autonomia para determinar os vencimentos de seus servidores. O ministro Joaquim Barbosa será o relator do processo, que ainda não tem data para ir a julgamento.
O piso é atualizado de acordo com a variação no valor mínimo de investimento por aluno previsto no (Fundeb). Com menos tributos alimentando o fundo por conta da desaceleração da atividade econômica, caíram também as projeções de reajuste salarial para os docentes.
Em nota, o MEC diz que a reestimativa de recursos do Fundeb só é definida pelo Tesouro Nacional no fim do ano. “Portanto, qualquer avaliação sobre o volume de reajuste, ou de eventual mudança na fórmula, é precipitada”, afirma a pasta. (Estadão.com)

PRB declara 'neutralidade' no 2º turno das eleições em SP

Paulo Toledo Piza
Do G1 SP
 
O pastor Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, anunciou na tarde desta quarta-feira (10) que o partido ficará neutro na disputa do segundo turno em São Paulo. O candidato do PRB na capital paulista, Celso Russomanno, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, estava presente no anúncio, ocorrido em comitê na região dos Jardins.
 
Russomanno também disse, durante entrevista coletiva, que não irá declarar apoio a nenhum dos dois candidatos na disputa, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). Ele afirmou que tomou a decisão por causa da "baixaria na eleição". “O eleitor decidiu votar em nós porque não queria votar nem no Serra nem no Haddad. Por respeito ao nosso eleitor, decidimos pela neutralidade."
 
Marcos Pereira disse não acreditar que a decisão irá influenciar no relacionamento com o governo federal, já que o partido é da base aliada da presidente Dilma Rousseff. “Não dizem que o que acontece em Vegas, stay [fica] em [Las] Vegas? O que acontece em São Paulo, stay em São Paulo. O que acontece em São Paulo não afeta, quero crer nisso.”
 
Ele acrescentou que a presidente chegou a pedir que o partido mantivesse o alinhamento da base do governo. Questionado se a decisão pela neutralidade poderia levar à perda do cargo do ministro da Pesca, Marcelo Crivella, o presidente nacional do partido respondeu: "Ele volta ao Senado e a vida continua".
 
Russomanno pediu que os eleitores que votaram nele também se mantenham neutros em caso de ataques entre o petista e o tucano na campanha do segundo turno. "Eu peço aos nossos eleitores que, se houver baixaria outra vez, que eles façam um protesto e fiquem neutros também." O PTdoB também declarou neutralidade e outros três partidos que participaram da coligação de Russomanno, PTN, PHS e PRP, ainda não definiram eventuais apoios.
 
PTB
O PTB, que fazia parte da coligação com Russomanno, declarou que irá apoiar Serra. O anúncio oficial será feito nesta quinta-feira (11), às 10h30, na sede do partido, na Avenida Nove de Julho, na região central da cidade.
 
O acordo foi feito pelo presidente do PTB, o deputado estadual Campos Machado, com o governador Geraldo Alckmin. Segundo o partido, o governador e o candidato José Serra estarão presentes no anúncio.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O “OVO” DE CLÉCIO – Por Rup Silva

O erro de certos políticos é que diante do efêmero sucesso não conseguem separar seus interlocutores. Imaginam, na sua euforia, que podem nos colocar no mesmo balaio da ignorância que estão seus anônimos e desinformados eleitores das baixadas.

Impregnados por essa ideia estapafúrdia, ficam a desfilar sua empáfia e seu rosário de incoerências sem dó e piedade, como diria minha mãe, uma sábia. Numa cidade de muro baixo, como a nossa Macapá [ainda bem], impossível vender gato por lebre por muito tempo sem ser descoberto algum dia.

Clécio Vieira do PSOL é um exemplo. Um mau exemplo desse tipo de político. Nem bem os números do TRE sentaram, lá estava ele colocando um ovo daqueles, como se fala na gíria.

No papel do "novo" queridinho da harmonia e da Direita amapaense , a soberba lhe subiu à cabeça ao discursar depois da seu meio triunfo, o direito de disputar com Roberto Góes [PDT], o segundo turno para a Prefeitura de Macapá, demonstrando hostilidade ao PSB, a quem dispensou de uma possível aliança sequer oferecida.

O mais grave de tudo, no entanto, é que absolvia de culpa seus novos amigos da harmonia pelas atrocidades cometidas contra o Amapá; numa linguagem canhestra, imbecil, idiotizada, desfocada da realidade, transferia para o atual governo o ônus pelo estado falimentar que seus amigos novos deixaram o Estado. Que o atual governo, como ele sabe, faz um grande esforço para recuperar.

Sua deselegância foi um escárnio. Chula, para ser sincero. E só teve repercussão pelo ataque grosseiro ao governador Camilo Capiberibe que fizera um discurso claro como água de bica, feito um estadista, reconhecendo elegantemente a derrota de sua candidata Cristina Almeida, vitima do excesso de democracia do governo que deveria merecer elogios do candidato.

A política de alianças a um eventual segundo turno é uma prática comum nas democracias modernas. Nesse item perdeu feio para Roberto Góes que tratou de afagar seus possíveis aliados , caso do Deputado Davi Alcolumbre, dono de 10 % do eleitoral, segundo as urnas.

Ao responder a pergunta do repórter sobre a política de alianças para o segundo turno o candidato do PSOL escorregou feio e falou besteira, ao negar qualquer chance de se unir ao PSB. Deveria saber Clécio Luiz, professor que reclama ser, como disse, que acabara de renegar um instituto da democracia, uma prática comum até na Conchichina, por que não aqui?

Acontece que Clécio juntou seu destino ao de Randolfe e não mais administra suas vontades. São instrumentos de Sarney que no papel de representante mor da Direita brasileira, trabalhou de sol a sol para implodir a esquerda do Amapá e conseguiu.

Antes que me escape quero dizer que poderia regozijar-me com os fatos pois eles confirmam a minha tese da capitulação do PSOL, que teria dispensado seus princípios, ideologia ,estatuto e prática, com o fim de quebrar as esquerdas, velho sonho do coronel Sarney.

Como explicar a aliança do partido em Santana com Rosemiro Rocha, recentissimamente condenado a devolver recursos públicos, nome ligado a Sarney , cujo filho acabou se elegendo Prefeito com o apoio dos psolistas? O Rei está nu? Claro que está.

Não tem mais como esconder essas relações espúrias jamais pensadas no PSOL. Essas coisas são difíceis de caber sob tapetes, de abafar como fazem seus áulicos defensores da mídia paga. Que vai dizer em casa quando por lá instado?

Pretende com isso o "velho" coronel nordestino operar a política de banimento dos Capiberibe da vida pública do Estado, eles que têm uma folha riquíssima de bons serviços prestados a esta terra, dentre eles o de impedir que o maranhense transformasse nosso Amapá a imagem e semelhança do seu sofrido Maranhão de escolas cobertas com folhas de babaçu.

Ao quedar-se a tese sarneysista de imolação de um combatente obsessivo pelas liberdades publicas, o PSOL abandonou a trincheira do "XÔ SARNEY" e abraçou a novíssima "Fica Sarney",da harmonia e daqueles que se lixam para o destino do Estado e combatem um Amapá desenvolvimentista que não querem ver, saber e muito menos ouvir falar.

Assim o PSOL homenageia um político – apesar do cargo, influência e poder, inútil para o Amapá que por três mandatos eletivos como Senador nada fez pelo Estado. Muito pelo contrário, deixou suas digitais nos casos da CEA, BR 156, Aeroporto Internacional e outras coisitas mais.

Por isso Clécio foi tão taxativo em negar qualquer possibilidade de aliança com os socialistas do PSB por não necessitar dela para chegar ao poder municipal, segundo pensa. Ele e sua claque.

Que tinham obrigação de saber que na verdade não é bem assim. Verdade mesmo é que essa decisão não pertence ao Clecio nem ao seu colega Randolfe, mas a Sarney que o transformou num "novo" Gilvan, espécie de " pau mandado " do maranhense.

A razão é simples e meridiana. Ambos foram eleitos com as benções de Sarney e seu grupo da harmonia, por isso estão proibidos pelo "velho" coronel nordestino de buscar apoio no PSB, precisamente pelo fato dessa "separação" , conquistada afinal, ser o trunfo que sempre buscou para derrotar Capiberibe.

O PSOL sabe o que dizem as pesquisas. Por isso a arrogância de Clécio. Dizem que 80% do eleitorado de Cristina Almeida [leia-se PSB] , num eventual segundo turno entre Roberto e Clécio apoiaria o candidato do PSOL.

Reação natural de identidade ideológica do eleitor, digo eu, criada pelo PSB que o PSOL insiste negar. Com a qual romperia, sem pudor, se a situação fosse inversa: Cristina versus Roberto. Não há dúvida sobre isso.

Essa situação mantida daria uma vantagem confortável aos psolistas . Daí que ele nega o PSB como parceiro pela garantia que tem de que esses votos, na sua grande maioria, migrarão naturalmente, sem interferência de ninguém.

O exercício da razão exige mais que a soberba, a empáfia, o "salto alto". Não é verdade que o PSB não tenha controle dos votos de seus militantes,tanto que têm dado provas inequívocas de unidade todas as vezes que convoca a militância para reagir uma agressão.

Basta que suas lideranças decidam convencer a metade desses 80% a não votar em Clécio para a vaca ir por brejo. A fala de Clécio revela um político menos preparado e inteligente do que tenta parecer.

Sem considerar ainda as informações que detém dessas figuras de ponta do partido que, se colocadas para a opinião pública, implodiriam a candidatura psolista.

Além do que sua postura é ruim diante das dificuldades de administrar uma prefeitura, se vir a ganhar o returno, cujo rombo poderá ser igual ou maior que o encontrado por Camilo Capiberibe, deixado por seu sucessor.

Sem base no plano nacional e sem o apoio do governo estadual, que nega estupidamente, deve creditar todas as suas fichas nas mãos do "velho" Sarney, seu novíssimo guru que prova que essa coisa de velho e novo é uma questão de ponto de vista.

Tem "velhos" e "velhos", "novos" e "novos". Para essa gente há diferença sim, uns parecem mais velhos e feios que outros, como na parábola das uvas. Como o caso de amor do PSOL com Sarney , novíssimo por sinal.

Randolfe: o pavão misterioso do PSol

Direto da Varanda: Por Chico Bruno
 
Já que mídia brasileira não dá muita importância às eleições das capitais do Norte do País, vou colocar a colher de pau para mexer este angu.
Aliás, justiça se faça, a mídia nacional cobriu com ênfase o episódio do ovo manauara, pois a suposta vítima, a candidata Vanessa (PCdoB), voou para Brasília para denunciar o fato do Plenário do Senado, caso contrário o episódio se resumiria ao noticiário regional.
A mídia nacional, também deu destaque à ida de Lula ao comício de Vanessa para atacar o adversário dela – Arthur Virgílio (PSDB) – um desafeto histórico do ex-presidente.
No mais é como se não existisse campanha eleitoral na região, mesmo com a perspectiva de o PT perder a capital do Acre, que governa desde 1992 ou a possibilidade de o PSOL ganhar em Belém e Macapá.
É por isso que existe um tanto de verdade, quando os jornalistas mais velhos dizem que não se fazem mais repórteres desconfiados com as novidades que desembarcam em Brasília.
Se houvesse, desde a ascensão aos holofotes do jovem senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) já teria acontecido uma revoada de repórteres nacionais ao Amapá para conhecer mais sobre as origens políticas desta nova estrela.
Ao que parece a lição de Collor foi esquecida.
Será que os coleguinhas que cobrem o Congresso Nacional sabem que Randolfe e o seu fiel escudeiro Clécio Luis, candidato que vai disputar o segundo turno em Macapá, começaram, bem jovens, na política pelas mãos do ex-governador do Amapá, João Capiberibe (PSB), que os nomeou secretários estaduais na cota do PT?
Eles não sabem, pois se fiam nas informações oficiais, haja vista que este detalhe importante nas biografias de Randolfe e Clécio foi simplesmente omitido.
Pois fiquem sabendo que foi a partir daí que Randolfe se elegeu deputado estadual em 1998 na coligação que reelegeu o governador João Capiberibe.
Clécio continuou no governo de Capiberibe como secretário de Educação e depois como presidente da Agência de Fomento do Amapá (AFAP), só vindo a disputar o primeiro mandato eletivo em 2004, quando conquistou uma cadeira de vereador de Macapá.
Até 2010, Randolfe e Clécio alternaram idas e vindas ao ninho do PSB.
Em 2006, Clécio disputou o governo do Amapá enfraquecendo a então candidatura de João Capiberibe.
Em 2008, Randolfe e Clécio voltaram ao ninho do PSB e o hoje senador foi candidato a vice-prefeito na chapa de Camilo Capiberibe.
Mas, em 2010, os dois decidiram trocar a ideologia radical do PSol pela esperteza política de uma aliança branca com as forças conservadoras do Amapá, o que proporcionou a Randolfe chegar ao Senado aos 38 anos, onde para se vender aos jornalistas como uma nova estrela do PSol, disputou a presidência da Casa contra José Sarney, que era o mentor do candidato ao governo que ele apoiou na tal aliança branca.
Complicada operação, que contou com a benevolência de Sarney.
Nesta eleição municipal no Amapá, em nome de levar o poder de Macapá a qualquer custo político, Randolfe e Clécio se aliaram novamente de forma dissimulada na capital com o PTB de Lucas Barreto, o tal que é afilhado de Sarney, mas em Santana, segundo maior município do Estado e vizinho a capital, apoiaram com todo o destemor o candidato do PTB contra uma antiga companheira do PT (na foto o senador com o candidato do PTB/DEM).
Resumo da ópera.
Em Brasília, o senador Randolfe Rodrigues possa como um opositor tanto ao governo federal, quanto a oposição a presidente Dilma Rousseff.
Mas no Amapá, Randolfe se mistura a partidos políticos e lideranças envolvidas em escândalos de corrupção a ponto de nunca ter se pronunciado no plenário do Senado sobre as Operações Pororoca e Mãos Limpas, da Policia Federal, haja vista que no Amapá está próximo dos atores dessas operações.
Ao agir assim vale rotular ou carimbar o senador Randolfe como um verdadeiro “pavão misterioso”.

“POUCAS & BOAS” sobre as eleições 2012 – Rup Silva

TUDO NORMAL. Peço vênia para discordar do Des. Raimundo Vales, presidente do TRE sobre a dita normalidade do pleito. Ainda aconteceram fatos escabrosos, segundo a mídia, que derruba a tese da "normalidade" da disputa que não pode ser ignorada e considerada normal. Muitos eleitos abusaram do chamado "poder econômico" tanto que, segundo a imprensa, toneladas de alimentos transformados em "cestas básicas" foram presas, sem contar outras tantas que devem ter passado pelo crivo da justiça, segundo as mesmas denuncias.

TUDO NORMAL II. Uma simples visada na lista de vereadores eleitos para entender que tudo funcionou como dantes. Sem o que, seguramente, Aline das quantas jamais chegaria na posição que chegou. Falar nisso, qual é mesmo o trabalho social e a participação política dessa candidata? Ninguém sabe óbvio, por que não tem. Tal pai, tal filho, como se diz. É a renovação da malandragem para outros.

E vai ficar por aí. Ninguém vai preso, se for logo será solto, ninguém perde o mandato e a humanidade seguirá sua caminhada adiante.

O velho se vestirá de "novo" numa sacada do marqueteiro, novas eleições virão, o povo mais analfabeto ainda votará em seus algozes e a vida segue. Tudo ajustado aos interesses dos que resistem a mudanças e ao figurino do "tudo normal", um chavão nacional.

TUDO NORMAL III. Todos nós reclamamos por uma fiscalização rigorosa do pleito, com toda a isenção possível, abrangendo todos os partidos e coligações. E não foi bem assim. Residências de pessoas íntegras tiveram sua intimidade devassada por falsas denuncias como a do vereador Washington Picanço, que ouviu o protesto de uma mãe indignada, com mais de 70 anos, apontando a justiça aonde deveria procurar ilícitos eleitorais como as residências de Edinho, Favacho, Góes, Gurgel, por coincidência eleitos com folga no começo da fila.

PRINCIPIOS. Essa é uma questão que aflige aqueles que têm princípios e crenças democráticas sólidas em qualquer eleição. O governo, em nome desses princípios, foi irrepreensível. Entre mantê-los e eleger sua candidata, com recursos da máquina pública, arriscou perder, como perdeu, um pleito que poderia ter vencido com folga. Mas não faltarão babacas na mídia que dirão ao contrário, que ganharam de tudo, inclusive da máquina pública. Esperem para ouvir essa baboseira.

MULHER TRAIDA. Foi o que aconteceu com a candidata Marcivania [PT] em Santana, queridinha de Randofe, a quem "ama" de verdade. Desdenhou do governo do Estado e acabou em Irajá. Não sei o que fará do seu amor desbravado pelo PSOL que apoiou incoerentemente Robson Rocha, filho de Rosemiro, condenado pelo TCU a devolver recursos públicos desviados de obras federais. Mas que para compensar é compadre de Sarney, seu padrinho de casamento e guia político. Por arrogância e má avaliação dos fatos, Marcivania perdeu o bonde da historia.

PT O EM BAIXA. Incrível, mas o PT desce a ladeira às vésperas de disputar a reeleição de Dilma Housseff. Aqui sobrevive na UTI um caricato PT cujas lideranças não conseguem sequer trocar duas palavras. Tudo por conta de Sarney que tomou conta da alma de Dava Figueiredo, cujo coração cheio de mágoa, não a deixa raciocinar.

VITORIA DO PRECONCEITO. Aquela investida de um twiteiro, de cunho racista contra a candidata CRISTINA ALMEIDA [PSB\PT] é a face cruel de uma sociedade vitimada pelo ensino de má qualidade que recebe de nossos professores, o que permeia todos os níveis da educação, inclusive o universitário.

A educação do Amapá já não é a mesma. Desde que nossos eméritos mestres se foram, ficou um vácuo no ensino dos jovens amapaenses, cuja formação ético e moral deixou de ter a devida importância, o que transformou nossos jovens em analfabetos funcionais, incapazes de um juízo crítico sobre os fatos ao seu redor. Mas uma vez não acontecerá nada.

MINHA PATRIA AMADA. O Amapá é minha pátria que certamente não é de Sarney, Randolfe, Clécio, Gilvan e inúmeros outros que para cá vieram para sugar nossos valores e nossa grana. Não fosse minha pátria amada diria que somos o pinico do Brasil, lugar para onde se mudam a escória do país.

ELEIÇÕES LIMPAS JÁ. Fico muito preocupado quando alguém comenta que fulano [político] de tal é uma unanimidade na justiça do Estado. Aprendi na escola que justiça não tem lado e que juiz não é torcedor de futebol.

Falo isso por que, apesar da tão decantada "normalidade do pleito", muitas decisões e ações tomadas tinham, uns mais outros menos, as tintas e cores dos candidatos. Que não certamente o amarelo de Cristina Almeida, vitimada por ações orquestradas visando comprometer, sem êxito, o partido do governo.

Por hoje é só.

Baixada do Ambrósio, em Santana, terá policiamento comunitário

A área portuária de Santana, adjacente à Baixada do Ambrósio, ganhará uma Unidade de Policiamento Comunitário (UPC). Em visita ao local, na manhã desta quarta-feira, 10, o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto Marques, definiu que a base do 4º Batalhão da PM terá o reforço imediato de 38 policiais militares.
"A Baixada do Ambrósio é uma área densamente povoada, com elevado grau de risco social, por isso, vamos acelerar a implantação da Unidade de Policiamento Comunitário, com o reforço de 38 policiais militares oriundos da nova turma de formandos da corporação", disse Marcos Roberto.
O secretário observou que a Baixada do Ambrósio, com aproximadamente 15 mil habitantes, guarda alguma similaridade com o bairro das Malvinas, em Laranjal do Jari. "Nas Malvinas, a implantação da primeira UPC, em dezembro de 2011, reduziu os índices de criminalidade em 80% no próprio bairro, em 60% no seu entorno, e em 30% no município de Laranjal do Jari".
Após vistoriar a base do 4º Batalhão da PM na área portuária, o secretário Marcos Roberto Marques percorreu as pontes da Baixada do Ambrósio. Enquanto caminhava, ele conversou com moradores, proprietários de pequenos comércios e lideranças locais.
Queda da criminalidade
Francisco Nogueira da Silva, 65 anos, que reside há 48 anos na Baixada do Ambrósio, avaliou os impactos positivos do policiamento comunitário. "Acredito que haverá uma queda nas principais ocorrências de violência, principalmente o tráfico de drogas, assassinatos e roubos", calculou.
Junto com a implantação da UPC, o secretário da Sejusp garantiu que levará ao governador Camilo Capiberibe as principais reivindicações feitas pelos moradores da Baixada do Ambrósio: iluminação, limpeza e reforma das pontes de madeira.
Acompanharam o secretário em sua visita à Baixada do Ambrósio, o vereador de Santana, José Roberto Pantoja; o chefe do Gabinete Militar da Sejusp, major Alessandro de Souza Vaz; o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada, delegado Ronaldo Coelho; o gerente da Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron) no Amapá, major Paulo Matias; e o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Aclemildo Barbosa.
Régis Sanches/Sejusp

Hospital de Santana faz melhorias no controle de medicamentos

O Hospital Estadual de Santana (HES), única unidade hospitalar de média e alta complexidade existente no município, vem adotando medidas administrativas que visam melhorar e qualificar ainda mais o atendimento de saúde dispensado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o diretor do HES, médico Alonso Aymoré, uma das mudanças recentes adotadas foi o controle mais rigoroso na saída de medicamentos e correlatos de dentro da unidade de saúde. O diretor explicou que antes havia muito desvio e furto de medicamentos da Farmácia Hospitalar.
Para sanar esse problema, Alonso Aymoré optou em instalar a farmácia em outro ambiente separado do local onde os medicamentos ficam estocados. "Mesmo com o controle existente, o local onde a farmácia funcionava antes facilitava o desvio de medicamentos".
"A partir de agora a saída de medicamentos está controlada e o hospital não cai mais no risco de não atender pacientes por falta de medicamentos", explicou o médico Alonso.
O diretor anunciou que em breve o hospital vai adotar o protocolo de atendimento chamado "Medicação 24 horas". O procedimento consiste na separação prévia do medicamento por 24 horas na própria farmácia do hospital após prescrição médica.
A medida permite que apenas o medicamento prescrito seja levado para o setor de enfermagem do hospital. "Mesmo que pareça racionamento de medicamentos e redução de custos, nenhum usuário deixará de receber atendimento médico por falta de medicamentos".
Alonso garantiu que o hospital está com seu estoque de medicamento regular e dispõe de aproximadamente 700 colaboradores da saúde entre efetivos, contratos administrativos e terceirizados. A maior demanda atendida na casa de saúde é na área de maternidade e emergência.
Alieneu Pinheiro/Sesa

Carta ao Povo Macapaense de Cristina Almeida

O sonho de construir uma cidade com oportunidade para todos, seja para quem mora na área rural ou urbana, pontes ou centro, não acabou com o resultado das eleições do dia 7 de outubro, muito pelo contrário, fortaleceu em mim o desejo de que realmente é preciso lutar cada vez mais para que no futuro todos possam escolher, livre de pressão ou compra de votos, pessoas que tenham o verdadeiro compromisso com o desenvolvimento desta terra.
As 33.777 mil pessoas que votaram em mim, que foram aos comícios, caminhadas e bandeiradas, apostaram numa Macapá melhor, e é por elas que é preciso e necessário continuar a defender o povo do Amapá.
Retorno agora, ainda com mais vigor, às minhas atividades parlamentares, cujo trabalho foi e sempre será pautado na defesa das minorias. Como candidata à prefeita, mostrei os problemas e as soluções para Macapá porque conheço essa cidade e esse Estado.
As ações do Gabinete Itinerante vão continuar, porque é através delas que debatemos junto com a população o que é melhor para sua comunidade. Não chegamos com fórmulas prontas, fazemos com que todos participem da construção do seu próprio futuro. É assim que trabalha o PSB.
Ao futuro prefeito de Macapá, só resta desejar que trabalhe pelo povo e para o povo, que cumpra a lei, que garanta à criança o direito à creche, que garanta a mulher a possibilidade de construir sua história, que garanta ao cidadão a dignidade de ter sua casa própria, bem como o emprego para garantir a alimentação e o futuro dos seus filhos.
A nós, caberá a vigilância constante e a certeza que trabalharemos do amanhecer ao entardecer pelo futuro desta terra.
Macapá, 10 de Outubro de 2012.
Cristina Almeida
Deputada Estadual/PSB

O segundo turno da eleição e a encalacrada do PSB – Por Job Miranda

* Por Job Miranda

Aconteceu o que já estava previsto para o primeiro turno da eleição à prefeitura de Macapá; previsto tanto nas pesquisas de opinião como nas manifestações dos eleitores, nas ruas: derrota acachapante da candidatura do PSB. Além de acachapante, não foi uma derrota qualquer por ser inusitada e, num certo sentido, desmoralizante - uma vez que, nunca antes uma candidatura a prefeito apoiada por um governador no Amapá (quem quer que fosse tal governador) tivera uma votação inferior a 24% dos votos. Nem mesmo Bala Rocha (ainda que Bala tivesse caído de paraquedas no domicilio Macapá, e, ainda, no que pesasse o desgaste da gestão do então governador Waldez) tivera, em 2004, votação tão pífia quanto o PSB, agora.

Em toda a história do Partido, e em todas as circunstâncias vividas, o PSB nunca tivera uma derrota de tamanha magnitude e de tão largo significado. Embora o tema deste artigo não seja a derrota eleitoral mencionada, destaca-se aqui, apenas para efeito ilustrativo, as participações do PSB nos pleitos eleitorais majoritários municipais, em Macapá: em 1988, ganhou com Capi; em 1992, apoiou (e ganhou com) Papaléo; em 1996, foi de Waldez Góes; em 2000, ganhou com João Henrique; em 2004, concorreu com Janete; em 2008, foi de Camilo com Randolfe, de vice.

Da ilustração referida, tem-se que, nas eleições dos anos mencionados, com exceção de 1996 (quando obteve 25%% dos votos, no apoio a Waldez), o PSB sempre obtivera votação expressiva, e expressiva com mais de 30% dos votos. Mas, tal expressividade ou performance fora desmanchada nesta eleição. Desmanche esse que, por ser inusitado, requer uma análise com profundidade em base científica, isso porque, se assim não se proceder (e, venha-se dissimular, ocultar ou, mesmo, minorar o tamanho e a abrangência do citado desmanche, da derrota sofrida) se tornará impossível recuperar aquela expressividade (e desempenho) nas urnas.

Ilustrações à parte, o fato é que os pessebistas saíram do primeiro turno numa encalacrada: já com reflexo para a disputa de 2014, a primeira decisão estratégica que o PSB terá de tomar reside em como se portar no segundo turno desta eleição (que atitude tomar em relação a Clécio e a Roberto). Em miúdos, decidir como estratégia, o que é (ou será) mais lucrativo, ou menos prejudicial, a Camilo quando da recandidatura ao governo, em 2014, caso ele venha lutar por reeleição. E isso reflete uma encalacrada de tirar o sono, como que uma sinuca de bico.

Então, o que fazer? Essa indagação nos traz a memória uma obra de Lênin, líder da Revolução Russa de 1917.

O que fazer: apoiar Roberto ou apoiar Clécio? Ou então, privar a militância cristinaiana de orientação ("liberar a militância") deixando-a à deriva? Ora! Já que, deixar a militância à deriva não é opção nem saída, mas isolamento, só resta ajudar a eleger Clécio ou Roberto. Neste contexto, entra em cena a pergunta fatal: negociar o que, para apoiar um deles, se Waldez e Randolfe estão na espreita, de olho em 2014? Se Roberto for reeleito Waldez ressurgirá com toda força como governamentável, em especial se estiver sem condenação judicial. Se Clécio ganhar a eleição, Randolfe (que já está de pé na estrada), e que apresenta certa consolidação, ficaria mais do que nunca consolidadíssimo como candidato a governador para 2014.

Resguardadas as proporções (e complexidades de contexto), os pessebistas já experimentaram dilema como esse da hora. Experimentara em 2002. No segundo turno da eleição daquele ano, os Capiberibe orientaram voto em Waldez Góes. Orientaram voto em Waldez na fé de que, com aquela estratégia, retornariam logo-logo, e com certa facilidade, ao poder. Mas o tiro saiu pela culatra; tanto que os Capiberibe se surpreenderam impotentes diante da fortaleza do que se denominou Harmonia, a qual se tornara tão intransponível, que, não fosse a fortuna (um termo sacramentado por Maquiável), que neste caso se conota sorte [a sorte de contar com a operação denominada Mãos Limpas deflagrada pela Polícia Federal], o PSB tenderia a se tornar um partido nanico e os Capiberibe praticamente estariam "varridos do mapa". Eis algo revelador de uma certeza, de que, em política, a estratégia operada com base na lógica aristotélica ou cartesiana torna-se o caminho mais curto para a "morte"!

Voltando ao contexto atual, o drama do PSB parece ter cores assim: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. O pior de tudo (ou o melhor, conforme se queira) é que o espectro político amapaense não mais se restringe a dois blocos fundamentais, mas a três; de modo que, não há mais que se falar, pelo menos por algum tempo, em terceira via, mas em três blocos, dada a nova configuração de territorialidades organizativas com distribuição um tanto equilibrada de lideranças políticas e quadros eleitorais (Waldez, Capiberibe e Randolfe, quiçá, Lucas). Portanto, a coisa agora é mais complexa que antes, do que a conjuntura de 2006, por exemplo - quando havia a polarização PSB versus PDT.

Todavia, tal polarização está superada. E, com tal superação, tornou-se quase impossível a um bloco, qualquer que seja, vencer eleição em primeiro turno. Essa realidade impõe negociação aos blocos em disputa de segundo turno (juntamente) com o bloco perdedor no primeiro. Isso sugere que, caso Camilo dispute um provável segundo turno, em 2014, ele, Camilo, precisará do apoio do bloco que não passar para o segundo turno. Tendo isso em conta, o PSB não tem como abrir mão de visão estratégica aguçada e habilidade política superior à decisão que tomará neste momento; à qual, num pensar estratégico, não há espaço para vaidades inúteis, desagregacionismo irracional, inexperiência administrativa, e utilitarismo (refletido na esperteza de relação de mão única).

Então, pontualmente, eis a encalacrada do PSB. Tal qual em 2002, o PSB tem o poder de decidir a eleição a prefeito neste segundo turno; porém, nem o PSOL nem o PDT querem o apoio formal do PSB (visto que o PSB está satanizado, isto é fato; não querem porque pega mal), mas ambos querem o apoio do PSB de modo informal, subterrâneo. Os pessebista não podem (ou não poderiam) apoiar Roberto, depois de tudo que se disse sobre o que se denominou Harmonia. Apoiar Clécio? Este, Clécio, queria derrotar os Capiberibe em 2010 e, agora, o PSOL ajudou a eleger Robson Rocha à prefeitura de Santana [fato o qual levará mais dificuldades à campanha que visará reeleição a Camilo (?)] e, mais ainda (registrando novamente) consolida definitivamente a candidatura Randolfe ao governo, a qual já conta com a simpatia da FECOMERCIO e de Jorge Amanajás e poderá contar, também, com Lucas e Davi, se estes abrirem mão da concorrência, e, possivelmente com o PCdoB. Mas, de tudo isso, o lado mais perturbador dessa encalacrada seria errar no apoia, apoiar justamente o bloco que poderá levar ainda mais dificuldade a Camilo em 2014.

O ideal e desejável para o PSB seria apoiar, agora, o bloco que deverá ser o menos competitivo em 2014, uma vez que tal bloco poderá não passar para um provável segundo turno na próxima eleição a governador e, ainda por cima, poderia devolver a gentileza do apoio recebido do PSB à candidatura Camilo. Mas aqui aparece outro dilema, como saber ou prever isso? Quem sabe uma boa quali de laboratório preparadora de uma pesquisa quali de campo, seguida de outra boa quali de laboratório produza informações precisas e indispensáveis a um planejamento estratégico necessário à compreensão situacional do momento, num planejamento com participação de especialistas, dirigentes da organização e colaboradores experientes em elaboração de estratégia, possa, então, dá luz à resolução desse drama, dilema, sinuca de bico, porco, xeque, quebra-cabeças, encalacrada do PSB.

Mas, repetindo, o aqui exposto como encalacrada só fará sentido se ocorrer segundo turno em 2014 e se nele Camilo estiver. Contudo, de repente, o PSB pode não ler o quadro da conjuntura eleitoral assim desse jeito, para, quem sabe, o júbilo de Descartes e Aristóteles, num tomar o rótulo pelo conteúdo. Todavia, por cautela, e isso interessa a todos, seria bom lembrar que já ocorreu, na política brasileira, um gestor com 80% de índice de aprovação perder a eleição da reeleição (como atesta a historiografia sobre eleições, à luz da ciência política, na obra do mestre Alberto Carlos Almeida); bem como, gestor com baixíssimo índice de aprovação ganhar a eleição da reeleição, e ganhar em primeiro turno, caso de Waldez Góes, em 2006, aqui mesmo, no Amapá.

*Job Miranda tem formação sociológica obtida na Universidade Federal do Pará, graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Santa Catarina e Pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PSB lança Carta se posicionando sobre eleições em Macapá





SOBRE ALGO QUE RANDOLFE PRECISA EXPLICAR URGENTEMENTE

* Por João Silva no blog http://joaosilvaap.wordpress.com/
 
Sem precisar abandonar a visibilidade e notoriedade que oferecem os holofotes da mídia nacional, por que o senador Randolfe Rodrigues se ausenta da luta contra a corrupção no Amapá? Essa é a pergunta que não quer calar!
 
Bom exemplo, pra vingar, começa dentro da casa da gente. Nos últimos anos o Amapá mergulhou numa onda de ilícitos tão grande [e sem precedentes], que atingiu os três poderes, vem amainando, mas que ainda não foi devidamente controlada.
 
Chegou-se ao cinismo de ação organizada por indivíduos de má índole travestidos de políticos que usam os meios de comunicação para desqualificar as operações da PF, do MPF, do MPE, uma audácia que deve ser repudiada por qualquer agente político bem intencionado.
 
O MPE, o MPF, a Policia Civil, a Justiça, a sociedade civil organizada, reconheça-se, estão envolvidos em um combate duro contra a corrupção e os corruptos no Amapá, de uns tempos pra cá; deputados estaduais foram afastados, ex-governadores, ex-secretários e empresáios julgados e presos, outros criminosos do colarinho branco indiciados.
 
Portanto o combate a corrupção tem exposto e exaurido nossa sociedade, que não pode prescindir do reforço e entusiasmo de jovem senador. Creio que o povo deu 200 mil votos ao Randolfe para construir uma alternativa nova e confiável na politica do Amapá, o que não está acontecendo, e não é por causa de Clécio Vieira.
No item combate à corrupção, contra o qual nem todos os políticos de mandatos querem laborar, só contamos mesmo com a coragem e a posição histórica do senador João Capiberibe no Senado, e de Janete, na Câmara Federal, já que Randolfe ignorou a convocação das vozes roucas das ruas.
 
No restante, corrupção não é papo pra José Sarney nem assunto que entusiasme os vereadores e a grande maioria dos deputados estaduais, e deputados federais que nos representam na ALAP e na Câmara Federal, em Brasília.
 
Corrupção e trabalho para reduzi-la a nível aceitável têm de sobra, ou seja, não existe falta do que fazer, nem falta do que incomode, como a lentidão na apuração dos delitos, crime sem denúncia, investigação precisando de acompanhamento, neguinho agindo, precisando ser enquadrado, condenado e algemado.
 
Não é de hoje que o bode estar na sala e o senador do PSOL sabe disso, e se nega a tirar o bicho de lá; claro que o enfrentamento das quadrilhas implica em desgastes, em ódio, em ranger de dentes. Mas é bom não esquecer que o exercício do mandato inclui os ossos do ofício, ou não?
 
Quantos quadrilhas de excelências dilaceraram o orçamento do Estado nos últimos anos? Quantas ainda agem? Foi um bi? Foi mais de um bi? Quantas escaparam das operações Antídoto, Pororoca, e Mãos Limpas como se essas operações não tivessem existido, fossem uma, duas, várias abstrações?
 
Quem diria, de sã consciência, que o prefeito Roberto Goés (PDT) chegaria até aqui, sob restrição judicial, governando por liminar, curvado por oito cassações monocráticas impostos por membros do TRE/AP, enfrentando acusações e indiciamentos, uma montanha de denúncias que continua crescendo desde 2008, e não para de crescer? Quem lhe deu essas garantias?
A medida em que as punições demoram e a impunidade prevalece, a desesperança vai minando a crença nas instituições democráticas, a cultura da leniência, da aceitação da corrupção como coisa da política vai se consolidando com a pregação maliciosa dos seus beneficiados (velhos ladrões de dinheiro público, impunes, pilotando rádios comunitárias, televisões e jornais).
 
Agora mesmo a Revista Congresso em Foco divulga que em pesquisa feita junto aos seus leitores, incluindo internautas (a revista possui uma versão on line), Randolfe Rodrigues lidera a votação que indicará o senador com melhor performance no campo do combate à corrupção.
 
Ótimo, parabéns ao senador do PSOL. Mas o que impede jovem parlamentar de trazer para o Estado o tesão cívico que o faz temido combatente dos que desviam os recursos públicos para lugares distantes das necessidades do povo brasileiro?
 
Certamente não vai responder a um jornalista do Amapá, mas tem resposta pra isso. Faz algum tempo que Randolfe passou por uma encruzilhada – a decisão pelo poder, quando teve que escolher caminhos e em que companhias iria empreender a viagem dos seus sonhos com escala no Palácio do Setentrião, em 2014.
 
O senador então quedou-se ao delírio, cedeu à velha política em que os meios podem ser qualquer um, desde que se alcance os fins desejados;e assinou a denúncia contra Demóstenes, convencido que esse gesto lhe renderia notoriedade e encurtaria sua caminhada ao Governo do Amapá, rachando a esquerda de vez.
 
Randolfe elegeria Clécio em Macapá, Robson em Santana, e chegaria lá, cabendo a Sarney realizar o último desejo da sua vida: impor uma derrota ao grupo político do senador João Capiberibe (PSB), único no estado que não recebe ordens nem se rende à vestal do PMDB.
Decidido, Randolfe então enturmou-se ao Lucas Barreto, Rosemiro, Bala Rocha, Robson Rocha, Rosely Matos e Mira Rocha em Santana, seguindo orientação do presidente do Senado, desmanchando o sonho de uma frente de esquerda por dignidade e moralização da coisa pública no Amapá.
 
Isso significa que o senador do PSOL não quer saber de corrupção no Amapá nem de responder a quem o questiona sobre as desgraças do nosso povo, em boa parte produzidas pelos que lhe cercam, pelos que beijam as mãos do seu guru, enfim, revelado.
 
Certamente clamarei no deserto outra vez; penso que o senador preferirá o silêncio que convém aos que negam a realidade dos fatos. Mas ainda assim, se vivo for, não poderá me impedir de ouvir o que dirão as urnas sobre ele e suas companhias.

sábado, 6 de outubro de 2012

Carreata da verdade de Marcivânia 13 contra o desespero

No facebook: Nogueira denuncia desespero e terrorismo da oposição e desmente boato sobre prisão

"O desespero é grande da oposição pra voltar ao poder a qualquer custo. A ocorrência que teve nada tem a ver com a campanha da Marcivânia e tampouco comigo. Inventaram que eu e a Marcivânia estávamos presos, inventaram que eu sou dono de motel, depois inventaram que encontraram 2 milhões de reais. Tudo mentira pra tentar confundir a opinião pública. É assim que eles agem e sempre agiram. Eles sabem que não ganham no voto popular e apelam pra mentira e boatos criminosos. Que Deus ilumine a mente de nosso povo para que decida, com sabedoria, a eleição de domingo." (Prefeito Antônio Nogueira em sua página do facebook)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

TV Tucuju fica 24h fora do ar por propaganda negativa

O juiz Eleitoral Marconi Marinho Pimenta decidiu no domingo, 30, deixar por 24h fora do ar a TV tucuju, que 19 de setembro, segundo despacho do magistrado ... "extrapolou todos os limites da livre manifestação de pensamentos e opiniões garantidos constitucionalmente, posto que divulgou fatos inverídicos com o intuito único e exclusivo de atingir a imagem de Cristina Almeida perante os eleitores, para, consequentemente, beneficiar o candidato Roberto Góes. Caracterizando-se, assim, verdadeira prática de propaganda negativa, o que vedado legalmente e deve ser coibida e punida".

Assim, com fundamento no art. 16, inc. II, da Resolução-TSE n. 23.367, JULGO PROCEDENTE o pedido inicial, para conceder o direito de resposta ao representante fixando o tempo total de 03¿31" (três minutos e trinta e um segundos) para o exercício do direito de resposta aqui concedido (tempo igual ao da ofensa); na forma do que estabelece o art. 27, § 2°, da Resolução-TSE n. 23.370, aplico para cada um dos representados (TV Tucuju e Gilvam Borges) a multa no valor de R$ 21.282,00 (vinte e um mil, duzentos e oitenta e dois reais), e, ainda, como sanção, suspendo a programação da emissora de TV representada pelo período de 24 (vinte e quatro) horas, nos termos previstos no art. 83, da Resolução-TSE n. 23.370.

Prefeitura de Macapá sacou na boca do caixa R$ 6 milhões, revela Coaf

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou e a Polícia Federal já está investigando para saber o motivo de saques na boca do caixa, promovido pela Prefeitura de Macapá no período de 2004 a 2011, cujos valores alcançaram a cifra de R$ 6 milhões. Inclusive em 2010, no ano da operação Mãos Limpas, foram sacados R$ 2,7 milhões.
Além da prefeitura de Macapá, também fizeram saques de grandes valores, a prefeitura de Ferreira Gomes, de 2009 para cá, foram sacados na boca do caixa nada menos que R$ 6,9 milhões, Vitória de Jari, no período de 2004 a 2010, os saques na boca do caixa totalizam $ 5,8 milhões. Da prefeitura de Santana os saques em espécie, entre 2004 e 2011, somam R$ 2,8 milhões.
Detalhe: existe um decreto federal que proíbe saque em boca de caixa de verba pública federal transferida aos municípios. Nele está escrito que todo pagamento envolvendo recursos da União deve ser feito através de depósito em conta bancária. O mesmo decreto proíbe saques em espécie "na boca do caixa" de verbas públicas federais que são transferidas aos municípios por meio de convênios.
 
Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007
Art. 10.  As transferências financeiras para órgãos públicos e entidades públicas e privadas, decorrentes da celebração de convênios e contratos de repasse, serão feitas exclusivamente por intermédio de instituição financeira controlada pela União, que poderá atuar como mandatária desta para execução e fiscalização.

Justiça eleitoral determina e PF cumpre busca e apreensão de documentos da Guarda Municipal

O Juiz Eleitoral da 10ª Zona Eleitoral, Dr. José Luciano de Assis, acatando o pedido de liminar formulado por CLÉCIO VILHENA VIEIRA, candidato a prefeito de Macapá pelo PSOL, determinou a busca e apreensão de documentos junto à Guarda Municipal de Macapá. As diligências foram realizadas na sede da subprefeitura da Região Norte, no Quartel da Guarda Municipal e no Grupamento Ambiental do Horto Municipal. O fundamento da medida visa a preservação de documentos dos órgãos que apontam registros de suposta utilização de guardas municipais nos serviços de comitês eleitorais. Para o Juiz José Luciano de Assis “quer queira ou não, as anotações encartadas aos autos apontam para a utilização de servidor público para atender serviços de interesses particulares, em pleno processo eleitoral, conduta vedada pela legislação vigente e que pode levar à cassação do registro de candidatura do beneficiário, além de outras conseqüências para o agente público, máxime se ele for candidato a reeleição”. (Do site do TRE)
 
Comentários do blog: Vale a pena lembrar que a imprensa patife ligada ao prefeito Roberto Góes e ao coronel midiático Gilvam Borges não fez estardalhaço, muito menos a TV Amapá, como no caso do cumprimento de mandados de busca e apreensão em secretarias do governo e na empresa Revolution. Na ocasião tentaram transformar uma diligência em Operação da Polícia Federal. Neste caso a PF também cumpriu busca e apreensão em órgãos da PMM.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Camilo Capiberibe (PSB) já fez mais por Macapá que Roberto Goés (PDT)

Do blog do João Silva na coluna Bate-Pronto
 
FAZENDO POR MACAPÁ
Mesmo com dificuldade para obter informações do Governo, não tenho problema nenhum em afirmar que em menos de dois anos de atuação, Camilo Capiberibe (PSB) já fez mais por Macapá que Roberto Goés (PDT) em quase quatro, dois deles de parceria com o primo Waldez.
 
Além da Tancredo Neves e da Praça do Wandeco, o socialista entregou ao povo a praça José Dias Pantoja, no Muca, a praça do Marabaixo 2, e a praça Raimunda Rodrigues Capiberibe, no Novo Horizonte, a quarta da sua gestão.
 
E já vêm aí o conjunto habitacional Macapaba, o Píer do Santa Inês, a reforma do Estádio Zerão e, se o prefeito e os críticos da oposição midiática deixarem, o presidente Ruy Smith, da CAESA, um dos melhores quadros do governo Camilo, vai concluir a implantação do sistema de distribuição de água potável do Renascer.
 
A isso acrescente-se a boa nova: o governador Camilo autorizou o asfaltamento de ruas e Avenidas em situação de calamidade pública nos bairros do Zerão, Renascer e Novo Horizonte 2, aproveitando o que ainda resta do verão macapaense.

Do site do PSTU: “PSOL Amapá: do PT ao PRTB, as alianças do PSOL no extremo norte”

Um cenário que tem se desenhado eleição após eleição.

Almir Brito, de Santana no Amapá

Nas manhãs quentes do extremo norte, a população ainda carece do mais essencial à sobrevivência, ainda sim seu povo resiste e luta bravamente. Só neste ano foram mais de 70 dias de greve dos professores estaduais, uma greve que resistiu em cada canto deste estado, nos Município mais distante lá estava a classe lutando. Mas essas lutas não devem ser meras lutas econômicas e de uma categoria, mas sim do conjunto de nossa classe contra os governos. A luta do povo amapaense é de classe. Lutas que precisam se estender à disputa por uma saída de classe com todas as formas com as quais se pode fortalecê-la. Por isso, o campo das eleições, ainda que dominado pelos ricos, deve alertar e denunciar o triste retrato da população Amapaense.

Os partidos da esquerda combativa devem cumprir este papel. Denunciar, lutar e reivindicar são qualidades dos partidos do campo da luta e que não se curvam. Mas, infelizmente, ainda que reconheçamos a batalha e obstinação de milhares de militantes honestos do PSOL, também é preciso chamá-los a uma reflexão sobre os rumos que o partido tomou, sobretudo em terras Tucujus.

O PSOL passou dos limites do eleitoralismo. Para nós, não há nada de novo a não ser o aprofundamento de um cenário que tem se desenhado eleições após eleição, mas que sem o devido conhecimento e debate pelo conjunto da militância certamente não extrairemos as lições necessárias.

Um mosaico do vale tudo eleitoral

No município de Água Branca do Amapari, o PSOL faz frente com Socorro Pelaes, do Partido Trabalhista Nacional (PTN) e o vice Ocir de Oliveira Lobato do PSB, na coligação "Pra fazer muito mais" com a seguinte conformação: PRB, PSL, PTN, PPS, PMN, PSB, PSOL, PC do B. Já no Município de Itaubal, o PSOL resolveu coligar com Fabiola do Nascimento do PPS, além do PPS.  O partido de Randolfe aglutinou o PRB, PTN, PSDC, PTC, PV, PC do B.

Na capital, o PSOL trouxe junto consigo o PCB, PPS, PRTB, PMN, PTC, PV, tendo como vice o ex secretário do atual prefeito de Macapá, Alan Sales. Mas não bastava. No extremo norte, em Oiapoque, quem contou com o PSOL na coligação foi a candidata do PDT, Orlanda. Na coligação "Oiapoque mais forte" também vieram, além do PDT e PSOL, o PPS e PRTB. Já em Porto Grande, a coligação do PSOL foi com o Pc do B e PSB. Em Tartarugalzinho quem recebeu o apoio do PSOL foi a "ilustre candidatura" do Marcio de Oliveira Brito do PT que também traz o PSB, agora sob o nome "O novo com a força do Povo".

Uma reprise de 2010: o PSOL constrói aliança com o PTB para defender candidatura de aliado de Sarney

O senador Randolfe se aliou ao candidato a prefeito de Santana, Robson Rocha (PTB), no segundo maior município do Amapá. Robson Rocha tem como vice, Roselina Matos do DEM.

Nas ensolaradas tardes amapaense, o senador conduziu o PSOL, em 2012, a dividir o palanque com Lucas Barreto e o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), que foi preso pela Polícia Federal na Operação "Mãos Limpas". Agora, as tardes santanenses contam com o senador apoiando, feroz e incondicionalmente, Robson Rocha(PTB).

Robson é filho do ex-prefeito de Santana, Rosemiro Rocha (PTB), que foi preso em 2004 na operação Pororoca, desencadeada pela Polícia Federal.

Nós não estamos falando de simples coligações formais ou alianças informais como se dá em Santana, o segundo maior município do estado. Existe uma lógica por traz disso.  Trata-se de uma política consciente, que traz consigo um cálculo eleitoral. Para o PSOL/AP, 2014 já começou. E em todos os municípios, observamos o cenário de um partido bem diferente daquele defendido por Lenin, ou mesmo daqueles que militam de forma honesta dentro do PSOL para a construção de um partido que tenha como estratégia uma sociedade socialista. Infelizmente, sobretudo no Amapá, o que prevalece é a velha máxima eleitoral.

É difícil se deparar com este quadro quando se olha a fundo a situação destes municípios. Parte deles sofrem ou sofreram com a exploração desenfreada da mineração ou mesmo com a triste perpetuação de oligarquias locais que se valem da mais completa miséria do povo para se perpetuarem no poder. Este cenário de calamidade nos exige uma resposta de classe, mas, infelizmente foi assim que o PSOL resolveu seguir. Resta saber se sua aguerrida militância tomará o mesmo rumo. Nós acreditamos que não. Porém existe uma decisão a ser tomada. Com a palavra a militância do PSOL.

Portanto, é preciso ampliar o chamado aos ativistas sérios e coerentes com o classismo e socialismo a continuar erguendo as bandeiras da classe que há muito o PSOL abandonou, assim como o PT o fez, agora num ritmo ainda mais assustador.