segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ato pela Constituinte: Dilma, seu aliado é o povo, não o PMDB nem a Globo!

Na noite de sábado, mais de 600 pessoas, vindas de 14 estados do País, defendem proposta


Escrito por: Isaías Dalle



Sem uma reforma ampla do sistema político, elaborada por uma constituinte exclusivamente eleita para essa tarefa, não haverá as demais mudanças desejadas e necessárias para o Brasil. Essa a conclusão de movimentos de moradia, sindicatos, organizações da juventude, professores universitários e juristas que se reuniram no final da tarde deste sábado, na capital paulista, para realizar um Ato Nacional pela Constituinte.
O lema que resumiu o encontro, e que também faz parte de manifesto divulgado pelas entidades presentes, dá bem a medida dessa conclusão: “Com esse Congresso, não dá”. Do modo como a representação política se constitui – inclusive nos poderes Executivo e Judiciário, e não apenas no parlamento – reformas que alterem a distribuição de poder, que desconcentrem renda e ataquem as injustiças sociais existentes simplesmente não são aprovadas.
Exemplos de reformas citadas no encontro, algumas objeto de reivindicação há décadas: agrária, tributária, urbana, sindical e desmilitarização das polícias.

E como o Congresso Nacional atual é composto majoritariamente por representantes de banqueiros, empresários, grandes proprietários de terras  e donos de meios de comunicação, a reforma política, que poderia alterar essa estrutura e abrir caminho para a aprovação das demais reformas, também não vai sair.

Movimentos sociais no salão do clube Trasmontano
Plebiscito em setembro
Daí a defesa da convocação de uma constituinte exclusiva. O ato deste sábado teve por objetivo mobilizar os movimentos sindicais para trabalhar pela maciça adesão popular a um plebiscito que vai ser realizado em todo o País entre os dias 1 e 7 de setembro, a Semana da Pátria. Durante o plebiscito, as pessoas serão convidadas a responder uma pergunta impressa em cédulas: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva para elaborar a reforma política? (   ) Sim   (   )Não”. Os movimentos sociais que estão organizando o plebiscito acreditam que se houver uma grande participação popular e se o “sim” vencer, estará criado um fato político capaz de forçar governos e parlamento a convocar eleições para a constituinte exclusiva.

Estão previstos outros atos como esse em diversas regiões do Brasil, sempre com o objetivo de popularizar a ideia e engajar a militância na tarefa. Enquanto isso, mais de 300 comitês organizadores do plebiscito já foram criados no território nacional, com previsão de aumento desse número.

O ato deste sábado, que reuniu mais de 600 pessoas no auditório do clube Trasmontano, também teve a participação de representantes do PT e o apoio, através de mensagem enviada, de uma deputada do PSB.

Políticos presentes
Ora, o que políticos considerados tradicionais estariam fazendo num encontro como esse? “Estamos em uma encruzilhada. Ou se escolhe uma mudança por inteiro, ou não dá pra escolher pela metade e esperar pelas mudanças reafirmadas pelas mobilizações da juventude desde junho do ano passado. Hoje, até os partidos de origem popular ficam reféns desse sistema, onde predomina o poder econômico, travando as decisões. A gente elege governo, mas não leva, porque precisamos ficar presos a coalizões que não correspondem à vontade do povo”, disse o deputado federal Renato Simões, do PT.

Uma das propostas para a reforma política é o fim do uso de dinheiro de empresários e banqueiros para financiar campanhas políticas, e o conseqüente e sonhado fim do chamado “rabo preso”, e a criação do voto em lista.

O professor da USP Lincoln Secco se mostrou otimista. “Aqueles que têm memória histórica lembram que em 1984 começou um movimento pequeno que logo depois virou um movimento de massas, que foi a luta pelas Diretas Já. Temos uma democracia que é racionada, não plena, que distribui direitos para quem está em cima e porrada em quem está embaixo. Para mudar, temos de destravar o sistema político. Eu me comprometo a levar esse debate para a universidade pública”

Dilma precisa encaminhar
Emanuelle, da Juventude Revolução
“Nós estamos montando vários comitês para discutir esse tema com a população. Não dá para discutir com esse congresso, que está repleto de latifundiários, banqueiros”, bradou a estudante Carla Emanuelle Silva de Carvalho, representante da Juventude Revolução. E emendou: “Eu acho que a Dilma tem de deixar os partidos da base aliada chiando e ouvir de fato a voz do povo. Já passou da hora desse Congresso que é um circo”.

Emanuelle lembrou que a presidenta Dilma, em julho do ano passado, apresentou à sociedade a proposta de uma constituinte exclusiva para elaborar a reforma política, mas a ideia foi de pronto rechaçada por partidos aliados e pela grande mídia.

“A reforma política é a mãe de todas as reformas”, destacou Celina Simões, representante da Escola da Cidadania Santo Dias, do Jardim Ângela, bairro que já foi considerado o mais violento de São Paulo e que atualmente, graças em grande parte ao trabalho de inclusão social capitaneado pela escola, reduziu em 80% o índice de homicídios dolosos. “Com essa reforma aprovada, as demais ficarão mais fáceis”, concluiu.

Justiça injusta
O sistema político não é apenas o processo eleitoral, como lembrou Henrique Ollitta, liderança do Movimento Independente por Luta de Moradia de Vila Maria. O movimento organizou, em agosto do ano passado, a ocupação de um terreno abandonado por uma empresa falida. E, desde maio, vem enfrentando a decisão da Justiça por desapropriação e retirada das 2.600 famílias. “Se depender da Justiça, jamais haveria terrenos declarados como de interesse social, nem mesmo em áreas abandonadas como essa que ocupamos”, lembrou. “Por isso precisamos de uma reforma também do Judiciário”.
Kamuu Dan Wapichana:
Há lutas ainda mais antigas, como a dos povos indígenas em busca de direitos básicos. “A nossa já dura 514 anos. O povo indígena quer ter voz, ser representado e ouvido. Nós não aceitamos que os nossos representantes estejam juntos com aqueles que nos oprimem”, disse Kamuu Dan, liderança da etnia Wapichana, povo de aproximadamente 50 mil pessoas que vive em Roraima.

O senador Eduardo Suplicy, também presente à mesa de debates, rendeu homenagem ao jurista Fábio Konder Comparato, que há vários anos vem lutando pela reforma política e formulando propostas para tal. Comparato, inclusive, ajudou a CUT a formular propostas que resultaram numa resolução de defesa da reforma, aprovada no Congresso Nacional da CUT em 2012, como lembrado por Júlio Turra, dirigente executivo.

“As mudanças não andam por causa da correlação de forças que é infinitamente maior a favor do capital. O maior sub-representado em nossa política é o povo brasileiro. A luta por esse plebiscito é nossa grande chance de fazer uma pressão a partir de baixo”, disse Turra. “Se aprovada sua realização, vamos cobrar a presidenta Dilma a encaminhar o projeto”, completou.

Colapso?
Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), o descrédito nas instituições do sistema político é um sintoma grave. Ele perguntou aos movimentos de moradia presentes no plenário se confiavam na Justiça, a mesma que ordenou recentemente a desocupação na Vila Maria. Diante do sonoro “não“, vaticinou: “Se não mudarmos a Constituição, as instituições podem entrar em colapso”.

O dirigente da FUP (Federação Única dos Petroleiros) João Antonio de Moraes também lembrou que a reforma política é necessária para quebrar a espinha dorsal da coalizão conservadora que, com a ajuda da imprensa, tenta impor retrocessos. “Essa campanha aberta para manchar a imagem da Petrobrás nada mais é que uma tentativa de enfraquecê-la para depois poderem propor mudanças nas regras de exploração e venda do pré-sal e tirarem a empresa da posição de única operadora dessas jazidas”.

Misa Boito, integrante do PT e coordenadora da mesa de debates, disse que as manifestações que vêm ocorrendo demonstram grande insatisfação com as entidades. “Porém”, segundo ela, “é importante refletir sobre nas mãos de quem está a capacidade e a principal responsabilidade de mudar isso a partir da reforma política. Em nossa opinião, é a presidenta Dilma, não as demais candidaturas”.

Leia o manifesto divulgado pelo encontro
Ato Nacional pela Constituinte, 10 de maio de 2014

Reunidos em São Paulo, mais de 600 vindos em delegações de 14 estados do País
“O Brasil precisa de uma reforma política para destravar as aspirações de justiça social e soberania do povo brasileiro. Com esse Congresso não dá!

Tem razão a presidenta da República ao dizer que a reforma não se fará sem consulta ao povo.

É preciso dar a palavra ao povo. O meio para isso é a convocação de uma Assembléia Constituinte, unicameral, proporcional, sem financiamento empresarial e com voto em lista. Não tem outro jeito, é o único meio!

Por isso, estamos engajados no Plebiscito Popular Pela Constituinte Soberana e Exclusiva Sobre o Sistema Político, que vai ocorrer de 1º a 7 de setembro. E esperamos o mesmo de todas as forças democráticas, sindicais e populares, bem como o compromisso com seu resultado da presidenta Dilma do PT e daqueles que, nos vários níveis das eleições, defendam o interesse da Nação.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mulheres debatem direito ao parto natural humanizado e respeito às parteiras

 Fotos: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Sizan Luis Esberci / Brasília
O Brasil tem um dos maiores índices de parto cesáreo do Mundo: 53%, quando a Organização Mundial da Saúde – OMS – recomenda como ideal uma cifra em torno de 15%. Para fortalecer a realização de partos naturais e reforçar a participação das parteiras como escolha livre das gestantes e garantir-lhes espaço no serviço público de saúde, reduzindo a discriminação que pesa sobre elas, o Congresso Nacional debateu, nesta quinta, 08, nas chamadas “Quintas Femininas”, a atividade das parteiras tradicionais. O debate foi sugerido e coordenado pela deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), que implantou o Projeto Parteiras Tradicionais do Amapá, defende seu reconhecimento, remuneração pelo serviço e aposentadoria.
 
A parteira Maria Luiza Dias, da Rede Estadual das Parteiras do Amapá, destacou a inclusão possibilitada pelo Projeto Parteiras do Amapá, implantado em 1995, no governo de João Capiberibe, e retomado em 2011, pelo governador Camilo. Maria Luiza afirmou que o senador Capi, a deputada Janete, o governador Camilo e a primeira-dama Cláudia são grandes apoiadores das parteiras tradicionais.
 
Lamentou do preconceito que ainda sofrem por alguns profissionais da saúde e reivindicou que as parteiras sejam remuneradas nacionalmente e possam se aposentar no exercício da atividade. Maria Luíza recebeu a solidariedade da enfermeira obstetra, Kelly Saraiva, da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstetras – ABENFO, que disse também sofrer esse mesmo preconceito, apesar de ser enfermeira doutorada.

Deputada Janete Capiberibe defendendo mais direitos para parteiras da Amazônia
A deputada Janete contou o que o Projeto Parteiras do Amapá, cuja implantação coordenou, entre 1995 e 2002, resultou na qualificação de mais de mil e seiscentas parteiras. Elas recebem, desde então, meio salário mínimo mensal do Governo do Estado, como remuneração pelo seu trabalho.

Saúde: Jardel Nunes fala que sucateamento e falta de investimentos da gestão passada refletem na atualidade

Redação MZ Portal


O secretário de Estado da Saúde, Jardel Nunes, reuniu a imprensa nesta quinta-feira, 8, para detalhar as ações desenvolvidas no setor e as dificuldades enfrentadas. Afirmou que, de 2003 a 2010, não houve investimentos significativos do Estado na área da saúde. A gestão passada abriu novas salas, mas, em contrapartida, fechou outras, mudando apenas a mobilia, o que, na prática, não surtia efeito ao público.

O secretário também explicou que as dificuldades para oferecer um serviço de qualidade têm relação direta com o sucateamento da saúde privada no Amapá, fazendo com que os usuários dessa demanda - que são em sua maioria das classes A e B - busquem auxílio na rede pública.
"As unidades de saúde passaram então a atender um público ainda maior. Ou seja, sem investimento do governo passado, a saúde caminhou para o caos, pois, além desse problema, também é preciso levar em consideração o aumento populacional. Em 2001, segundo o IBGE, a população era de 420.834 habitantes; já em 2010, esse número subiu para 669.526. Tudo isso reflete nos dias de hoje", reforçou Jardel Nunes.

Plebiscito Popular: Ato Nacional pela Constituinte neste sábado em SP

A necessidade da reforma política vem se impondo na agenda do país, pelo menos desde as manifestações de junho passado, para abrir caminho as aspirações populares travadas no Congresso Nacional. A eleição de uma Constituinte para fazer essa reforma é a forma democrática de chegar lá. Já está sendo organizado um Plebiscito Popular a respeito de 1 a 7 de setembro.
Neste sábado, no Clube Trasmontano (Rua Tabatinguera, 204, Metro Sé), um ato nacional vai reforçar e debater os caminhos da  luta neste ano eleitoral, com a presença de delegações de pelo menos 13 Estados. 
Para a mesa, já estão confirmados os deputados federais Fernando Ferro (PE) e Renato Simões (SP), os deputados estaduais Adriano Diogo (presidente da Comissão da Verdade-SP) e Luiz Marcolino (SP). Além deles, o professor da USP, Lincoln Secco, o dirigente da Executiva Nacional da CUT, Julio Turra, o coordenador da FUP, João Moraes,  o dirigente da Central Movimentos Populares, Dito Barbosa, o Coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Rildo Marques de Oliveira, e o secretário da Juventude do PT-SP, Erik Bouzan.
ATO NACIONAL PELA CONSTITUINTE, Sábado, 10 de maio, 16h, SP - Participe e divulgue!
Contatos  61.8131 9241 Vera  verinha@cut.org.br  ou 11.992 439 247 Markus Sokol  msokol@uol.com.br

Distrito Industrial tem aumento de 24% na geração de empregos em relação a 2011


Dados divulgados nesta quarta-feira, 7, pelo Departamento de Desenvolvimento Industrial da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), apontam um aumento de 24% no número de postos de trabalhos com carteira assinada no Distrito Industrial. O polo de indústrias fica localizado na divisa entre os municípios de Macapá e Santana.
 
Um dos principais métodos utilizados pela equipe para obter um diagnóstico preciso do quadro evolutivo das empresas e colaboradores do parque industrial foi o recadastramento dos empreendimentos, o qual é realizado anualmente.
De acordo com o secretário da Seicom, José Reinaldo Picanço, durante os quatro primeiros meses de 2014, a coleta de dados foi feita por meio de visitas periódicas em todas as empresas do Distrito.
"Em relação aos números de empregos, em 2011, registramos 1.664 pessoas empregadas diretamente, porém, em 2014, tivemos um salto positivo, e os números cresceram para 2.067, o que significa um aumento de 24% de empregos, um maior quantitativo de postos de trabalho desde a criação do Distrito Industrial, que hoje tem 71 empresas atuando", enumerou.
O relatório produzido pela Seicom confirma o bom cenário da economia no Amapá, divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelando que, nos três primeiros anos de gestão do governador Camilo Capiberibe, o Amapá teve um saldo positivo de 16.903 empregos com carteira assinada, uma média de 5.398 por ano.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Jurandil Juarez, o desespero da oposição e a fantasia de um caos econômico

Juarez, escudeiro de Sarney e profeto do caos econômico
Ouvindo a entrevista do economista e ex-deputado federal Jurandil Juarez  no programa “o Estado é Notícia” desta quinta-feira, 08, resolvi escrever esse texto de forma indignada diante de tantas mentiras e da manipulação traçada por mentes perversas que não tem o mínimo compromisso com a verdade a informação de qualidade.

Ouvindo a descarga do noticiário  me deparei com uma grande bizarrice de pessoas que acham que podem manipular toda a opinião pública, se é que existe a famosa "opinião pública" isenta de paixões partidárias e ideológicas como explica o jornalista Clovis Rossi em seu livreto "O que é jornalismo".

Juarez é o economista escalado pelos setores que atrasaram o Amapá sob a liderança de Sarney para fazer um contraofensiva e tenta diminuir o efeito dos bons resultados econômicos que vive o estado, fruto de grandes investimentos do setor público (governo federal e estadual) que aquecem a economia por meio de grandes obras, estradas, hospitais e concursos públicos que consequentemente aquecem o comércio e outros setores da economia.
Mas quem é Jurandil Juarez?
Vale lembrar pra quem não sabe, que Jurandil Juarez foi secretário de Planejamento na gestão desastrosa e marcada por escândalos de corrupção do ex-governador Waldez Góes, conhecida pela famosa “harmonia” entre os poderes.   O economista é réu em processo na justiça, acusado de cometer crimes da Lei de Licitações, além disso, Juarez foi citado em operação Toque de Midas da Polícia Federal por estar supostamente envolvido em esquema fraudulento montado durante a sua gestão como titular da SEPLAN.
Atualmente o fiel escudeiro de Sarney ganha uma bagatela de mais de R$ 15 mil para prestar consultorias para a Assembleia Legislativa e todos os anos ocupa minutos na imprensa local para defender e justificar mais recursos e orçamento vergonhoso daquele poder.

Dados do Caged revelam bom momento econômico do Amapá
A cegueira de Jurandil Juarez
Os dados da Fecomercio mostrando crescimento do setor vão na contramão do discurso propagado por jornalistas que prestam serviço nas rádios e TV´s do ex-senador Gilvam Borges e nos jornais ligados a oposição. Eles afirmam que o comércio está quebrando, quando na verdade as vendas aumentam e diversos empresários abrem novas vagas e ampliam seus empreendimentos.
Durante entrevista no programa “O Estado é Notícia”, o economista reconheceu que os dados positivos do Caged sobre o Amapá no que tange a geração de empregos são reais. Mas tentou desqualificar os incentivos e o peso do setor público que é o principal fiador da economia local
Jurandil mesmo diante de dados positivos do IBGE, Caged e de pesquisas da Fecomercio tenta enganar os ouvintes e telespectadores ao afirmar que economia vai mal e que os dados que seriam importantes são da Suframa. Mas Juarez ao citar dados da Suframa não falou de números e ficou meramente em sua retórica de tentar propagar um suposto caos econômico que não existe.
Juarez afirmou que existe crise porque várias empresas procuram a Suframa para abrir mão de benefícios fiscais dados por conta da lei que criou a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana. Sem dúvida, mesmo que isso fosse verdade, isso não é uma parâmetro pra avaliar que nossa economia não vai bem e Juarez não fala em  nome de nenhum instituto de pesquisa econômica que tenha legitimidade e autoridade moral pra debater o assunto.
O desespero da oposição ao propagar um suposto caos
Na verdade  a oposição tenta criar um clima de instabilidade com suposta crise econômica, fortalecendo o bombardeio midiático, inventando dados que não são oficiais pra tentar conter um possível crescimento da avaliação do atual governo e do seu gestor.
Todos os dados oficiais dos últimos 4 anos são positivos, principalmente na geração de mais de 16 mil emprego, fruto dos investimentos do governo federal da presidenta Dilma Roussef (PT) no Amapá por meio de programas como o PAC que são executados pelo governo estadual, além de obras importantes tocadas pelo GEA por meio de recursos próprio ou empréstimos contraídos via BNDES.
A oposição é fraca do ponto de vista moral e pobre do ponto de vista dos argumentos pra debater a economia, já que esse tema sempre é debatido no processo eleitoral e avaliado pelo povo na hora de escolher seu candidato. Que venham bons argumentos e não mentiras para que possamos enriquecer o debate eleitoral em 2010.

Juíza acaba com pote de ouro da "imprensa oposicionista" e cancela contrato de publicidade da Assembleia Legislativa

A decisão da juíza Alaide Maria de Paula de suspender um contrato de publicidade supostamente fraudulento da Assembleia Legislativa (segundo investigação do MP) é um tiro certeiro em setores da imprensa alinhados ao senador José Sarney (PMDB) e ao antigo grupo político que comandou o Amapá nos oito anos do governo Waldez Góes (PDT), preso em 2010 na Operação "Mãos Limpas" da PF.
 
Estes setores fazem oposição ferrenha e desleal ao atual governo e ainda sobrevivem por conta do "apoio" por meio de publicidade farta dado pela Alap aos veículos de comunicação oposicionista, principalmente as rádios e TV´s controladas pelo ex-senador Gilvam Borges e o jornal "A Gazeta" que é de propriedade de um fiel escudeiro do senador Sarney. Recentemente estes setores da mídia local também escolheram como alvo o Ministério Público que vem denunciando e condenando políticos acusados de cometerem crimes e saques no erário da ALAP. Leia abaixo a notícia completa sobre a decisão que suspende o contrato da ALAP com  a M2 Comunicação:
 
Justiça manda suspender contrato de publicidade da Assembleia Legislativa
 
A juíza Alaide Maria de Paula, da 4ª Vara Cível da Comarca de Macapá, na terça-feira (6), deferiu o pedido de liminar formulado pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) e determinou a imediata suspensão do Contrato nº 001.02/2012-AP/AL, firmado entre a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALEAP) e a empresa M2 Comunicação LTDA. A decisão foi com base nas ilegalidades apontadas na petição inicial que baseou a magistrada a determinar, ainda, a suspensão de qualquer pagamento relacionado ao  referido contrato, por entender que “está patente a violação aos princípios e aos dispositivos da Constituição Federal e da Lei de Licitações e o possível enquadramento das condutas descritas nos autos à Lei de Improbidade Administrativa.”.

Na apuração do MP-AP foi constatado que a empresa M2 Comunicação possui contrato para prestação de serviço de publicidade, desde 2010, conforme contrato nº 001/2010, de março de 2010, entre a ALEAP e a empresa de comunicação no valor de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), após concorrência pública.

Na ação, Marli Inês Rodrigues Mafalda e seu marido Carlos Alberto Fauro são apontados como proprietários, sendo ela servidora efetiva da ALEAP, o que é proibido pela Lei de Licitações, e “para dar aparência de legalidade na contratação de sua empresa, alterou seu contrato social”. Marli Inês foi substituída por Tarso Giovani Fauro, irmão de Carlos Alberto, mas continuou na administrando a empresa, inclusive na condução do contrato, segundo apurou o MP-AP.

O MP-AP apurou que a ALEAP celebrou dois contratos com a empresa de M2 Comunicação. O primeiro foi aditado quatro vezes em um ano,  e de R$ 1.500.000,00 milhão, saltou para R$ 5.553.90 milhões, o que corresponde a 370,26% de reajuste. Ao ser rescindido, em agosto de 2012, registrava um total de R$ 7.053.900,00 milhões. Antes da anulação, em 2011, uma nova licitação foi feita e a mesma empresa ganhou o certame com o resultado homologado, em 28/09/2012, com o valor inicial de R$ 4.200.000,00 milhões pelo período de 12 meses.

Este novo contrato de nº 001.02/2012-AP/AL, que deu causa à liminar, foi reajustado, em 20/06/2013, em R$ 1.050.000,00 milhão para atender aos três meses finais, que deveria encerrar em setembro de 2013, “mas no mesmo Termo Aditivo foram previstos reajustes mensais no valor de R$ 486.880,71, para os meses deoutubro a dezembro de 2013.”. Segundo a ação do MP-AP, em 30/08/2013, o contrato foi prorrogado por mais 12 meses, com vigência até  30/09/2014.

De acordo, ainda, com o que foi apurado pelo Ministério Público, a ALEAP não obedeceu a licitude que deveria ter o processo porque beneficiou empresa de propriedade de uma funcionária da Casa, mesmo as demais concorrentes tentando impugnar a licitação por esse motivo. A ALEAP não poderia contratar empresa de uma funcionária, mesmo esta, legalmente, não estando mais na sociedade, porque o marido desta aparece como proprietário. 

Além de Marli Inês Mafalda, Carlos Alberto Fauro e M2 Comunicação LTDA, estão arrolados no processo os deputados estaduais Jorge Emanoel Amanajás, Moisés Reátequi de Souza, Jorge Evaldo Edinho Duarte, Amirando da Silva Júnior Favacho, além de Alberto Augusto Lopes Sidônio, Vitório Miranda Cantuária, Orlando Gadelha de Miranda, Francisco Marcos de Souza Alves e Edmundo Ribeiro Tork Filho.

ASCOM/MPE

segunda-feira, 5 de maio de 2014

John Macapá nocauteia a patricinha que quer ser governadora se aproveitando da dor do povo

Lutador de MMA que teve casa atingida por incêndio nocauteia oportunismo eleitoral
 
Sérgio Santos MZ | Agência Amapá

















Pelas redes sociais, o lutador de MMA John Macapá, que teve a sua mãe entre as vítimas do incêndio ocorrido no bairro do Perpétuo Socorro, em outubro de 2013, criticou a postura da pré-candidata Aline Gurgel (PR) que, segundo ele, estaria usando a dor das famílias que perderam suas residências no sinistro para se promover eleitoralmente.

Aline, sem comprovação alguma, disse que o aluguel social das casas para onde foram transferidas as famílias vitimadas no incêndio estaria em atraso. No que foi contestada pela Secretária de Inclusão e Mobilização Social (SIMS) do Estado, Cláudia Capiberibe, que divulgou o relatório com a ordem bancária de pagamentos do aluguel social.

De acordo com a Coordenação de Proteção Social da SIMS, o incêndio atingiu 644 famílias em uma área de 29.000 m², conforme dados da Defesa Civil Estadual. Desde que ocorreu o sinistro, o Governo do Amapá, por meio da SIMS, Defesa Civil, Polícia Militar Secretaria de Saúde, entre outros órgãos estaduais, possibilitou todo o suporte possível para minimizar o sofrimento das pessoas que perderam suas casas.

A SIMS e a Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho (Semast) ficaram responsáveis por viabilizar, em caráter de urgência, o aluguel social para todas as vítimas do incêndio. Num primeiro momento, a Secretaria de Inclusão e Mobilização Social assumiu a responsabilidade com 343 famílias. "Este compromisso foi cumprido, fielmente e, em dia,conforme demonstrativo anexo", relatou a coordenadora de Proteção Social, Sheylla Klauber, no documento.

Ainda de acordo com o relatório, por meio da articulação do Gabinete de Crise criado para gerenciar a assistência às vítimas do sinistro – coordenado pelo Governo do Estado e Prefeitura de Macapá – em janeiro de 2014, o município recebeu R$ 952 mil do Ministério da Integração Nacional para pagamento dos aluguéis sociais de todas as vítimas.

Mesmo estando disponível desde o início do ano, esse recurso só foi repassado aos beneficiários neste mês de abril. Mesmo assim, o Governo do Estado "continuou pagando os aluguéis até março de 2014, período necessário para que a Prefeitura de Macapá operacionalizasse os pagamentos", informou a coordenadora de Proteção Social.

A gestora destacou que "todos os pagamentos foram realizados, antecipadamente, o que não é procedimento comum na Administração Pública, considerando que primeiro se presta o serviço e posteriormente se recebe por ele", finalizou Sheylla Klauber.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vereadores de Amapari criam CPI pra apurar denúncias de sonegação contra mineradora Beadell

Vereadores do município de Pedra Branca do Amapari instalaram em sessão ordinária da última segunda-feira, 29, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pra apurar possíveis ilegalidades e denúncias de desvio de ouro e outros minérios que estariam sendo retirados de uma mina do município sem o pagamento devido de impostos para os cofres públicos.

O blog teve acesso à fotos que mostram crateras que estariam sendo feitas de forma ilegal, causando enormes impactos ambientais segundo informou o vereador  e presidente da Câmara de Vereadores de Amapari ,Wilson Filho (PSB), um dos responsáveis pelo pedido de CPI que teve o apoio maciço de outros vereadores. Por impedimento legal, já que é presidente da Casa, Wilson Filho não pode presidir a  CPI deverá ser comandada pelo vereador Raimundo Nonato (PDT).

Há dias que os vereadores tentam fazer diligências e adentrar o local onde mineradora Beadell faz exploração do ouro, mas são impedidos e passam por verdadeiros constrangimentos conforme relatos de parlamentares, onde chegam a serem revistados junto com seus veículos, o que consideram um verdadeiro desrespeito com o legislativo.
 
Os vereadores devem pedir a interdição da empresa Beadell por conta das denúncias de exploração ilegal de ouro. A CPI tem prazo de 90 dias e também deve acionar a PF e outras instituições pra apurar o caso.

Disputa acirrada pelo comando da SDR movimenta bastidores do governo Camilo

Nos bastidores do poder e do Palácio do Setentrião, a cúpula socialista cogita três nomes para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Rural, que até o inicio do mês de abril era comandada pela deputada estadual Cristina Almeida.
 
A deputada do PSB antes de sair teria pleiteado a indicação de um nome e entregado dois indicativos de quadros do PSB pra assumir a pasta. Dentre eles se destaca o advogado e secretário interino César Queopes, que durante a gestão de Cristina ocupou o cargo de Chefe de Gabinete da SDR. O interino teria o apoio da sua ex-chefe pra permanecer no cargo por conta de compromissos eleitorais na disputa por um novo mandato de deputada estadual.
 
Mas dois nomes de peso do PSB com vasta experiência na área são discutidos nos bastidores e teriam o apoio do senador Capiberibe e até mesmo de gente de peso do Setentrião.
 
O nome de engenheiro agrônomo Pedro Mauro, Seabra que já foi Secretário de Agricultura no governo de João Capiberibe (1995-2002), bem como titular da mesma área na gestão de Antônio Nogueira (2005-20120, quando foi indicado pelo PSB é um dos nomes mais cotados.
 
Outro nome de peso é o do economista Luiz Banha, que também já ocupou diversos cargos nas gestões do PSB e o mais recente como Secretário de Agricultura de Santana na mesma gestão de Antônio Nogueira. Banha também tem a simpatia do clã Capiberibe e da cúpula socialista.
 
Mas há quem diga que o governador Camilo Capiberibe que ainda não resolveu efetivar a SDR, Sejusp, Sead que são pastas ocupadas por interinos, esteja negociando esses espaços com aliados e novos aliados que podem fazer parte de uma coalizão para o seu projeto de reeleição.
 
A SDR já foi do PT no inicio do governo e o partido já pediu a pasta novamente. Esse é um dos anseios do deputado Joel Banha, presidente da legenda e da vice-governadora Dora Nascimento, pré-candidata ao Senado.

O PT tenta retomar espaços que foram perdidos após a eleição de 2012 e condiciona a recomposição do governo como algo fundamental pra apoiar a reeleição do governador Camilo Capiberibe.

Capiberibe cita escolas construídas e desmascara mentiras de Waldez Góes sobre centenas de escolas

Redação MZ


Criticado pelo pré-candidato Waldez Góes (PDT-AP), na entrevista que concedeu ao radialista Luiz Melo, o ex-governador e atual senador João Capiberibe (PSB-AP) rebateu, por uma rede social, as críticas feitas pelo ex-governador, destacando um trecho da sua fala sobre a quantidade de escolas que disse ter feito.

O pedetista disse que teria feito centenas de escolas, mas que não lembrava nem o nome nem nem o endereço delas. Capiberibe estranhou a repentina falta de memória do pré-candidato e, dando nome e a localização, relacionou as escolas que reformou ou construiu no seu período de governo, acrescentando à relação as do atual governador Camilo.
Veja a postagem:
Com licença! Já que fui chamado, quero entrar nesta discussão.
Nesta sexta 25 de abril de 2014, Waldez Góes foi entrevistado pelo radialista Luiz Melo. Pelo que me contaram, ocupou um tempo generoso em explicações sobre temas políticos variados. Por várias vezes me citou numa entrevista que não pode ser chamada exatamente de esclarecedora porque o pré-candidato ao governo ateve-se a criticar o meu governo e o governo atual de Camilo Capiberibe.
Senão vejamos, lá pelas tantas, Luiz Melo lhe perguntou quantas escolas havia construído.
Ele respondeu:
Olha foram... Entre escolas construídas e reformadas foram centenas, eu não posso precisar esses números aqui nesse momento, mas só no Bailique, por exemplo, eu construí quase dez escolas novas.
A rede estadual é composta de 413 unidades escolares, pela afirmação de Waldez, no mínimo a metade ou mais teriam sido construídas ou reformadas em seu governo. Tal afirmação me deixou curioso em saber o nome e o endereço dessas escolas.
Para mim, inaugurar uma só escola já é motivo de muita felicidade e emoção, avaliem inaugurar centenas! Não tem preço! Eu não posso afirmar que fiz centenas de escolas, mas até hoje lembro o nome e o bairro de algumas que construí e inaugurei.
Poderia começar pelo Bailique, mas dada a distância, o que poderia dificultar a constatação dos meus amigos aqui do face, limitar-me-ei a Macapá. Desculpem! Não posso deixar de citar pelo menos uma de lá, a mais famosa, objeto de matérias nos canais nacionais e alguns internacionais de televisão: a Escola Bosque do Bailique.
Também não posso omitir a belíssima escola do Igarapé da Fortaleza, assim como as escolas da Madeira e da Pesca no Distrito Industrial de Santana.
Agora vamos à contribuição que espero dos meus amigos do face, peço que:
1- Identifiquem e localizem as centenas de escolas que Waldez afirma ter construído, sugiro que essa tarefa seja feita pelos seus eleitores.
Comprometo-me a publicar as fotografias com seus respectivos nomes e endereços aqui na minha página à medida que me cheguem às informações.
2- Vou relacionar o nome e o bairro das escolas que me lembro, construídas em Macapá pelo meu governo, peço a vocês que me enviem fotos e mais informações que não estejam na listagem. Relacionarei também o nome e as fotos das escolas construídas no governo de Camilo Capiberibe.
Combinado?
Então vamos lá!
Escola Estadual Bairro
1. Rivanda Nazaré Novo Horizonte
2. Raimunda dos Passos Novo Horizonte
3. Maria Neuza do Carmo Jardim Felicidade I
4. Brasil Novo Brasil novo
6. Raimunda Virgolino Vila dos Oliveiras
7. Elenize Valmira Ramal do Nove
8. CRDS hoje UEAP Centro
9. Maria Benigna Moreira Congós
10. Araci Montalverne Hospital de Base
11. Ester Virgolino São Lázaro
12. Antônio Messias Zerão
13. José do Patrocínio Fazendinha ( Reconstruida)
14. Maria Angélica Pereira Góes Vila Fazendinha ( Matadouro)
15. Centro Educacional Raimundo Nonato Buritizal
16. C. E de Língua Francesa Danielle Miterrand Centro
17. Centro Profissionalizante do Amapá (CEPA) Buritizal
Escolas inauguradas no governo Camilo - novas ou que sofreram reforma completa
1. Escola Estadual Augusto dos Anjos – Macapá
2. E. E. Profª. Risalva Freitas do Amaral – Bairro Pantanal, Macapá
3. E. E. Maria Jacinta Rodrigues de Carvalho - Fazendinha
4. Escola Estadual Afonso Arinos - Santana
5. Escola Estadual Raimunda Barreto – Igarapé do Lago, em Santana
6. Escola Estadual Washington Luís Figueiredo - Tartarugalzinho
7. Escola Estadual 7 de Setembro - Serra do Navio
8. Escola Estadual Sílvio Elito de Lima Santos – Calçoene
9. Escola Estadual Santa Izabel - Área Indígena do Oiapoque
10. Escola Estadual do Calafate – Calçoene
11. E. E. Daniel de Carvalho – Santo Antônio da Pedreira
12. E. E. Carapanatuba – Macapá
13. E. E. Ivanildo Fortes Silva – Comunidade Carnot, Calçoene
14. E.E. Nazaré Távora Gurjão – Tartarugalzinho
15. E. E. do Lourenço – Calçoene
16. E. E. Creio em Deus do Araguari – Cutias do Araguari
17. E. E. Josefa Jucileide – Macapá
18. E.E. São Joaquim do Pacuí – Macapá
19. E. E. Lago da Vaca – Macapá
20. E. E. Maria de Nazaré Ferreira Lima - Tartarugalzinho
21. E. E. Deusolina Sales Farias - Macapá
22. EE. Dom Aristides Piróvano
Está em jogo o interesse coletivo e o que pretendo é qualificar e quantificar o debate sobre a educação, para isso precisamos de informações incontestáveis, isso hoje é possível graças as redes sociais que nos permitem confirmar ou desmentir a informação, nesse sentido estou reforçando o pedido aos meus amigos, e aos não tão amigos, que participem visitando essas escolas, fotografando-as e nos enviando para publicação.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Irregularidades: Assembleia Legislativa afunda em denúncias

Em quatro anos da gestão dos deputados Moisés Souza (PSC) e Edinho Duarte (PP), como presidente e primeiro secretário da Assembléia Legislativa do Estado, respectivamente, a chamada “casa do povo” afunda cada vez mais em denúncias de desvio de recursos públicos, corrupção, formação de quadrilha, utilização de empresas fantasmas,contratos irregulares e uma série de outras irregularidades

17 de Abril de 2014 às 13:30
Domiciano Gomes do Amapá 247 - Somente durante os primeiros 15 dias de abril duas ações partindo do Ministério Público Estadual (MPE) e uma decisão da Justiça Estadual revelaram novos escândalos envolvendo aquele poder.

No dia 2 de abril o MPE, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Público, deu entrada em 19 ações de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito contra os deputados estaduais. Essas ações complementam outras quatro, propostas em abril de 2012, contra os deputados Moisés Souza, Edinho Duarte, Junior Favacho e Michel JK.

As ações questionam os valores das diárias que eram de R$ 2.605,46 (viagens intermunicipais), R$ 3.607,56 (viagens interestaduais) e R$ 4.409,24 (viagens internacionais), porém depois do ingresso das primeiras ações, em abril de 2012, esses valores foram reduzidos para R$ 1.703,57 (viagens intermunicipais), R$ 2.405,04 (viagens interestaduais), ficando inalterado o valor para viagens internacionais.

Seis dias depois, ou seja, em 8 de abril o Ministério Público ingressou com mais uma denúncia contra o presidente Moisés Souza, o primeiro secretário, Edinho Duarte, e mais oito pessoas, dentre servidores da Casa de Leis e a proprietária da empresa D. Amanajás de Almeida – ME, que funciona com o nome de fantasia “Planet Paper”.

Desta vez, segundo apurou a investigação do MPE o prejuízo aos cofres públicos superou o montante de R$ 600 mil, por meio do pagamento de materiais de expediente e serviços de digitação, encadernação, fotocópia e plastificação de documentos que jamais foram entregues ou fornecidos.

O fato mais recente ocorreu dia 14 quando A juíza Alaíde Maria de Paula, da 4ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá, acolheu o pedido de liminar feito pelo MPE e decretou a “indisponibilidade de bens” em desfavor de vinte e um dos vinte e quatro deputados estaduais, além de servidores da Assembleia e a Fundação Marco Zero. O objeto da ação é provar a existência de atos de improbidade administrativa praticados na execução do Programa Legislativo Cidadão, sem a prévia licitação.

O valor total de transferência dos cofres públicos para a Fundação Marco Zero foi de R$ 2.788.560,08 milhões. Valor fixado pelo Poder Judiciário para ressarcimento pelos envolvidos.

Histórico
Eleitos em 2011 em uma eleição até hoje mal explicada, com apenas 9 votos dos 24 deputados que compõe a casa, Moisés e Edinho imediatamente anteciparam o pleito seguinte um ano antes da data para a nova eleição. Os dois foram reeleitos para o segundo mandato com o apoio de 19 parlamentares. Apenas Cristina Almeida e Agnaldo Balieiro (PSB) e  Marília Góes (PDT) decidiram não votar. 

Em junho de 2012, logo após a realização da Operação Eclésia pelo MPE, a justiça decretou o afastamento de Moisés do cargo de presidente e Edinho como 1º secretário da mesa diretora da Assembléia. Antes mesmo de encerrar o primeiro mandato na mesa diretora, os dois foram denunciados por formação de quadrilha, fraude em licitação, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ambos ficaram impedidos de exercer quaisquer atos inerentes aos referidos cargos até janeiro de 2014 quando retornaram, mesmo respondendo a cerca de 20 denúncias ajuizadas pelo MPE, quase todas relacionadas aos mesmos crimes que motivaram o afastamento em 2012. De acordo com o Ministério Público a soma dos recursos supostamente desviados soma mais de R$ 30 milhões.  

As denúncias que até recentemente se limitavam ao presidente e ao 1º secretário avançam também sobre outros membros da Casa e afunda cada vez mais o legislativo amapaense na maior crise de desmoralização da história do referido poder. 

De fev/2013 a jan/2014 o AP apresentou o maior índice de crescimento no comércio varejista

Correio do Brasil


O expressivo crescimento de 8,5% nas vendas do comércio varejista do país em fevereiro deste ano, comparativamente a fevereiro do ano passado, reflete aumento no volume de vendas em todas as 27 unidades da Federação. O destaque, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou com Alagoas, onde o crescimento das vendas chegou a 18,1%; seguido do Tocantins (16,3%); Maranhão (15,9%); da Bahia (15,7%); e do Acre (15,6%).

No que diz respeito à contribuição para a taxa global, no entanto, a maior influência foi exercida pelo comércio varejista de São Paulo, apesar de a expansão do estado ter sido bem menor (8,5%), vindo em seguida Bahia, Minas Gerais (com crescimento de 7,0%), Rio de Janeiro (5,1%) e Rio Grande do Sul (8,7%). Os resultados com ajuste sazonal (de fevereiro comparado a janeiro deste ano), tiveram alta de 0,2%, mas houve crescimento nas vendas do comércio em apenas 16 dos 27 estados, com as maiores variações positivas ficando com o Amapá (3,8%), seguido do Pará (2,4%), de Mato Grosso (2,1%), do Ceará (1,8%) e de Alagoas (1,5%).
Já as maiores quedas foram registradas no Amazonas (-4,0%); na Paraíba (-2,7%); no Espírito Santo (-2,0%) e no Rio de Janeiro (-1,8%).

O resultado mensal ficou em linha com a expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, enquanto a alta anual ficou um pouco acima da mediana de 8,10%. Segundo o IBGE, apenas três das oito atividades pesquisadas no varejo restrito mostraram alta na comparação mensal, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,0%) e Combustíveis e lubrificantes (1,6%).

Na outra ponta, outras três atividades registraram queda, entre elas Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%). O restante registrou estabilidade nas vendas. O IBGE informou ainda que a receita nominal do varejo registrou avanço de 0,2% em fevereiro sobre janeiro e alta de 13,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Já o volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, registrou queda de 1,6% em fevereiro na comparação mensal, após ter subido 2,8% em janeiro. O comércio varejista brasileiro vem convivendo com cenário de juros e inflação elevados, o que acaba afetando o consumo de forma geral por encarecer as operações de crédito.

Esse cenário afetou a confiança do consumidor no início do ano. Apesar de ter registrado ligeira melhora em março ao interromper três meses de queda, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), ela ainda mostra desânimo em relação ao futuro.

A expectativa geral é de que a economia brasileira, no geral, desacelere o ritmo de expansão neste ano. Após o Produto Interno Bruto (PIB) ter avançado 2,3% em 2013, pesquisa Focus do Banco Central aponta que a expectativa dos economistas consultados é de expansão de 1,65% em 2014.

Confiança
O índice de confiança dos paulistanos em relação ao cenário atual e às perspectivas de desempenho da economia brasileira nos próximos meses caiu 4,4% em abril, em relação ao mês anterior. A confiança recuou para 120,2 pontos, em uma escala que varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

Os dados foram divulgados hoje (15) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na comparação com abril de 2013, houve recuo de 22,7%. Na época, o índice alcançou 155,6 pontos.

A queda do indicador foi verificada em todas os segmentos (renda, gênero e faixa etária). Na comparação mensal, destacaram-se os grupos de pessoas que ganham a partir de dez salários mínimos (- 8,5%), mulheres (- 6,3%) e pessoas com 35 anos ou mais (- 7,6%). Os mesmos grupos tiveram as maiores quedas na comparação anual: renda de dez salários mínimos ou mais (-25%), mulheres (-24,6%) e idade a partir de 35 anos (24,5%).

O Índice das Condições Econômicas Atuais (Icea) ficou em 126,9 pontos em abril, ou seja, 4,1% menor que os 132,4 pontos de março. Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que projeta a perspectiva futura, chegou aos 115,8 pontos em abril, um recuo de 4,6% diante dos 121,4 pontos do mês anterior.

Os economistas da Fecomercio acreditam que houve aumento do desânimo e descrédito da população com o andamento da atividade econômica. "Seria motivo para isso a ampliação sistemática nas variações dos índices de preços ao consumidor, sobretudo relacionados a bens de consumo, como os produtos alimentícios. Também contribui para uma menor confiança dos consumidores a contenção do crédito promovida por prazos de pagamento mais curtos e taxas de juros mais elevadas", informa nota da instituição.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Engenheira civil Laura Salime é nova Secretária de Transportes

O governador Camilo Capiberibe nomeou no início da noite desta quinta-feira, 3, como nova gestora da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap) a engenheira civil Laura Salime Hage de Souza. Ela assume a vaga do deputado estadual Bruno Mineiro, que retornou para a Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 2. 

Currículo
Laura Salime Hage de Souza tem 37 anos de idade. Natural do município de Santana/AP, é formada em Engenheira Civil pela Universidade da Amazônia (Unama); tem mestrado em Engenharia de Transportes pela Universidade de São Paulo (USP) e exerceu o cargo de diretora de Transportes na antiga EMTU da Prefeitura de Macapá, no período de 2001 a 2005.

Atualmente, é engenheira efetiva do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), desde 2006. (Informações de Eduardo Neves/Agência Amapá)

Juiz condena deputado Bala Rocha por improbidade

Rodrigo Juarez | Amapá 247

O juiz de 1º Grau, Paulo Cesar do Vale Madeira, condenou por improbidade administrativa e fraude em licitação, o deputado federal Sebastião "Bala" Rocha; A condenação está no processo: 0018210-63.2008.8.03.0001, gerado após ação dos Ministérios Públicos Federal, Estadual e da Polícia Federal, que investigaram fraudes no processo licitatório e execução das obras de reforma e adaptação do Hospital de Especialidade de Macapá – Alberto Lima

Segundo o Ministério Público, o então secretário de estado da saúde do governo Waldez Góes, Sebastião Bala Rocha, era quem decidia com quem ficaria a obra, que foi direcionada para a empresa Método Norte Engenharia.

Em sua decisão o magistrado destaca Bala Rocha como um dos principais responsáveis pelos desvios e imoralidades administrativas dentro da Administração Pública, por que era secretário de saúde e tinha poder maior na decisão, sendo referido pelos donos da Empresa Método que também são réus na ação, como a pessoa que recebia as propinas em dinheiro para que as manipulações saíssem do jeito que desejavam.
Para o juiz Paulo Madeira, Bala Rocha deve ressarcir em mais de R$ 1 milhão os cofres públicos, perder sua função pública e ter seus direitos políticos suspensos por 5 anos.

Com a decisão, Bala Rocha ingressou com Embargos de Declaração alegando omissão e contradição na sentença, mas o Juiz Paulo Madeira rejeitou ação e manteve a condenação.

O deputado federal, Bala Rocha, ainda tem direito a recursos em juízo e em instancias superiores.
O processo em andamento, além de Bala Rocha, investiga outros nove envolvidos, no suposto esquema que desviou mais de R$ 2 milhões da Secretária de Saúde do Amapá.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Pra representar o Amapá tem que conhecer a gente" afirma Dora em inserção do PT

Juca Kfouri diz que Roberto Góes é um "ficha suja" na eleição da CBF

20140402-173008.jpg

“Ficha suja” na eleição da CBF
Do blog http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/ficha-suja-na-eleicao-da-cbf/

O presidente da Federação Amapaense de Futebol, Roberto Góes, será um dos eleitores na Assembleia da CBF que vai aprovar as contas de 2013 e eleger o presidente da entidade.

Góes foi preso pela Operação Mãos Limpas da Polícia Federal em 2010, acusado de desvio de dinheiro público e ainda responde a processo.

Em 2012, quando a Justiça lhe tolheu os movimentos, Góes censurou, também judicialmente, o blog do jornalista João Bosco Rabello, do Estadão, por este ter noticiado sua condenação.

Abaixo, a nota de Rabello publicada em setembro de 2012:

Um prefeito sob controle judicial

Candidato à reeleição, o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), lidera as pesquisas, apesar de uma restrição judicial que é a anticampanha, por expor seu envolvimento em um esquema de corrupção bilionário.

Ele não pode frequentar locais públicos como bares, restaurantes e similares e também está impedido de deixar o Estado por um período superior a 30 dias, sem autorização de um juiz. Só faltou a tornozeleira eletrônica.

Como as restrições se estendem até outubro de 2013, se for eleito será um prefeito sob “liberdade condicionada”, pois além dessas medidas ainda tem que comparecer em juízo de cinco em cinco meses. Apesar de tudo, como não tem condenação por órgão colegiado, não se insere no contexto do ficha-suja.