segunda-feira, 9 de junho de 2014

Conversa do PT com Waldez Góes: Marcos Roberto tentou "queimar" Joel Banha no governo

O advogado e professor Marcos Roberto, considerado pela opinião pública amapaense um verdadeiro desastre na sua passagem pela Secretaria de Justiça Segurança Pública (Sejusp), tentou passar a perna no seu companheiro de partido, Joel Banha, que preside o PT no Amapá.

Marcos Roberto tentando pressionar o governador Camilo Capiberibe (PSB) pra manter seu aliado Nixon Kennedy na Sejusp e conseguir mais espaços pra seu grupo político no governo, insistiu em diversas reuniões do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), formado por representantes de várias correntes do PT, que os petistas fizessem uma conversa com o ex-governador Waldez Góes (PDT), na tentativa de pressionar o PSB por mais espaços e queimar o grupo de Joel Banha e Dora Nascimento na relação com o governo.

O que poucos sabem é que a conversa entre os membros do GTE do PT do qual fazem parte Joel Banha, Marcos Roberto e outros petistas de correntes minoritárias, só aconteceu por articulação e pressão de Marcos Roberto, que argumentava que era preciso conversar com todos os partido da base aliada de Dilma, inclusive o PDT, que no Amapá teve suas principais lideranças envolvidas em escândalos de corrupção, prisões e hoje se coloca como principal adversário do atual governo de Camilo Capiberibe.

Após insistências de Marcos Roberto, o GTE do PT reuniu com Waldez Góes, a contragosto de Joel Banha que foi voto vencido. Na reunião com o PDT estiveram presentes todos os membros do GTE e o mais animado com a proposta feita por Waldez Góes na saída da reunião era Marcos Roberto. A fonte do blog confirma a versão, assim como outros dirigentes consultados.

Waldez Góes prometeu ao PT a vaga de vice governador agora em 2014 e em 2016 a promessa de que o PT teria prioridade pra encabeçar candidaturas a prefeito nas cidades de Macapá e Santana. Além disso,, Waldez garantiria uma boa chapa de proporcional ao PT, onde pudessem eleger deputados estaduais e federais.

A militância do PT ficou irada com a conversa dos dirigentes do PT com Waldez Góes, mas as críticas foram todas direcionadas ao presidente Joel Banha, já que alguns membros do GTE como Marcos Roberto, omitiram a informação de que a reunião foi com vários dirigentes petistas propositalmente pra queimar o grupo do presidente junto ao PSB do governador Camilo Capiberibe, que também ficou desconfiado com a conversa.

Na verdade Marcos Roberto jogou a "casca de banana" pra Joel Banha escorregar e ingenuamente o presidente caiu na conversa do petista. No mesmo dia Marcos com seu companheiro de corrente, o vereador de Santana Zé Roberto, candidato a deputado estadual, correram para a residência do governador pra contar que Joel Banha estaria conversando com o PDT e que os dois seriam as únicas pessoas de confiança que o governador poderia contar dentro do PT.

Mas o golpe rasteiro de Marcos Roberto foi desmascarado por uma outra integrante do GTE, que confirmou nos bastidores que o "homem de confiança" do PSB estava todo alegre na conversa com Waldez Góes. A petista Eneida Nascimento, que integra o GTE e pertence a corrente DS teria sido uma das testemunhas de toda a conversa. O petista Jorge Penha, integrante da corrente Articulação de Esquerda, que também integra o GTE foi outra testemunha.

Na sexta-feira diante das disputas internas no PT por mais espaços, o governador sinalizou que iria ceder novas secretarias ao partido. O caso provou racha dentro do partido e ofensas do vereador Zé Roberto ao presidente Joel Banha que chegou a usar palavrões e ofender o presidente do PT na frente dos dirigentes do PSB que estão responsáveis de dialogarem com os aliados.

O vereador Zé Roberto quer indicar umas das secretarias que deve ir para o PT, mas Joel Banha disse que essa decisão vai passar por dentro do partido e as novas secretarias não serão indicadas por uma pessoa, mas após um amplo debate dentro do Diretório Estadual.

Parece que as investidas de Marcos Roberto e seu colega contra o deputado Joel Banha não deram certo e o tiro saiu pela culatra. O clima deve esquentar pelas bandas do PT diante das reuniões que devem decidir quem serão os indicados para as novas pastas que o PT deve ocupar no governo.

sábado, 7 de junho de 2014

Ratos n'água: PSDB nacional intervém no PSDB-AP pra apoiar Lucas e quebram Bruno Mineiro

Nem bem o  presidente estadual do PSDB, deputado federal Luis Carlos declarou apoio a candidatura do deputado estadual, Bruno Mineiro (PTdoB) ao governo do Estado, a direção nacional dos Tucanos decidiu que a legenda devera apoiar a candidatura do vereador Lucas Barreto (PSD) ao governo; A mudança repentina seria resultado das articulações nacionais para a presidência da República

7 de Junho de 2014 às 11:21

Domiciano Gomes do Amapá 247 - Na ultima quinta-feira dirigentes do PSDB que negociam alianças para o candidato Tucano, Aécio Neves, teriam decidido pelo apoio a Lucas Barreto no Amapá. A aliança tem ainda o apoio do deputado Davi Alcolumbre, pré-candidato ao senado do Democratas.

A decisão da nacional pegou Luis Carlos de surpresa e o mesmo não escondeu a insatisfação nas redes sociais. No twitter o parlamentar postou que ficava “imaginando a nominata de estaduais do PSD, desolada! Coligação suposta com 5 Estaduais locomotivas... Não faz mais ninguem lá”.

Em uma clara manifestação dirigida ao deputado Davi Alcolumbre e Lucas Barreto, o tucano questionou ainda no Twitter se “essas atitudes traiçoeiras e vis farão bem aos números nas pesquisas?!”. O dirigente do PSDB teria dito ainda que vai a Brasília para tentar reverter a situação, mas se não for possível DEM e PSD levam a sigla, mas não o apoio dele.

A crise PSDB, DEM e PSD,  é mais episódios na oposição gerado a partir do lançamento da candidatura Bruno Mineiro ao governo, pela Assembléia Legislativa do Estado.

O PDT, por exemplo, contrariado com o apoio do PMDB ao PTdoB ameaçou lançar Waldez Góes ao senado para disputar com José Sarney.

Em menos de duas semanas do anuncio da candidatura, Bruno, ao que tudo indica, já perdeu o PSDB e, segundo o jornal A Gazeta, teria perdido também o apoio do Pros.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Tribunal de Justiça acata denúncia contra o deputado Junior Favacho (PMDB)

Durante sessão ordinária realizada, na terça-feira (3), o pleno do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) aceitou, por unanimidade, o recurso do Ministério Público do Amapá (MP-AP) contra o deputado estadual Amiraldo da Silva Favacho Junior (PMDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP)

MP/AP - O MP-AP ajuizou ação de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito, em desfavor do deputado, no dia 19/04/2012, em razão de vultoso valor recebido a título de diárias, no período de 24/05/2011 a 23/11/2011, no montante de R$ 161.340,60. O Ministério Público sustentou, ainda, que tais valores iam de encontro ao praticado pelo Poder Legislativo Nacional e, por isso, requereu liminarmente que fosse declarada a suspensão da vigência do ato da mesa diretora nº 008/07-AL, além da indisponibilidade dos bens do deputado estadual e quebra dos sigilos bancários e fiscais.

A denúncia havia sido arquivada pelo juiz Ernesto Colares, da 3ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá, sob a alegação de não haver nenhum ato de improbidade administrativa. O Ministério Público Estadual interpôs recurso à decisão monocrática, no dia 10/10/2012, pedindo a cassação da sentença e seguimento do processo, acatado pelo TJAP.

Na ação, o MP-AP requereu a condenação do deputado pela prática de atos de improbidade administrativa, com aplicação das sanções previstas no art. 12, da Lei Nº 8.429/92, e ressarcimento integral do dano no valor R$ 143.910,60, além da procedência do pedido para declarar a nulidade do ato da mesa diretora nº 008-07-AL, e que seja fixado limite máximo a ser pago a título de diárias.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Golpe nos professores: Aroldo Rabelo e PSOL são acusados de dar golpe pra tentar vencer eleição do Sinsepeap

A eleição do Sinsepeap vai parar na justiça. O caminho de não respeitar as urnas foi dado pela Comissão Eleitoral que é controlada por pessoas ligadas ao atual presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo, filiado ao PSOL e que no partido é alinhado a corrente majoritária do senador Randolfe Rodrigues (candidato à presidência) e o prefeito Clécio Luis, que recentemente foi acusado pela direção municipal do Sinsepeap de dar um golpe nos professores.

Segundo denúncias de integrantes da chapa 21 "Democracia Unidade", que teve a maioria dos votos dos professores no último domingo, mas que a Comissão Eleitoral se nega a reconhecer,a manobra de impugnar vários membros da chapa sem ampla defesa e contraditório visa atender os interesses do grupo linha dura ligado ao PSOL que controla o sindicato a ferro e fogo.

O grupo ligado à Aroldo Rabelo que enfrenta amplo desgaste entre os professores por conta da má condução das greves do Sinsepeap nos últimos 3 anos, tenta agora reverter o quadro no "tapetão" e pra isso conta com o aval da Comissão Eleitoral, formada politicamente por pessoas indicadas por ele. 

Nos últimos anos, o PSOL junto com o PSTU, aparelhou o sindicato e o transformou numa verdadeira "correia de transmissão" dos interesses partidários e de lideranças políticas de ambos os partidos,  afundando a categoria  em crise e numa guerra insana contra o atual governo.

Segundo integrantes da chapa 21, apoiada pela CUT, a tropa de choque de Aroldo Rabelo e do PSOL, se negam a reconhecer a vitória nas urnas dos cutistas e desobedeceram uma liminar da justiça concedia pela juíza Maria Alaíde de Paula, que obriga a Comissão a contabilizar os votos do grupo liderado pela professora Kátia Cilene, mesmo que membros sejam impugnados já que o estatuto da entidade garantiria a substituição do membros que seriam impugnados.
Decisão liminar da juíza Maria Alaíde de Paula garante chapa 21 na disputa do pleito e contabilização de seus votos
Por telefone a candidata a presidenta da chapa 21, Kátia Cilene, disse que a manobra "é mais um golpe do PSOL e de Aroldo Rabelo na base e nos professores" que nas urnas e com abstenção histórica deixaram um recado ao "grupelho" sectário que usou o sindicato pra fazer política partidária e eleitoral em 2012 com objetivos claros de eleger Clécio Luis (PSOL) pro comanda da Prefeitura de Macapá.

Foi o mesmo grupo de Aroldo Rabelo com apoio descarado do PSOL que se negou a aceitar uma proposta histórica de 17% oferecido pelo governo estadual em 2012, afundando a categoria numa derrota histórica e com perdas salariais irreparáveis, denuncia o grupo que faz oposição a atual gestão.

Até mesmo a ata que deveria ser entregue na justiça hoje a tarde foi negada. Além disso, os mais de 1000 votos dados a chapa de Kátia Cilene não foram computados. A Comissão Eleitoral proclamou como vitoriosa a chapa que teria ficado em segundo lugar e que contou com o apoio do grupo de Aroldo Rabelo.

"A manobra desse grupo controlado pelo PSOL desobedece até mesmo uma liminar que ganhamos na justiça e eles se negam a contabilizar os nossos votos porque sabem que nas urnas e no voto eles não ganham", afirma a professora Kátia Cilene. A eleição que o PSOL tenta ganhar no tapetão impugnando seus principais adversários deve mesmo parar na justiça. Outras chapas prometem pedir a anulação completa na justiça.

Diante da crise instalada na eleição do Sinsepeap, o atual presidente Aroldo Rabelo que estaria pronto pra se licenciar da presidência, onde era cogitado pra disputar uma vaga de deputado federal, resolveu permanecer no cargo e desistir da corrida eleitoral com o objetivo claro de garantir legalidade e segurança no golpe perpetrado por seus aliados.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Janete Capiberibe: Diárias dos deputados do Amapá daria pra construir 7 ginásios ou 100 creches

A deputada federal Janete Capiberibe discursou na Câmara dos Deputados para divulgar o projeto de iniciativa popular que pretende reduzir pela metade o orçamento da Assembleia Legislativa do Amapá - ALAP, de R$ 156 milhões para R$ 78 milhões; Segundo a deputada, o orçamento excessivo vira “farra com dinheiro público”
 
“Ano passado, 2013, a Assembleia pagou R$ 17 milhões em diárias. Corrupção institucionalizada: 15 vezes mais que o Senado Federal, seis vezes mais que esta Câmara Federal. Lá, são 24 deputados, 21 estão com os bens bloqueados. Por isso, a campanha "Reduza já, com metade dá!"”, enfatizou.

A socialista calcula que “os R$ 78 milhões excedentes servirão para concluir o Hospital Metropolitano da capital, que espera há 10 anos para ser concluído, asfaltar vias estaduais municipais, nos 16 Municípios do Estado, e adquirir medicamentos e insumos para a saúde municipal e estadual”.

Janete Capiberibe fez comparações com outros investimentos possíveis apenas com os R$ 17 milhões que a Assembleia do Amapá pagou em diárias aos deputados no ano de 2013.

“Seria possível a construção de 100 creches, para 250 crianças, em 1 ano somente. Seria possível a construção de 10 maternidades de parto normal, em 1 ano somente. Seria possível pagar toda a reforma e ampliação e equipar o Hospital da Criança e do Adolescente do Estado, localizado na capital, em 1 ano. Seria possível, para a juventude do meu Estado, a construção de 7 ginásios cobertos com 2 mil metros quadrados e ginásios poliesportivos, de grande utilidade para a nossa juventude, tanto para praticar esportes, como também desenvolver suas atividades culturais, dança, capoeira etc.”

A Câmara Federal gastou, em 2013, R$ 2 milhões 931 mil para os 18 mil funcionários e 513 Deputados. O Senado Federal, com 81 Senadores e mais os funcionários, gastou, em 2013, 1,25 milhão de reais.

A campanha pela redução do orçamento da Assembleia Legislativa do Amapá pela metade foi é puxada pelo PSB, PT, PSOL, PCdoB, PCB e Rede Sustentabilidade, além de movimentos populares e estudantis e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-AP. Dois mil manifestantes já fizeram o apelo em frente à ALAP.

Ficha Suja: Tribunal de Justiça mantém condenação de Edinho Duarte por atos de improbidade administrativa

A Câmara Única do Tribunal de Justiça do Amapá, em sessão realizada na última terça-feira (3), rejeitou - por unanimidade - os embargos de declaração apresentados pela defesa do deputado estadual Edinho Duarte, reconhecendo, portanto, a prática de atos de improbidade administrativa revelados em acusação do Ministério Público do Amapá (MP-AP); O parlamentar, dentre outras penas, foi condenado com perda de função pública e suspensão dos direitos políticos por cinco anos
 
MPE/AP - O relator, desembargador Carmo Antônio, ao reformar decisão da 3ª Vara Civil já havia assinalado que “é notório no seio social do Estado do Amapá que, habitualmente, agentes públicos se utilizam dos cargos colocados à sua disposição para fins particulares e, muitas vezes, até mesmo eleitoreiros, comportamento nefasto que permeia a Administração Pública”, assinala trecho do relatório, que foi acompanhado pelos magistrados Raimundo Vales e Agostino Silvério.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Waldez Góés e Pedro Paulo são condenados por desviar dinheiro dos servidores

Os ex-governadores Waldez Góes e Pedro Paulo Dias de Carvalho foram condenados pelo juiz da 6º Vara Civil e de Fazenda Pública, Paulo Cezar do Vale Madeira, ao ressarcimento  integral do dano gerado ao Estado referente aos valores dos empréstimos consignados, descontados dos salários dos servidores públicos e não repassados as instituições financeiras

3 de Junho de 2014 às 16:49

Domiciano Gomes do Amapá 247 - Na ação o Ministério Público (MP) alegou que a retenção dos valores mensais dos servidores não repassados aos bancos teve inicio em 2009, durante a gestão do ex-governador Waldez Góes que determinou à sua equipe de governo a não realização dos repasses. O regime apropriatório foi mantido por Pedro Paulo após assumir o Governo do Estado, se estendendo até o final do mandato resultando em despesas para o sucessor.

De acordo com o Ministério Público em razão da conduta, começaram a surgir as consequências para os servidores, como as inscrições dos nomes nos cadastros de devedores, apesar de o dinheiro ter sido descontado regularmente nos contracheques.

Na defesa Waldez Goés procurou se eximir da responsabilidade transferindo a culpa para os auxiliares. O ex-governador sustentou que “não é da responsabilidade do Governador de Estado assinar cheques e vistoriar contas ou balancetes, nem determinar que não sejam repassados valores consignados aos bancos credores., alegando que os ordenadores de despesas são os Secretários de Estado”.

Tanto Waldez Góes como Pedro Paulo alegaram ainda que em decorrência da crise mundial na economia, o Estado passou por imensas dificuldades financeiras, com uma diminuição substancial de arrecadação e transferência do Fundo de Participação dos Estados (FPE) comprometendo a economia e, sobretudo a folha de pagamento e o repasse constitucional aos  Poderes.

Na decisão o juiz Paulo Madeira sustenta que “o papel de um gestor público do mais alto escalão (Governador do Estado), é exatamente o de gerenciar essas situações e encontrar saídas dentro da legalidade, não sendo razoável que uma dessas saídas seja a ordem (ou a omissão) para não repassar aos bancos credores o dinheiro dos empréstimos consignados”.

Quanto a tentativa de Waldez em transferir a responsabilidade e dizer que não sabia dos consignados, o juiz  sustenta na decisão que não há como prosperar tal argumento “porque é presumível que um Governador de Estado receba, de forma minuciosa, as informações relevantes das Secretarias, sobretudo aquelas que afetam diretamente as finanças, como era o caso dos consignados.

Paulo Madeira condenou Waldez e Pedro Paulo ao ressarcimento integral do dano, a ser apurado em liquidação de sentença, e no pagamento de multa civil de uma vez o valor do dano a ser apurado.

domingo, 1 de junho de 2014

Chapa 21 vence a eleição do Sinsepeap e cutista Kátia Cilene é a nova presidenta

Foi encerrada a apuração da eleição do maior sindicato do Amapá, o Sinsepeap. O blog apurou que a chapa 21 (Democracia e Unidade) encabeçada por Kátia Cilene e apoiada pela CUT foi a vitoriosa em votação apertada e concorrendo com o atual aparelho do PSOL e com forte pressão de cargos da Prefeitura de Macapá, comandada pelo prefeito Clécio Luis (PSOL) e do presidenciável, o senador Randolfe Rodrigues.

Vejam abaixo o resultado final da eleição:
  1. Kátia Cilene - Chapa 21 (1003 votos) 
  2. Luiza - Chapa 77 (975 votos) 
  3. Paulo Freire (845 votos) 
  4. Gil (391 votos) 
  5. Ribeiro ( 135 votos)

Diário do Amapá: Candidatura de Bruno Mineiro ameaça polarização Camilo/Waldez

O deputado estadual Bruno Mineiro (PTdoB) declarou, ontem, que logo a pré-candidatura dele ao governo do Amapá será lançada em grande festa pela legenda que o abriga, em conjunto com os partidos aliados.

Bruno adiantou que a festa de lançamento da pré-candidatura também apresentará a chapa majoritária “formatada”. Perguntado se a pessoa vice dele será a ex-deputada estadual Francisca Favacho, do Pros, respondeu que a escolha ainda está em aberto.
O deputado surge como o mais novo postulante ao governo do estado, conduzido por uma frente de sete partidos, incluindo o dele, o Partido Trabalhista do Brasil – PSDB, Pros, PV, PR, PHS e PRB.

Bruno Mineiro, otimista, adiantou que o apoio partidário a ele tem tudo para ser ampliado para 13. “Estamos conversando com mais seis legendas. Algumas dessas legendas, para fecharmos a coalizão, dependemos de acertos nacionais”, explicou o pré-candidato.

O surgimento do deputado Bruno Mineiro, como interessado em disputar o pleito para o Palácio do Setentrião, ameaça copiosamente a performance do ex-governador Waldez Góes (PDT), que em pesquisas não oficiais estaria na frente dos demais candidatos, e sacode a estrutura da base do governo, uma vez que o PSDB a está abandonando, correndo para o lado do parlamentar petedobista.

O Diário do Amapá, ontem, entrou em contato com as assessorias do ex-governador Waldez Góes e do atual gestor, Camilo Capiberibe (PSB), pedindo a posição de ambos quanto à pré-candidatura do deputado Bruno Mineiro.

Ficou acertado que o Jornal enviaria perguntas a cada um, via e-mail, para Waldez e Camilo responderem pelo mesmo processo online. Até ao fechamento desta edição, os dois pré-candidato não tinham dado respostas.

Ao governador Camilo Capiberibe foram feitas as seguintes perguntas:
1. Que impacto a retirada do PSDB causa na base partidária e política do governo do Amapá?
2. A perda de mais de dois minutos no tempo de propaganda político-eleitoral, que é do PSDB, em que preocupa o senhor como pré-candidato à reeleição?
3. O PSB vai pra campanha eleitoral só mesmo com o PT rachado e o PCdoB? O partido espera outras legendas para o apoiar?

A Waldez Góes as perguntas foram estas:
1. Como o senhor avalia a entrada do deputado Bruno Mineiro na corrida ao governo amapaense?
2. A entrada de Bruno na disputa eleitoral daria ao senhor a possibilidade de concorrer ao senado?
3. Bruno Mineiro entra como pré-candidato ao Setentrião com apoio de seis partidos além do dele, o PTdoB. Que lista o senhor apresenta como apoiamento partidário à sua candidatura ao governo?

sábado, 31 de maio de 2014

Vandalismo na eleição do Sinsepeap: carro de professora é vítima de atentado

Vandalismo em pleno pleito da eleição do Sinsepeap que acontece em todo o estado do Amapá neste domingo. 

Adversários da chapa 21 (Democracia e Unidade) que nos bastidores é considerada a preferida pra vencer a eleição da categoria, teve o carro de uma de suas integrantes atacado a pedradas em frente a sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que fica localizada rua Eliezer Levy no bairro do Laguinho em Macapá.

O veículo pertence a professora Ivanéia Alves, uma das integrantes da chapa que tem o apoio da CUT e apoia a professora Kátia Cilene como candidata à presidência do Sinsepeap, considerado o maior sindicato do Amapá em número de filiados.

Os integrantes da chapa não conseguiram identificar os responsáveis ou responsável pelo atentado, mas as suspeitas são de que o ato de vandalismo teria sido efetuado por adversários que também disputam a eleição.
A atual direção do Sinsepeap é dirigida pelo professor Aroldo Rabelo, filiado ao PSOL e a atual direção se esfacelou em 4 chapas. No total 6 chapas estaduais disputam a eleição escolherá além da direção estadual, as direções municipais e Conselho Fiscal.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Àgua pra vinho: Bruno Mineiro é o candidato ao governo apoiado pela Assembleia Legislativa sob as bênçãos de Sarney

Sérgio Santos | MZ

Assembleia Legislativa do Estado (Alap), com a chancela do senador José Sarney, confirmou hoje, 29, o deputado estadual Bruno Mineiro (PTdoB/AP) como pré-candidato ao governo do Estado.

Montado numa coligação composta pelo PMDB, PTdoB, Pros, PV e, provavelmente, o PSDB, o deputado Bruno Mineiro vai tentar chegar ao Palácio do Setentrião nas próximas eleições de outubro. É a segunda vez que a Assembleia tenta chegar ao Governo do Estado. Em 2010, coube ao deputado Jorge Amanajás cumprir esse papel, mas ficou pelo caminho.

A candidatura do parlamentar do PTdoB foi acertada nesta quinta-feira, 29, em uma reunião que contou com a participação do senador José Sarney (PMDB/AP), dos deputados estaduais Junior Favacho (PMDB), Sandra Ohana (PP), Michel JK (PSDB), do deputado federal Luís Carlos e do próprio Bruno.

A opção de Sarney por Bruno vai além da relação familiar que os dois mantêm há muito tempo – Mineiro é afilhado de batismo e político do velho senador maranhense. Levada pelas mãos do presidente em exercício da Alap, deputado Júnior Favacho, à apreciação de Sarney, a candidatura de Bruno representa um risco menor à própria tentativa de reeleição do senador, que, até então, vinha apostando suas fichas em Waldez Góes (PDT), que pode ser barrado em função dos vários processos que responde na Justiça por improbidade administrativa e outros crimes.

Vendo uma oportunidade para salvar-se a si mesmo, Sarney, que possui alto índice de rejeição do eleitorado amapaense, de pronto abençoou o afilhado que em breve deve anunciar oficialmente a sua pré-candidatura ao governo. O problema é que Bruno, que faz política a moda mineira, quietinho, também possui máculas de um passado recente nada abonador.

Não é novidade, por exemplo, que o parlamentar, agora pré-candidato, está com as contas bancárias bloqueadas pela Justiça em função do escândalo dos funcionários fantasmas, que segundo o MP, está envolvido.

Também não é novidade que o deputado está envolvido, até o pescoço, no uso indiscriminado das diárias superfaturadas pagas pela Alap à suas excelências e que foram denunciadas no Programa Fantástico.

E por último, não é novidade que a Alap, há muito tempo, quer implantar no Executivo Estadual o mesmo modelo de gestão é utilizado naquela Casa de Leis. Provavelmente, se isso viesse a acontecer, a harmonia entre os poderes estaria restaurada e o povo do Amapá voltaria a pagar mais essa conta espúria, já que está pagando a da Assembleia.

Concentração de riqueza: Donos da Globo e Veja estão na lista bilionários da Forbes

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Os irmãos João, Irineu e José ao lado de Roberto Marinho (de bigode)

No topo da lista da Forbes está o clã Marinho, dono das Organizações Globo, que aparece com uma fortuna acumulada de 64 bilhões de reais. 
 
Por Samantha Maia 
 
O patrimônio das 15 famílias mais ricas do Brasil, segundo lista divulgada pela revista Forbes, é dez vezes maior que a renda de 14 milhões de grupos familiares atendidos pelo programa Bolsa Família. De acordo com a publicação americana, os 15 clãs mais abastados do Brasil concentram uma fortuna de 270 bilhões de reais, cerca de 5% do PIB do País. O Bolsa Família, por sua vez, atendeu 14 milhões de famílias em 2013 com um orçamento de 24 bilhões de reais, equivalentes a 0,5% do PIB.

Lidera a lista da Forbes a família Marinho, dona das Organizações Globo. Os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho possuem uma fortuna de 64 bilhões de reais. Outra empresa de mídia que aparece na lista é o Grupo Abril, do clã Civita, com patrimônio de 7,3 bilhões de reais.

O setor bancário se destaca na origem das fortunas das famílias mais ricas do Brasil, representado pelos clãs Safra (Banco Safra), Moreira Salles (Itau/Unibanco), Villela (holding Itaúsa), Aguiar (Bradesco) e Setubal (Itaú).

Eram três os bilionários do Brasil em 1987, quando a Forbes produziu a primeira lista: Sebastião Camargo (Grupo Camargo Correa), Antônio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim) e Roberto Marinho (Organizações Globo). Hoje são 65, 25 deles parentes, o que leva a revista americana a constatar que para se tornar um bilionário no Brasil, o mais importante é ser um herdeiro.

Segue a lista das famílias mais ricas do Brasil:
1)      Marinho, Organizações Globo, US$ 28,9 bilhões
2)      Safra, Banco Safra, US$ 20,1 bilhões
3)      Ermírio de Moraes, Grupo Votorantim, US$ 15,4 bilhões
4)      Moreira Salles, Itaú/Unibanco, US$ 12,4 bilhões
5)      Camargo, Grupo Camargo Corrêa, US$ 8 bilhões
6)      Villela, holding Itaúsa, US$ 5 bilhões
7)      Maggi, Soja, US$ 4,9 bilhões
8)      Aguiar, Bradesco, US$ 4,5 bilhões
9)      Batista, JBS, US$ 4,3 bilhões
10)  Odebrecht, Organização Odebrecht US$ 3,9 bilhões
11)  Civita, Grupo Abril, US$ 3,3 bilhões
12)  Setubal, Itaú, US$ 3,3 bilhões
13)  Igel, Grupo Ultra, US$ 3,2 bilhões
14)  Marcondes Penido, CCR, US$ 2,8 bilhões
15)  Feffer, Grupo Suzano, US$ 2,3 bilhões

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Tucanos ou ratos? PSDB abandona o barco do PSB de Camilo Capiberibe

Deputado federal Luiz Carlos confirmou saída dos tucanos do governo do PSB
Depois de anunciada a candidatura do deputado estadual Bruno Mineiro sob as bênçãos do senador José Sarney (PMDB-AP), que deve disputar mais um mandato de senador pelo Amapá e tenta dinamitar e esvaziar o palanque do PSB, seu principal adversário político no estado, chegou a vez de Sarney mexer mais uma peça no seu jogo de xadrez político. 

O PSDB que tem como principal liderança o deputado federal Luiz Carlos, filho do desembargador Luiz Carlos Gomes e expoente do setor da pecuária no Amapá, que até então indicou a pasta da Diagro no governo Camilo Capiberibe, resolveu sair da aliança pela "governabilidade" e pular do barco do PSB, que pra alguns analistas políticos estaria afundando diante do forte bombardeio midiático e da oposição.

A notícia de que o PSDB entrega a Diagro foi confirmada pelo próprio deputado federal Luiz Carlos, que comanda a legenda tucana no Amapá. Os tucanos devem seguir o caminho ditado por Sarney e devem abraçar a candidatura do deputado Bruno Mineiro (PTdoB), que já contaria com o apoio do Pros da família Favacho do presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Junior Favacho.

Como diria o poeta Cazuza, parece que a piscina do PSB está cheia de ratos! E as ideias e justificativas do PSDB pra sair da aliança, assim como outros que até outro dia faziam parte do atual governo, não correspondem aos fatos.

Decisão do STJD pune e afasta Luciano Marba e Vicente Cruz do futebol amapaense‏

Sérgio Santos | MZ

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pune exemplarmente todos os envolvidos no esquema de manipulação dos resultados do futebol amapaense.

Em sessão realizada nesta quarta-feira, 28, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou e puniu com rigor todos os envolvidos o esquema de manipulação de resultado nas partidas de futebol dos campeonatos sub-20 e profissional de futebol do ano de 2013.

A 3ª Tuma do STJD multou Luciano Marba, presidente do Santos Futebol Clube, em R$ 20 mil, aplicou-lhe uma suspensão de 480 dias. Vicente Cruz foi multado em R$ 20 mil e mais 420 dias de suspensão. Helivam Brocoio recebeu multa de R$ 10 mil e 120 dias de suspensão. Jorge Antônio, R$ 5 mil e 120 dias de suspensão. Geydson foi punido com suspensão de 4 jogos.

Entenda do caso:
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) instaurou Inquérito para apurar denúncia de ocorrências de possíveis infrações disciplinares envolvendo dirigentes da Federação Amapaense de Futebol (FAF), membros da Comissão de Arbitragem e do Tribunal de Justiça, além do Santos Futebol Clube e de seu presidente, o empresário Luciano Marba (preso em operação do Ministério Público), consubstanciadas em supostos esquemas de manipulação de jogos do campeonato amapaense de futebol sub-23 e profissional do Estado do Amapá; O procedimento é presidido por Paulo César Salomão Filho, auditor do Pleno do STJD.

O inquérito (029/2014) é resultado de relatório do Ministério Público do Estado, assinado pelo promotor de Justiça Afonso Guimarães. Ele informou ao STJD sobre a existência de um procedimento investigatório em curso, inicialmente aberto para apuração de crime de homicídio, culminando com o desencademanento de "Operação Lucilius", em outubro do ano passado.

No curso da operação foram autorizadas escutas telefônicas, que revelaram suposto esquema de interferência e manipulação de resultado nas partidas de futebol dos campeonatos sub-20 e profissional de futebol do ano de 2013. De acordo com o promotor Afonso Guimarães, as escutas, transcritas no procedimento investigatório, apontam um possível esquema de manipulação que, na ótica do Ministério Público, teria a liderança de Luciano Marba Silva, presidente do Santos Futebol Clube.

Os diálogos retratados sugerem combinações entabuladas entre o presidente do Santos, o árbitro de futebol Antônio Jorge (que seria empregado da empresa de Marba), Vicente Cruz (diretor técnico da FAF), Carlos Guilherme (então presidente da Comissão de Arbitragem), além de outros envolvidos.

De acordo com William Figueiredo de Oliveira, subprocurador-geral do STJD, já há um histórico de desmandos e infrações na Federação Amapaense de Futebol e no Tribunal de Justiça Desportiva, lembrando a disputa nos tribunais entre o Oratório Recreativo Clube e o Santos. O STJD decidiu que o título de 2012 era do Oratório. A autorização para a abertura do inquérito foi dada no dia 13 de fevereiro pelo presidente do STJD, Flávio Zveiter.

No documento encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, o promotor Afonso Guimarães revela que o advogado Oziel Artur Barros Borges, procurador da Justiça Desportiva no Amapá, integra o quadro de advogados de Luciano Marba, conforme mostra recibo anexado no valor de R$ 20 mil por honorários advocatícios. Afonso Guimarães anexou ainda um CD contendo áudio de interceptações telefônicas e suas transcrições e decisão para compartilhamento de provas da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá.

Mesmo não sendo citado pelo MP e nem apanhado em gravações, o presidente da federação, Roberto Góes, foi chamado ao STJD para prestar esclarecimentos junto com os demais dirigentes listados pelo promotor de Justiça Afonso Guimarães.















quarta-feira, 28 de maio de 2014

MP-AP ajuíza nova ação de improbidade contra o ex-governador Waldez Góes

Ascom | MPE

O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), por intermédio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Cultural de Macapá (Prodemap), ingressou com mais uma ação de improbidade administrativa cumulada com pedido de ressarcimento ao Erário contra o ex-governador Antônio Waldez Góes; o ex-diretor da Rádio Difusora de Macapá, Carlos Luiz Pereira Marques; o proprietário da Rádio Comunitária dos Bairros Pedrinhas e Araxá, Valdêz Alcântara da Silva; e o ex-presidente de associação, Ivanildo Souza. O argumento foi o uso da Rádio Difusora de Macapá (RDM) em benefício de campanha eleitoral, em 2006.
O fato
Enquanto governador, Waldez Góes convocou à residência oficial o senhor Valdêz Alcântara, então proprietário da Rádio Comunitária dos Bairros Pedrinhas e Araxá e forte liderança naquela região. O objetivo era fechar um acordo para obter o apoio do líder comunitário e restringir o acesso de adversários políticos aos programas da referida rádio.
De acordo com a ação, Waldez Góes garantiu, como recompensa para o líder, sua eleição para presidente do Conselho Tutelar e a aquisição, através do Governo do Estado, de uma nova potência para a rádio comunitária, em substituição ao equipamento danificado. Após a proposta ser aceita, Waldez Góes incumbiu Carlos Marques, gerente da Rádio Difusora de Macapá, de celebrar um convênio para a liberação dos recursos necessários, em cumprimento ao acordo.
Com o impedimento da liberação do recurso em nome de Valdêz Alcântara, o convênio foi celebrado entre a emissora estatal e a Associação dos Renais e Transplantados do Amapá (Arta), na época, presidida por Ivanildo Souza, que estava com o CNPJ regularizado. O convênio de nº 002/2006 repassou para a conta da associação, de nº 8823-4, Agência 4544-6, do Banco do Brasil, o valor de R$ 11 mil, em 11 de agosto de 2006.
Segundo apurou a Prodemap, no dia 17 de agosto do mesmo ano o valor foi sacado e repassado para Ivanildo Souza, que ficou com R$ 1.500,00, a título de comissão, e o saldo remanescente de R$ 9.500,00, repassado a Valdêz Alcântara, que jamais prestou contas do valor recebido.
Mesmo todos confessando as práticas de delito perante a Procuradoria da República, Valdêz Alcântara declinou ser Waldez Góes o articulador do pacto e recebeu ameaças de morte do então diretor Carlos Marques e do advogado da emissora, Marcelo Leal. Atendendo aos pedidos da família, Valdêz Alcântara foi até a sede da Procuradoria da República para retirar a denúncia formulada e solicitar proteção de vida.
O processo do MP-AP menciona perceber-se uma "ação deliberada de uma quadrilha orquestrada para dilapidar o patrimônio público em prejuízo de toda a sociedade".
De início, a ação de nº 8279-02.2009.8.03.0001 - 2ª Vara Cível, foi ajuizada somente contra Carlos Marques, Ivanildo Souza e Valdêz Alcântara da Silva, porém, esclarece o promotor de Justiça Adauto Barbosa, que "foi constatada a participação direta de Waldez Góes nos atos ilícitos, e uma nova ação foi ajuizada". Nesta, o MP-AP "pede a condenação dos réus pela prática de improbidade administrativa, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, inscrição no Cadastro Nacional dos Condenados por Improbidade Administrativa, ressarcimento do Erário e demais sequelas de direito (Proc.nº14443-41.2013.8.03.0001- 2ª Vara Cível)."

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Justiça decreta prisão de Luciano Marba e sua quadrilha: dono da LMS é considerado foragido

Marba é considerado foragido e estaria fora do país

Do blog do Nezimar Borges 

Logo que a Justiça decretou - na manhã desta quinta-feira, 15 - a prisão de Luciano Marba, interlocutores dele na imprensa informam que empresário se encontra na Europa visitando o filho que, dizem esses jornalistas, Marba Jr estaria naquele país jogando futebol.

O mandado de prisão preventiva foi decretada pelo juiz, Matias Neto, da 4a Vara Criminal de Macapá. Além de Marba, a Justiça decretou a prisão  preventiva também do empresário, Ademar Barbosa(suposto sócio de Marba), da ex-secretária de educação, Miriam Corrêa, de Edilberto Silva, Bruno Nascimento e Eliomar Ribeiro.

O Ministério Público investiga ainda as relações do deputado Moisés Souza com a LMS, empresa de vigilância do qual Marba aparece como dono. A suspeita é que Moisés Souza, ou é dono da LMS , ou é sócio da empresa, pois há fortes indícios de que Moisés e Marba formataram a teia de corrupção que postergou a empresa por todos esses anos no Estado no contrato de mais de R$40 milhões.

O comercial do PT que ensandeceu a oposição e a grande mídia

Allan Ramalho enquadra a "patricinha" Aline Gurgel e manda ela cobrar explicações da sogra

“Vossa excelência está fazendo um debate pessoal. Mas se queres cobrar tanto a lisura no poder público, peça mais informações de sua sogra, a deputada Telma Gurgel." 

A frase acima é do vereador de Macapá Alan Ramalho (PSB) ao enquadrar e colocar a vereadora Aline Gurgel no seu devido lugar, mandando ela fazer a ‘lição de casa’, pedindo pra representante de uma das famílias mais ricas do Amapá no parlamento da capital, cobrar explicações de sua sogra, a deputada estadual Telma Gurgel (PR), já que a própria não quis dar entrevista ao Fantástico, colocando as mãos na frente da câmera da rede Globo.
Aline Gurgel tentou, mas não conseguiu debater com bancada do PSB
A sogra de Aline Gurgel, virtual candidata ao governo pelo PR é uma das deputadas na lista de 21 parlamentares que estão na mira do Ministério Público sob suspeita de usar indevidamente recursos da Assembleia Legislativa. Telma Gurgel também foi afastada da presidência da Fiap por gestão temerária na instituição.

A bancada do PSB na Câmara de Macapá outro dia diante de um debate sobre as vítimas de um incêndio no bairro Perpétuo Socorro provocou choro na vereadora do PR, que não aguentou debater e foi bombardeada pela dupla de advogados Allan Ramalho e Washington Picanço, os dois edis do PSB.

Oposição corrupta sofre mais um revés no TRE-AP que multa Waldez Góes e TV Tucuju

TRE-AP multa Waldez Góes e TV Tucuju por propaganda eleitoral antecipada


Por Elton Tavares do TRE

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), em sessão realizada nesta quarta-feira (14), multou Antônio Waldez Góes da Silva em R$ 5.000,00 (cinco mil) e Beija-Flor Radiodifusão LTDA – EPP (Sistema de Comunicação Tucujú – TV Tucujú Canal 24), em R$ 20.000,00 (vinte mil), por propaganda eleitoral antecipada. A condenação é fruto de representação do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Conforme o processo, Waldez Góes realizou propaganda Eleitoral antecipada durante o programa “Tribuna Amapaense” exibido no dia 10 de abril de 2014, pela TV Tucujú. 

Durante a entrevista no referido programa televisivo, Waldez Góes colocou-se como o mais apto ao cargo de governador do Amapá, na tentativa de desequilibrar a disputa eleitoral, tendo em vista que não fora concedido aos demais possíveis candidatos a mesma possibilidade de acesso e/ou mesmo tempo no referido programa.

Por unanimidade, a Corte julgou procedente a propaganda eleitoral antecipada, de acordo com o voto do juiz relator do caso, Vicente Gomes. O Desembargador Carlos Tork divergiu quanto à multa aplicada a cada um dos representados, estipulada no valor mínimo de R$ 5.000,00, de acordo com a Legislação. O magistrado entendeu que a TV Tucuju é reincidente no crime de propaganda extemporânea e aplicou a penalidade de pagamento de R$ 20.000 ao veículo de comunicação. 

O julgamento ficou empatado em 3 a 3. A decisão foi tomada por meio do voto de minerva do presidente do TRE-AP, Desembargador Raimundo Vales, que acompanhou a divergência, por conta da comprovada reincidência da TV Tucuju na referida conduta. 

Propaganda eleitoral antecipada 

Conforme o artigo 36 da Lei nº 9.504/1997, a propaganda eleitoral feita antes do dia 6 de julho é propaganda antecipada. A conduta, que privilegia o candidato infrator em detrimento do equilíbrio da disputa, é punida com multa que varia de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)  a R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), ou o equivalente ao custo da propaganda, se este for maior.

Participaram da sessão os juízes Raimundo Vales (Presidente), Carlos Augusto Tork de Oliveira, Ernesto Collares, Elayne Cantuária, Vicente Gomes,  Anselmo Gonçalves da Silva e Fabio Lobato. Também presente o Procurador Regional Eleitoral, Dr. Miguel Lima.