sexta-feira, 6 de abril de 2012

Moisés Souza promove descrédito da AL e arrasta deputados para o abismo político


O deputado estadual Moisés Souza (PSC), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, vem se notabilizando pelo modelo controverso de fazer política. Diferente de seu antecessor, o ex-deputado e candidato derrotado ao governo, Jorge Amanajás (PSDB), que dificilmente confrontava (preferia as manobras sub-reptícias das coxias), Souza é averso às críticas, além de reagir com destempero quando exortado a explicar decisões no mínimo duvidosas.

Desde quando assumiu a presidência do legislativo, em janeiro de 2011, após uma eleição eivada de marchas e contramarchas, Moisés Souza já protagonizou ações polêmicas cujos reflexos negativos estão atingindo em cheio as reputações de deputados e deputadas antes irretocáveis. Uma dessas barafundas criadas por Souza envolve o Ministério Público Estadual, mais precisamente o promotor  de Justiça Adauto Barbosa, contra o qual a AL de Souza move processo avalizado por 22 dos 24 deputados e deputadas. Barbosa, promotor responsável pela Defesa do Patrimônio Público no Amapá, teria declarado a uma emissora de rádio que os deputados aumentaram a verba [indenizatória para R$ 100 mil] somente para atender a "seus interesses eleitoreiros e pessoais". Souza e demais "bons companheiros" rechaçaram as declarações do promotor.

Na semana passada, dois episódios ocorridos em Macapá, mais precisamente no entorno da pessoa do presidente da AL, revelaram alguns fios do emaranhado político cujo novelo está no principal gabinete do parlamento estadual. O primeiro tem haver com a presença de uma equipe de reportagem da TV Globo, que em nome do programa dominical Fantástico, pretendia entrevistar Souza e demais deputados e deputadas sobre a polpuda verba indenizatória mensal de R$ 100 mil.

Temendo o estrago que a reportagem causaria às suas carreiras, passaram dois dias (2 e 3 de abril) sem comparecer ao prédio da AL Amapá. Os jornalistas "globais" não conseguiram ultrapassar os limites da recepção, tampouco transpor o preposto de Moisés Souza e também dublê de jornalista, Randolfe Scott. Não tiveram acesso ao presidente, nem aos demais parlamentares do Estado. Mas, segundo informações de fontes ligadas ao Palácio Nelson Salomão (sede da AL amapaense), nos três dias em que permaneceram na capital do Estado, promoveram verdadeira devassa na vida de Souza.

Ministro do STJ convoca deputados para depoimentos
O outro episódio de igual importância, cuja repercussão também extrapolou os limites do Estado, refere-se às intimações endereçadas aos deputados reeleitos em 2010, ano de deflagração da "Operação Mãos Limpas", que levou para a cadeia o então governador Pedro Paulo Dias de Carvalho (à época no PP), o ex-governador Waldez Góes (PDT), a ex-primeira-dama e atual deputada estadual Marília Góes (PDT), o prefeito de Macapá Roberto Góes (PDT), secretários de Estado e do município, funcionários públicos e empresários.

Quase dois anos depois, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, determinou a tomada de depoimento de parlamentares amapaenses suspeitos de envolvimento em ilicitudes cometidas no exercício do cargo, resultado de desdobramento da "Operação Mãos Limpas" ocorrido em dezembro de 2010. A notícia de que o STJ estaria intimando deputados para ouvi-los em depoimento sobre as suspeições surpreendeu habitantes de Macapá acostumados à impunidade de políticos supostamente envolvidos em desvios de recursos públicos.

"O clima de beligerância em evidência no Amapá tem endereço e nome. O endereço é avenida FAB, esquina com a [rua] Leopoldo Machado. O nome?! Todos sabem: Moisés Souza", comenta, com veemência, o vereador Washington Picanço (PSB), referindo-se às escaramuças promovidas pelo presidente da AL contra o governo do Estado. Segundo Picanço, além de conduzir os demais deputados para um confronto encarniçado, Souza vem desvirtuando o verdadeiro propósito da Assembleia Legislativa: servir ao povo amapaense.

João Silva sobre a ÉPOCA: Mais uma armação

A oposição do Amapá é inábil, mas tem rádio comunitária que funciona como rádio comercial, jornal, TV, dinheiro, e quem tem tudo isso tem bala na agulha! Acredita que pode tudo, inclusive substituir o governo eleito sob a egide da Constituição Federal na base da chacota, na base da armação que virou especialidade dos “amotinados” neste lugar de casas e instituições cercadas por muro baixo.

Tão baixo que já se sabe de tudo: a matéria publicada na revista Época teve a finalidade de macular a honra da família Capiberibe. Custou 1 milhão de reais e a figura que intermediou o serviço sujo levou oitenta mil pra casa e deve estar rindo da nossa cara. Foi mais uma tentativa, em 1 ano e 3 meses, de desmoralizar um governo legitimado pela vontade da maioria em votação livre e democrática na eleição de 2010.

A reportagem diz que o governador tem 35 contas, mas não diz se as contas são irregulares ou se movimentam dinheiro público; diz que PF ainda não sabe por que Camilo teria 35 contas para movimentar um salário de 24 mil reais, e que em duas das contas a esposa é cotitular. Mostra autorização do ministro Otavio Noranha para quebrar o sigilo bancário dos deputados estaduais, incluindo Camilo Capiberibe, na tentativa de esclarecer a farra das passagens áreas, e só.

Um bancário me disse que abrir contas não é crime, mas muito bom para o banco, que lucra com isso em taxas por serviços que presta ao correntista.

Sobre passagens áreas, supostas notas frias que Camilo e outros deputados estaduais (a matéria omite nome dos demais) teriam se valido – ou seja, não teriam usado, mas requerido reembolso dos gastos, ora, ao que se sabe é que levantamento feito no período em que esse fato veio à tona, provou que Câmilo Capiberibe e Cristina Almeida, ambos do PSB, foram os dois parlamentares que menos se beneficiaram daquilo a que tinham direito com base em lei aprovada pela AL.

Tranquilo, o governador informou esta manhã (04/04) que sua defesa já tem em mãos comprovantes expedidos pela rêde bancária local atestando que ele não tem 35, mas sim 5 contas, uma de poupança do seu tempo de estudante ainda.

Outra acusação inépta se refere à compra do imóvel pelo senador Capiberibe, já esclarecida pela assessoria do senador través de farta documentação que comprova a legalidade da transação, fato desconsiderado pelos sublevadores da ordem patrocinando a violência e destruição dos banners que sinalizam as obras do governo, caso da obra do Pier do Santa Inês. Um  absurdo que o Ministério Público Estadual e Federal deveriam investigar, e que só acontece no Amapá.

Sobre o papel da Revista Época na trama contra políticos de boa índole, eu lembro do discurso do senador Paulo Duque (PMDB/RJ) botando embaixo onze denúncias contra José Sarney naquela reunião histórica do Conselho de Ética do Senado Federal, em agosto de 2009, ao dizer que a exemplo do STF, havia tomado a decisão de desconsiderar as onze denúncias por estarem simplesmente baseadas em notícia de jornal.

Duque fez uma declaração solene de total menosprezo ao trabalho e à credibilidade da imprensa, também chamada quarto poder, sem o qual não há democracia forte nos paises mais civilizados da terra – como se vê não é o caso do Brasil.

Gente assim não quer saber se o amigo dele tem culpa ou não no cartório, não quer saber se o governo está trabalhando, se é honesto, se o Estado recuperou sua credibilidade junto à instituições importantes, como o Governo Federal, BNDES, Caixa Econômica e Banco Mundial.

No Amapá quem faz oposição faz por interesses pessoais contrariados, porque  está zangado, porque perdeu  dinheiro, poder, privilégios; então se utilizam dos seus impérios eletrônicos para guiá-los contra a gente, contra a decisão do povo, se achando maior que a Constituição e as leis do nosso País, tal a impunidade reinante.E haja criar factóides, a fazer ligações acusações caluniosas na esperança de conseguir nos tribunais, com ajuda de padrinho forte, reverter a situação ou obter um mandato biônico.

Jucicleber se descompatibiliza da CEA para disputar vereança

Depois do ex-secretário José Roberto (PT), o engenheiro elétrico Jucicleber Castro também pediu descompatibilização do cargo de Diretor Técnico da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), função que ocupava desde o início do governo Camilo Capiberibe. Jucicleber é pré-candidato a vereador pelo PSB e tem apoio de sindicalistas da área da justiça (Sinjap), telecomunicações (SINTEL) e de um seleto grupo político ligado à classe média. 

Além disso, diversos militantes históricos do PT (Ronaldo Serra, Wagner Gomes, Carlos Tork, Batista e La Roque), PSB (Claudio Pinho, Job Miranda) e integrantes do primeiro escalão do governo já declararam apoio à sua pré-candidatura. O governador Camilo Capiberibe ainda não anunciou o nome que substituíra Jucicleber. O futuro Diretór Técnico deve passar pela sabatina dos Conselheiros da CEA.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Camilo contesta matéria da Revista Época e apoia investigações da PF

Nota à Imprensa

Quero esclarecer que não fui notificado e, portanto, desconheço o envolvimento do meu nome em qualquer investigação ora em curso. Nego ser titular de "35 contas bancárias em quatro instituições diferentes", como foi divulgado pela Revista Época desta semana, e adianto que tomarei as medidas judiciais cabíveis para a restituição da verdade.

Entretanto, considero natural, no contexto de um processo que investiga profundamente o Poder Legislativo do Amapá no período em que eu exercia o mandato de deputado estadual, que a utilização dos recursos destinados à minha atividade parlamentar seja apurada. Reitero que os mesmos foram empregados dentro dos parâmetros legais, integralmente movimentados por meio de conta bancária, declarados ao imposto de renda e utilizados segundo as resoluções da mesa diretora daquela casa de leis.

Finalmente, quero reafirmar meu apoio às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos inquéritos que constituem a Operação "Mãos Limpas", e desejar que aqueles que saquearam o Estado do Amapá, deixando mais de R$ 2 bilhões em dívidas financeiras, arquem com suas devidas responsabilidades perante os tribunais e perante a sociedade.

Camilo Capiberibe
Governador do Estado do Amapá

Moises Souza emplaca matéria mentirosa na Revista Época contra o governador Camilo Capiberibe

O presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (AL/AP) Moises Souza, trabalha na estratégia de ataques na mídia nacional, ao governador Camilo Capiberibe, tentando envolvê-lo nas investigações da Operação Mãos Limpas. Para tentar colocar todos na mesma vala comum e diminuir o impacto da investigação pesada que a Polícia Federal, vem fazendo na AL onde um dos principais implicados nas irregularidades é ele próprio e seus pares mais próximos.

A estratégia montada pelo presidente Moises Souza, iniciou pelo Amapá, onde seus aliados na imprensa passaram a dá pistas. No domingo dia 01 de abril, onde vários jornalistas e jornais anunciaram a possibilidade de vir a tona novidades sobre a Operação Mãos Limpas com a divulgação do nome de uma grande autoridade que ainda não estaria envolvida na operação.

A edição de domingo dia 01 de abril do jornal do dia no qual em sua coluna “Entre Aspas” o Jornalista Janderson cantanhede, adianta o teor da matéria divulgada na revista época em suas notinhas: “ 1-Contas Bancarias Grande autoridade do Amapá possuidor de mais de trinta contas bancarias,inclusive conjuntas com sua digníssima esta sendo investigada pela PF. 2- No mesmo saco Esse negocio de ficar cobrando resultados da operação mãos limpas ainda vai sobrar para quem quer pousar de bom moço.... 3-Afoito O senador Capiberibe está afoito por ver punidos os presos da mega operação.... olhe que o tiro pode sair pela culatra.

O jornal a Gazeta do dia 01 de abril em sua Coluna Gazetilha também adianta o teor da matéria da revista Época na nota Escândalo:MAIS e MAIOR “Depois dos últimos acontecimentos quem apostava que a safra de escândalos já estivesse no fim, pode recolher as fichas e fazer seu jogo novamente. A nitroglicerina dispensada no inicio de 2012 é caldo de peteca perto dos megatons que vem pela frente. Os fatos que estão vindo a tona ainda são resquícios da Operação Mãos Limpas de 2010 que “esqueceu o figurinha que se tornou o mais novo figurão do pedaço”.

A estratégia culminou com a publicação na revista Época deste final de semana de matéria assinada pelo Jornalista Marcelo Rocha que acusa o governador do Amapá de ter 35 contas investigadas pela PF, no entanto não diz qual o número do inquérito que o governador esta sendo investigado, qual a acusação específica que paira sobre o governador Camilo Capiberibe. A matéria confirma ainda que os deputados da AL estão sendo investigados pela operação Mãos limpas. Estranhamente a revista Época abordou a denúncia requentada feita ao MPF pelo radialista Pedro Dalua sobre compra da casa do Senador João Capiberibe, que vinha sendo amplamente trabalhada pelo presidente da AL Moises Sousa, no intuíto de frear o ímpeto do senador João Capiberibe nas cobranças da conclusão dos inquéritos da operações Mãos Limpas da Tribuna do Senado.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O fantoche de Fran Junior!

Predileção

‘Queridinho’ de Jorge Coelho [executiva nacional do PT], como segredado a mais próximos, quando em viagem de trabalho a Macapá, José Roberto desincompatibiliza-se do mandarinato da agricultura estadual, hoje. Rumo ao trono de Nogueira, em Santana.(Coluna From do Diário do Amapá)

João Capiberibe critica lucro excessivo dos bancos

Em pronunciamento nesta quarta-feira (4), o senador João Capiberibe (PSB-AP) criticou a margem de ganho dos bancos sobre os empréstimos concedidos aos seus clientes, conforme informado pelo jornal O Globo na última segunda-feira.

A reportagem indica que, muito embora o governo tenha feito esforço para baixar a taxa Selic e aumentar a oferta de crédito, os bancos brasileiros, em vez de reduzirem o spread (diferença entre o que o banco paga a quem aplica dinheiro e o que cobra a quem pede empréstimo), aumentam a margem e, consequentemente, os lucros.

Cirurgias plásticas às vítimas de escalpelamento ocorrerão em Maio

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) reuniu-se nesta quarta, 04, com servidores da Secretaria de Estado de Saúde do Amapá que lhe informaram sobre os preparativos para o mutirão de cirurgias plásticas reparadoras às vítimas de escalpelamento. O mutirão vai acontecer, no Amapá, nos dias 10, 11 e 12 de maio e atenderá 62 pacientes adultos. Mais cinco crianças participam do processo pré-operatório e receberão as cirurgias reparadoras em São Paulo, em cronograma a ser definido. A ação faz parte do convênio do Governo do Amapá com a Defensoria Pública da União e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica assinado em fevereiro.

Secretário José Roberto pede desincompatibilização do cargo ao governador Camilo Capiberibe

Camilo Capiberibe e José Roberto durante assinatura de convênios em 2011 
 
O santanense José Roberto Pantoja pediu ontem, 3, ao governador Camilo Capiberibe, seu afastamento do cargo de secretário de Desenvolvimento Rural do Estado. Antes de assumir o cargo, José Roberto era titular de uma cadeira na Câmara de Santana, de onde saiu, dando a vaga ao seu suplente, Richard Madureira, também do PT. O ex-secretário retorna ao seu mandato esta semana. Ele pede desincompatibilização para se dedicar à articulação política e fortalecer seu nome para concorrer à Prefeitura de Santana.

Nos 15 meses em que esteve à frente da SDR, José Roberto administrou direcionado para o fortalecimento da agricultura familiar, melhorando a vida do homem do campo para reduzir o êxodo. Com sua equipe, visitou os municípios do Estado onde comprovou o abandono das comunidades sem políticas públicas e com equipamentos sucateados. Ele foi o responsável pelas articulações com o Governo Federal para que o Amapá alcançasse o ritmo de desenvolvimento do resto do país.

Entre as conquistas estão a descentralização de recursos através de convênios com prefeituras, associações e cooperativas, que reduziu o transporte de produção; a segurança no transporte de produtores, agora em carros fechados; a retomada da construção da Feira do Agricultor de Santana; a capacitação de mais de 50 jovens por meio do projeto Planta Jovem que podem acessar linhas de financiamento do Protaf; o investimento na capacitação de técnicos com seminários e conferências.

Em parceria com o Governo Federal, José Roberto destaca a concretização de iniciativas como os programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Nacional da Alimentação Escolar (PNAE); recuperou recursos perdidos que possibilitaram a compra de trator de esteira, caminhão, caçamba, patrulha agrícola para as comunidades do interior do Estado. Ele conseguiu ainda a atualização do Fundo de Desenvolvimento Rural da Amazônia (FRAP) que possibilitou o acesso a R$ 7 milhões em 2011 para projetos de agricultura, pesca  e pecuária.

"Saio certo de ter cumprido meu dever com os trabalhadores rurais, junto com minha equipe, que foi fundamental para a realização desse trabalho. Com os profissionais foi possível comprometer o Estado com o processo de organização rural, e ressuscitamos o Programa Territorial da Agricultura Familiar e Floresta (Protaf), que está promovendo a inclusão social e econômica dos menos favorecidos, com foco na perspectiva de uma economia verde", disse José Roberto.

O governador Camilo Capiberibe agradeceu a dedicação e compromisso e aceitou seu afastamento por entender que José Roberto precisa dar continuidade a sua carreira política e contribuir mais com a melhoria de vida da população de Santana. Em seu lugar assume interinamente o químico e engenheiro agrônomo Paulo Nunes, que até ontem era coordenador de Economia Rural na SDR. (Mariléia Maciel/Gabinete do Governador)

Amprev divulga balanço final do Censo Previdenciário 2012

A Amapá Previdência (Amprev) divulgou nesta quarta-feira, 04, o balanço final do Censo Previdenciário 2012. O objetivo foi atualizar junto ao Sistema Previdenciário (SIPREV) do Ministério da Previdência Social, até a primeira quinzena de março, os dados cadastrais dos servidores estaduais inativos, aposentados e pensionistas, evitando erros no sistema da Previdência Social.
De acordo com o levantamento feito pela equipe técnica da instituição, dos 199 aposentados, 164 beneficiários realizaram o recadastramento, representando um percentual de 82,42%; e dos 626 pensionistas, foram recadastrados 494, representando 78,92%.
"A nossa meta era atingir de 75% a 80%. De um total de 825 beneficiários atingimos a média geral de 79,76% dos beneficiários, sendo feitos um total de 658 recadastramentos", explicou o presidente da Amprev, Élcio Ferreira.
Os técnicos estão fazendo o levantamento das ausências para proceder às suspensões de pagamentos dos benefícios, via abertura de Processos Administrativos cabíveis. Estes serão enviados para a publicação em Diário Oficial e em jornal de grande circulação no Estado do Amapá, observando os processos legais, que dá a todos o direito de ampla defesa e do contraditório para que esses processos sejam consolidados.
A previsão é que na próxima semana seja divulgada a lista dos beneficiários que terão os pagamentos dos seus benefícios suspensos.(Fabíola Gomes/Secom)

Fantástico: um tiro mortal em Moisés Souza e na oposição


Os bastidores da política amapaense são imprevisíveis. O presidente da Assembléia Legislativa, Moisés Souza (PSC), partiu para o ataque contra o senador João Capiberibe (PSB) na ânsia de arranhar sua imagem, aliando-se aos meios de comunicação que historicamente fazem oposição ao PSB no Amapá. Aos que não fazem, o chefe do legislativo cuidou de cooptar politicamente oferecendo fartas verbas publicitárias com o objetivo de iniciar sua saga pessoal contra os Capiberibe. Mas quem tem rabo de palha corre o risco de ser queimado. 

Os próximos dias da semana prometem e deve deixar a oposição e os deputados estaduais atordoados diante da visita ao Amapá da equipe do programa “Fantástico” da TV Globo. Se com o “CQC” da TV Band, que não é a emissora de maior audiência do país, nossos “deputadinhos” enlouqueceram, imaginem só com a matéria do Fantástico que promete ser bombástica, segundo os comentários dos bastidores do poder.

Mas existe um culpado para a atual crise política e institucional que envolve a Assembléia Legislativa do Amapá (ALAP) e Moisés Souza é o grande responsável. O atual presidente a cada dia que passa afunda mais o legislativo estadual nesse “mar de denuncias” e de desgaste político por conta de sua prepotência de travar uma "guerra santa" contra o governo Camilo Capiberibe. 

Moisés Souza iniciou sua trajetória de trapalhadas na sua própria eleição, contrariando a maioria de seus pares, elegendo-se com  o apoio da minoria da Casa, sustentado por decisões judiciais.

Após a briga interna na ALAP, Moisés Souza travou outro embate sem fim, dessa vez com o Ministério Público Estadual, ao arquitetar nos bastidores do legislativo a estratégia megalomaníaca de mover junto com outros parlamentares, 21 ações contra um promotor de justiça. A guerra contra o MPE foi declarada por birra de não querer reduzir a verba indenizatória de R$ 100 mil/mês, afrontando publicamente a Procuradora Geral de Justiça, Ivana Cei.

O embate mais recente liderado por Moisés Souza foi a audaciosa manobra de mudar a proposta do Orçamento Geral do Estado encaminhada à ALAP pelo Executivo Estadual. Se não bastasse o desgaste com os R$ 100 mil da verba indenizatória, agora Souza compraria outra briga gananciosa por mais R$ 156 milhões/ano ao poder que preside.

A cada dia que passa Moisés Souza se afoga e parece que almeja levar consigo todos os seus pares para o fundo do poço. Só não ver quem não quer. Os fatos estão aí para comprovar o desastre da atual gestão da Assembléia Legislativa.

Ze Roberto sai do governo pra disputar eleição

O vereador Zé Roberto entregou na noite de ontem sua carta pedindo exoneração do cargo de Secretário de Desenvolvimento Rural ao governador Camilo Capiberibe. O petista retorna ao mandato de vereador do município de Santana para disputar internamente a vaga de futuro sucessor do prefeito Antônio Nogueira. A antecipação do pedido de exoneração se dá por conta das intensas articulações internas no PT e para que Zé Roberto tenha mais tempo de se dedicar a sua pré-campanha. Ainda não se sabe quem irá substituí-lo no cargo, mas o nome mais cotado para a pasta é o do engenheiro agrônomo, Paulo Nunes.

Mais investimentos na Segurança Pública

Camilo Capiberibe reforçou o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá com novos equipamentos e qualificação para tornar mais eficiente o combate a incêndios. O reforço conta com dois veículos Auto Bomba Tanque (ABT) e 90 capas de aproximação.
Os veículos foram adquiridos com recursos do governo estadual no valor de R$ 689.997, 94, e as capas de aproximação são fruto da parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O bloguinho vai bem!

Este humilde blogueiro agradece nosso leitores diários pelo sucesso em tão pouco tempo.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Capi lembra história da ditadura e pede instalação da Comissão da Verdade

Da Agência Senado

Em pronunciamento nesta segunda-feira (2), o senador João Capiberibe (PSB-AP) fez uma retrospectiva dos acontecimentos que culminaram no golpe militar de 31 de março de 1964, pedindo à presidente Dilma Rousseff que instale rapidamente a Comissão da Verdade, que terá a missão de esclarecer denúncias de violações dos direitos humanos no Brasil, de 1946 a 1988.

– A partir do golpe, o país amargou 21 anos de ditadura. Contra a democracia, rasgaram a Constituição, fecharam o Congresso, cassaram mandatos, prenderam, torturaram e exilaram centenas, milhares de brasileiros – disse o senador.

Para Capiberibe, a história do regime militar ainda é “mal contada” no país, não se resumindo ao que é ensinado nas escolas. Ele também prestou homenagem aos brasileiros que se sacrificaram para defender a democracia, citando como exemplo a própria presidente Dilma Rousseff.

Ao comentar comemorações realizadas por grupos de militares da reserva, Capiberibe afirmou que o dia 31 de março é, na verdade, um “dia de luto”. Ele ressaltou que só um regime democrático permite esse tipo de manifestação.

Em apartes, os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) se somaram ao pedido pela rápida implantação da Comissão da Verdade.

Senador Randolfe não vê razão para demora na instalação da Comissão da Verdade

Do site do Claudio Humberto

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) defendeu, nesta terça (3), a instalação imediata da Comissão da Verdade, que prevê a apuração e os esclarecimentos das violações de direitos humanos praticados de setembro de 1946 à promulgação da Constituição de 1988. Segundo ele, não há motivos para demorar mais de seis meses na escolha dos componentes que irão apurar os fatos. “Eu não vejo razão para a demora”, disse. “A Comissão [da Verdade] é necessária para a redemocratização do país”, completou. Veja entrevista exclusiva concedida à Coluna:

Em sua opinião, por que tanta demora em instalar a Comissão da Verdade?

Eu não vejo razão para a demora [na instalação] de uma comissão que é necessária para o Brasil, que o plenário do Senado aprovou por unanimidade e que servirá para a redemocratização do país. Não tem razão, dentro da lógica, de estarmos retardando tanto.

A Comissão da Verdade vai punir os que violaram os direitos humanos na época?
O texto que nós aprovamos não fala em punição. Nós não aprovamos uma ‘Comissão da Verdade e da Justiça’ – o que eu acho que deveríamos aprovar. [Na verdade], a comissão vai ser fundamental para um reencontro do Brasil com a sua história. Tem uma grande confusão com a Lei da Anistia, o ‘não punir’ da anistia não pode ser confundido com esquecer.

Como o senhor enxerga a Comissão da Verdade? Ela pode ser uma revanche da presidenta Dilma?
Não. Eu acho que a Comissão da Verdade é a conclusão do processo de redemocratização do país. Todos os países que passaram por uma ditadura concluíram com a constituição de uma comissões da verdade. A comissão deveria ter sido um ato contínuo da assembleia constituinte. Nós estamos atrasados, por isso, eu propus um requerimento pedindo informações da instalação da comissão. Eu estou dialogando com os líderes para apreciarmos o pedido em plenário.

A paranóia de Moisés Souza

A coluna Gazetilha do jornal A Gazeta de hoje sob o título "boataria" informa que "O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Moisés Souza, disse ontem não proceder as notícias de que deputados estaduais teriam sido intimados a ir prestar depoimentos no Superior Tribunal de Justiça em Brasília. Ele atribuiu a informação ao grupo político do senador João Capiberibe." As declarações do atual presidente do legislativo mais parecem paranóias políticas do que declarações de um líder político que dirige um poder. Parece que na concepção de Souza, tudo que acontece de ruim, denúncias na imprensa nacional e escândalos envolvendo o Poder Legislativo são culpa do senador João Capiberibe (PSB). 

Quem dirige a Assembléia Legislativa e está afundando os deputados perante a opinião pública, expondo os 24 parlamentares na mídia nacional é Moisés Souza, que administra aquela Casa de Leis como se fosse um cômodo de sua residência, pouco se lixando para os que estão nas ruas pensam sobre os gastos abusivos dos parlamentares com sua verba indenizatória de R$ 100 mil. 

O modus operandi de Souza coloca em xeque um dos importantes poderes do Estado, fundamental para a governabilidade e fiscalização do Executivo. Na sua ânsia de prejudicar o atual governo e desestabailizá-lo politicamente mudou o orçamento da ALAP para R$ 156 milhões/ano, não especificando com transparência onde realmente está indo parar o dinheiro de nossos impostos. Só existe um culpado para crise institucional da ALAP com outros poderes (Ministério Público e Executivo) e o nome dele é Moisés Souza, que vem afundando os seus colegas num desgaste desnecessário ao desrespeitar o clamor das urnas e arquitetar nos bastidores políticos a queda de um governo legitimamente eleito e incentivá-los a brigar com o Ministério Público ao moverem 22 ações contra um promotor de justiça.   E isso não é culpa do PSB.

A mansão do ex-governador Waldez Góes

Em foco a mansão do ex-governador Waldez Góes (PDT), preso pela Polícia Federal durante a Operação Mãos Limpas.

As contradições do presidente da "CPI da Saúde"

Poucos sabem, ou diante das turbulências envolvendo o Legislativo e o Executivo Estadual, nem devem lembrar, que o mesmo deputado estadual que hoje preside a "CPI da Saúde", que tem como único objetivo desestabilizar o atual o governo e tirar o foco dos escândalos envolvendo a Assembléia Legislativa, tem seu nome citado ou envolvido em suspeitas de irregularidade já denunciadas pelo MPE e investigadas pela Polícia Federal.

Para quem não lembra, o deputado Dalto Martins (PMDB), presidente da "CPI da Saúde" foi denunciado pelo MPE, através da procuradora Clara Banha Picanço, acusado de realizar procedimentos cirúrgicos ilegais de laqueadura e vasectomias.

Vale lembrar que o mesmo presidente da "CPI da Saúde" que hoje cobra por meio de requerimentos explicações sobre os gastos da Sesa com passagens aéreas com pacientes, foi considerado o campeão no escândalo denominado “farra das passagens” na época em que a Polícia Federal invadiu a Assembléia Legislativa e apreendeu diversos documentos. Dalto Martins gastou a bagatela de R$ 435.000,00.

O passado de Dalto Martins coloca em xeque a credibilidade e a legitimidade da "CPI da Saúde". No mínimo é estranho um parlamentar e médico que é suspeito de cometer irregularidades, presidir uma importante CPI que investigará uma área tão delicada como a saúde. Os deputados primeiro deveriam fazer a lição de casa pra depois dar lições aos outros poderes.

Outra pergunta que fica no ar dessa cortina de fumaça: Por que a "CPI da Saúde" não aprovou nenhum requerimento pra investigar possíveis irregularidades na gestão do governador Waldez Góes (PDT)? E olha que foram presos cinco Secretários de Saúde em oito anos de governo, culminando com a prisão do ex-governador em setembro de 2010. Mas esse assunto que atinge alguns interesses de parlamentares questionarei em outro texto.

Os requerimentos da "CPI da Amprev"

A Amapá Previdência (Amprev) divulgou nesta segunda-feira, 2, que recebeu esta semana mais 10 requerimentos de autoria dos deputados estaduais membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amprev. A demanda está provocando o estrangulamento dos serviços da instituição.

O presidente da Amprev, Élcio Ferreira, esclarece que as novas demandas encaminhadas à instituição, extrapolam o objeto da CPI com pedidos de informações a respeito dos investimentos, sendo estes o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre o Plano de Cargos e Salários, que é tratado junto ao Ministério Público Federal do Trabalho, encontrando-se os seus detalhes em processo específico daquele órgão; assim como processos de nomeações, exonerações, contratações e demissões de pessoal, tabelas salariais e relações dos Vínculos Empregatícios da Amprev.

Além destes, os parlamentares solicitam também os processos relativos à Lei 1593, de 23 de dezembro de 2011, e do Decreto Governamental 5842, que são de competência do Poder Executivo, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), sendo também de processos específicos daqueles órgãos.

"Além de estarem fora do objeto investigado são e fazem parte de outras esferas de competências de outros órgãos federais e estaduais. Tais solicitações, somadas às demandas enviadas anteriormente, estão provocando o estrangulamento dos serviços do órgão, que acaba por atender quase somente aos pedidos da CPI", explica Élcio Ferreira.

A presidência da Amprev irá pedir à presidente da CPI, deputada estadual Roseli Matos, o adiantamento necessário de prazos para o fornecimento das informações, que exigem suas respostas em até 72 horas após o recebimento dos requerimentos.(Fabíola Gomes/Secom)

Fantástico procura Moisés Souza sobre a maior verba indenizatória do País

O alto valor da verba indenizatória recebida pelos deputados estaduais do Amapá continua chamando atenção da mídia nacional. Nesta segunda-feira, a equipe de reportagem do programa “Fantástico”, da TV Globo, esteve em Macapá tentando abordar o assunto com o presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza (PSC). Mas o parlamentar não quis receber a imprensa. Desde o começo deste ano, cada um dos 24 deputados amapaenses recebe verba indenizatória de até R$ 100 mil mensais, cinco vezes mais que o teto dos deputados paulista, por exemplo.(Ricardo Santos)

O golpe militar de 1964 - Por João Capiberibe*

 
O golpe militar de 1964 é o desfecho de uma conspiração que começou a ser desenhada uma década antes.

Os eventos trágicos de 31 de março de 1964 que culminaram no dia seguinte, 1º de abril, com o fim do governo democrático do presidente João Goulart, o Jango, não se resumem ao que é contado nos bancos escolares de hoje em dia.

É uma longa história, até hoje mal contada.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Observatório da Folha do Estado - Paulo Silva

Na defesa do recorrente
O ex-desembargador Honildo Amaral de Mello Castro, cuja vaga está sendo disputada no Tribunal de Justiça do Amapá, é quem defende, agora na condição de advogado, o juiz Constantino Brahuna junto ao Supremo Tribunal Federal. Impedido por duas vezes pelo Conselho Nacional de Justiça – que viu falhas na escolha - de assumir a cadeira que era de Mello Castro, Brahuna recorreu ao STF para garantir a posse, mas o ministro Joaquim Barbosa indeferiu a medida liminar, mantendo a suspensão imposta pelo CNJ.

Pareceres iguais
No mesmo dia – 29 de julho de 2011 – em que publicou parecer prévio pela aprovação das contas do ex-governador João Capiberibe, do exercício de 2001, o Tribunal de Contas do Estado publicou dois pareceres com o mesmo teor (pela aprovação) sobre as contas de 2005 e 2006 do ex-governador Waldez Góes. Até os textos dos três pareceres são idênticos. Parece que somente o parecer com as contas de Capiberibe chegaram à Assembleia Legislativa, que esta semana decidiu pela rejeição das mesmas.

Paga ou apanha
Na imprensa do Amapá, a coisa mais fácil é saber quando alguma autoridade, incluindo políticos, não está em dia com a fatura ou o jabaculê de algum dono de jornal, rádio, televisão ou com apresentadores de programas (a maioria de qualidade duvidosa). A autoridade apanha que é uma festa. Com a “fatura quitada”, voltam os elogios, os parabéns, e o sujeito passa a ser o melhor gestor do mundo e para de apanhar. Na semana passada, por exemplo, o prefeito Roberto Góes foi chamado de “sem vergonha” por um ex-aliado.

Segue a novela
No dia 20 deste mês, na Suspensão de Segurança 2.561 (contrato da LMS com o governo do Estado para serviço de vigilância na Seed), o ministro Ari Pargendler (STJ) que esteve no Amapá e recebeu homenagens da Assembleia Legislativa, escreveu: “intime-se o Estado do Amapá para que esclareça o pedido de folhas 317/318, uma vez que parece despropositado avançar numa licitação cujo objeto só poderá ser adjudicado após o término da atual prorrogação dos contratos, que ainda tem aproximadamente nove meses de vigência. O Estado defende que os contratos encerraram.

Manifestação protocolada
Na segunda quinzena deste mês, o Ministério Público Federal protocolou manifestação no processo em que acusa o ex-governador Waldez Góes por apropriação indébita previdenciária. A denúncia contra Waldez foi recebida pelo juiz federal Anselmo Gonçalves no dia 2 de fevereiro do ano passado, e desde então vem tramitando na 1ª Vara Federal do Amapá.

Péssimo exemplo
Os maiores devedores da CEA no município de Porto Grande causam prejuízo de R$ 200 mil à empresa. Entre eles estão os vereadores Cleiton, Nelson, Marilândia e Alderi. Marilândia era chefe da agência da CEA em PG. Alderi é o que se acorrentou e apareceu em página de jornal protestando contra a falta de energia na cidade. Não pagam o que devem, mas cobram investimentos como se a companhia fizesse dinheiro. Marilândia estaria devendo mais de R$ 12 mil.

Metade dos deputados da AL devem depor em Brasília sobre a Operação "Mãos Limpas"

Do Blog da Alcinea 
Provavelmente antes que o coelhinho da Páscoa distribua ovos de chocolate haverá uma revoada de deputados amapaenses para Brasília.
Informação que chega ao blog dá conta que mais da metade dos deputados estaduais está sendo intimada para prestar depoimentos no STJ. Tudo a ver com a “Operação Mãos Limpas”, deflagrada em setembro de 2010.
Os mandados de intimação já começaram a ser expedidos.
Como os “nobres parlamentares” não vão para Brasília a serviço ou representar o parlamento amapaense em algum evento, espera-se que banquem suas próprias passagens e não recebem diárias.

O consigliere de Moisés Souza: Ex-deputado sai do ostracismo para virar eminência parda na AL

Proscrito da vida pública após protagonizar rumorosos escândalos político-financeiros, Fran Júnior volta à cena pelas mãos do presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, provando mais uma vez que os semelhantes se atraem

Do Jornal Folha do Estado
As ofensivas do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, deputado Moisés Souza (PSC), contra o governo Camilo Capiberibe estão causando desconforto e insegurança entre a população do Estado. A repercussão da edição 27 do jornal FOLHA DO ESTADO, com destaque para a manchete “Moisés Souza conspira para derrubar Camilo Capiberibe do Governo”, revelou elevado grau de apreensão de jovens e adultos em relação à disposição do legislativo estadual em empregar todos os meios disponíveis, inclusive os transversos, para desestabilizar e comprometer a atual administração pública estadual.

O clima de beligerância instalado no legislativo evolui na medida em que caciques decadentes da política local, a exemplo do ex-senador Gilvam Borges (PMDB) e do ex-governador Waldez Góes (PDT), passaram a personificar uma oposição perversa, cuja prioridade é fustigar incansavelmente o governo e seus aliados. No caso específico da AL de Moisés Souza, um homem está por trás desses ataques. Chama-se Fran Soares Nascimento Júnior, ou simplesmente Fran Júnior, ex-deputado estadual.

Assessor especial da AL Amapá, Fran é o consigliere consultado antes e depois dos conchavos. E é ele quem dita as regras do jogo quando o assunto é escamotear verdades, denegrir imagens, criar subterfúgios ou difundir mentiras. É o homem de confiança de Moisés Souza, com quem o presidente da AL divide planos e segredos, ouve e segue os aconselhamentos ao pé da letra, mesmo os mais estapafúrdios. As semelhanças entre os dois políticos saltam aos olhos.

É por conta desse clima de discórdia, estabelecido a partir da influência de Fran Júnior sobre Moisés Souza, que a população amapaense começa a externar seu descontentamento em relação aos políticos. Claro, nem todos estão no balaio. Mas, no entendimento popular a maioria é responsável pelos infortúnios que hoje sofrem.

Há 32 anos residindo em Macapá, o cearense Acelino Silveira, 66 anos, proprietário de um mercadinho no bairro Jesus de Nazaré, atribui aos políticos (prefeito e alguns vereadores e deputados estaduais) a responsabilidade por boa parte das mazelas sofridas pelos habitantes da capital. Em especial, aqueles que residem em áreas desprovidas dos serviços mais elementares como transporte urbano e unidade básica de saúde. Sem excluir, assinala Silveira, as precárias condições de ruas e avenidas completamente abandonadas pela Prefeitura de Macapá.

“É triste ver meu neto andar sobre lixo, mato e lama porque o poder público municipal é inoperante. A gente só vê político de perto quando é candidato. Aí ele calça sandália, desce a baixada, aperta mão e dá tapinha nas costas. Depois que consegue se eleger, toma chá de sumiço”, assinala o comerciante, acrescentando que nas últimas três décadas tem acompanhado os acontecimentos políticos, inclusive, recorda ele, todo o governo de João Capiberibe (o atual senador pelo PSB governou o Amapá entre 1995 e 2002). “Estão fazendo com o Camilo o mesmo que fizeram com o pai dele.”

Rombo de R$ 6.329.605,90 na PMM: Prefeito desrespeita lei para beneficiar afilhados políticos

Em apenas três anos, Roberto Góes elevou de 41 para 279 o número de gerências de programas, contratando apaniguados e acomodando indicações de aliados. Com essa medida estapafúrdia, causou enorme prejuízo ao erário municipal

Do Jornal Folha do Estado
Mais de R$ 6 milhões foi o montante desviado dos cofres da Prefeitura de Macapá para pagamento de 279 “gerências de programas”, cargos criados pelo prefeito Roberto Góes (PDT) para acomodar aliados políticos, parentes de assessores e de secretários, jornalistas e ex-vereadores alinhados ao Palácio Laurindo Banha, sede do executivo municipal. A denúncia foi formulada pelo vereador Washington Picanço (PSB), e protocolada na Câmara dos Vereadores de Macapá no dia 28 de março, e atinge também a vice-prefeita Helena Guerra (DEM), que teria compactuado com Góes na ação de improbidade administrativa.

Conforme Picanço, em 2005 o então prefeito de Macapá, João Henrique Pimentel (na ocasião filiado ao PT), promulgou a Lei Complementar número 033/2005-PMM que dispunha sobre a estrutura da administração direta do município. “Esta norma, em seu artigo 43, parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º, criou o cargo em comissão de gerente de programa, que é de caráter temporário e tem por finalidade gerenciar atividades de órgãos municipais. A lei limitou essas contratações em 41 vagas, identificadas pela sigla CC-4 (cargo em comissão 4), com remunerações fixadas em R$ 886,75”, esclarece Picanço.

Um ano depois, prossegue o vereador, João Henrique instituiu outra lei complementar (a 036/2006-PMM), redimensionando os cargos em comissão e funções gratificadas da LC anterior, e converteu a sigla CC-4 em CC-1, aumentando a remuneração de R$ 886,75 para R$ 1.350,00. Dois anos depois, JH promulga a LC 055/2008-PMM, mantém a rubrica CC-1 e o número de cargos (41), mas eleva os salários das “gerências” para R$ 1.481,09. Mesmo promovendo esse aumento, os custos com os cargos em comissão 1 não chegaram a R$ 61 mil por mês o que, explica o vereador, estava “de acordo com a norma vigente”.

Eleito prefeito de Macapá em 2008, o ex-deputado estadual Roberto Góes (PDT) toma posse em 2009 e logo de início promove ampla mudança na estrutura da administração municipal sem, contudo, percorrer os trâmites legais que, segundo explica Washington Picanço, seria enviar ao legislativo projeto de alteração da LC 055/2008-PMM deixada pelo antecessor. Ignorando a lei vigente, Góes rompe o limite de cargos das gerências de programas e inclui na folha de pagamento da PMM mais 238 nomeações, entre as quais estavam inclusos afilhados políticos de vereadores e secretários. “Roberto Góes causou enorme prejuízo ao erário municipal”, revela Picanço.

Deputados ignoram parecer prévio do TCE e rejeitam contas de 2001 do ex-governador Capiberibe


Do jornal Folha do Estado
 
Ignorando o Parecer Prévio 016/2011 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Assembleia Legislativa do Amapá (AL) fez esta semana uma armação política para rejeitar as contas do exercício financeiro de 2001 do ex-governador João Alberto Capiberibe (PSB), atualmente exercendo mandato de senador da República. A notícia de que o parecer prévio do TCE seria deixado de lado, prevalecendo o viés político, foi antecipada pela Folha do Estado, coluna Periscópio, na edição da semana passada.

No dia 13 de junho de 2002, João Capiberibe, que deixara o governo em abril daquele ano para concorrer ao Senado, encaminhou sua prestação de contas do ano anterior ao Tribunal de Contas do Estado, conforme mostra o Ofício 349/02.

O TCE só emitiu parecer prévio, pela aprovação das contas de Capiberibe, em maio de 2009, com publicação na edição de 29 de julho de 2011 no Diário Oficial do Estado. No mesmo dia, e na mesma página 17 do diário oficial, o Tribunal de Contas publicou dois pareceres prévios pela aprovação das contas de 2005 e 2006 do ex-governador Waldez Góes (PDT), preso em operação (Mãos Limpas) da Polícia Federal no Amapá, em setembro de 2010. As contas de Waldez até hoje não passaram por análise dos deputados. Foram sete anos para construir o parecer das contas de João Capiberibe e mais dois até a publicação.

Pelas normas legais, o Tribunal de Contas deveria elaborar o parecer prévio no prazo de 60 dias a contar do recebimento da prestação de contas encaminhada por Capiberibe, a contar de 13 de junho de 2002, com prazo final em 13 de agosto de 2002 e não em 18 de maio de 2009, extrapolando em sete anos o prazo determinado pela Constituição Federal e do Estado do Amapá. O único voto contra no parecer foi do conselheiro Amiraldo Favacho, ex-deputado estadual. Amiraldo é marido da ex-deputada estadual Francisca Favacho e pai do atual deputado estadual Júnior Favacho, primeiro-vice-presidente da Assembleia Legislativa. Pais e filho são do PMDB.

O Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa são organismos de natureza distinta: ao primeiro, encontra-se reservada a análise técnica das contas, enquanto ao segundo são atribuídas as prerrogativas de ordem política. O parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas sobre as contas do governador é efetuado com todas as informações técnico-contábeis, jurídicas, financeiras e econômicas sobre o cumprimento do programa de governo fixado orçamentariamente, para o julgamento político da Assembleia Legislativa.

Conselho Nacional do Ministério Público indefere pedido de liminar na reclamação disciplinar contra membros do MP-AP e MPF

Além de indeferido, o pedido liminar foi julgado extinto em razão da superveniente falta de interesse de agir

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por intermédio do relator Almino Afonso Fernandes, na reclamação disciplinar formulada pelo juiz federal João Bosco Costa Soares da Silva, contra membros do Ministério Público do Estado do Amapá e Federal, indeferiu pedido liminar e julgou extinto o presente feito em razão da superveniente falta de interesse de agir.
A reclamação disciplinar tramita em segredo de justiça.

domingo, 1 de abril de 2012

Ecos do twitter!

Claudia Capiberibe, primeira-dama do Amapá, comentando o caso Demóstenes e a representação do PSOL contra o senador do Democratas

As mansões de Moisés Souza, Gilvam Borges e Roberto Góes

Do jornal Folha do Estado 
 
Sob a aparência franciscana, Gilvam Borges esconde uma mansão construída às margens do km-9, ramal que interliga a Rodovia Duca Serra à BR-156.

Os amapaenses acostumaram-se à humilde aparência do ex-senador Gilvam Borges (PMDB-AP): com as inseparáveis alpercatas, mesmo quando enverga um de seus ternos amarrotados, Gilvam é uma figura inconfundível. Com esse figurino, Borges protagonizou várias caminhadas de Macapá ao Oiapoque. E essa imagem ficou cristalizada no inconsciente coletivo da população.

No entanto, há um contraste gritante entre o tipo franciscano do ex-senador e sua atual residência. Camuflada por uma cerca viva, a mansão de Gilvam é um segredo que poucos conhecem. O refúgio do "governador paralelo" está localizado às margens do quilômetro 9, o ramal de ligação entre a Rodovia Duca Serra e a BR-156, por onde Borges encenou suas prosaicas caminhadas.

Embora não haja um levantamento exato do valor de mercado, o palacete de Gilvam Borges foi edificado em uma propriedade de alguns milhares de hectares. Dotada de conforto, luxo e segurança, a residência poderia ser utilizada, sem dúvida alguma, como locação para uma produção hollywoodiana.
Entre as inumeras propriedades do ex-senador Gilvam Borges esta esta luxuosa mansao

Na tarde de quinta-feira, 29, os operários que trabalham na ampliação do imóvel receberam com incredulidade a reportagem da FOLHA DO ESTADO. Sem identificar-se, um dos trabalhadores confirmou que "o ex-senador acabou de sair para sua emissora de rádio".

Os operários disseram que é do refúgio de sua mansão que Gilvam Borges sai diariamente para cumprir sua agenda na sede do "governo paralelo", situada no bairro Novo Buritizal.

As casas luxuosas de Moisés Souza e Roberto Góes
Não é apenas Gilvam Borges que mora confortavelmente em uma mansão. Outras lideranças políticas amapaenses que dão suporte ao governo paralelo também têm o privilégio de residir em imóveis, que contrastam com a modéstia das casas de seus eleitores.
No exercicio do segundo mandato como deputado estadual, Moises Souza ja possui uma luxuosa casa
Deputado em segundo mandato, Moisés Souza tem a felicidade de morar em uma casa que fica em dois terrenos aliando conforto, privacidade e segurança.
Sempre guarnecida por seguranças, a casa de Moisés Souza está situada no nº 20 da Avenida Hum, Loteamento Teleamapá, no Jardim Marco Zero, bairro nobre de Macapá. Além das dependências convencionais, o imóvel tem uma espaçosa área de lazer com piscina, mesa de sinuca e churrasqueira.

Foi na residência de Moisés Souza que seu grupo tramou a estratégia jurídica que resultou na eleição da Mesa Diretora da Assembleia, que o levou à presidência da Casa.
A mansao de  Roberto Goes e exemplo da vida de opulencia do prefeito de Macapa

As casas de Gilvam e Moisés, só perde em luxo e requinte para o palacete do prefeito Roberto Góes (PDT). O imóvel do atual prefeito da capital, que foi secretário-geral na gestão em que Amanajás ocupava a presidência da Assembleia, foi construído em uma rua exclusiva. A exclusivíssima rua da casa de Roberto Góes é o marco fronteiriço entre as lojas das concessionárias Moselli e Honda, no bairro Cabralzinho. Enquanto a mansão de três pavimentos mostra o bom gosto de Roberto, a garagem do prefeito mostra que a sua coleção de carros de luxo dá a dimensão exata do alcance financeiro de seu feliz proprietário.