quinta-feira, 30 de março de 2017

Dia Mundial da Juventude: Vereadora Socorro Nogueira presta homenagem às gerações da juventude santanense

VEREADORA SOCORRO NOGUEIRA PRESTOU HOMENAGEM À PERSONALIDADES SOCIAIS PELA PASSAGEM DO DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE

O mandato da vereadora Socorro Nogueira (PT), que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Santana, realizou na manhã desta quinta-feira (30), uma solenidade em comemoração ao Dia Mundial da Juventude.

Na oportunidade, a parlamentar prestou homenagem com certificado de honra ao mérito aos diversos jovens, lideranças, empresários e lideranças políticas e sociais que contribuíram ou continuam contribuindo para o processo de emancipação política e a conquista de mais direitos para a juventude.

O ex-presidente do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Barroso Tostes, Manoel Dário, um dos articuladores do evento, falou da importância da solenidade que aconteceu no Palácio Dr. Fabio José dos Santos, sede do poder legislativo municipal.

“O objetivo do evento é homenagear a juventude que fez história no município de Santana e que contribuíram com o movimento estudantil e na luta da juventude”, lembrou Manoel Dário.

Foram homenageadas sessenta e três personalidades nos segmentos estudantil, esportivo e cultural.

Renan Santos, presidente da União dos Estudantes Secundários do Amapá (UECSA), disse que se sentiu lisonjeado com a homenagem prestada pelo mandato da vereadora Socorro Nogueira.

“Sinto-me honrado em receber essa homenagem da Câmara de Santana, através do mandato da vereadora Socorro Nogueira. Isso me deixa feliz ao ser reconhecido”, disse Renan Santos.

O ex-diretor da UECSA no início década de 1990, Marlus Carvalho, lembrou das mobilizações pelo chamado “Fora Collor” no Amapá e as lutas travadas pelo movimento estudantil para garantir o direito à meia-passagem intermunicipal Santana/Macapá, onde estudantes foram alvo da repressão, mesmo com a redemocratização do país que ainda era recente.

“Foi uma geração que se engajou para fortalecer a democracia e na conquista de direitos, que hoje alguns jovens nem imaginam que foram conquistados com muita luta e mobilização social”, discursou emocionado Marlus Carvalho.

A vereadora Socorro Nogueira ressaltou a importância de homenagear as diversas lideranças que deram a sua parcela de contribuição, promovendo um verdadeiro encontro de gerações das décadas de 1990, 2000 e 2010.

“As pessoas que em sua juventude contribuíram com a luta por mais direitos para os jovens como a Lei do Passe Livre, a Casa da Juventude, meia-entrada, precisam do reconhecimento público por conta da importância que tiveram para a história do nosso município,” enfatizou Socorro Nogueira.

A vereadora Socorro Nogueira lembrou da importância do engajamento dos jovens que continuam se organizando e mobilizando para manter e conquistar novos direitos através das Políticas Públicas voltadas para a Juventude (PPJ´s).
 Este jornalista também foi homenageado por conta sua militância no movimento estudantil como ex-diretor da UMES/Santana.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Senador Capi defende o fim do foro privilegiado

Durante discurso na tribuna do Senado Federal, o senador Capiberibe defendeu o fim do foro privilegiado
O senador João Capiberibe (PSB/AP) discursou nesta terça-feira (7) no plenário do Senado Federal sobre o foro privilegiado, que ele considera uma negação da democracia. “Defendo o fim desse privilégio pelo seu caráter aristocrático, incompatível com a democracia e com o princípio republicano”, afirmou.
Capi acredita que no Brasil o poder tem dono, pertence a um reduzido grupo de homens brancos que organizou e instrumentalizou o Estado Republicano para si e para os seus sem qualquer compromisso com as aspirações do conjunto da sociedade. “Esses grupos dominantes de um lado adiantam-se criando dispositivos legais para lhes assegurar impunidade e de outro impedem alterações fundamentais como é o caso do foro por prerrogativa de função, também conhecido como foro privilegiado”.
“ O foro privilegiado garante aos políticos com mandato envolvidos em falcatruas, julgamentos em instâncias colegiadas como tribunais de justiças estaduais, STJ e STF, onde os processos tramitam a passo de lesma, dando tempo ao político cumprir o mandato, o que altera a tramitação, fazendo-o retornar à primeira instância, onde começa tudo de novo. É esse vai e vem de instâncias judiciais que faz com que os crimes prescrevam, assegurando impunidade aos criminosos”, ressaltou João Capiberibe.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Ronival Virgolino é o novo secretário de Governo da Prefeitura de Santana

Ronival da Silva Virgulino, que ocupava o cargo de Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Economia Solidária na gestão do prefeito Ofirney Sadala (PSDC) é o substituto de Leda Sadala. (foto: Moranny Sanches/PMS)
Ronival da Silva Virgolino, que ocupava o cargo de Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Economia Solidária na gestão do prefeito Ofirney Sadala (PSDC) é o substituto de Leda Sadala, irmã do prefeito de Santana, na Secretaria Municipal de Governo (Semgov).

Leda Sadala caiu um mês após vir à público a informação de que a ex-secretária tinha uma condenação imposta pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA), além das críticas da população turbinada pelas redes sociais e pela imprensa, reprovando a prática de nepotismo na Prefeitura de Santana.

O mais novo titular da Secretaria Municipal de Governo (Semgov) é Bombeiro Militar do Amapá, formado em Contabilidade com especialização em Harvard e tem uma vasta experiência na gestão pública. Ronival já ocupou cargos na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e na Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejus) do Governo do Amapá.

A nomeação de Ronival Virgolino é escolha pessoal do prefeito Ofirney Sadala e foi encaminhada para publicação no Diário Oficial do Município.

Ofirney exonera irmã Leda Sadala após repercussão negativa de nepotismo e ficha-suja em seu governo

Leda Sadala que é irmã do prefeito Ofirney Sadala, caiu após denúncias de que seria ficha-suja e críticas sobre nepotismo na Prefeitura de Santana, que contrariava o discurso do prefeito em campanha contra projetos familiares e de poder.
O prefeito de Santana, Ofirney Sadala, enfim exonerou esta semana a irmã Leda Sadala, que ocupava o cargo de titular da Secretaria Municipal de Governo (Semgov). O anúncio da queda de Leda já era ventilado nos bastidores do Palácio Vice-Prefeita Rosenila Matos desde o mês de janeiro, quando surgiram denúncias contra a irmã do prefeito.

A exoneração vem um mês após a repercussão negativa por conta da prática imoral de nepotismo. Ofirney Sadala nomeou dois irmãos para ocupar cargos estratégicos de primeiro escalão na Prefeitura Municipal de Santana (PMS). 

O outro irmão Kennedy Sadala, que ocupa a pasta da Secretaria Municipal de Fazenda (Semfa) também deve cair nos próximos dias. Mas o prefeito ainda deverá manter o genro no comando da Coordenadoria Municipal de Juventude (Comjuv)

Aliados do governo na Câmara Municipal, avaliam que o fato de existir uma condenação de Leda Sadala, revelada com exclusividade pelo programa Santana em Debate da 105,9 FM e pelo blog, somada à decisão recente do ministro do STF Marco Aurélio Mello sobre o nepotismo na prefeitura do Rio de Janeiro, pesaram na decisão do prefeito, que também estava sendo pressionado por vereadores da base aliada.

A decisão de exonerar Leda Sadala vinha sendo retardada para que o prefeito não demonstrasse que estaria cedendo às pressões de setores da imprensa santanense que deram ampla repercussão aos parentes nomeados na Prefeitura.

A Comunicação Oficial da Prefeitura de Santana não se posicionou até o momento com nota sobre a queda de Leda Sadala. O decreto de exoneração da irmã do prefeito já foi publicado no Diário Oficial do Município, que deve ser disponibilizado na internet depois do feriado de carnaval.

Leda Sadala é a quarta gestora a cair em menos de 60 dias de governo do prefeito Ofirney Sadala.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Após denúncias de irregularidades no carnaval de Santana, vereadores cogitam pedir afastamento de Mário Brandão


Mário Brandou já foi convocado para das explicações. Agora vereadores devem convocá-lo novamente para prestar contas e já até especulam pedir afastamento preventivo de Brandão por conta de denúncias de ilegalidades na falta de licitação pública para concessão de espaços públicos e na estrutura do Corredor da Folia na Avenida Santana. (foto: Moranny Sanches)
Por Heverson Castro

Azedou a relação entre os vereadores e o Coordenador Municipal de Cultura Mário Brandão, responsável por organizar o Carnaval 2017 no município de Santana. Os vereadores já haviam convocado Brandão na última quinta-feira, 17, para dar explicações sobre o evento que terá pelo menos R$ 200 mil de dinheiro público.

Pelo menos 8 vereadores já falam nos bastidores em pedir o afastamento temporário de Mário Brandão, após o feriado de carnaval. A postura adotada pelo Coordenador Mário Brandão em atender interesses de empresários de Macapá em detrimento de empresários de Santana, vem sendo alvo de duras críticas de parlamentares da oposição e da própria base aliada de Ofirney Sadala. 

Em sessão com a presença de Mário Brandão, os vereadores Anderson Almeida (DEM) e Robson Coutinho (PR), fizeram duras críticas ao processo de organização do Carnaval, afirmando que a atual gestão vem favorecendo empresários de Macapá e desrespeitando a legalidade na concessão de espaços para boates sem o devido processo de licitação.

Um dos edis que também alertou para possíveis irregularidades que podem no futuro, serem alvo de ações de improbidades administrativas no Ministério Público foi o vereador Rarison Santiago (PRP), que apesar de ser da base aliada de sustentação do governo Ofirney Sadala (PSDC), não poupou críticas ao Coordenador de Cultura durante sessão para prestar esclarecimentos sobre os investimentos de recursos públicos no Carnaval.
"Trata-se de uma concessão pública e uso do espaço público que pertence ao município", diz vereador Rarison Santiago que não descarta pedir investigação sobre o carnaval 2017 
Santiago lembrou que diversos dispositivos da Lei Orgânica do Município e da própria Constituição Federal estariam sendo respeitados durante o processo de organização do Carnaval 2017.

O jovem parlamentar já fala nos bastidores, que após o carnaval, vai cobrar informações sobre os procedimentos administrativos adotados pela Coordenadora de Cultura em relação ao processo de distribuição de espaços públicos no chamado corredor da folia para boates e camarotes, que teriam sido feito sem o devido processo de licitação.

"Trata-se de uma concessão pública e uso do espaço público que pertence ao município", discursou o vereador em sessão, alertando para as possíveis ilegalidades que estariam sendo cometidas por Mário Brandão e pela Comissão Organizadora do Carnaval.

Na sessão de sabatina, os vereadores não ficaram satisfeitos com as respostas dadas por Mário Brandão que foi convocado para dirimir dúvidas sobre os investimentos de recursos públicos no carnaval. 

Nova convocação para prestação de contas

Agora o vereador Anderson Almeida que foi o autor do requerimento que convocou Brandão para prestar esclarecimentos ao poder legislativo, promete fazer uma nova convocação.

O vereador Rarison Santiago também é um dos que promete judicializar, após o feriado de carnaval, e pedir investigação sobre supostas irregularidades cometidas por Mário Brandão. 

A Prefeitura Municipal de Santana não teria feito licitação pública para contratar empresa que seria responsável de construir a estrutura do chamado Corredor da Folia que fica localizado na Avenida Santana.

Mas o estopim da crise entre os vereadores e Mário Brandão seria o recente tratamento deselegante dado à Câmara Municipal em relação ao espaço que seria reservado aos camarotes oficiais, onde os vereadores teriam se sentido desrespeitados pelo Coordenador.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Inchaço: Ofirney Sadala criou 52 novos cargos no primeiro mês de governo

Sadala criou 52 novos cargos e contrariou discurso de terra arrasada e crise financeiro no município
Apesar das alegações de crise financeira, atrasos nos salários de servidores de alguns setores da prefeitura e supostas dívidas milionárias herdadas do seu antecessor, o prefeito de Santana, Ofirney Sadala (PSDC), já criou nos primeiros 30 dias de governo, cerca de 52 novos cargos comissionados na estrutura da Prefeitura Municipal de Santana (PMS). 

As informações foram adquiridas por meio de atos publicados no Diário Oficial do Município e por meio da lei municipal que cria um cursinho preparatório público. 

Somente no mês de janeiro, Ofirney Sadala criou 18 novos cargos na estrutura da Secretaria Municipal de Educação, comandada pelo grupo do deputado estadual Jory Oeiras (PRB), um dos seus principais aliados políticos na campanha eleitoral de 2016. 

A lei  foi aprovada em regime de urgência pela Câmara de Vereadores em sessão extraordinária na primeira quinzena de janeiro e as inscrições para o cursinho público preparatório foram encerradas em menos de uma semana.

Apesar de criar novos cargos, a lei que cria um cursinho preparatório público, foi bem avaliada pela população e contou com o apoio de 14 dos 15 vereadores. 

Mas o que mais chama a atenção são os últimos atos publicados em Diário Oficial, onde o prefeito Ofirney Sadala passa a governar por meio de decretos e atos sem consultar previamente o poder legislativo, pedindo autorização para criar mais cargos e novas despesas para o município.

Por meio do Decreto N° 279/2017, o prefeito Ofirney Sadala, criou 34 novos cargos na estrutura da Secretaria Municipal de Obras Públicas, comandada pelo grupo do deputado estadual Charles Marques, um dos seus principais aliados políticos na campanha eleitoral.

Os 34 cargos criados fazem parte de uma Gerência de Projetos intitulada "Projetando o Futuro e Equacionando o Presente" (foto ao lado). 

O prefeito não pediu autorização da Câmara Municipal para criar os novos cargos, pois utilizou como base a Lei Complementar 007 de 29 de julho de 2015, aprovada na gestão do ex-prefeito Robson Rocha.

Apesar da retórica e do discurso de crise e dívidas, o prefeito Ofirney Sadala, que havia prometido enxugar a folha e reduzir o número de contratos administrativos e cargos comissionados, durante o processo de transição, passa agora a inchar a máquina pública municipal com mais 52 cargos no seu primeiro mês de governo.

Vereadores de Santana buscam parceria com o Interlegis para modernização do legislativo

Vereadores do PRP de Santana estiveram em Brasília buscando parcerias com o Interlegis e o Senado Federal
A presidente da Câmara Municipal de Santana (CMS), professora Helena Lima e os vereadores Rarison Santiago e Griti, que compõem a bancada do Partido Republicano Progressista (PRP), estiveram em Brasília no início da semana, afim de buscar parcerias com o Instituto Legislativo Brasileiro (Interlegis).
O Interlegis que é presidido pelo senhor Antônio Helder Rebouças é vinculado ao Senado Federal e tem como objetivo dar suporte a produtos tecnológicos, serviços e consultorias para o fortalecimento dos Poderes Legislativos em todo o país.
As parcerias geralmente são feitas por meio do estímulo à modernização, integração e cooperação entre as casas legislativas de todo o país. 
“A nossa presidente Helena está bastante entusiasmada com esse processo. Nós pretendemos ativar, ainda neste semestre, o site de transparência da CMS além de colocar disponível na internet, as sessões em tempo real, em parceria com o Interlegis”, pontuou o vereador Rarison Santiago, líder do PRP na Câmara de Santana.
O Interlegis disponibiliza sem custos, diversos cursos à distância, treinamentos presenciais e ferramentas tecnológicas, tais como a criação de sites dos legislativos municipais e a identificação adequada das casas legislativas nos endereços eletrônicos.
A parceria com o Interlegis também deve atender atualização da Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da CMS.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Paulo Lemos cobra de Kaká Barbosa que Assembleia seja passada a limpo

Deputado estadual Paulo Lemos (PSOL), cobrou do presidente Kaká em plenário que a Casa de Leis seja passada a limpo
Por Junior Nery

Na volta das atividades depois do recesso parlamentar da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), acontecida nesta terça-feira, 7, o deputado estadual Paulo Lemos (PSOL) aproveitou as Comunicações Inadiáveis para dar as boas-vindas a Kaká Barbosa (PTdoB), que novamente assume a presidência da Casa.


Em clima amistoso, aproveitou também para cobrar ações importantes da Mesa Diretora para o bom andamento dos trabalhos de reforma e promoção da transparência da Casa. “Precisamos passar esta Casa a limpo”, cobrou o pessolista.



Mais cedo, Lemos disse em entrevista a uma rádio local que, em conversa nos bastidores, Kaká Barbosa garantiu a realização do concurso público da Alap, previsto ainda para este ano.



“Apesar da mudança de comando, a Comissão Parlamentar do Concurso Público continua a fazer o levantamento das necessidades de funções administrativas para montarmos o edital, que deve sair ainda este semestre”, afirmou Lemos.

No plenário, diferente do ambiente de hostilidade que se estabeleceu durante a cerimônia de posse de Kaká Barbosa, que negou fala a Paulo Lemos, o pessolista, em tom cordial, disse ao presidente que avance na reforma político-administrativa e adeque a Casa à Lei de Responsabilidade Fiscal.


“Se o senhor (dirigindo-se a Kaká Barbosa) executar essas medidas, terá um grande defensor nesta Casa. Porém, também serei um fiscal bastante obstinado”, declarou.

sábado, 28 de janeiro de 2017

A grande família Sadala

O prefeito de Santana, Ofirney Sadala (PSDC), não se contentou em nomear apenas dois irmãos para ocuparem cargos de primeiro escalão na Prefeitura.
Dentre os nomeados está a irmã Leda Sadala, condenada pelo TCE-PA que ocupada a Secretaria Municipal de Governo (Semgov). Sadala também nomeou o genro para a Coordenadoria de Juventude e mais recentemente teria nomeado uma cunhada, casada com o irmão Kennedy Sadala, que é Secretário Municipal da Fazenda. 
Os críticos de plantão e a oposição, dizem que o discurso de arauto da moralidade caiu por terra e que a mão que nomeia e também exonera foi decepada diante das últimas publicações do Diário Oficial do Município de Santana. O prefeito afirma que as nomeações não configuram Nepotismo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Advogado de Kaká também atuou na defesa de desembargadora Stella Ramos em processo no CNJ

CASO KAKA: O PREÇO DA DECISÃO

Por Domiciano Gomes em seu facebook

Pouco mais de uma semana após o desembargador Manoel Brito conceder liminar suspendendo a posse do deputado Kaka Barbosa na presidência da Assembleia Legislativa marcada para o próximo dia 1º de fevereiro, a desembargadora e futura presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, Stella Ramos, modificou a decisão do colega, garantindo a posse do deputado.


A decisão da magistrada revelou divergência no TJAP para o mesmo caso, porém as redes sociais optaram em explorar a atuação do advogado Rubem Bemerguy na defesa do deputado Kaka Barbosa e também como advogado da desembargadora em uma ação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O magistrado, embora seja representante do Estado, é também um ser humano que tem suas relações pessoais. Sabendo disso, o legislador estabeleceu duas listas de situações em que se considera o magistrado impedido ou suspeito para o julgamento da causa.

A primeira lista (artigo 134) é de casos de impedimento, situações mais objetivas, em que não se admite qualquer grau de discussão. A segunda lista (artigo 135) traz situações um pouco mais nebulosas. São as situações em que se considera o juiz suspeito de parcialidade e ocorrem: (a) quando o juiz for amigo íntimo ou inimigo capital de alguma das partes; (b) quando alguma das partes for credor ou devedor do juiz de seu cônjuge ou de seus parentes próximos; (c) quando o juiz for herdeiro, donatário ou empregador de alguma das partes; (d) quando o juiz receber presentes de alguma das partes, dar-lhe conselhos ou financiar as despesas do processo; (e) quando o juiz tiver algum interesse no julgamento da causa em favor de qualquer das partes; e, por fim, (f) por motivo de foro íntimo.

Nesse último caso, admite-se discussão e há possibilidade de interpretação. Se o advogado, por exemplo, defende o magistrado em uma causa, evidentemente nasce alia uma relação de proximidade e confiança. Até aí tudo dentro da normalidade, mas quando esse mesmo magistrado for julgar uma causa envolvendo o advogado que o defendeu?. Será que é possível separar uma situação da outra?.

Em princípio, não se trata de nenhuma das hipóteses previstas, mas gerou motivo suficiente para se questionar a imparcialidade da decisão. Sabe-se hoje que, antes da própria fundamentação, o juiz constrói o dispositivo, para, em seguida, procurar, na motivação, argumentos que se prestam a justificá-lo.

Para o advogado e professor da USP, José Rogério Tucci, “o ato decisório de índole jurisdicional, como emanação do poder estatal de que se reveste o juiz, constitui instrumento deveras perigoso quando estiver conspurcada, por qualquer motivo, a imparcialidade que necessariamente deve exornar a administração da Justiça”.


Aqui não se questiona a índole da desembargadora e futura presidente do TJAP, mas sim o fato do ilustre advogado ser patrono da magistrada na ação que tramita no CNJ e dessa relação, de alguma forma, interferir na decisão de interesse do deputado Kaka. Mesmo que a decisão da magistrada esteja devidamente fundamentada e amparada pela norma, o correto não seria ter se declarado impedida de julgar?. Creio que assim estaria evitando desgaste para o tribunal diante de um fato que a sociedade associou a improbidade e cobra resposta do poder público.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Da Lua consegue barrar na justiça a posse de Kaká na presidência da Alap

Kaká Barbosa, alvo de diversas denúncias de malversação do dinheiro público, tem a posse suspensa na presidência da Alap por decisão do desembargador Manoel Brito, após pedido impetrado pelo deputado estadual Pedro Da Lua.
Por Heverson Castro

O desembargador Manoel Brito, do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), acolheu neste domingo, 15, em regime de plantão judiciário, um pedido feito pelo deputado estadual Pedro Da Lua (PSC) que suspende a posse do deputado estadual Kaká Barbosa (PTdoB) na presidência da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).

A decisão é o resultado do julgamento de um mandado de segurança impetrado por Da Lua, que alegou no pedido, o uso de práticas temerárias na gestão cometidos por Kaká Barbosa durante o exercício do seu mandato. Kaká foi eleito para ser presidente da Assembleia Legislativa no biênio 2017-2019 e deveria tomar posse na primeira sessão legislativa do ano em fevereiro.

A decisão do desembargador Manoel Brito é em caráter liminar e suspende a posse de Kaká Barbosa, até que sejam julgados outros processos referentes ao mesmo caso, que trata da questão jurídica envolvendo a eleição do deputado para exercer o cargo de presidente do legislativo estadual.

Kaká Barbosa é alvo de diversas ações do Ministério Público, resultantes da Operação Eclésia e seu nome vem sendo citado em diversos escândalos por suspeitas de malversação e uso indevido de dinheiro público, além de outros atos de corrupção, que coloca em xeque a credibilidade do parlamentar para comandar um dos principais poderes do Estado.

Além das ações penais e processos por improbidades administrativas, Kaká Barbosa também é investigado pelos próprios colegas de parlamento. Os deputados chegaram a instalar uma Comissão Especial Processante para investigar Kaká Barbosa nos moldes da que também afastou Moisés Souza do cargo de presidente em 2015.

A Comissão formada por cinco deputados, têm até 120 dias para investigar possíveis irregularidades cometidas durante a gestão dele como presidente da Alap, após assumir o cargo durante a destituição do então deputado Moisés Souza do cargo de presidente da Casa pela maioria dos deputados estaduais em decisão de plenário. 

No início da semana, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AP), também se posicionou contra a posse de Kaká Barbosa e resolveu entrar no embate judicial contra a posse do deputado.

Leia abaixo a decisão liminar do desembargador Manoel Brito


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Com R$ 3,4 milhões em caixa, Ofirney afirma que não sabe quando vai pagar salários de servidores

A Prefeitura Municipal de Santana (PMS),  recebeu nos 13 primeiros dias de governo da nova gestão do prefeito Ofirney Sadala (PSDC), mais de 3,4 milhões em repasses federais e de recursos oriundos da chamada repatriação.
 
Entre os dias 1º e 13 de janeiro de 2017, Santana recebeu o valor de R$ 2.074.088,52 ( Dois milhões, setenta e quatro mil, oitenta e oito reais e cinquenta e dois centavos). Os valores são referentes aos repasses de FPM, Fundeb e de outros impostos, conforme consulta de extrato bancário junto ao Banco do Brasil. 
 
A Prefeitura de Santana ainda recebeu no último dia do mês de dezembro, o valor de R$ 1.362.572 (Um milhão, trezentos e sessenta e dois mil, quinhentos e setenta e dois reais) referentes aos recursos da repatriação, repassados pelo governo federal.  
 
Se forem somados os repasses da repatriação com outros repasses como o FPM, Fundeb, os chamados recursos fundo a fundo, o município de Santana já recebeu nos primeiros dias do governo Ofirney Sadala, o montante de R$ 3.436.660,52 (três milhões, quatrocentos e trinta e seis mil, seiscentos e sessenta reais e cinquenta e dois centavos)

Sadala desconhece realidade
 
O prefeito Ofirney Sadala, alegou nesta quinta-feira, 12, durante a Assembleia Geral dos Servidores Municipais, que não sabe exatamente quanto tem em caixa para pagar os servidores que não receberam o mês de dezembro e estão com os salários atrasados. 
 
Ofirney afirmou que não sabe quanto caiu nas contas do município porque sua equipe de governo ainda não teria acesso as senhas do Banco do Brasil, que autorizam o gestor a acompanhar os recursos da Prefeitura.
 
Pela municipal, o pagamento dos servidores deveria ser atualizado até o dia 05 de janeiro, o que já é responsabilidade do prefeito Ofirney Sadala, que tomou posse no último dia 1º. Mas Ofirney Sadala disse que não é obrigação sua pagar o mês de dezembro e afirmou que pretende pagar apenas o mês de janeiro.

A declaração feita pelo prefeito gerou vaias e protestos dos servidores durante a assembleia geral desta quinta-feira e o sindicato promete realizar paralisação e até mesmo greve, caso o novo gestor não atualize os salários atrasados, com recursos que já caíram na sua gestão.

Ou seja, a alegação do novo prefeito de que não sabe exatamente quanto tem de recursos em caixa para pagar os servidores, demonstra que a nova gestão está perdida e não sabe como agir diante dos repasses recebidos nos primeiros dias de governo. 
 
Os dados dos repasses podem ser consultados nos links abaixo
 
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Encontro busca retomada das obras do Teatro Municipal de Santana

Em visita ao prefeito de Santana, Ofirney Sadala, na manhã desta quinta-feira, 12, o senador Davi Alcolumbre (Democratas-AP)  tratou sobre o futuro do teatro municipal de Santana, fruto de emenda parlamentar de sua autoria em 2008 e que, mesmo com a parte da estrutura física concluída, continua sem funcionamento e transformado em um elefante branco municipal.

Orçado em quase três milhões de reais e inaugurado em dezembro de 2012, o teatro nunca entrou em funcionamento de fato porque a obra não foi totalmente concluída e, onde deveria existir um espaço para a cultura, hoje há um prédio deteriorado pelo tempo e pelo descaso de administrações anteriores.

"Atualmente o prédio está sendo utilizado por vândalos e se transformou em um transtorno para os moradores próximos e uma lacuna que já poderia ter sido preenchida na arte e na cultura. Uma grande decepção para mim e para a população santanense, já que alocamos dinheiro público através de emenda parlamentar", lamentou o senador. 

O primeiro repasse, no valor de R$ 2.787.097 foi utilizado na construção do espaço físico e, posteriormente alocados mais RS 2.800.000 que foram perdidos. Foi solicitado ao prefeito que a equipe da prefeitura municipal de Santana elabore um novo projeto para aquisição de mobília, equipamentos de som e iluminação, além de reparos  que serão necessários devido as atuais condições do teatro. "O desafio junto ao prefeito Sadala é que possamos juntos buscar os meios necessários para concluirmos essa importante obra para Santana e, finalmente, termos a garantia de que aquele espaço ajudará a enriquecer nossa cultura e nossa população através das manifestações culturais e artísticas tão importantes para preservar nossa identidade. Meu compromisso é alocar novamente recursos para que o teatro municipal de Santana torne-se finalmente uma realidade".

Força Tarefa

Também na manha hoje, o senador Davi Alcolumbre, acompanhado do colega de bancada Randolfe Rodrigues, reuniu com o prefeito de Santana, Ofirney Sadala e o prefeito de Macapá, Clécio Luis, vereadores e secretários municípais com o objetivo de elaborarem um consórcio entre Macapá, Santana e Mazagão para minimizar a questão dos resídios sólidos do lixo humano desses municípios; foi definido também uma força tarefa  para recuperar os recursos federais para Santana e para acompanhar as obras em andamento.   

sábado, 7 de janeiro de 2017

"Não sabia da condenação", diz Ofirney Sadala sobre a nomeação de irmã 'ficha-suja' em secretaria

Leda Sadala seria considerada "ficha-suja" já que possui uma condenação imposta pelo TCE do Pará em 2014.
Por Heverson Castro

O prefeito de Santana, Ofirney Sadala (PSDC), disse na manhã deste sábado, 07, que não tinha conhecimento da condenação da irmã Leda Sadala e que ainda vai decidir o futuro da nova Secretária Municipal de Governo da Prefeitura Municipal de Santana (PMS). 

Pela lei, Leda Sadala seria considerada "ficha-suja" já que possui uma condenação imposta pelo Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) em 2014 como mostra o Acórdão 54.320 (Processo 2007/51832-0).

A condenação é resultado da tomada de contas relativa ao Convênio 064/2006 e Termo Aditivo firmados entre a AGÊNCIA DE EMPREGOS E PROJETOS SOCIAIS DE PARAUAPEBAS e ASIPAG, tendo Leda Maria Sadala Brito como presidente. O relator foi o conselheiro André Teixeira Dias.

A irmã do prefeito foi empossada no último dia 1º para ser a nova titular da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), antes ocupada por Alberto Góes na gestão do ex-prefeito Robson Rocha. 

A Semgov é uma das pastas estratégicas na gestão municipal, o que coloca Leda Sadala numa posição de poder acima de outros secretários como uma espécie de gerente geral de governo dentro da PMS.

De acordo com a lei, a irmã do prefeito não poderia ser nomeada para ocupar um cargo de primeiro escalão. A nomeação também pode ferir uma lei municipal de autoria do ex-vereador Adelson Rocha (PSD), aprovada na legislatura passada pela Câmara Municipal de Santana.

Discurso de combate a corrupção em xeque

A nomeação de Leda Sadala, que recorre da decisão, colocou em xeque o discurso do prefeito Ofirney já na primeira semana de governo. A bandeira de combate a corrupção e as velhas práticas política entra em choque com a prática estabelecida pelo prefeito na primeira semana de governo, ao nomear parentes e uma irmã com uma condenação.

Ao ser diplomado e tomar posse, o prefeito que é ex-juiz e ex-promotor de justiça, afirmou que sua gestão irá combater incansavelmente a corrupção e que a escolha do seu secretariado municipal teria seguido rigorosamente. 

"A mesma mão que nomeia é a mão que exonera e encaminha ao Ministério Público", discursou o prefeito Ofirney Sadala, reiteradamente nos últimos eventos de diplomação e posse como novo comandante do Palácio Vice-prefeita Roselina Matos.

O prefeito já havia declarado publicamente que não iria tolerar a corrupção e que pessoas com ficha-suja não seriam aceitas em seu governo.

Mas a nomeação da irmã Leda Sadala e a revelação da sua condenação pelo TCE-PA com exclusividade pelo programa Santana em Debate da 105.9 FM, e em seguida repercutida pelo jornal Diário do Amapá, abriu espaço para uma enxurrada de críticas de setores da imprensa local e de internautas nas redes sociais.

Desconhecimento
 
O prefeito também teria ficado irritado ao saber da condenação da irmã pela imprensa e as redes sociais e teria ligado na mesma hora para secretária da Semgov.  Sadala não teria conhecimento de tal condenação que teria sido omitida pela irmã. 

O prefeito declarou neste sábado, que estuda uma saída jurídica para tomar uma decisão sobre a permanência ou a saída de Leda Sadala do primeiro escalão da PMS.

"Eu não tinha conhecimento da condenação da Leda", afirmou o prefeito em declaração neste sábado durante a apresentação do programa Direito & Cidadania que vai ao ar pela STN TV, canal 46. 

O programa é apresentado pelo próprio prefeito Ofirney Sadala e é utilizado como um espaço para falar dos assuntos e medidas adotadas pelo prefeito na sua primeira semana de governo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

GEA e PMS assinam convênio de R$ 6 milhões para coleta de lixo e limpeza de Santana

Governador Waldez Góes e prefeito Ofirney Sadala assinaram termo aditivo que renova o contrato com mais R$ 6 milhões que continuarão a ser investidos na limpeza da cidade. Foto: Ruan Alves
Por Lilian Guimarães 

A limpeza e coleta de lixo de uma cidade refletem diretamente na vida da população. Cidadãos comuns, como o autônomo Raimundo Pantaleão, que mora no município de Santana, há 35 anos, pôde viver dois momentos bem distintos: uma cidade que enfrentou um caos em 2015 com a ausência da coleta de lixo, e o ano de 2016, onde as equipes de limpeza cumpriram o cronograma de coleta, possibilitado pelo convênio firmado entre o Governo do Amapá e a Prefeitura Municipal de Santana.

Um ano após a assinatura do Convênio de R$ 6 milhões para serviços de limpeza urbana e destinação final de resíduos sólidos, o governador do Amapá, Waldez Góes, assinou na tarde desta sexta-feira, 6, com o prefeito de Santana, Ofirney Sadala, o termo aditivo que renova o contrato com mais R$ 6 milhões que continuarão a ser investidos na limpeza da cidade no decorrer de 2017.

“O olhar do governo para o povo santanense tem sido fundamental. Ter um cidade limpa é sinal de zelo e cuidado com a população. Nós reconhecemos e sabemos o valor que isso tem”, agradeceu Raimundo Pantaleão, morador do bairro Paraíso.

Os serviços consistem na coleta, transporte e destinação do lixo, além da limpeza do município. Manter a cidade de Santana limpa, eliminar possíveis focos transmissores de doenças e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente e a qualidade de vida da população tem sido o objetivo principal do convênio.

“O governador Waldez deu a maior demonstração de cuidado que um gestor pode ter com seu povo. Estou na minha primeira semana de gestão, e receber esse apoio nos permite cuidar de Santana com ainda mais cuidado e atenção. 

As demonstrações de atenção do governo vão além, com a balsa do matapi, que agora ajuda no transporte entre Santana e a Ilha, e as inúmeras frentes de trabalho do governo pela cidade. É muito bom quando se tem um governo presente”, enfatizou Ofirney Sadala.

Durante a assinatura do termo aditivo, o governador Waldez Góes compartilhou com a população que outros recursos estão sendo aplicados no município, com investimentos em mobilidade urbana, com frentes de trabalho de pavimentação que chegarão a 30km até 2018. Além de obras com terão um impacto positivo na saúde dos santanenses, como a inauguração do Centro de Nefrologia que deve ocorrer nos próximos meses.

“Vivemos um momento econômico delicado, mas não é por isso que deixar de promover a governança. Nos readequamos e estamos conseguindo levar as políticas públicas até a população. No caso especifico da coleta de lixo de Santana, quando decidimos destinar este recurso foi pensando na saúde da população e na qualidade de vida. Nosso povo merece ser respeitado e primaremos sempre por isso”, destacou o governador do Amapá Waldez Góes.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) ficará responsável em acompanhar e fiscalizar a execução do recurso. O convênio tem vigência de 12 meses.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Mira Rocha pode perder o mandato por conta do número de faltas na Assembleia Legislativa

Suplente Haroldo Abdon, solicitou informações sobre o número faltas da deputada Mira Rocha em sessões da Assembleia Legislativa. A deputada estadual correr o risco de perder o mandato, caso seja comprovado que faltou além do limite permitido pelo Regimento Interno da Casa.


Por Heverson Castro

O 1º suplente de deputado estadual, Haroldo Abdon (PPL), encaminhou ofício ao presidente da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), Jaci Amanajás (Pros), solicitando informações sobre o número de faltas e presenças da deputada estadual Mira Rocha (PTB), nas sessões deliberativas da Casa, referentes ao ano de 2016.

O pedido de Haroldo Abdon é feito com base na Lei de Acesso a Informação. Os motivos que teriam levado o suplente a solicitar informações sobre o número de faltas da deputada Mira Rocha se baseia no Artigo 81, inciso III do Regimento Interno da Casa.

O artigo trata dos casos em que se dará a perda de mandato de um deputado estadual. Segundo o Regimento Interno, perderá o mandato " o parlamentar que deixar de comparecer, em cada Sessão Legislativa Ordinária, à terça parte das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa, salvo licença ou missão autorizada".

O pedido de Abdon tem como objetivo principal saber se a parlamentar cumpre o que determina o Regimento Interno da Alap que prever a punição de deputados faltosos com a perda do mandato parlamentar.

Mira Rocha não seria uma deputada muito presente nas sessões da Assembleia e por isso correria o risco de enfrentar um Processo Disciplinar, caso venha a ser comprovado que a deputada não atende o número necessário de presenças nas sessões.

Haroldo Abdon toma como  os artigos 76, 77 e 78 do Regimento Interno, onde são previstos os casos de faltas que são toleráveis em casos de sessões ordinárias. 

Caso Mira Rocha não consiga comprovar que não faltou nas sessões, sem justificar suas ausências por conta de licença médica ou missão autorizada, a mesma poderá ser enquadrada no Regimento por quebra de decoro parlamentar.
Documento solicita informações da ALAP sobre o número de faltas da deputada Mira Rocha.
Cassação no TRE

O estranho de todo esse imbróglio jurídico é que a deputada Mira Rocha se mantém no mandato, mesmo após o plenário da Assembleia ter declarado a vacância do seu cargo de deputada estadual por perda de mandato. Em 2016, a parlamentar foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, acusada de abuso do poder político e econômico com um placar de 4x2.

O suplente Haroldo Abdon, também já solicitou formalmente ao presidente Jaci Amanajás, que a Mesa Diretora lhe emposse como deputado estadual. 

O novo pedido de informações, agora sobre o número de faltas da deputada Mira Rocha, pode reforçar a pressão para que a Assembleia declare definitivamente a perda de mandato da deputado e emposse Haroldo Abdon.