domingo, 4 de dezembro de 2011

Nota de Falecimento do GEA

É com grande pesar que o Governo do Amapá comunica o falecimento da secretária de Estado da Comunicação, Maria Jacinta Rodrigues de Carvalho Gonçalves, e decreta Luto Oficial de três dias.

Jacinta faleceu na manhã deste domingo, 4, no Hospital São Camilo, onde estava hospitalizada desde a última segunda-feira, 28. Ela foi vítima de uma infecção generalizada causado por um patógeno ainda desconhecido, que lhe atingiu primeiramente o pulmão e posteriormente o coração.

Informa também que o velório será a partir das 14h, na Capela Santa Rita e o sepultamento no cemitério São José, as 17h.

A Secretaria de Comunicação, Jacinta Maria Rodrigues de Carvalho Gonçalves, tinha 34 anos de idade, nasceu em Macapá-AP. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo,  Curso Superior Sequencial em Markenting e Comunicação. Especialista em Educação Ambiental e Metodologia do Ensino Superior. Funcionária Pública e docente da Faculdade Seama.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Periscópio - Impressões da posse de Capi

Um dos acontecimentos mais importantes para os amapaenses nesse segundo semestre, sem dúvida, foi a posse do senador João Capiberibe, que ocorreu no último dia 29/11. O mandato socialista fortalece a luta pela recuperação do estado, que foi deixado na bancarrota pelo grupo criminoso que governou o Amapá de 2003 a 2010.

O dedo na ferida - Durante 11 meses do novo governo de Camilo Capiberibe, observou-se a ausência de uma voz, que pudesse usar a tribuna do Senado para tocar no problema deixado pelo governo passado que saqueou os cofres públicos do Estado. João Capiberibe até agora foi único que corajosamente e de forma sutil disse que o endividamento financeiro e ético do Amapá é de responsabilidade da organização criminosa denominada “harmonia”, da qual Sarney foi aliado.

O reconhecimento de Randolfe -Talvez, Capi tenha sido umas das poucas lideranças políticas do Amapá que conseguiu manter-se viva durante mais de duas décadas, após a redemocratização do país. O senador socialista foi prefeito, governador por duas vezes e senador. Ajudou a formar muitas lideranças, dando-lhes oportunidade de crescimento político. Tal falo foi reconhecido pelo jovem senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) em seu aparte, onde fez questão de lembrar a oportunidade dada por Capi ao lhe convidar para assumir o cargo Assessor de Juventude no governo do PDSA. A experiência institucional lhe projetou, servindo de trampolim para se eleger deputado estadual pelo PT.

O reconhecimento do PDSA - Em todos os apartes dos senadores no dia da posse de Capi, observou-se a alusão política ao Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (PDSA), projeto idealizado no governo do PSB de 1994 a 1998. Ficou bem claro nas falas de Marinor Brito (PSOL), Rodrigo Rollemberg (PSB), Randolfe Rodrigues  (PSOL), Valadares (PSB) e outros, que Capiberibe foi um dos governantes pioneiros da discussão da sustentabilidade na Amazônia e no Brasil.

A lei que está mudando o Brasil - A unanimidade de todos os senadores, jornalistas, adversários e público presente, foi o reconhecimento de que a Leia Complementar 131, batizada de Lei Capiberibe é um instrumento importante de combate a corrupção e tem na pessoa de João Capiberibe seu ferrenho e intransigente defensor em todo o país.

Sarney teve medo de ser vaiado - Como bem lembrou em seu twitter a jornalista da Globo News, Cristiana Lobo, Sarney deu posse ao seu principal adversário político no Amapá. João Capiberibe foi empossado sob gritos de “Capi guerreiro do povo brasileiro”. Isso seria normal, mas pelo Regimento Interno do Senado é proibida manifestação das galerias. Em outros momentos, o coronel poderia usar seu poder e mandar a Polícia do Senado retirar os militantes e simpatizantes que estavam na posse. Talvez o coronel ficou com receios de um “Fora Sarney”!

Frase da Semana

"...não poderia deixar de registrar o passivo financeiro e ético deixado pela ação predatória de criminosos infiltrados em algumas siglas partidárias que governaram o Amapá ao longo de oito anos. O Brasil certamente não esqueceu o que nos aconteceu. Tivemos nosso orçamento público saqueado por essas quadrilhas. Mesmo com a ação enérgica da justiça, que no período determinou a prisão de cinco secretários de saúde, de governadores, empresários e servidores públicos, não foi possível estancar a sangria. O governador Camilo Capiberibe terminou recebendo um estado dilapidado e falido." 
(Senador João Capiberibe(PSB-AP), no seu discurso de posse, lembrando do passivo ético-financeiro e da "herança maldita" deixa pela "quadrilha de engravatados", aliada de Sarney, que governou o Amapá durante 8 anos).

A grosseria do ministro Lobão

O que aconteceu na última quinta-feira no Ministério de Minas e Energia foi uma atitude grosseira do ministro Edson Lobão contra o povo do Amapá, representado pelo governador Camilo Capiberibe, os senadores Randolfe Rodrigues e João Capiberibe, além dos deputados federais Evandro Milhomem, Luiz Carlos e Bala Rocha, que foram ao Ministério para uma reunião marcada antecipadamente, e confirmada pelo ministro. O ato se reveste de uma camada de falta de respeito ainda maior, porque o ministro Edson Lobão estava no prédio, e mandou um auxiliar apressado fazer a reunião, saindo no meio do encontro, deixando entender de forma cristalina, que já existe uma decisão sobre o assunto, e essa decisão pretende deixar para o governo do Amapá, o pagamento da dívida de R$ 1.5 bilhão que a CEA tem. E sem qualquer tipo de paranóia, essa decisão, provavelmente já tomada, não saiu da cabeça do Edson Lobão. Ele não dá um passo sem autorização do andar superior, e no andar superior quem está é o senador José Sarney. E ninguém espere que o “coroné” do Maranhão faça alguma coisa para tornar mais doce a vida dos Capiberibe.
 
A história política do senador José Sarney deixa muito claro o tratamento que ele dá para adversários políticos, e inimigos comuns. Não tem perdão, diz a historia.

Observadores externos dessa questão da CEA, sugerem a possibilidade de acontecer com a empresa amapaense o que já aconteceu em outros estados: será federalizada e, depois de algum tempo comprada por algum empresário, ou grupo empresarial. Até lá as pendências estarão resolvidas, para que a empresa compradora do patrimônio não seja obrigada ao desconforto de ter algum “resto a pagar”. Ao governo do Estado e à bancada federal do Amapá, vai restar a luta para evitar o derramamento, nas costas da população, do peso de R$ 1.5 bilhão, que a irresponsabilidade criminosa do grupo que comandou o Estado nos últimos anos, deixou para trás.(No site do Correa Neto, Geleia Geral)

A MANCADA DO LOBÃO!

Declaração mais que redundante a do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre o correligionário Gilvan Borges! Ora, dizer que se sente a vontade pra falar da figura não precisava nem dizer: ambos são do PMDB, ambos recebem ordens do senador José Sarney, ambos possuem um império de comunicação, ambos são militantes da velha política do toma lá, dá cá.

Portanto Gilvan e Lobão, Lobão e Gilvan são farinha do mesmíssimo saco. Agora que a lei tirou suas prerrogativas de senador, quero reecontrá-lo nas barras da justiça; tudo igual, eu e ele sem mandato, sem dois pesos, sem duas medidas. Acho que agora vou ser indenizado das baboseiras que escreveu contra quarenta e três anos de jornalismo dedicado ao povo do Amapá.

Sobre tal Governo Paralelo que alardeia por onde vai, seria muito bom se fosse sério, e ele uma liderança confiável, capaz de oferecer uma contribuição a esta terra que lhe deu tudo e mais alguma coisa; basta lembrar que deixa o Senado precisamente como entrou naquela Casa, ou seja, de mãos vazias, alijado pela justiça que tardou, mas não falhou. (Publicado no blog do João Silva)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Deputada Janete repudia tratamento desrespeitoso do MME ao Amapá

Brasília, 02/12/11 – Em discurso na Câmara dos Deputados, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) registrou sua contrariedade ao tratamento dado pelo Ministério das Minas e Energia ao governador Camilo Capiberibe e parlamentares do Amapá em reunião nesta quinta, 1º.

Ela considerou “vergonhoso e desrespeitoso” o tratamento que o estado do Amapá, “um ente da República Federativa do Brasil, recebeu no Ministério das Minas e Energia do secretário executivo Márcio Zimmermann e do ministro Edson Lobão”.

Segundo a socialista, os políticos amapaenses tentaram sem sucesso uma audiência com o ministro das Minas e Energia e há dois meses aguardam uma resposta sobre a proposta feita pelo Governo estadual para a federalização da Companhia de Eletricidade do Amapá. Além disso, o secretário teria saído para uma viagem no meio da reunião.

Janete Capiberibe lamentou que o Ministério tenha sido “conivente, durante os oito anos passados, com uma gestão corrupta que não honrou nenhum de quase uma dezena de TACs [Termo de Ajuste de Conduta] assinados entre o MME e o Governo do Amapá. À época, esse Ministério foi extremamente generoso com um governador logo depois preso pela Polícia Federal no desenrolar de uma investigação que aponta o desvio de R$ 1 bilhão”, atacou.

“Me custa acreditar que um governo corrupto tenha tido um tratamento privilegiado do Ministério das Minas e Energia e um governo responsável, que quer sanear a herança maldita, seja tratado com desdém pelo ministro Lobão e seu secretário executivo”, comparou a deputada.

Ministro dos Transportes reconhece mudança de qualidade na condução das obras da BR-156

Governador Camilo Capiberibe convida o Ministro Paulo Sérgio Passos para o lançamento das obras de mais um trecho da BR 156 - Fotos: Edsom Leite/MT
Em audiência nesta quinta-feira, dia 1º de dezembro, o governador Camilo Capiberibe convidou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para o lançamento das obras do trecho 2 da conclusão da BR-156. O evento está programado para o próximo dia 8.

O ministro disse que vai se empenhar em abrir espaço na agenda para atender ao convite do Amapá, mas já deixou claro que quer visitar a obra e percorrer os trechos em execução.

"Faço questão de ir conferir 'in loco' o que está sendo feito e quero ir até Oiapoque para ver a ponte binacional", afirmou.

Além de convidar o ministro para o lançamento das obras, o governador Camilo Capiberibe pediu apoio da delegação ao Estado para execução do trecho Sul da BR-156 até Laranjal do Jari. Também tratou dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da BR-210 e ouviu do ministro que os estudos devem ser licitados e ficar prontos até junho ou julho de 2012, o que viabilizaria a contratação do projeto básico da obra, o que representaria um grande avanço para a pavimentação da estrada.

"Temos recebido amplos investimentos na região atendida pela BR-210 e queremos pavimentar a estrada para melhorar o acesso aos empreendimentos que estão sendo feitos lá", afirmou Camilo Capiberibe.

Mudança
O ministro Paulo Sérgio Passos reconheceu que houve uma mudança na qualidade da condução das obras no Estado, especialmente na BR-156.

"Isso nós estamos percebendo com clareza: a diferença em relação ao tempo passado é significativa", disse ele, ao parabenizar o governador Camilo e o secretário de Transportes, Sérgio La-Rocque, pela maneira eficiente na execução das obras.

"É muito bom saber que a obra está sendo feita com a agilidade necessária", finalizou o ministro.

Localizado no interior do Amapá, "Stonehenge brasileiro" ainda é desconhecido do público

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

Pouca gente sabe, mas o Brasil também possui um monumento comparável a Stonehenge, o famoso círculo de pedras do sul da Inglaterra. Localizado em Calçoene, no interior do Amapá, a área tem sido estudada por pesquisadores desde 2005 e, no futuro, deve se transformar em um parque arqueológico aberto para visitação.
A estrutura circular demarcada com blocos de granito tem cerca de 30 metros de diâmetro, em uma região margeada por um igarapé, que deu origem ao nome do sítio arqueológico de Rego Grande. O local era palco de rituais de índios que habitavam a região há cerca de 1.100 anos.


O local abrigava cerimônias durante o solstício (entre os dias 21 e 22), quando a disposição das pedras permite observar o percurso do Sol. Os pesquisadores acreditam que a data era especial para os índios. "É um período marcado pela chuva, que muda completamente a paisagem, trazendo alimentos em abundância", explica o arqueólogo João Saldanha, do Iepa (Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Estado do Amapá).

Contra o PAC e a água na torneira: Oposição parte para o ataque e paralisa obras da CAESA

Esse blog antecipou que o grupo político denominado recentemente como “Governo Paralelo” iria armar uma ofensiva política pra tentar desestabilizar o governo Camilo Capiberibe (PSB).  
Como disse no texto intitulado o “O desespero da oposição”, antecipando que o prefeito de Macapá mandaria paralisar e atrasar as obras que estão sendo tocadas pela CAESA na capital. Além disso, o blog antecipou que ele iria dá uma chamada nos empresários do transporte coletivo, fazendo pressão política para que eles retirassem as propagandas do GEA dos ônibus que circulam na cidade.
Tudo que foi relatado no blog está acontecendo. O prefeito Roberto Góes entrou em ação contra a CAESA e as obras de saneamento foram paralisadas. As propagandas publicitárias do GEA também foram retiradas de todos os ônibus da capital.
A postura tomada pela PMM só confirma que a oposição está com medo e desesperada, agindo de forma irresponsável. Eles temem o saldo político e a repercussão que a retomada das obras de saneamento básico e de infra-estrutura terão o impacto que será causado nos processos políticos vindouros e na consolidação do projeto de poder da Frente Popular comandada pelo PSB, PT e partidos aliados.
A oposição corrupta vai apostar todas as suas fichas para atrapalhar e não deixar o GEA trabalha em prol da população mais carente. Eles estão com medo de 2012. Eles estão desesperados e partiram para o ataque rasteiro, prejudicando a população.
Leia abaixo o texto onde antecipo a ofensiva golpista da oposição, onde foi discutida a estratégia política numa reunião secreta.

Governador e bancada federal cobram posição do Ministério de Minas e Energia sobre a CEA

"Queremos uma resposta para que possamos avançar nas discussões em outros setores do governo federal". Com essa cobrança veemente, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, exigiu do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmerman, um posicionamento oficial do órgão sobre a proposta apresentada pela Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

O Governo do Amapá, com o apoio de deputados federais e senadores, apresentou suas alternativas para solucionar os problemas da Companhia em agosto deste ano e até hoje não recebeu uma resposta oficial do Ministério.

A audiência, inicialmente marcada com o ministro Edson Lobão, acabou sendo realizada com o secretário-executivo do Ministério e com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustin Filho, que não debateu os pontos da proposta apresentada e retomou a solução de um empréstimo ao Estado do Amapá para que as dívidas fossem pagas. Arno ainda citou o caso da CELG - Companhia Elétrica de Goiás, que terá um empréstimo de mais de R$ 5 bilhões para a solução dos problemas de energia.

O governador Camilo Capiberibe rebateu prontamente: "O Amapá não é Goiás, precisamos de uma solução que não penalize o nosso povo com a inviabilização de nosso desenvolvimento".

O secretário-executivo afirmou ao governador que, para apresentar a resposta oficial do Ministério, precisaria consultar o ministro Lobão e alegou uma viagem com a presidente Dilma Rousseff à Venezuela para deixar a reunião.

O governador Camilo reagiu ao que considerou um desrespeito com o povo do Amapá, representado por ele e pelos parlamentares federais presentes ao encontro, e deixou imediatamente a sala de reuniões.

"Talvez o ministro desconsidere também, pessoalmente, os senadores e os deputados federais eleitos pelo Amapá, mas ele não pode desrespeitar o povo amapaense. Me retirei da reunião porque percebi menosprezo pelas questões que afligem o povo do Amapá e emperram nosso desenvolvimento", criticou o governador ao deixar o Ministério.

Também deixaram a reunião os senadores Randolfe Rodrigues e João Capiberibe e os deputados federais Evandro Milhomem, Bala Rocha, Vinícius Gurgel e Luiz Carlos. (Murilo Caldas/SEGB)

Comunicado Oficial do GEA sobre a saúde da secretária Jacinta Carvalho

O Governo do Estado do Amapá informa que a secretária de Estado da Comunicação, Jacinta Carvalho, encontra-se internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital São Camilo, desde segunda-feira, 28, vítima de uma infecção desconhecida que evoluiu rapidamente caminhando para um quadro de septicemia (é uma infecção geral no organismo grave, desenvolvida por via sanguínea a partir de outra infecção já existente) que atingiu de maneira violenta o pulmão, mas atualmente o quadro clínico está estável e ela reagiu bem a medicação.

Que todos os procedimentos médicos estão sendo feitos para descobrir a causa da infecção e garantir sua plena recuperação.

Informa também que nesta sexta-feira, 2, a partir das 17h, será feita uma corrente de oração pela recuperação dela, no Palácio do Setentriäo e convida amigos e parentes para se fazerem presentes.

Pinochet mandou matar Neruda, diz ex-ajudante

Do Sul 21
 
Nos documentos oficiais do regime do ditador Augusto Pinochet, o poeta chileno Pablo Neruda teria morrido por complicações decorrentes de um câncer de próstata. Não é o que diz Manuel Araya, motorista, ajudante e amigo pessoal de Neruda: para ele, não restam dúvidas de que o poeta foi assassinado. Em declarações a duas emissoras locais de rádio (Cooperativa e Bío Bío de Chile), Araya garante que Neruda foi envenenado com uma injeção fatal na Clínica Santa María, onde estava internado. Segundo a testemunha, o Prêmio Nobel de Literatura (1971) não foi internado lá por estar mal de saúde, e sim como uma medida de segurança. “Pensávamos que na clínica estaria mais seguro. Nunca pensamos que lhe iam dar uma injeção e ele ia morrer”, garante Manuel Araya.

Pablo Neruda foi assassinado a mando de Pinochet, denuncia antigo ajudante (2)

O ajudante de Pablo Neruda conta ter recebido uma ligação do próprio poeta, dizendo que tinham injetado algo em seu estômago e se sentia fraco e com febre. Araya foi então até a clínica, onde um médico pediu que saísse para comprar um determinado remédio. “Eu lhe disse que nós estamos pagando e o medicamento deve ser fornecido por eles”, assegura Araya, que acabou concordando em ir à farmácia comprar o remédio – sendo detido por oficiais da ditadura chilena na rua, horas antes da morte de Pablo Neruda. “Ele estava doente de câncer, mas resistia muito bem. Ele não estava mal, não tinha por que ter morrido”, enfatiza a testemunha, lembrando que Neruda se preparava para viajar ao México – viagem que, insinua Manuel Araya, era indesejável para a ditadura de Pinochet. O Partido Comunista chileno, na figura de seu presidente Guillermo Teillier, já manifestou-se dizendo que é “um dever moral” da sigla exigir uma investigação sobre o assunto. Pablo Neruda também era militante comunista e teve papel político destacado durante o governo de Salvador Allende (1970-1973).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Governador do Amapá reclama de "má vontade" de Edison Lobão com o Amapá


 
Inimigo político do cacique peemedebista José Sarney, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, reclamou da “má vontade” do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), em resolver o problema do seu estado com a dívida da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

Segundo ele, foi encaminhada ao ministério há mais de dois meses uma proposta de passar a empresa para a União, mas até agora não obteve qualquer resposta.

– Existe uma má vontade política no ministério, acho que eles não tem a intenção de ajudar a gente a resolver o problema. Não sei se é uma questão partidária, mas que é uma questão política, eu não tenho a menor dúvida — disse ao Poder Online.

Sarney indica para o INCRA-AP advogada que atuou contra os Capiberibe

Advogado indicada pelo PMDB atuou junto com Fernando Aquino, integrante da Polícia do Senado, que teve o registro cassado pela OAB este ano.
Gilvam Borges ganhou o INCRA-AP como presente natalino de José Sarney

O senador José Sarney(PMDB-AP), presidente do Congresso Nacional, presenteou seu fiel escudeiro, o ex-senador Gilvam Borges (PMDB-AP), com um prêmio de consolação por conta de sua derrota política nas urnas e nos tribunais. Borges perdeu no voto e na justiça o mandato de senador para João Capiberibe, que tomou posse no dia 29 de novembro.
José Sarney articulou nacionalmente a nomeação da advogada Neiva Lúcia da Costa Nunes para a superintendência regional do INCRA-AP. Ela está nomeada desde o dia 15 de novembro, se encontra em Brasília e deve tomar posse esta semana no cargo.
Neiva Lúcia atuou em diversos processos do PMDB-AP contra o PSB, a família Capiberibe e ao lado de Fernando Aurélio de Azevedo Aquino, homem de confiança de Sarney, integrante da Polícia do Senado Federal, que teve seu registro de advogado cassado pelo Conselho Federal da OAB este ano.
Aquino foi acusado de atuar irregularmente na defesa de Sarney nas eleições de 2006 no Amapá, onde vários jornalistas do estado foram censurados e condenados a pagar multas milionárias ao presidente do Senado.
A advogada Neiva Lúcia também atuou na defesa de alguns veículos de comunicação do Sistema Beija-Flor de Rádio e Televisão, que é ligado ao grupo político do ex-senador Gilvam Borges. As ações quase sempre movidas pelo PSB visavam à punição dos veículos que em campanhas eleitorais foram acusados pelos Capiberibe de infringirem a lei eleitoral.
Mas a principal atuação de Neiva Lúcia se deu no processo de cassação eleitoral do casal João e Janete Capiberibe em 2005, numa armação orquestrada pelo PMDB que lhe acusaram de comprar dois votos por 26 reais parcelados. A ação não foi só um atentado contra o casal Capiberibe, mas contra a República, ferindo de morte a nossa Constituição Federal.
Recentemente o ex-senador Gilvam Borges concedeu uma entrevista na TV Tucuju para afirmar que teria sido convidado a assumir o cargo de superintendente do INCRA-AP. Borges afirmou a recusa do convite, mas não dissera que indicou a sua advogada e “amiga pessoal” para o órgão federal, contando com as bênçãos de Sarney.

Diploma de jornalista é idiotice

Gianni Carta, Carta Capital

Como definir o jornalista? “Qualquer um que fizer jornalismo”, responde o escocês Andrew Marr no seu livro My Trade (Pan Books, 2005, 300 págs). Jornalista de mão cheia, ex-editor do diário The Independent e da Economist,  Marr diz quem são as pessoas mais propensas a mergulhar no jornalismo: “bêbados, disléxicos e algumas das pessoas menos confiáveis e mais perversas da Terra”.

Mas há consolo no livro de Marr, consagrado à história do jornalismo britânico. “Tirando o crime organizado, o jornalismo é a mais poderosa e agradável antiprofissão”.

Marr, de 51 anos, causaria um grande alvoroço no Senado brasileiro. Por dois motivos. Primeiro, porque sua ironia seria levada a sério pela maioria dos senadores. Em segundo lugar, Marr formou-se em Letras.

E aí mora o problema.

Marr, iconoclastia à parte, não seria considerado um jornalista pelos senadores brasileiros pelo fato de não ter estudado jornalismo.

O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda constitucional para tornar obrigatório o diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. Haverá outra votação no Senado. Se a emenda for aprovada será analisada pelos deputados.

Claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubará a medida (se aprovada pelos deputados). Em junho de 2009, vale recapitular, o STF acabou com a exigência do diploma para jornalistas. A norma era incompatível com o princípio de liberdade de expressão.

Mas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, não concorda com o STF. “Todas as profissões têm o seu diploma reconhecido, menos o diploma de jornalista, o que é uma incoerência, uma distorção na legislação brasileira”, declarou.

E senadores, precisam de diploma? Nenhum.

Basta ter nacionalidade brasileira e mais de 35 anos de idade. Na França qualquer deputado graduou-se no mínimo em ciências políticas. E isso fica claro nos discursos na Assembleia Nacional e no Senado. Lá fala-se em ideologia partidária, entre outros temas aqui ignorados.

E aqui aproveito para fazer uma sugestão: já que jornalistas precisam, segundo os senadores, de diploma, por que não aplicar a mesma proposta para os senadores brasileiros? Os debates, quiçá, se tornariam mais fecundos.

Certo é que, de forma geral, os colegas formados por universidades de jornalismo a pipocar Brasil afora, quase todos a trabalhar para a mídia ultraconservadora, não têm contribuído para melhorar o nível da mídia.

Os grandes diários brasileiros, com colegas com canudo de jornalista ou não, são ilegíveis. Por exemplo, um dos destaques da Folha de São Paulo na quinta-feira 1º é que a apresentadora Fátima Bernardes “deve deixar a bancada do ‘Jornal Nacional’”. Ela estaria “cansada”.

Eis a questão: o nível das escolas de jornalismo é baixo, ou seriam os patrões que limitam o trabalho de apuração dos repórteres – e principalmente dos colunistas? Seriam as duas coisas? Como dizia o grande jornalista italiano Enzo Biagi (outro que não tinha diploma de jornalista): “Meus únicos patrões sempre foram meus leitores”.

Nos Estados Unidos e na Europa o canudo de jornalista não é necessário para exercer a profissão. Basta um diploma, isto é, uma especialização. Lá é comum estudantes com ambições jornalísticas trabalharem nos jornais das universidades enquanto se formam em história, ciências políticas, economia, etc. Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por exemplo, alunos de diferentes departamentos trabalham no excelente diário Daily Bruin, distribuído gratuitamente no campus e nos bairros em torno de Westwood, onde fica a UCLA.

Na França e no Reino Unido ninguém precisa de diploma de jornalista para trabalhar na mídia. Marr, que especializou-se em literatura inglesa em Cambridge, oferece: “Tudo que o jornalista precisa é ser curioso e saber farejar uma boa história. E mesmo dominando a gramática, só se aprende a escrever escrevendo”.

Vale acrescentar: o jornalismo se aprende indo à rua. “É preciso tirar a bunda da cadeira”, martelava Reali Jr.

O repórter tem de continuar a praticar esse método inclusive para entender o que escreve. Precisa usar os fatos com honestidade, mas ao mesmo tempo tem de entender que o jornalismo tem seus limites, não é uma ciência. Ah, e sempre que possível o senso de humor ajuda. O diploma de jornalista só serve para enfeitar parede.

Randolfe Rodrigues considera inaceitável tratamento dado às autoridades do Amapá pelo MME

Inaceitável. Essa foi a definição do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) para o tratamento recebido por ele, pelo governador do estado, Camilo Capiberibe, o senador João Capiberibe e os deputados Evandro Milhomem, Sebastião Bala Rocha e Luiz Carlos, no Ministério das Minas e Energia, nesta quinta-feira (01).
Empenhados em resolver o problema da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), o governador, senadores e os deputados tentaram uma reunião com o chefe da pasta, ministro, Edson Lobão, o que não foi possível. Foram então, recebidos pelo secretário executivo do ministério, Márcio Zimmermann que teve de abandonar a reunião antes de seu término alegando uma viagem com a presidenta Dilma.
Durante o encontro as autoridades amapaenses tentaram sem sucesso, fazer com que Zimmermann se comprometesse em enviar uma declaração escrita ao estado referente à proposta feita pelo governo amapaense que busca uma solução para a CEA. Há mais de dois meses que essa proposta foi enviada para o MME, que até hoje não se pronunciou.
Segundo o secretário executivo, a carta do governo do estado foi remetida para o Ministério da Fazenda. Isso porque pela proposta feita, a União assumiria o controle da CEA, parte das dívidas e 84,1% da Companhia. O Estado ficaria com 15,8% e as prefeituras, que já são sócias, com o restante. Atualmente, a dívida da CEA é de mais de R$ 1, 5 bilhão. Mesmo assim nenhuma das duas pastas se pronunciou sobre a proposta.
No Twitter o senador manifestou sua indignação com o desrespeito ao governador, senadores e deputados presentes. Na tribuna, Randolfe também pretende fazer o seu protesto com o fato ocorrido nesta manhã.

CEA: Bala Rocha faz apelo pela federalização

Nesta quinta-feira, 1, o Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann e o Secretário do Tesouro, Arno Hugo Augustin Filho, receberam o Governador do Amapá, Camilo Capiberibe, e a Bancada do Amapá, representada pelos Senadores Randolfe Rodrigues (PSOL), João Capiberibe (PSB) e os Deputados Federais Bala Rocha (PDT) e Evandro Milhomem (PDdoB).
Na pauta, a delicada situação financeira da Companhia Energética do Amapá. O Governo Federal acena com um empréstimo via BNDES, proposta rechaçada, pois obrigaria o governo a se endividar para pagar uma dívida, e não para realizar investimentos.
A proposta defendida pelo GEA e Bancada é federalização, opção que transferiria o ônus de mais de R$ 1 bilhão para o Governo Federal. O pedido, feito em agosto, até agora não obteve resposta do MME, sendo este, na avaliação dos políticos, o principal entrave para o avanço das negociações.
Outro problema é a constante interrupção da energia. Zimmermann adiantou que a solução definitiva para este caso é a integração com o sistema, que ocorrerá somente em 2013, por meio do Linhão de Tucuruí.
Confira o discurso do Deputado Federal Bala Rocha (PDT/AP)

Retaliação do PMDB: Sarney não autorizou Lobão a receber Camilo Capiberibe e bancada do AP

Parece que as retaliações de Sarney e do PMDB contra os interesses do Amapá e o governador Camilo Capiberibe começaram essa semana. O ministro Edson Lobão, do Ministério de Minas e Energia se recusou a receber o governador e a bancada federal do Amapá. Lobão é uma indicação pessoal do presidente do Senado José Sarney no governo Dilma.

O chá de banco na bancada federal e no governador tem a intervenção direta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que esta semana sofreu mais uma derrota política para os Capiberibe, depois que foi obrigado a empossar João Capiberibe (PSB) como senador pelo Amapá. Capiberibe estava fora do mandato porque tinha sido barrato pela Lei da Ficha Limpa. Ele substituiu Gilvam Borges (PMDB), principal escudeiro de Sarney na bancada federal.

O ministro Edson Lobão trabalha agora sob o comando do senador Sarney contra a bancada federal e o governador Camilo Capiberibe, com o objetivo de retardar uma solução responsável para a federalização da CEA e que não prejudique o povo do Amapá. 

Lobão defende que o GEA e o povo amapaense banque uma dívida bilionária, fruto da irresponsabilidade do governo passado comandado por Waldez Góes (PDT), aliado político de primeira hora de Sarney e do PMDB.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Milhomem está na lista dos campeões de gastos da Câmara dos Deputados

Apenas um deputado federal envergonha novamente o Amapá nacionalmente. Dessa vez o nome do bendito se chama Evandro Milhomem (PCdoB-AP), que segundo levantamento feito pelo site UOL Política, está entre os três primeiros colocados na lista dos campeões, dentre todos os deputados federais do Brasil que mais gastaram em 2011.

Evandro Milhomem conseguiu gastar R$ 155.200,27 e se destacar nacionalmente, ficandp em 3º lugar num universo de mais de 500 deputados federais de toda a federação brasileira. Confira mais sobre quem são os campões de gastos clicando aqui

Geovane Borges usou verba do Senado para financiar jornal "A Gazeta"

Levantamento feito pelo blog no Portal da Transparência do Senado revela que o uso da verba indenizatória por senadores nem sempre é feito para fins de interesse público ou para atividades parlamentares.

É o que se observa nos gastos feitos pelo ex-senador Geovane Borges (PMDB-AP), suplente que ocupava a vaga de seu irmão Gilvam Borges (PMDB-AP) desde abril de 2011. Os Borges se mantinham no poder por conta da interpretação da justiça eleitoral sobre a Lei da Ficha Limpa, que diretamente atingia o senador João Capiberibe (PSB-AP), que venceu as eleições em 2010 com 130.111 votos e tomou posse nesta terça-feira, 29 de novembro. 

Os gastos de Geovane Borges com a divulgação de atividades parlamentares é exorbitante, aumentando de forma progressiva e os recursos sempre são destinados única e exclusivamente para uma empresa. Registrada no CNPJ º 83.372.292/0002-00, a empresa Quality do Brasil LTDA, detentora do jornal de oposição "A Gazeta", de propriedade do empresário Sillar Assis Jr, foi o único veículo de comunicação que recebeu dinheiro público para supostamente divulgar as atividades parlamentares dos Borges.

Em abril de 2011, no primeiro mês assumido por Geovane Borges no lugar do irmão, o jornal A Gazeta recebeu R$ 4.900,00 reais, no mês de junho R$ 25.000 reais, em julho R$ 12.000 reais, em agosto R$ 21.765,65 reais, em setembro R$ 20.262,98 reais, em outubro 27.633,19  e no último, novembro, antes de sair do mandato, Geovane Borges repassou ao jornal "A Gazeta" a cifra R$  11.589,20 reais.

Observem a variação de gastos que chegam a custear mais de 50% do total da verba indenizatória que pode ser utilizada para diversos serviços, tais como: locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes, divulgação da atividade parlamentar e Passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais.
Isso explica um dos motivos do jornal "A Gazeta" ser um dos ferrenhos opositores da família Capiberibe e do atual governo, contando com a mão amiga de Geovane Borges e do senador José Sarney, ambos do PMDB. O levantamento feito pelo blog desconstrói o discurso de alguns jornalistas de que os veículos de oposição não são financiados pela mão amiga do PMDB e de que existe a famosa independência.