terça-feira, 23 de outubro de 2012

PSB lança manifesto ao povo de Macapá e decide apoiar Clécio pra prefeito


Macapá: PSOL se alia com DEM e partidos de direita e PSTU chama voto nulo

Leia abaixo a nota do PSTU sobre o 2º turno das eleições em Macapá (AP)
 
Aproxima-se o segundo turno das eleições municipais em Macapá (AP). Eleições essas marcadas por um forte financiamento dos ricos aos seus candidatos, além, é claro, da assustadora rejeição ao governo estadual do PSB, transferida para sua candidata Cristina Almeida. Agora, na reta final, se enfrentam Clécio Luís (PSOL) e Roberto Góes (PDT), candidato à reeleição. As duas candidaturas não representam, porém, uma saída para os trabalhadores de Macapá.

O governo municipal do PDT foi marcado por grandes escândalos de corrupção. O PSOL, no entanto, que poderia representar o campo da esquerda resolveu estabelecer não apenas meras alianças com os partidos dos ricos, mas foi além. Resolveu compor governos com eles, como o governo municipal de Santana em que, como anunciado por Robson Rocha (PTB), o PSOL vai compor com o PTB e o DEM. Além, é claro, do governo estadual, que setores internos do PSOL já fazem parte.

Neste cenário desolador em que o segundo turno se dá, Roberto Góes (PDT) nada mais é do que o mais legítimo representante da oligarquia. De outro lado, está Clécio, que resolveu aliar-se aos ricos para defender uma saída burguesa para a grave crise em que Macapá se encontra, tendo como receita as velhas saídas apresentadas pelo DEM, PTB, PCdoB, PSDB, PPS e um longo etc.

Desde a criação do território e depois a transformação em estado, o Amapá vive um eterno revezamento de poder entre oligarquias que buscam o mesmo fim: privilegiar os ricos do estado. Nos últimos anos, podem-se tirar importantes lições. O PDT aprofundou seu projeto de sucateamento da máquina pública com escândalos e mais escândalos de corrupção, e o PSOL demonstrou que não está disposto a romper com esta lógica de dominação.

Sem dúvida, os partidos da esquerda combativa devem cumprir o papel de denunciar, lutar, reivindicar, não se curvar diante do poderio e da acumulação de riqueza, mas infelizmente, ainda que reconheçamos a batalha e obstinação de milhares de militantes honestos do PSOL, é preciso dizer que este partido, seguindo este caminho, deixa de cumprir o papel de ajudar a construir uma sociedade livre de explorados e exploradores.

Diante dessas alianças,
o PSTU não pode chamar o voto no PSOL

Rejeitamos veementemente a candidatura do PDT, pois é uma alternativa da burguesia e da oligarquia, que governará para os ricos se eleito. Tínhamos a intenção de chamar o voto crítico no PSOL, a fim de derrotar o atual prefeito, e já estávamos fechando a nota que anunciaria esse posicionamento quando veio a público a aliança de Clécio com o DEM, PSDB e PTB, fruto de um acordo com o próprio Sarney. Frente a este quadro, ficou totalmente impossível o PSTU chamar o voto em Clécio, pois não podemos estar em uma aliança ou mesmo chamar o voto em um candidato e um governo que será composto pela velha direita oligárquica que, no país, governou junto com FHC.

Lamentamos que estejamos perdendo uma grande oportunidade de mudar Macapá e elegermos uma prefeitura que governe realmente para os trabalhadores e a maioria do povo. Um governo com Sarney e os velhos partidos da direita será uma decepção e seguirá governando segundo os interesses dos ricos e poderosos do estado e da cidade. Por isso o PSTU lamenta essa política desastrosa de alianças do PSOL de Macapá, defendida e avalizada pelo presidente nacional do PSOL, Ivan Valente, e chama os trabalhadores a votar nulo neste segundo turno.

Os dois projetos que hoje se apresentam no segundo turno em Macapá não representam os anseios dos trabalhadores. Nesse sentido, o voto nulo será um ato coerente em defesa da classe trabalhadora e dará um importante recado de que o que queremos é uma Macapá para os trabalhadores!

Declaração da CST-Amapá frente ao segundo turno em Macapá

Considerando:

1) Que concordamos com a nota unitária assinada por cerca de 40% do Diretório Nacional do PSOL, pela maioria das tendências internas, repudiando as alianças efetuadas pela direção do PSOL/Macapá;

2) Que o Diretório Nacional do PSOL anterior às eleições proibiu expressamente alianças com o DEM, PSDB, PTB, dentre outros partidos;

3) Que apesar de declarar na imprensa que não há alianças e sim recebimento de apoios, o próprio programa de TV de Clécio e os vídeos da coletiva de imprensa, desmentem essa versão. Inclusive, a aliança celebrada seria “para governar junto”, com vistas às eleições de 2014;

4) Que a aliança com o DEM, PSDB e PTB, oriundos do bloco político denominado “Harmonia”, significa uma ruptura da fronteira de classe, uma agressão e uma afronta ao projeto do PSOL;

5) Que o PSOL Amapá, Clécio e Randolfe, perderam a oportunidade de apresentar o PSOL como uma real alternativa de mudança para os trabalhadores, ante ao PDT e todos os demais setores da “Harmonia” política, e ao PSB, pois são os blocos políticos que levaram o Estado e a nossa capital, à situação de caos social em que nos encontramos.

6) Que o candidato à reeleição Roberto Góes, o ex-governador Waldez Góes e o seu partido, o PDT, são a principal expressão da política corrupta, elitista, e anti-popular, e que é necessário derrotá-los nas ruas e nas urnas;

7) Que é necessária a defesa incondicional do PSOL como partido coerente e de esquerda, frente à essa agressão;

A CST – Corrente Socialista dos Trabalhadores, uma das tendências fundadoras do PSOL, resolve:

a) Votar criticamente em Clécio, para derrotar Roberto Góes e o PDT;

b) Não fazer campanha ao lado do DEM, PSDB e PTB, os “novos” parceiros de Randolfe e Clécio;

c) Chamar a abnegada militância psolista a repudiar essa política de alianças espúrias e a se unirem conosco na tarefa de defender nosso partido.

Macapá, AP, 21 de Outubro de 2012.

Dorinaldo Malafaia, em nome da Corrente Socialista dos Trabalhadores – CST/PSOL-AP.

Distribuidores de combustíveis garantem que não haverá mais falta do produto no Amapá

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, recebeu nesta segunda-feira, 22, no Palácio do Setentrião, representantes das empresas Petrobras Transporte S/A (Transpetro), Petrobras Distribuidora e Ipiranga. Eles atenderam ao convite do governo estadual para tratar do fornecimento do produto. No encontro, os executivos esclareceram que a crise no abastecimento de gasolina e álcool no Estado ocorreu por causa de logística e que outros estados também passam por situação semelhante.
Conforme os distribuidores, a falta do produto se deu por conta de um conjunto de fatores, que foram: o Estado mais próximo do Amapá que fabrica álcool anidro é o Pará, que diminuiu sua produção; reforma do posto Miramar, de Belém (PA), que está em reparo e abastece as balsas de Macapá e de todo o Pará, o que dificultou a vazão do produto, além e uma alta no consumo. Entretanto, eles garantiram que o problema foi solucionado e que não existe risco de uma nova falta no abastecimento.
Participaram da reunião Paulo Mendes, Loya Rodrigues e Francisco Hildemar, da Petrobras Distribuidora; Márcio Santana, da Transpetro; Carlos Azevedo, Maximilian Modesto, Robson Silva, Maria Lima e Antônio Kohn, da Ipiranga. Além dos representantes das distribuidoras, estiveram no encontro os titulares da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seicom) e Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial (Imap).
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

PSB deve declarar apoio a Clécio

Já dado como certo o apoio do PSB ao candidato Clécio Luis no segundo turno da eleição em Macapá. Dirigentes do PSOL já tiveram conversas neste final de semana com o senador João Capiberibe, presidente estadual do PSB no Amapá para acertar os ponteiros da aliança.

O PSOL pediu apoio das principais lideranças socialistas em Macapá e sabe que o PSB será o fiel da balança para definir a eleição em Macapá. Dirigentes do PSB e PSOL já preparam bandeiras, panfletos e outros materiais de campanha para anunciar a aliança que será publicizada em um grande ato político.

Valor Econômico destaca federalização da CEA: Amapá quer transferir estatal para Eletrobras

Claudia Facchini / Valor
 
O governo do Amapá retomou o processo de recuperação financeira e federalização da distribuidora de energia do Estado, a Companhia Energética do Amapá (CEA), cujo controle deve ser transferido para Eletrobras. A distribuidora acumula uma dívida de R$ 1,1 bilhão, da qual são credores a própria Eletrobras, o Estado do Amapá e a União.
 
Além de não pagar tributos e encargos, a companhia deve cerca de R$ 1 bilhão à Eletronorte, braço da Eletrobras que fornece energia ao Estado. Desde 2006, quando agravaram-se os problemas, a distribuidora amapaense deixou de pagar pela energia. Segundo o presidente da CEA, José Ramalho de Oliveira, as dívidas com a Eletronorte triplicaram nos últimos quatro anos.
 
Amapá, que possui 16 municípios, ainda não está conectado ao Sistema Elétrico Nacional (SIN), o que deverá ocorrer em 2013. Três cidades, entre elas Oiapoque, no extremo Norte do país, são áreas isoladas e não estão sequer ligadas à rede elétrica estadual.
 
O projeto para a federalização da CEA prevê a contratação pelo Estado do Amapá de um empréstimo no valor R$ 1,4 bilhão, que será concedido pela Caixa Econômica Federal com o aval do Tesouro Nacional. Os recursos, que cobrem tanto as dívidas contábeis quanto eventuais ações judiciais, serão utilizados para a quitação das dívidas da distribuidora, o que permitirá que seu controle acionário seja transferido para a Eletrobras.
 
Segundo Oliveira, o governador Camilo Capiberibe (PSB) entregou nesta semana à Assembleia Legislativa os três projetos de lei necessários para federalização da CEA, atendendo às condições impostas pelo governo federal. É esperado que os deputados estaduais votem os projetos, que tramitam em regime de urgência, dentro de 30 dias.
 
O processo de federalização foi suspenso após a decretação pela presidente Dilma Rousseff das Medidas Provisórias 577 e 579. O protocolo de intenções firmado com a Eletrobras precisou ser ajustado para incluir as mudanças no setor elétrico implementadas pelas duas MPs, trabalho que foi concluído agora, explicou Oliveira.
 
Segundo ele, o Amapá passará a ser exportador de energia quando estiverem concluídos importantes projetos geração no Estado, entre eles a construção das hidrelétricas de Santo Antônio, Ferreira Gomes e Cachoeira Caldeirão, além da expansão da usina de Paredão. Esses investimentos elevarão a capacidade instalada do Estado dos atuais 78 MW para 1,1 mil MW.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

João Capiberibe envia relatório sobre crise desabastecimento de combustíveis à ANP, Petrobras e Ipiranga

Veja o relatório enviado à ANP, Petrobras, Ipiranga, sobre o desabastecimento de combustíveis nesta quinta-feira (20) no Amapá, e informações da população, encaminhadas ao Twitter do senador João Capiberibe:
Apesar dos esforços da ANP, Ipiranga e BR Distribuidora, a grave crise de desabastecimento de combustíveis, iniciada há onze dias, persiste nesta quinta-feira (18) no Amapá, afetando o dia a dia dos habitantes de Macapá, capital do Estado, e da vizinha Santana, as duas maiores cidades do Estado, que detém 80% da população, e do Oiapoque, município que faz fronteira com a Guiana Francesa, um departamento de Estado da França.
A situação continua gerando graves prejuízos à economia local, apesar da chegada de uma balsa com cerca de 1,5 milhão de litros de Gasolina C (pronta para consumo) e da promessa que outras duas embarcações deverão chegar sábado (20), o problema está longe de ser resolvido.
Pelo Twitter, os moradores têm atualizado as informações das ocorrências desta quinta-feira (18), inclusive com fotos do problema, que lhes repassamos para que tenham ciência dos acontecimentos:
Renato ‏@RenatoSalviano
@joaocapi RT @StefaniiAzevedo: que triste a nossa realidade. Fui ali na fila do posto com a mãe. Vi pessoas dormindo no papelão, amanhecidos
Elber Cordeiro ‏@Elber_Cordeiro
@joaocapi tá horrível 4 quadra d espera....
Marcio Marcello ‏@marciomarcello
@joaocapi A coisa tá pra lá de feia aqui em Ferreira Gomes. A fila no único posto é colossal. pic.twitter.com/qy7SJee5
Retweetado por joão Capiberibe
Chico Bruno ‏@SitioChicoBruno
@joaocapi Manchete do dia: Zero Hora - Escassez força gaúchos a usar gasolina aditivada http://www.chicobruno.com.br/noticia.php ?
Elton e VOTO NULO ‏@eltonvalentim
Posto ao lado da ABB RT @joaocapi: Peço que continuem enviando informações sobre as filas. pic.twitter.com/lxHYYtg5
Retweetado por joão Capiberibe
Alexandre Almeida ‏@alxcaal
@joaocapi o posto da feliciano coelho com hidelmar maia a fila já dá volta no quarteirão. O mesmo no da antonio coelho com S. Dumont.
Luiz Osvaldo (Fox) ‏@foxluiz
@joaocapi pessoas ja estão deixando seus carros na fila e indo trabalhar a pé. Sem previsão de chegar.
Azevedo ‏@jazevedooyk
@joaocapi lembra do Oiapoque, todos estão sem combustíveis
Elson Correia Filho ‏@ecorreiafilho
@joaocapi corrigindo a informação, aqui no posto do mando, chegaram 18000 litros. Normalizando o abastecimento.
Michelle Maria ‏@MichelleMaria14
@joaocapi Bom dia, as filas estão formadas desde cedinho e nada de gasolina.
Elson Correia Filho ‏@ecorreiafilho
@joaocapi bom dia Capi. Aqui em Laranjal, tb falta...
Ediluci Malcher ‏@ediluci_tostes
@joaocapi ontem a noite não tinha gasolina depois das 22 hs em posto nenhum e agora nos postos por onde passei a fila já está grande.
Plácido de Assis ‏@placidoassis_
@joaocapi Teve gente que deixou seu carro madrugando no posto de gasolina!
Fábio Muniz ‏@FabioMunizz
@joaocapi estava mais cedo as 06:30, postos vazios sem gasolina.
Renato Martel ‏@renato_martel
@joaocapi Bom dia, as filas continuam enormes e os postos sem gasolina!
Ronaldo Miranda ‏@rgmiranda
@joaocapi Capi, quando o combustível chega, é distribuído em apenas alguns postos. Isso concentra a demanda, gerando filas muito grandes.
Ronaldo Miranda ‏@rgmiranda
@joaocapi Quando chegar a próxima carga, tem que ser distribuído melhor, em postos de Santana, e nas zonas norte e sul de Macapá.
wilson oliveira ‏@wilson22ap
@joaocapi claro esse dois q citei estão sem combustivel fila pra esperar a chegada do mesmo.
Dannilo Beleza ‏@DnBeleza
Sim, o de Santana 100 reais por pessoa e o do Zerao 70 reais!RT @joaocapi: @DnBeleza Esse posto está abastecendo?
Jardel Nunes ‏@JAdailton
@joaocapi As filas continuam em macapá e aqui em Santana.

Segundo turno em Macapá: Lula pede voto para ex-preso por um “novo Brasil”

Do blog do Fernando Rodrigues
 
Chamou a atenção na noite de hoje (18.out.2012) a propaganda política do candidato à reeleição como prefeito de Macapá Roberto Góes (PDT). Surgiu na tela o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo o seguinte:
 
Aqui em Macapá, apoio o Roberto para prefeito. Porque é preciso que toda cidade seja um pequeno pedaço do novo Brasil que estamos construindo. Um Brasil forte e cheio de vida, onde as pessoas caminham com uma confiança cada vez maior para realização dos seus sonhos. E para que este Brasil continue melhorando, é necessário garantir o avanço de cada município brasileiro. Por isso, dia 28, vote 12. Vote Roberto”.
Góes foi preso em dezembro de 2010 pela Polícia Federal no âmbito Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, que investigava um suposto esquema de desvio de verbas federais no Amapá por políticos, funcionários públicos e empresários do Estado.
Roberto Góes recentemente também tentou impedir, na Justiça, que a mídia noticiasse o episódio de sua prisão.
Em resumo, Lula está apoiando em Macapá um prefeito que foi preso em 2010 e que tenta impedir na Justiça notícias a esse respeito.
O outro candidato a prefeito no segundo turno em Macapá é Clécio Luis (PSOL). Veja o vídeo.

Governo irá acionar LMS na justiça por conta do atraso salarial dos vigilantes

Nota de Esclarecimento
 
O Governo do Amapá (GEA), por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Tesouro (Seplan), vem a público esclarecer que cumpre rigorosamente os termos do contrato com a empresa "LMS" de vigilância, a qual presta serviço à Secretaria de Estado da Educação (Seed).
Por essa razão, o Governo do Estado acionará judicialmente a referida empresa para que cumpra com suas obrigações contratuais, pagando em dia o salário dos seus funcionários.

PSB discute diretrizes partidárias com novos vereadores e prefeitos eleitos em 2012

O senador João Alberto Rodrigues Capiberibe, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), promove nesta sexta-feira (19) das 14hs às 18hs no auditório do Centro Franco-Amapaense, reunião com presidentes dos Diretórios Municipais e candidatos eleitos da legenda nas eleições de 2012.
O objetivo do encontro será definir as diretrizes partidárias que os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores defenderão em seus mandatos de quatro anos com início de janeiro de 2013.
No evento o senador João Capiberibe ministrará palestrar certificada com abordagem nas Leis 131/2009 (Lei da Transparência) de sua autoria e 12.527/2011 (Lei de Acesso à informação).
Participará também da reunião o governador do Estado Camilo Capiberibe; a deputada federal Janete Capiberibe e os deputados estaduais Agnaldo Balieiro e Cristina Almeida.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Randolfe minimiza a "crise" nacional com o PSol


Diário do Amapá

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) minimizou, ontem, a manifestação de lideranças nacionais do partido contra o apoio que a candidatura a prefeito de Clécio Luís recebe da coligação DEM-PTB-PSDB em Macapá.

“Isso é um problema já resolvido”, disse o senador Randolfe, qualificando a manifestação das lideranças psolistas como o direito que qualquer pessoa tem de divergir.

Randolfe Rodrigues garantiu que a direção nacional do Psol é solidária à campanha que a sigla faz em Macapá na disputa pela prefeitura em eleição de segundo turno. “Temos a confiança da direção nacional do nosso partido”, ilustrou o senador.

Para o parlamentar, a manifestação de colegas seus de partido é uma falsa polêmica “daqueles que vão perder os privilégios na Prefeitura Municipal de Macapá.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Corrente nacional de Randolfe no PSOL afirma que aliança com DEM, PTB e PSDB foi costurada por Randolfe, Sarney e Lucas

"...Em dezembro de 2011,houve uma reunião na casa de Sarney no Amapá,nunca negada e sempre mal explicada,entre Sarney,Randolfe e Lucas do PTB.Depois já no primeiro trimestre de 2012,uma reunião entre dirigentes do PSOL (Clécio e Randolfe) e os partidos direitistas PSDB e PPS sobre o qual o PSDB lançou nota a imprensa dizendo que os três partidos tinham feito um compromisso de aliança...."
(Ação Popular Socialista-APS, corrente interna o qual Senador Randolfe faz parte no PSOL.)
Leia a integra abaixo da resolução de 15 de outubro de 2012

Resolução sobre o PSOL nas eleições municipais de 2012 e o segundo turno
Executiva Nacional da APS - Ação Popular Socialista
15 de outubro de 2012

1. O primeiro turno das eleições municipais realizadas em todo o país não trouxe alterações importantes na correlação de forças geral presente na sociedade e no estado, pois o bloco de poder continua com seus dois principais parceiros político-partidários (o encabeçado pelo PT e aquele dirigido por DEM-PSDB). Ambos continuam sendo sustentáculos dos interesses do capital financeiro, dos monopólios privados, do setor primário exportador especialmente a mineração e o agronegócio, e setores do chamado grande “capital produtivo”. Uma análise mais cuidadosa é necessária e requer um balanço mais sistemático, o que faremos no segundo turno, pois seus resultados podem apresentar nuances relevantes.
 
2. No que diz respeito a nosso partido, o primeiro turno das eleições municipais de 2012 mostra um resultado positivo para o PSOL. O Partido Socialismo e Liberdade sai como um partido política e eleitoralmente vitorioso. Sai politicamente mais respeitado, amplia sua votação e sua bancada de vereadores, elege seu primeiro prefeito e vai ao segundo turno em duas capitais. Isto foi viabilizado em parte pela ação do próprio partido, dentro de uma conjuntura internacional e nacional de crise estrutural do capitalismo e de retomada da resistência indígena, negra, feminista, ecossocialista e popular e de afirmação nacional do PSOL como um partido de oposição programática de esquerda ao governo Lula/Dilma e à direita conservadora “tradicional” representada principalmente pelo campo do DEM/PSDB.

Capiberibe e ANP afirmam que escassez de gasolina no Amapá está perto do fim


Por Sizan Luis
 
Até a segunda, 22, deverá estar normalizada a distribuição do combustível no Amapá. Até o sábado, 20, chegarão 4 milhões e 200 mil litros de gasolina ao estado. Na terça, 16, chegaram ao Amapá 1,5 milhão de litros de gasolina tipo “C” da BR Distribuidora pronta para o consumo. Nesta quinta, 18, devem chegar outros 1,5 milhões de litros da Ipiranga e no sábado, 20, mais R$ 1,2 milhão da BR Distribuidora. 

A informação foi dada ontem, 16, ao senador João Capiberibe e ratificada pelo chefe do escritório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Brasília, Manoel Policarpo Neto, em reunião com a Bancada do Amapá, hoje pela manhã, informa a deputada federal Janete Capiberibe (PSB). Policarpo destacou a atuação de Capiberibe para equacionar o problema e distribuiu aos parlamentares as informações cobradas pelo senador.

O chefe do escritório da ANP em Brasília disse que uma falha na logística das distribuidoras provocou o desabastecimento. As distribuidoras alegam que a falta de combustível no Amapá aconteceu por conta das obras no porto de Miramar e do Círio de Nazaré, em Belém, quando aumenta o consumo de gasolina na cidade. E foi categórico: “o governador não é culpado, nem deputados, nem senadores, nem o gerente do posto”.

A deputada Janete Capiberibe relata que a Bancada do Amapá reforçou o pedido do senador Capiberibe para que a ANP fiscalize os motivos que levaram à escassez, além determinar às distribuidoras que adotem soluções a médio e longo prazos para evitar novos episódios de escassez. Um dos investimentos necessários é a ampliação da base de armazenamento de combustíveis.  Outra saída é o transbordo no Porto de Santana, e não no de Miramar, como ocorre hoje, e onde as obras do PAC prejudicam a logística de distribuição.

O senador João Capiberibe, que desde a segunda-feira, 15, cobra providências dos órgãos federais, recebeu mensagem da presidenta da Petrobrás, Graça Foster, informando sobre o esforço da BR Distribuidora para suprir a demanda de combustível no Amapá. Segundo ela, o fornecimento da estatal está 80% maior.

MPE descobre “funcionário fantasma” na Assembleia Legislativa

Após concluir nova investigação, o Ministério Público Estadual – MPE/AP oferta denúncia contra o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Amapá – ALAP, deputado Moisés Souza e o ex-primeiro secretário da mesa diretora, deputado Edinho Duarte. Ambos acusados de formação de quadrilha e peculato. Os parlamentares são apontados como responsáveis pela contratação e pagamento de “funcionário fantasma”.

Dois servidores da Casa também foram acusados: Lindeberg Abel (ex-chefe de gabinete) e Edmundo Tork (ex-secretário de finanças). Para o promotor Afonso Guimarães, que está auxiliando na Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Público de Macapá, os quatro, em atuação conjunta, causaram prejuízo aos cofres públicos no exercício de suas funções.

Em julho deste ano, o MPE foi acionado por uma cidadã (A.I.N.O), que procurou a instituição para relatar uma possível irregularidade. Em seu depoimento, disse ter tomado conhecimento que seu irmão (P.A.N.O) estaria na folha de pagamento da Assembleia Legislativa. Relatou ainda, ter estranhado o fato, pois seu irmão, aposentado por invalidez, em decorrência de problemas neurológicos, não tem condições de exercer qualquer atividade laboral.

Jornal O Globo: PSOL racha após apoio do DEM a candidato em Macapá

Juliana Castro
 
RIO — Na disputa pela prefeitura de Macapá, o candidato Clécio Luís (PSOL) recebeu neste segundo turno apoio do DEM e de parte do PSDB, o que gerou forte reação de setores de seu partido. Nesta terça-feira, 35 membros da sigla — muitos deles integrantes da Executiva Nacional — divulgaram nota repudiando a adesão de políticos dos dois partidos.
 
“O PSOL de todo o país, que acabou de brilhar com uma campanha eleitoral de esquerda, não merece uma agressão como esta que está sendo feita contra ele”, afirma a nota.
 
— Nós que assinamos a nota estamos indignados diante do que acontece no PSOL de Macapá. É inaceitável qualquer apoio da direita. O partido deveria rejeitar — disse a ex-deputada federal Luciana Genro.
 
Também assinou o texto o ex-deputado federal João Batista Oliveira de Araújo, o Babá, que, junto a Luciana e a ex-senadora Heloísa Helena, foram alguns dos fundadores do PSOL, após serem expulsos do PT. Em nota, o Diretório do PSOL no Ceará também repudiou a aliança e a classificou como “irresponsável, suicida, absurda e injustificável”.
 
Em julho, a direção nacional do PSOL proibiu alianças com PSDB, DEM, PMDB, PR, PTB, PSD, PRB e PP. Os acordos não seriam aceitos porque “são instituições orgânicas do grande capital e configuram-se como um bloco conservador de sustentação ao regime político atual”.
 
Clécio disputa o segundo turno contra o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), preso em dezembro de 2010 em um desdobramento da Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, e solto dois meses depois. No primeiro turno, o pedetista obteve 40,18% dos votos válidos, contra 27,89% de Clécio.
 
Em texto enviado a companheiros do partido, Clécio justifica as adesões a sua candidatura.
 
— Antes de qualquer nota, deveriam ter conhecimento dos fatos. Não acho uma atitude companheira atacar primeiro e perguntar depois — disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos coordenadores da campanha de Clésio.— Não posso dizer dizer para ninguém: “Eu não quero seu apoio”.
 
O presidente do PSOL, deputado federal Ivan Valente (SP), disse que rejeitar a adesão “seria uma medida pouco inteligente”, mas ponderou que os filiados no Amapá deveriam ter consultado a direção nacional:
 
— A criação dessa celeuma a dez dias da eleição é negativa. Poderíamos tratar (do assunto) internamente.

Ainda sobre a aliança PSOL e DEM

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é coisa - Ricardo Santos
 
A matéria da Folha de São Paulo, assinada pela jornalista Natália Peixoto, traz uma revelação interessante sobre a personalidade do senador Randolfe Rodrigues e seus argumentos para justificar suas alianças com partidos totalmente contrários a filosofia da legenda da qual ele faz parte.

Mas, vamos aos fatos: ignorando a inteligência do povo amapaense ele disse a jornalista (sic) " que o DEM não tomou nenhuma deliberação de apoio ao PSOL, o que houve foi uma adesão pessoal do candidato", e que "uma coisa é apoio independente, individual, outra coisa é apoio pragmático, o que não houve."

Ocorre que o deputado Davi Alcolumbre é presidente do diretório estadual do DEM no Amapá, cujo comando ocorreu após uma jogada de mestre, que tirou os Barcellos do comando da legenda do Estado.

Então, seguindo a teoria do senador, é perfeitamente natural um político se aliar a um bandido, o que não legal é se aliar a quadrilha da qual o bandido faz parte.

O fato é que acabei de ter mais uma desilusão na política. No inicio da década de 90, quando Randolfe se chamava Randolphe estive ao lado dele, como centenas de estudantes lutando pelo passe livre, acompanhei de longe sua trajetória política na Assessoria da Juventude e depois como deputado estadual.

No entanto, o poder subiu-lhe a cabeça e hoje ele se tornou igual aos que ele criticava. Como o senador gosta de citar poesia término este texto com os versos de Cazuza, que lhe cai como uma luva: "aquele garoto que ia mudar o mundo agora assiste a tudo em cima do muro."
*Ricardo Santos é comerciário e estudante de Publicidade

GEA contém aumento do valor da gasolina e avalia concessão para garantir armazenamento

Preocupado com a falta de combustível que formou filas nos postos de Macapá e Santana, o Governo do Estado vem tomando medidas para reduzir os prejuízos para a população. Já na tarde desta terça-feira, 16, os postos começaram a ser abastecidos com 1,5 milhão de gasolina.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) trabalha para que a crise nacional não afete mais o Amapá por falta de local para armazenamento. A solução continua a ser discutida nesta quarta-feira, 17, em uma reunião entre o Governo do Estado, Ministérios Públicos Estadual e Federal e empresários do setor.
Desde a última segunda-feira, 8, os amapaenses sofrem com a falta de gasolina e de álcool anidro, aditivo de combustível usado no composto. De acordo com o secretário da Indústria, José Reinaldo, há um contexto de desabastecimento em nível nacional, mas no Amapá a dificuldade é maior por fatores como distância e falta de local para armazenar o combustível.
"Somos muito afetados, além de carência de álcool anidro, que impossibilita a venda da gasolina, as balsas demoram dias para chegar, a quantidade de gasolina não está sendo suficiente e quando tem, não há como armazenar", disse o secretário.

Projetos de lei que autorizam transferência da CEA para a União são encaminhados à AL/AP

O governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe, encaminhou nesta terça-feira, 16, para a Assembleia Legislativa do Amapá (AL/AP) os projetos de lei que autorizam a transferência do controle acionário da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) para a Eletrobras. Os projetos deverão ser analisados e votados pelo legislativo estadual, cuja aprovação é necessária para que o Governo do Estado do Amapá (GEA) possa efetuar junto ao governo federal o processo de federalização da estatal amapaense.
A transferência de até 100% das ações do Estado para a União é um dos itens inclusos nos 3 projetos de lei constantes do protocolo de intenções que dará início à federalização da CEA. A documentação foi preparada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) que faz parte, junto com a CEA e a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Tesouro (Seplan), do Grupo de Trabalho criado e coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para tratar da federalização e que conta ainda com integrantes da Secretaria do Tesouro Nacional e Eletrobras.
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tá na Folha: Dirigentes do PSOL criticam apoio do DEM a candiadato do partido no AP

NATÁLIA PEIXOTOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
 
Nota assinada por lideranças do PSOL chama de "agressão" a aliança entre o candidato do partido que disputa o segundo turno em Macapá (AP) e o candidato derrotado Davi Alcolumbre, do DEM, em coligação com PSDB e do PTB.
 
 
O texto, assinado por 34 dirigentes do partido, é direcionado ao presidente nacional da sigla, deputado Ivan Valente (PSOL-SP), exigindo que o partido se posicione sobre a aliança que contraria as orientações nacionais da sigla. Entre os líderes do partido que assinam a nota estão Carlos Gianazzi (SP), Luciana Genro (RS) e João Batista Babá (RJ).
 
"Se esta aliança se mantiver, representará uma mancha que envergonhará e indignará todo o PSOL; obviamente, não se trata de um assunto do PSOL do Amapá apenas", diz a nota.
 
Ivan Valente afirma que houve um mal entendido sobre o anúncio de Alcolumbre, que declarou uma "adesão" à candidatura de Clécio, e não uma aliança.
 
"Adesões podem ser recebidas, desde que não criem impacto negativo para o partido", disse.
 
O DEM não está no "arco" de partidos dos quais o PSOL permite acordos, o que gerou a polêmica. Valente critica a divulgação de questões internas por parte de seus militantes, que, para ele, deveriam ser discutidas antes de se tornarem públicas.
 
O presidente do PSOL diz que o importante é que Clécio confirmou que não há "concessão ou negociação para cargos numa futura composição", o que o candidato reafirmou em nota após o anúncio do candidato do DEM.
 
"Não há qualquer tipo de cessão programática a qualquer um dos candidatos que manifestaram apoiar nossa candidatura no segundo turno", declarou Clécio.
 
COMUNICAÇÃO
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a quem a nota atribuiu a declaração de que o apoio de Alcolumbre não é apenas "uma aliança política, e sim um caminho novo para a política no Amapá", nega que haja qualquer acordo com o candidato do DEM.
 
"O DEM não tomou nenhuma deliberação de apoio ao PSOL, o que houve foi uma adesão pessoal do candidato", disse. "Uma coisa é apoio independente, individual, outra coisa é apoio pragmático, o que não houve."
 
Radolfe criticou a falta de comunicação interna do partido, que se pautou por informações divulgadas com "impropriedades". "Um simples telefonema lá para Macapá esclarecia isso."
 
A reportagem não conseguiu contato com a campanha de Clécio.

NOTA AO PSOL SOBRE AS ALIANÇAS NO SEGUNDO TURNO EM MACAPÁ

Nas eleições de 7 de outubro, o PSOL conquistou uma vitória política indiscutível.
Apresentando-se pela esquerda, o partido ampliou de forma muito significativa suas votações; elegeu um prefeito (no município de Itaocara, no estado do Rio de Janeiro), passou ao segundo turno em duas capitais – Belém e Macapá – e obteve grandes votações em outras capitais e nas maiores cidades (com destaque para Rio de Janeiro, Fortaleza, Florianópolis, Niterói) e vitórias políticas importantes como em Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Maceió e Natal; ampliou de forma expressiva sua bancada de vereadores. Tudo isto, apresentando-se pela esquerda, demarcando tanto com os partidos da direita tradicional como com o bloco dos apoiadores do governo federal.

É neste quadro que fomos surpreendidos pelas informações sobre as alianças que estão sendo articuladas para o segundo turno em Macapá. Diversos órgãos de imprensa do Amapá divulgaram, no dia 12/10, a realização de um ato político em que o candidato a prefeito pelo DEM e pela coligação “Macapá Melhor” (DEM-PTB-PSDB-PRP), o deputado federal Davi Alcolumbre, apoiou Clécio Luís (PSOL), selando uma aliança. O Candidato do DEM declarou que “nossas propostas foram incorporadas ao plano de governo de Clécio”. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL) declarou que esta não é apenas “uma aliança política, e sim um caminho novo para a política no Amapá; é uma aliança para ganhar a Prefeitura no último domingo deste outubro, mas é também para governar em conjunto, unindo ideias e propostas de Clécio e demais lideres para Macapá dar a volta por cima”.

Estiveram presentes os principais representantes no Amapá do DEM, do PTB e do PSDB. Um dos representantes do PTB presentes foi o vereador eleito Lucas Barreto, candidato ao governo do Amapá em 2010, quando foi apoiado por Clécio e Randolfe, na contra-mão do PSOL nacional. Outro presente foi o prefeito eleito de Santana, Robson Rocha (PTB), candidato que recebeu o apoio público do senador Randolfe Rodrigues desde o primeiro turno. E também o presidente do PSDB, Jorge Amanajás, que já tinha dado apoio a Clécio desde o primeiro turno. Todas estas lideranças destes três partidos são ligadas a José Sarney.

Três dias depois da divulgação destas informações, o companheiro Clécio Luís enviou uma “Mensagem às companheiras e companheiros do Partido Socialismo e Liberdade” em que, no fundamental, confirma as informações divulgadas pela imprensa do Amapá.

Ora, o PSOL de todo o país, que acabou de brilhar com uma campanha eleitoral de esquerda, não merece uma agressão como esta que está sendo feita contra ele. É evidente que a candidatura a prefeito de um deputado federal do DEM, apoiada por DEM, PTB e PSDB, só pode ser uma candidatura de direita, da qual não devemos buscar o apoio, e com a qual, muito menos, podemos fazer qualquer aliança programática. Tampouco faz nenhum sentido fazer com estes partidos uma “aliança pela moralidade”. DEM, PTB e PSDB estão na lista de partidos com os quais o DN do PSOL proibiu qualquer aliança nas eleições de 2012. Se esta aliança se mantiver, representará uma mancha que envergonhará e indignará todo o PSOL; obviamente, não se trata de um assunto do PSOL do Amapá apenas.


Um partido cuja razão de ser é representar uma alternativa de esquerda à adaptação da maior parte da antiga esquerda brasileira ao social-liberalismo não pode tolerar esta aliança em Macapá, sob pena de se desmoralizar e de comprometer todo o seu discurso político. A desastrada política encaminhada em Macapá deve ser revertida, ou os responsáveis por ela deverão ser sancionados pelo partido. Se não adequarem sua atuação à linha do partido, não deverão ter lugar nas suas fileiras.

Por meio desta nota, nós, dirigentes nacionais do PSOL, manifestamos nosso total desacordo com o apoio do DEM, do PSDB e do PTB ao candidato de nosso partido à prefeitura de Macapá. O apoio destes partidos, mesmo no segundo turno nestas eleições municipais, não é bem vindo, já que representam forças de direita com as quais não queremos nenhum tipo de proximidade política.

Para que possamos oficializar esta posição como posição do partido, reivindicamos que o presidente nacional do PSOL, deputado Ivan Valente, não apenas se pronuncie sobre o assunto (afinal, cabe à Executiva Nacional e, em especial ao seu presidente, garantir o cumprimento das decisões do Congresso e do DN), como também convoque imediatamente a Executiva Nacional para deliberar. Caso isso não ocorra, os signatários desta nota utilizarão os meios estatutários para garantir a defesa do partido.

16 de outubro de 2012

André Ferrari

Antônio Neto

Brice Bragato

Camila Valadão

Carlos Gianazzi

Daniela Conte

Douglas Diniz

Eduardo D’ Albegaria

Fernanda Melchiona

Fernando Silva (Tostão)

Gelsimar Gonzaga (Prefeito eleito de Itaocara-RJ)

Israel Dutra

João Batista Babá

João Machado

João Alfredo

Jorge Almeida

José Campos

Juliana Fiuza

Leandro Recife

Luciana Genro

Mariana Riscali

Mario Agra

Michel Oliveira

Nancy Oliveira

Nonato Masson

Pedro Fuentes

Pedro Maia

Raul Marcelo

Roberto Robaina

Sandro Pimentel

Silvia Santos

Tárzia Medeiros

Veraci Alimandro

Zilmar Alverita