segunda-feira, 12 de maio de 2014

Emissoras de Gilvam tentam colocar todos na lama, mas MP desmente envolvimento de primeira-dama em esquema de Marba

Redação | MZ

Tão logo a reportagem do Fantástico foi exibida neste domingo, 11, abordando as extorsões praticadas por Luciano Marba, da empresa L.M.S., começou a circular nas emissoras do Sistema Beija-Flor e nas redes sociais que existia um vídeo envolvendo a primeira-dama do Estado, Cláudia Camargo Capiberibe, na prática criminosa.
Em relação a esse assunto, o promotor responsável pelo caso, Adauto Barbosa, afirmou, em entrevista ao jornal O Estado é Notícia, que não existe nenhuma evidência a respeito disso. "Numa situação dessa é muito fácil atirar para todos os lados", comentou.

O promotor foi enfático ao declarar que, se tivesse algo, ele seria o primeiro a denunciar, como fez nos governos anteriores quando esposas e sogras de ex-governadores praticaram irregularidades administrativas.
Confira a íntegra da entrevista concedida ao O Estado é Notícia
Repórter Ney Pantaleão
Circula desde a manhã de hoje um vídeo onde o Ediberto, marido da ex-secretária de Educação, ele acaba afirmando após uma pergunta feita supostamente pelo empresário Luciano Marba, de que quem opera esse esquema de propina dentro do Governo do Estado chama-se Cláudia Camargo Capiberibe. O senhor tem conhecimento desse fato?
Promotor Adauto Barbosa
Não tem nenhuma evidência a respeito disso... nenhuma, nenhuma. É muito fácil atirar para todos os lados numa situação dessa. Geralmente, isso é comportamento de pessoas mal orientadas. Operadores do direito, que têm mais traquejo, não atiram para todos os lados. Ele procura desconstruir ou desconstituir todas as provas que o Ministério Público conseguiu levantar. Agora, imputar à esposa do governador condutas criminosas que nós identificamos com muita clareza quem pagava e quem recebia, é um despropósito. Em toda a documentação que o Ministério Público conseguiu apurar, não tem nenhuma, nenhuma, nenhuma, evidência nesse sentido, até porque, se tivesse, eu seria o primeiro a dizer. 
Como eu fiz nas vezes anteriores, nos governos anteriores, quando eu vi envolvimento de esposa de governador, quando eu vi envolvimento de sogra de governador, também com irregularidades administrativas, eu sempre disse. Mas nós precisamos ter muita segurança para fazer essas afirmações porque, neste caso, nem evidência temos a respeito disso.

Deu no Fantástico: Concorrências públicas do Amapá são manipuladas com suborno

O empresário Luciano Marba confessou pagamento de propina pra servidores corruptos da Seed
Um imenso esquema de notas fiscais frias levou a Justiça a bloquear bens de 21 dos 24 deputados estaduais do Amapá. Tem até compra de ração para cachorro nas despesas parlamentares.
A reportagem especial começa mostrando flagrantes de corrupção, em dinheiro vivo. Quem registrou a entrega do dinheiro a um servidor público foi o próprio empresário que pretendia se dar bem.
“Estou indo agora, mais uma vez, entregar o dinheiro. Depois vocês vão ver a sequência desses capítulos”. Quem diz isso é o empresário Luciano Marba, dono de uma firma de vigilância que, desde 2010, presta serviço ao governo do Amapá. Ele está levando dinheiro para corromper um funcionário público da capital e faz questão de gravar tudo. (Veja no vídeo acima)
Dentro do carro, Luciano e um funcionário dele conversam com um assessor da Secretaria de Educação. O objetivo é garantir que a empresa da qual é dono continue prestando serviço de vigilância à secretaria.
O estado iria abrir uma licitação e a firma de Luciano poderia perder a disputa. A certa altura da conversa, Luciano dá o valor da propina: “Deixa só eu te falar aí: eu consegui 15”. Ele quer dizer R$ 15 mil.

Depois, o funcionário dele entrega dois maços de dinheiro. Quem recebe é Bruno da Costa Nascimento, que, segundo o Ministério Público, era assessor da Secretaria de Educação na época em que o vídeo foi gravado.

Bruno garante que já está tudo acertado: “Nossa parte vai ser feita. Faça a sua, que a nossa vai ser feita”.
O valor do contrato passa de R$ 40 milhões por ano. “É o maior contrato do estado em termos de tamanho, de prestação e em termos de volume financeiro também é o maior contrato”, diz Antonio Cléber dos Santos, procurador-geral do Amapá. 
O vídeo foi gravado em fevereiro de 2013. Um ano antes, o empresário tinha gravado outra entrega de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, Edilberto Pontes Silva, marido da então secretaria estadual de Educação, Miriam Alves Correa, recebeu R$ 100 mil. “Isso é um crime com o objetivo de deixar que a empresa continue no contrato e para não permitir que o estado do Amapá faça licitação”, afirma o procurador-geral.
Com informações privilegiadas, Luciano teria condições de barrar a licitação na Justiça para que a empresa dele continuasse sendo a única prestando o serviço de segurança para a secretaria.
Os vídeos foram descobertos durante a investigação do Ministério Público em uma operação de busca e apreensão na casa do empresário. Luciano confirma ter gravado os vídeos e se diz vítima de extorsão, praticada por funcionários públicos.
“Fui obrigado a pagar porque eles iam conseguir a falência da minha empresa. Você vira refém na mão dessas pessoas que têm mais poder que você”, diz ele.
O Fantástico foi até a casa a ex-secretária estadual de Educação, Miriam Alves Correia, e do marido dela, Edilberto Pontes Silva, mas eles não receberam nossa equipe nem retornaram as ligações.
Já Bruno da Costa Nascimento disse ao Fantástico que recebeu dinheiro de Luciano porque prestava serviço particular ao empresário: “Todo o dinheiro do Luciano Marba que eu recebia era pagamento dos meu honorários advocatícios que fazia consultoria particular, algumas audiências trabalhistas, sempre acompanhei isso. Por isso, recebi meus honorários particularmente, nada de governo”.
“Dizem que os criminosos são inteligentes, mas aqui e acolá a gente encontra um com baixa inteligência, mas que, pelo menos, ajudam o poder público a investigá-los e a provar contra eles, porque, raramente, se encontra um corruptor filmando a entrega do dinheiro”, afirma Afonso Guimarães, promotor do Ministério Público de Amapá.
Deputada estadual Telma Gurgel (PR),  matriarca do Clã Gurgel que comanda o PR, que tem como candidata ao governo a sua nora e vereadora da capital Aline Gurgel, também é citada em suposto esquema de uso indevido de recursos da Assembléia Legislativa
JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DE 21 DOS 24 DEPUTADOS ESTADUAIS DO AMAPÁ
 
A deputada que bota a mão sobre a lente da câmera do Fantástico no vídeo acima se recusa a explicar o envolvimento dela no maior escândalo da história da Assembleia Legislativa do Amapá. Os bens dela e de outros 20 deputados estaduais foram bloqueados pela Justiça.

Do total de 24 parlamentares, só três escaparam. Dois, porque morreram durante a investigação. E as provas contra a deputada Cristina Almeida ainda não foram analisadas.
São 100 mil indícios reunidos pelo Ministério Público, uma montanha de notas fiscais apresentadas pelos parlamentares para justificar despesas de todo tipo, inclusive, de ração para cachorro. Segundo os promotores, a maioria das notas é falsificada.

“Não imaginávamos fosse cometer erros tão grosseiros, de valores altíssimos, para justificar as despesas por eles realizadas”, diz o promotor Adauto Barbosa.

A investigação começa no bufê do Valdir. De acordo com as notas apresentadas pelos deputados, eles teriam comprado no local R$ 1 milhão em refeições. Isso em menos de 10 meses. “Para os deputados que estão envolvidos nas notas fiscais falsas, eu não trabalhei para nenhum”, ele diz.
Com a nota de número 315, por exemplo, o deputado Agnaldo Balieiro recebeu reembolso de R$ 5.250 da assembleia. Só que a verdadeira, de número 315, está em branco. Ainda não foi usada.
Próximo destino é uma loja de aparelhos eletrônicos. A nota 587 tem como valor R$ 9 mil e a nota 587 verdadeira, R$ 64. Outra de R$ 9 mil seria, na verdade de R$ 90.
Falsificações que foram além. Ivana Gonçalves é filha do empresário que teria emitido uma nota de R$ 11,1 mil para um deputado. Só que na data da emissão, o pai dela já estava morto e a empresa, fechada há meio ano. “Absolutamente falsa!”, ela avisa.

Depois das primeiras denúncias, há dois anos, os deputados se apressaram em cortar 75% da verba indenizatória a que cada um tinha direito, mas mantiveram as diárias de viagens que, segundo o Ministério Público, são as mais altas do Brasil: podem passar de R$ 4,4 mil, dependendo do destino. Despesas que não precisam ser justificadas.

Santana é a cidade mais próxima da capital Macapá. O limite entre os municípios fica a exatamente 18 quilômetros da Assembleia Legislativa do estado. Toda vez que um deputado sai de Santana e vai até Macapá, supostamente a trabalho, ganha diária. Basta atravessar uma ponte para a viagem de menos de 15 minutos ser considerada intermunicipal, o que dá direito a quase dois salários mínimos e meio. Com esse esquema, pelas contas do Ministério Público, só em 2013, os 24 deputados estaduais embolsaram R$ 19 milhões.
Assembleia é palco de escândalos e corrupção apontada pelo MP
Na Assembleia Legislativa, o deputado Edinho Duarte foi escolhido por seus pares para defender o parlamento. “Eu vejo uma assembleia com medo. Por acaso um deputado aqui não pode receber diárias para exercer a sua função de parlamentar viajando pelos municípios e para fora do estado do Amapá?”, ele questiona.

O Fantástico foi, de casa em casa, tentar entrevistar os demais deputados acusados pelo Ministério Público de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Em nenhuma residência passamos do portão.

O deputado Agnaldo Balieiro aceitou conversar no gabinete dele. Só não estava preparado para uma surpresa. A nota fiscal do bufê do Valdir.
Fantástico: O senhor nunca fez uma nota falsa?
Agnaldo Balieiro: Não, não...
Fantástico: Como é que o senhor explica essa nota aqui, deputado? R$ 5 mil. A nota verdadeira que nós conseguimos é essa aqui. O senhor pode olhar que é o mesmo número: nota 315. A nota 315, inclusive, não foi usada. Como é que isso aconteceu?
Agnaldo Balieiro: Eu preciso de um tempo para poder analisar realmente a origem. É difícil lembrar especificamente de uma nota.

Antes de acabar a entrevista, o deputado apela: “Eu queria que você pensasse muito, Marcos, porque uma matéria dessas pode acabar com a gente, né cara?”.
Para a procuradora-geral de Justiça do Amapá, não tem perdão: “É um estado pobre e a gente vê uma verdadeira festa com o dinheiro público”.
Indignação que já ganhou as ruas. No dia em que o Fantástico chegou ao Amapá para fazer essa reportagem, pacientes do maior hospital do estado, em cadeiras de rodas, com pernas e braços quebrados, protestaram contra a péssima situação da saúde.
As obras de um novo centro hospitalar estão abandonadas há mais de uma década. As autoridades do estado alegam falta de dinheiro para resolver o problema.

Ato pela Constituinte: Dilma, seu aliado é o povo, não o PMDB nem a Globo!

Na noite de sábado, mais de 600 pessoas, vindas de 14 estados do País, defendem proposta


Escrito por: Isaías Dalle



Sem uma reforma ampla do sistema político, elaborada por uma constituinte exclusivamente eleita para essa tarefa, não haverá as demais mudanças desejadas e necessárias para o Brasil. Essa a conclusão de movimentos de moradia, sindicatos, organizações da juventude, professores universitários e juristas que se reuniram no final da tarde deste sábado, na capital paulista, para realizar um Ato Nacional pela Constituinte.
O lema que resumiu o encontro, e que também faz parte de manifesto divulgado pelas entidades presentes, dá bem a medida dessa conclusão: “Com esse Congresso, não dá”. Do modo como a representação política se constitui – inclusive nos poderes Executivo e Judiciário, e não apenas no parlamento – reformas que alterem a distribuição de poder, que desconcentrem renda e ataquem as injustiças sociais existentes simplesmente não são aprovadas.
Exemplos de reformas citadas no encontro, algumas objeto de reivindicação há décadas: agrária, tributária, urbana, sindical e desmilitarização das polícias.

E como o Congresso Nacional atual é composto majoritariamente por representantes de banqueiros, empresários, grandes proprietários de terras  e donos de meios de comunicação, a reforma política, que poderia alterar essa estrutura e abrir caminho para a aprovação das demais reformas, também não vai sair.

Movimentos sociais no salão do clube Trasmontano
Plebiscito em setembro
Daí a defesa da convocação de uma constituinte exclusiva. O ato deste sábado teve por objetivo mobilizar os movimentos sindicais para trabalhar pela maciça adesão popular a um plebiscito que vai ser realizado em todo o País entre os dias 1 e 7 de setembro, a Semana da Pátria. Durante o plebiscito, as pessoas serão convidadas a responder uma pergunta impressa em cédulas: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva para elaborar a reforma política? (   ) Sim   (   )Não”. Os movimentos sociais que estão organizando o plebiscito acreditam que se houver uma grande participação popular e se o “sim” vencer, estará criado um fato político capaz de forçar governos e parlamento a convocar eleições para a constituinte exclusiva.

Estão previstos outros atos como esse em diversas regiões do Brasil, sempre com o objetivo de popularizar a ideia e engajar a militância na tarefa. Enquanto isso, mais de 300 comitês organizadores do plebiscito já foram criados no território nacional, com previsão de aumento desse número.

O ato deste sábado, que reuniu mais de 600 pessoas no auditório do clube Trasmontano, também teve a participação de representantes do PT e o apoio, através de mensagem enviada, de uma deputada do PSB.

Políticos presentes
Ora, o que políticos considerados tradicionais estariam fazendo num encontro como esse? “Estamos em uma encruzilhada. Ou se escolhe uma mudança por inteiro, ou não dá pra escolher pela metade e esperar pelas mudanças reafirmadas pelas mobilizações da juventude desde junho do ano passado. Hoje, até os partidos de origem popular ficam reféns desse sistema, onde predomina o poder econômico, travando as decisões. A gente elege governo, mas não leva, porque precisamos ficar presos a coalizões que não correspondem à vontade do povo”, disse o deputado federal Renato Simões, do PT.

Uma das propostas para a reforma política é o fim do uso de dinheiro de empresários e banqueiros para financiar campanhas políticas, e o conseqüente e sonhado fim do chamado “rabo preso”, e a criação do voto em lista.

O professor da USP Lincoln Secco se mostrou otimista. “Aqueles que têm memória histórica lembram que em 1984 começou um movimento pequeno que logo depois virou um movimento de massas, que foi a luta pelas Diretas Já. Temos uma democracia que é racionada, não plena, que distribui direitos para quem está em cima e porrada em quem está embaixo. Para mudar, temos de destravar o sistema político. Eu me comprometo a levar esse debate para a universidade pública”

Dilma precisa encaminhar
Emanuelle, da Juventude Revolução
“Nós estamos montando vários comitês para discutir esse tema com a população. Não dá para discutir com esse congresso, que está repleto de latifundiários, banqueiros”, bradou a estudante Carla Emanuelle Silva de Carvalho, representante da Juventude Revolução. E emendou: “Eu acho que a Dilma tem de deixar os partidos da base aliada chiando e ouvir de fato a voz do povo. Já passou da hora desse Congresso que é um circo”.

Emanuelle lembrou que a presidenta Dilma, em julho do ano passado, apresentou à sociedade a proposta de uma constituinte exclusiva para elaborar a reforma política, mas a ideia foi de pronto rechaçada por partidos aliados e pela grande mídia.

“A reforma política é a mãe de todas as reformas”, destacou Celina Simões, representante da Escola da Cidadania Santo Dias, do Jardim Ângela, bairro que já foi considerado o mais violento de São Paulo e que atualmente, graças em grande parte ao trabalho de inclusão social capitaneado pela escola, reduziu em 80% o índice de homicídios dolosos. “Com essa reforma aprovada, as demais ficarão mais fáceis”, concluiu.

Justiça injusta
O sistema político não é apenas o processo eleitoral, como lembrou Henrique Ollitta, liderança do Movimento Independente por Luta de Moradia de Vila Maria. O movimento organizou, em agosto do ano passado, a ocupação de um terreno abandonado por uma empresa falida. E, desde maio, vem enfrentando a decisão da Justiça por desapropriação e retirada das 2.600 famílias. “Se depender da Justiça, jamais haveria terrenos declarados como de interesse social, nem mesmo em áreas abandonadas como essa que ocupamos”, lembrou. “Por isso precisamos de uma reforma também do Judiciário”.
Kamuu Dan Wapichana:
Há lutas ainda mais antigas, como a dos povos indígenas em busca de direitos básicos. “A nossa já dura 514 anos. O povo indígena quer ter voz, ser representado e ouvido. Nós não aceitamos que os nossos representantes estejam juntos com aqueles que nos oprimem”, disse Kamuu Dan, liderança da etnia Wapichana, povo de aproximadamente 50 mil pessoas que vive em Roraima.

O senador Eduardo Suplicy, também presente à mesa de debates, rendeu homenagem ao jurista Fábio Konder Comparato, que há vários anos vem lutando pela reforma política e formulando propostas para tal. Comparato, inclusive, ajudou a CUT a formular propostas que resultaram numa resolução de defesa da reforma, aprovada no Congresso Nacional da CUT em 2012, como lembrado por Júlio Turra, dirigente executivo.

“As mudanças não andam por causa da correlação de forças que é infinitamente maior a favor do capital. O maior sub-representado em nossa política é o povo brasileiro. A luta por esse plebiscito é nossa grande chance de fazer uma pressão a partir de baixo”, disse Turra. “Se aprovada sua realização, vamos cobrar a presidenta Dilma a encaminhar o projeto”, completou.

Colapso?
Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), o descrédito nas instituições do sistema político é um sintoma grave. Ele perguntou aos movimentos de moradia presentes no plenário se confiavam na Justiça, a mesma que ordenou recentemente a desocupação na Vila Maria. Diante do sonoro “não“, vaticinou: “Se não mudarmos a Constituição, as instituições podem entrar em colapso”.

O dirigente da FUP (Federação Única dos Petroleiros) João Antonio de Moraes também lembrou que a reforma política é necessária para quebrar a espinha dorsal da coalizão conservadora que, com a ajuda da imprensa, tenta impor retrocessos. “Essa campanha aberta para manchar a imagem da Petrobrás nada mais é que uma tentativa de enfraquecê-la para depois poderem propor mudanças nas regras de exploração e venda do pré-sal e tirarem a empresa da posição de única operadora dessas jazidas”.

Misa Boito, integrante do PT e coordenadora da mesa de debates, disse que as manifestações que vêm ocorrendo demonstram grande insatisfação com as entidades. “Porém”, segundo ela, “é importante refletir sobre nas mãos de quem está a capacidade e a principal responsabilidade de mudar isso a partir da reforma política. Em nossa opinião, é a presidenta Dilma, não as demais candidaturas”.

Leia o manifesto divulgado pelo encontro
Ato Nacional pela Constituinte, 10 de maio de 2014

Reunidos em São Paulo, mais de 600 vindos em delegações de 14 estados do País
“O Brasil precisa de uma reforma política para destravar as aspirações de justiça social e soberania do povo brasileiro. Com esse Congresso não dá!

Tem razão a presidenta da República ao dizer que a reforma não se fará sem consulta ao povo.

É preciso dar a palavra ao povo. O meio para isso é a convocação de uma Assembléia Constituinte, unicameral, proporcional, sem financiamento empresarial e com voto em lista. Não tem outro jeito, é o único meio!

Por isso, estamos engajados no Plebiscito Popular Pela Constituinte Soberana e Exclusiva Sobre o Sistema Político, que vai ocorrer de 1º a 7 de setembro. E esperamos o mesmo de todas as forças democráticas, sindicais e populares, bem como o compromisso com seu resultado da presidenta Dilma do PT e daqueles que, nos vários níveis das eleições, defendam o interesse da Nação.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mulheres debatem direito ao parto natural humanizado e respeito às parteiras

 Fotos: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Sizan Luis Esberci / Brasília
O Brasil tem um dos maiores índices de parto cesáreo do Mundo: 53%, quando a Organização Mundial da Saúde – OMS – recomenda como ideal uma cifra em torno de 15%. Para fortalecer a realização de partos naturais e reforçar a participação das parteiras como escolha livre das gestantes e garantir-lhes espaço no serviço público de saúde, reduzindo a discriminação que pesa sobre elas, o Congresso Nacional debateu, nesta quinta, 08, nas chamadas “Quintas Femininas”, a atividade das parteiras tradicionais. O debate foi sugerido e coordenado pela deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), que implantou o Projeto Parteiras Tradicionais do Amapá, defende seu reconhecimento, remuneração pelo serviço e aposentadoria.
 
A parteira Maria Luiza Dias, da Rede Estadual das Parteiras do Amapá, destacou a inclusão possibilitada pelo Projeto Parteiras do Amapá, implantado em 1995, no governo de João Capiberibe, e retomado em 2011, pelo governador Camilo. Maria Luiza afirmou que o senador Capi, a deputada Janete, o governador Camilo e a primeira-dama Cláudia são grandes apoiadores das parteiras tradicionais.
 
Lamentou do preconceito que ainda sofrem por alguns profissionais da saúde e reivindicou que as parteiras sejam remuneradas nacionalmente e possam se aposentar no exercício da atividade. Maria Luíza recebeu a solidariedade da enfermeira obstetra, Kelly Saraiva, da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstetras – ABENFO, que disse também sofrer esse mesmo preconceito, apesar de ser enfermeira doutorada.

Deputada Janete Capiberibe defendendo mais direitos para parteiras da Amazônia
A deputada Janete contou o que o Projeto Parteiras do Amapá, cuja implantação coordenou, entre 1995 e 2002, resultou na qualificação de mais de mil e seiscentas parteiras. Elas recebem, desde então, meio salário mínimo mensal do Governo do Estado, como remuneração pelo seu trabalho.

Saúde: Jardel Nunes fala que sucateamento e falta de investimentos da gestão passada refletem na atualidade

Redação MZ Portal


O secretário de Estado da Saúde, Jardel Nunes, reuniu a imprensa nesta quinta-feira, 8, para detalhar as ações desenvolvidas no setor e as dificuldades enfrentadas. Afirmou que, de 2003 a 2010, não houve investimentos significativos do Estado na área da saúde. A gestão passada abriu novas salas, mas, em contrapartida, fechou outras, mudando apenas a mobilia, o que, na prática, não surtia efeito ao público.

O secretário também explicou que as dificuldades para oferecer um serviço de qualidade têm relação direta com o sucateamento da saúde privada no Amapá, fazendo com que os usuários dessa demanda - que são em sua maioria das classes A e B - busquem auxílio na rede pública.
"As unidades de saúde passaram então a atender um público ainda maior. Ou seja, sem investimento do governo passado, a saúde caminhou para o caos, pois, além desse problema, também é preciso levar em consideração o aumento populacional. Em 2001, segundo o IBGE, a população era de 420.834 habitantes; já em 2010, esse número subiu para 669.526. Tudo isso reflete nos dias de hoje", reforçou Jardel Nunes.

Plebiscito Popular: Ato Nacional pela Constituinte neste sábado em SP

A necessidade da reforma política vem se impondo na agenda do país, pelo menos desde as manifestações de junho passado, para abrir caminho as aspirações populares travadas no Congresso Nacional. A eleição de uma Constituinte para fazer essa reforma é a forma democrática de chegar lá. Já está sendo organizado um Plebiscito Popular a respeito de 1 a 7 de setembro.
Neste sábado, no Clube Trasmontano (Rua Tabatinguera, 204, Metro Sé), um ato nacional vai reforçar e debater os caminhos da  luta neste ano eleitoral, com a presença de delegações de pelo menos 13 Estados. 
Para a mesa, já estão confirmados os deputados federais Fernando Ferro (PE) e Renato Simões (SP), os deputados estaduais Adriano Diogo (presidente da Comissão da Verdade-SP) e Luiz Marcolino (SP). Além deles, o professor da USP, Lincoln Secco, o dirigente da Executiva Nacional da CUT, Julio Turra, o coordenador da FUP, João Moraes,  o dirigente da Central Movimentos Populares, Dito Barbosa, o Coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Rildo Marques de Oliveira, e o secretário da Juventude do PT-SP, Erik Bouzan.
ATO NACIONAL PELA CONSTITUINTE, Sábado, 10 de maio, 16h, SP - Participe e divulgue!
Contatos  61.8131 9241 Vera  verinha@cut.org.br  ou 11.992 439 247 Markus Sokol  msokol@uol.com.br

Distrito Industrial tem aumento de 24% na geração de empregos em relação a 2011


Dados divulgados nesta quarta-feira, 7, pelo Departamento de Desenvolvimento Industrial da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), apontam um aumento de 24% no número de postos de trabalhos com carteira assinada no Distrito Industrial. O polo de indústrias fica localizado na divisa entre os municípios de Macapá e Santana.
 
Um dos principais métodos utilizados pela equipe para obter um diagnóstico preciso do quadro evolutivo das empresas e colaboradores do parque industrial foi o recadastramento dos empreendimentos, o qual é realizado anualmente.
De acordo com o secretário da Seicom, José Reinaldo Picanço, durante os quatro primeiros meses de 2014, a coleta de dados foi feita por meio de visitas periódicas em todas as empresas do Distrito.
"Em relação aos números de empregos, em 2011, registramos 1.664 pessoas empregadas diretamente, porém, em 2014, tivemos um salto positivo, e os números cresceram para 2.067, o que significa um aumento de 24% de empregos, um maior quantitativo de postos de trabalho desde a criação do Distrito Industrial, que hoje tem 71 empresas atuando", enumerou.
O relatório produzido pela Seicom confirma o bom cenário da economia no Amapá, divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelando que, nos três primeiros anos de gestão do governador Camilo Capiberibe, o Amapá teve um saldo positivo de 16.903 empregos com carteira assinada, uma média de 5.398 por ano.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Jurandil Juarez, o desespero da oposição e a fantasia de um caos econômico

Juarez, escudeiro de Sarney e profeto do caos econômico
Ouvindo a entrevista do economista e ex-deputado federal Jurandil Juarez  no programa “o Estado é Notícia” desta quinta-feira, 08, resolvi escrever esse texto de forma indignada diante de tantas mentiras e da manipulação traçada por mentes perversas que não tem o mínimo compromisso com a verdade a informação de qualidade.

Ouvindo a descarga do noticiário  me deparei com uma grande bizarrice de pessoas que acham que podem manipular toda a opinião pública, se é que existe a famosa "opinião pública" isenta de paixões partidárias e ideológicas como explica o jornalista Clovis Rossi em seu livreto "O que é jornalismo".

Juarez é o economista escalado pelos setores que atrasaram o Amapá sob a liderança de Sarney para fazer um contraofensiva e tenta diminuir o efeito dos bons resultados econômicos que vive o estado, fruto de grandes investimentos do setor público (governo federal e estadual) que aquecem a economia por meio de grandes obras, estradas, hospitais e concursos públicos que consequentemente aquecem o comércio e outros setores da economia.
Mas quem é Jurandil Juarez?
Vale lembrar pra quem não sabe, que Jurandil Juarez foi secretário de Planejamento na gestão desastrosa e marcada por escândalos de corrupção do ex-governador Waldez Góes, conhecida pela famosa “harmonia” entre os poderes.   O economista é réu em processo na justiça, acusado de cometer crimes da Lei de Licitações, além disso, Juarez foi citado em operação Toque de Midas da Polícia Federal por estar supostamente envolvido em esquema fraudulento montado durante a sua gestão como titular da SEPLAN.
Atualmente o fiel escudeiro de Sarney ganha uma bagatela de mais de R$ 15 mil para prestar consultorias para a Assembleia Legislativa e todos os anos ocupa minutos na imprensa local para defender e justificar mais recursos e orçamento vergonhoso daquele poder.

Dados do Caged revelam bom momento econômico do Amapá
A cegueira de Jurandil Juarez
Os dados da Fecomercio mostrando crescimento do setor vão na contramão do discurso propagado por jornalistas que prestam serviço nas rádios e TV´s do ex-senador Gilvam Borges e nos jornais ligados a oposição. Eles afirmam que o comércio está quebrando, quando na verdade as vendas aumentam e diversos empresários abrem novas vagas e ampliam seus empreendimentos.
Durante entrevista no programa “O Estado é Notícia”, o economista reconheceu que os dados positivos do Caged sobre o Amapá no que tange a geração de empregos são reais. Mas tentou desqualificar os incentivos e o peso do setor público que é o principal fiador da economia local
Jurandil mesmo diante de dados positivos do IBGE, Caged e de pesquisas da Fecomercio tenta enganar os ouvintes e telespectadores ao afirmar que economia vai mal e que os dados que seriam importantes são da Suframa. Mas Juarez ao citar dados da Suframa não falou de números e ficou meramente em sua retórica de tentar propagar um suposto caos econômico que não existe.
Juarez afirmou que existe crise porque várias empresas procuram a Suframa para abrir mão de benefícios fiscais dados por conta da lei que criou a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana. Sem dúvida, mesmo que isso fosse verdade, isso não é uma parâmetro pra avaliar que nossa economia não vai bem e Juarez não fala em  nome de nenhum instituto de pesquisa econômica que tenha legitimidade e autoridade moral pra debater o assunto.
O desespero da oposição ao propagar um suposto caos
Na verdade  a oposição tenta criar um clima de instabilidade com suposta crise econômica, fortalecendo o bombardeio midiático, inventando dados que não são oficiais pra tentar conter um possível crescimento da avaliação do atual governo e do seu gestor.
Todos os dados oficiais dos últimos 4 anos são positivos, principalmente na geração de mais de 16 mil emprego, fruto dos investimentos do governo federal da presidenta Dilma Roussef (PT) no Amapá por meio de programas como o PAC que são executados pelo governo estadual, além de obras importantes tocadas pelo GEA por meio de recursos próprio ou empréstimos contraídos via BNDES.
A oposição é fraca do ponto de vista moral e pobre do ponto de vista dos argumentos pra debater a economia, já que esse tema sempre é debatido no processo eleitoral e avaliado pelo povo na hora de escolher seu candidato. Que venham bons argumentos e não mentiras para que possamos enriquecer o debate eleitoral em 2010.

Juíza acaba com pote de ouro da "imprensa oposicionista" e cancela contrato de publicidade da Assembleia Legislativa

A decisão da juíza Alaide Maria de Paula de suspender um contrato de publicidade supostamente fraudulento da Assembleia Legislativa (segundo investigação do MP) é um tiro certeiro em setores da imprensa alinhados ao senador José Sarney (PMDB) e ao antigo grupo político que comandou o Amapá nos oito anos do governo Waldez Góes (PDT), preso em 2010 na Operação "Mãos Limpas" da PF.
 
Estes setores fazem oposição ferrenha e desleal ao atual governo e ainda sobrevivem por conta do "apoio" por meio de publicidade farta dado pela Alap aos veículos de comunicação oposicionista, principalmente as rádios e TV´s controladas pelo ex-senador Gilvam Borges e o jornal "A Gazeta" que é de propriedade de um fiel escudeiro do senador Sarney. Recentemente estes setores da mídia local também escolheram como alvo o Ministério Público que vem denunciando e condenando políticos acusados de cometerem crimes e saques no erário da ALAP. Leia abaixo a notícia completa sobre a decisão que suspende o contrato da ALAP com  a M2 Comunicação:
 
Justiça manda suspender contrato de publicidade da Assembleia Legislativa
 
A juíza Alaide Maria de Paula, da 4ª Vara Cível da Comarca de Macapá, na terça-feira (6), deferiu o pedido de liminar formulado pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP) e determinou a imediata suspensão do Contrato nº 001.02/2012-AP/AL, firmado entre a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALEAP) e a empresa M2 Comunicação LTDA. A decisão foi com base nas ilegalidades apontadas na petição inicial que baseou a magistrada a determinar, ainda, a suspensão de qualquer pagamento relacionado ao  referido contrato, por entender que “está patente a violação aos princípios e aos dispositivos da Constituição Federal e da Lei de Licitações e o possível enquadramento das condutas descritas nos autos à Lei de Improbidade Administrativa.”.

Na apuração do MP-AP foi constatado que a empresa M2 Comunicação possui contrato para prestação de serviço de publicidade, desde 2010, conforme contrato nº 001/2010, de março de 2010, entre a ALEAP e a empresa de comunicação no valor de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), após concorrência pública.

Na ação, Marli Inês Rodrigues Mafalda e seu marido Carlos Alberto Fauro são apontados como proprietários, sendo ela servidora efetiva da ALEAP, o que é proibido pela Lei de Licitações, e “para dar aparência de legalidade na contratação de sua empresa, alterou seu contrato social”. Marli Inês foi substituída por Tarso Giovani Fauro, irmão de Carlos Alberto, mas continuou na administrando a empresa, inclusive na condução do contrato, segundo apurou o MP-AP.

O MP-AP apurou que a ALEAP celebrou dois contratos com a empresa de M2 Comunicação. O primeiro foi aditado quatro vezes em um ano,  e de R$ 1.500.000,00 milhão, saltou para R$ 5.553.90 milhões, o que corresponde a 370,26% de reajuste. Ao ser rescindido, em agosto de 2012, registrava um total de R$ 7.053.900,00 milhões. Antes da anulação, em 2011, uma nova licitação foi feita e a mesma empresa ganhou o certame com o resultado homologado, em 28/09/2012, com o valor inicial de R$ 4.200.000,00 milhões pelo período de 12 meses.

Este novo contrato de nº 001.02/2012-AP/AL, que deu causa à liminar, foi reajustado, em 20/06/2013, em R$ 1.050.000,00 milhão para atender aos três meses finais, que deveria encerrar em setembro de 2013, “mas no mesmo Termo Aditivo foram previstos reajustes mensais no valor de R$ 486.880,71, para os meses deoutubro a dezembro de 2013.”. Segundo a ação do MP-AP, em 30/08/2013, o contrato foi prorrogado por mais 12 meses, com vigência até  30/09/2014.

De acordo, ainda, com o que foi apurado pelo Ministério Público, a ALEAP não obedeceu a licitude que deveria ter o processo porque beneficiou empresa de propriedade de uma funcionária da Casa, mesmo as demais concorrentes tentando impugnar a licitação por esse motivo. A ALEAP não poderia contratar empresa de uma funcionária, mesmo esta, legalmente, não estando mais na sociedade, porque o marido desta aparece como proprietário. 

Além de Marli Inês Mafalda, Carlos Alberto Fauro e M2 Comunicação LTDA, estão arrolados no processo os deputados estaduais Jorge Emanoel Amanajás, Moisés Reátequi de Souza, Jorge Evaldo Edinho Duarte, Amirando da Silva Júnior Favacho, além de Alberto Augusto Lopes Sidônio, Vitório Miranda Cantuária, Orlando Gadelha de Miranda, Francisco Marcos de Souza Alves e Edmundo Ribeiro Tork Filho.

ASCOM/MPE

segunda-feira, 5 de maio de 2014

John Macapá nocauteia a patricinha que quer ser governadora se aproveitando da dor do povo

Lutador de MMA que teve casa atingida por incêndio nocauteia oportunismo eleitoral
 
Sérgio Santos MZ | Agência Amapá

















Pelas redes sociais, o lutador de MMA John Macapá, que teve a sua mãe entre as vítimas do incêndio ocorrido no bairro do Perpétuo Socorro, em outubro de 2013, criticou a postura da pré-candidata Aline Gurgel (PR) que, segundo ele, estaria usando a dor das famílias que perderam suas residências no sinistro para se promover eleitoralmente.

Aline, sem comprovação alguma, disse que o aluguel social das casas para onde foram transferidas as famílias vitimadas no incêndio estaria em atraso. No que foi contestada pela Secretária de Inclusão e Mobilização Social (SIMS) do Estado, Cláudia Capiberibe, que divulgou o relatório com a ordem bancária de pagamentos do aluguel social.

De acordo com a Coordenação de Proteção Social da SIMS, o incêndio atingiu 644 famílias em uma área de 29.000 m², conforme dados da Defesa Civil Estadual. Desde que ocorreu o sinistro, o Governo do Amapá, por meio da SIMS, Defesa Civil, Polícia Militar Secretaria de Saúde, entre outros órgãos estaduais, possibilitou todo o suporte possível para minimizar o sofrimento das pessoas que perderam suas casas.

A SIMS e a Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho (Semast) ficaram responsáveis por viabilizar, em caráter de urgência, o aluguel social para todas as vítimas do incêndio. Num primeiro momento, a Secretaria de Inclusão e Mobilização Social assumiu a responsabilidade com 343 famílias. "Este compromisso foi cumprido, fielmente e, em dia,conforme demonstrativo anexo", relatou a coordenadora de Proteção Social, Sheylla Klauber, no documento.

Ainda de acordo com o relatório, por meio da articulação do Gabinete de Crise criado para gerenciar a assistência às vítimas do sinistro – coordenado pelo Governo do Estado e Prefeitura de Macapá – em janeiro de 2014, o município recebeu R$ 952 mil do Ministério da Integração Nacional para pagamento dos aluguéis sociais de todas as vítimas.

Mesmo estando disponível desde o início do ano, esse recurso só foi repassado aos beneficiários neste mês de abril. Mesmo assim, o Governo do Estado "continuou pagando os aluguéis até março de 2014, período necessário para que a Prefeitura de Macapá operacionalizasse os pagamentos", informou a coordenadora de Proteção Social.

A gestora destacou que "todos os pagamentos foram realizados, antecipadamente, o que não é procedimento comum na Administração Pública, considerando que primeiro se presta o serviço e posteriormente se recebe por ele", finalizou Sheylla Klauber.