quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Capiberibe e ANP afirmam que escassez de gasolina no Amapá está perto do fim


Por Sizan Luis
 
Até a segunda, 22, deverá estar normalizada a distribuição do combustível no Amapá. Até o sábado, 20, chegarão 4 milhões e 200 mil litros de gasolina ao estado. Na terça, 16, chegaram ao Amapá 1,5 milhão de litros de gasolina tipo “C” da BR Distribuidora pronta para o consumo. Nesta quinta, 18, devem chegar outros 1,5 milhões de litros da Ipiranga e no sábado, 20, mais R$ 1,2 milhão da BR Distribuidora. 

A informação foi dada ontem, 16, ao senador João Capiberibe e ratificada pelo chefe do escritório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Brasília, Manoel Policarpo Neto, em reunião com a Bancada do Amapá, hoje pela manhã, informa a deputada federal Janete Capiberibe (PSB). Policarpo destacou a atuação de Capiberibe para equacionar o problema e distribuiu aos parlamentares as informações cobradas pelo senador.

O chefe do escritório da ANP em Brasília disse que uma falha na logística das distribuidoras provocou o desabastecimento. As distribuidoras alegam que a falta de combustível no Amapá aconteceu por conta das obras no porto de Miramar e do Círio de Nazaré, em Belém, quando aumenta o consumo de gasolina na cidade. E foi categórico: “o governador não é culpado, nem deputados, nem senadores, nem o gerente do posto”.

A deputada Janete Capiberibe relata que a Bancada do Amapá reforçou o pedido do senador Capiberibe para que a ANP fiscalize os motivos que levaram à escassez, além determinar às distribuidoras que adotem soluções a médio e longo prazos para evitar novos episódios de escassez. Um dos investimentos necessários é a ampliação da base de armazenamento de combustíveis.  Outra saída é o transbordo no Porto de Santana, e não no de Miramar, como ocorre hoje, e onde as obras do PAC prejudicam a logística de distribuição.

O senador João Capiberibe, que desde a segunda-feira, 15, cobra providências dos órgãos federais, recebeu mensagem da presidenta da Petrobrás, Graça Foster, informando sobre o esforço da BR Distribuidora para suprir a demanda de combustível no Amapá. Segundo ela, o fornecimento da estatal está 80% maior.

MPE descobre “funcionário fantasma” na Assembleia Legislativa

Após concluir nova investigação, o Ministério Público Estadual – MPE/AP oferta denúncia contra o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Amapá – ALAP, deputado Moisés Souza e o ex-primeiro secretário da mesa diretora, deputado Edinho Duarte. Ambos acusados de formação de quadrilha e peculato. Os parlamentares são apontados como responsáveis pela contratação e pagamento de “funcionário fantasma”.

Dois servidores da Casa também foram acusados: Lindeberg Abel (ex-chefe de gabinete) e Edmundo Tork (ex-secretário de finanças). Para o promotor Afonso Guimarães, que está auxiliando na Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Público de Macapá, os quatro, em atuação conjunta, causaram prejuízo aos cofres públicos no exercício de suas funções.

Em julho deste ano, o MPE foi acionado por uma cidadã (A.I.N.O), que procurou a instituição para relatar uma possível irregularidade. Em seu depoimento, disse ter tomado conhecimento que seu irmão (P.A.N.O) estaria na folha de pagamento da Assembleia Legislativa. Relatou ainda, ter estranhado o fato, pois seu irmão, aposentado por invalidez, em decorrência de problemas neurológicos, não tem condições de exercer qualquer atividade laboral.

Jornal O Globo: PSOL racha após apoio do DEM a candidato em Macapá

Juliana Castro
 
RIO — Na disputa pela prefeitura de Macapá, o candidato Clécio Luís (PSOL) recebeu neste segundo turno apoio do DEM e de parte do PSDB, o que gerou forte reação de setores de seu partido. Nesta terça-feira, 35 membros da sigla — muitos deles integrantes da Executiva Nacional — divulgaram nota repudiando a adesão de políticos dos dois partidos.
 
“O PSOL de todo o país, que acabou de brilhar com uma campanha eleitoral de esquerda, não merece uma agressão como esta que está sendo feita contra ele”, afirma a nota.
 
— Nós que assinamos a nota estamos indignados diante do que acontece no PSOL de Macapá. É inaceitável qualquer apoio da direita. O partido deveria rejeitar — disse a ex-deputada federal Luciana Genro.
 
Também assinou o texto o ex-deputado federal João Batista Oliveira de Araújo, o Babá, que, junto a Luciana e a ex-senadora Heloísa Helena, foram alguns dos fundadores do PSOL, após serem expulsos do PT. Em nota, o Diretório do PSOL no Ceará também repudiou a aliança e a classificou como “irresponsável, suicida, absurda e injustificável”.
 
Em julho, a direção nacional do PSOL proibiu alianças com PSDB, DEM, PMDB, PR, PTB, PSD, PRB e PP. Os acordos não seriam aceitos porque “são instituições orgânicas do grande capital e configuram-se como um bloco conservador de sustentação ao regime político atual”.
 
Clécio disputa o segundo turno contra o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT), preso em dezembro de 2010 em um desdobramento da Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, e solto dois meses depois. No primeiro turno, o pedetista obteve 40,18% dos votos válidos, contra 27,89% de Clécio.
 
Em texto enviado a companheiros do partido, Clécio justifica as adesões a sua candidatura.
 
— Antes de qualquer nota, deveriam ter conhecimento dos fatos. Não acho uma atitude companheira atacar primeiro e perguntar depois — disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos coordenadores da campanha de Clésio.— Não posso dizer dizer para ninguém: “Eu não quero seu apoio”.
 
O presidente do PSOL, deputado federal Ivan Valente (SP), disse que rejeitar a adesão “seria uma medida pouco inteligente”, mas ponderou que os filiados no Amapá deveriam ter consultado a direção nacional:
 
— A criação dessa celeuma a dez dias da eleição é negativa. Poderíamos tratar (do assunto) internamente.

Ainda sobre a aliança PSOL e DEM

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é coisa - Ricardo Santos
 
A matéria da Folha de São Paulo, assinada pela jornalista Natália Peixoto, traz uma revelação interessante sobre a personalidade do senador Randolfe Rodrigues e seus argumentos para justificar suas alianças com partidos totalmente contrários a filosofia da legenda da qual ele faz parte.

Mas, vamos aos fatos: ignorando a inteligência do povo amapaense ele disse a jornalista (sic) " que o DEM não tomou nenhuma deliberação de apoio ao PSOL, o que houve foi uma adesão pessoal do candidato", e que "uma coisa é apoio independente, individual, outra coisa é apoio pragmático, o que não houve."

Ocorre que o deputado Davi Alcolumbre é presidente do diretório estadual do DEM no Amapá, cujo comando ocorreu após uma jogada de mestre, que tirou os Barcellos do comando da legenda do Estado.

Então, seguindo a teoria do senador, é perfeitamente natural um político se aliar a um bandido, o que não legal é se aliar a quadrilha da qual o bandido faz parte.

O fato é que acabei de ter mais uma desilusão na política. No inicio da década de 90, quando Randolfe se chamava Randolphe estive ao lado dele, como centenas de estudantes lutando pelo passe livre, acompanhei de longe sua trajetória política na Assessoria da Juventude e depois como deputado estadual.

No entanto, o poder subiu-lhe a cabeça e hoje ele se tornou igual aos que ele criticava. Como o senador gosta de citar poesia término este texto com os versos de Cazuza, que lhe cai como uma luva: "aquele garoto que ia mudar o mundo agora assiste a tudo em cima do muro."
*Ricardo Santos é comerciário e estudante de Publicidade

GEA contém aumento do valor da gasolina e avalia concessão para garantir armazenamento

Preocupado com a falta de combustível que formou filas nos postos de Macapá e Santana, o Governo do Estado vem tomando medidas para reduzir os prejuízos para a população. Já na tarde desta terça-feira, 16, os postos começaram a ser abastecidos com 1,5 milhão de gasolina.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) trabalha para que a crise nacional não afete mais o Amapá por falta de local para armazenamento. A solução continua a ser discutida nesta quarta-feira, 17, em uma reunião entre o Governo do Estado, Ministérios Públicos Estadual e Federal e empresários do setor.
Desde a última segunda-feira, 8, os amapaenses sofrem com a falta de gasolina e de álcool anidro, aditivo de combustível usado no composto. De acordo com o secretário da Indústria, José Reinaldo, há um contexto de desabastecimento em nível nacional, mas no Amapá a dificuldade é maior por fatores como distância e falta de local para armazenar o combustível.
"Somos muito afetados, além de carência de álcool anidro, que impossibilita a venda da gasolina, as balsas demoram dias para chegar, a quantidade de gasolina não está sendo suficiente e quando tem, não há como armazenar", disse o secretário.

Projetos de lei que autorizam transferência da CEA para a União são encaminhados à AL/AP

O governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe, encaminhou nesta terça-feira, 16, para a Assembleia Legislativa do Amapá (AL/AP) os projetos de lei que autorizam a transferência do controle acionário da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) para a Eletrobras. Os projetos deverão ser analisados e votados pelo legislativo estadual, cuja aprovação é necessária para que o Governo do Estado do Amapá (GEA) possa efetuar junto ao governo federal o processo de federalização da estatal amapaense.
A transferência de até 100% das ações do Estado para a União é um dos itens inclusos nos 3 projetos de lei constantes do protocolo de intenções que dará início à federalização da CEA. A documentação foi preparada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) que faz parte, junto com a CEA e a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Tesouro (Seplan), do Grupo de Trabalho criado e coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para tratar da federalização e que conta ainda com integrantes da Secretaria do Tesouro Nacional e Eletrobras.
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Tá na Folha: Dirigentes do PSOL criticam apoio do DEM a candiadato do partido no AP

NATÁLIA PEIXOTOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
 
Nota assinada por lideranças do PSOL chama de "agressão" a aliança entre o candidato do partido que disputa o segundo turno em Macapá (AP) e o candidato derrotado Davi Alcolumbre, do DEM, em coligação com PSDB e do PTB.
 
 
O texto, assinado por 34 dirigentes do partido, é direcionado ao presidente nacional da sigla, deputado Ivan Valente (PSOL-SP), exigindo que o partido se posicione sobre a aliança que contraria as orientações nacionais da sigla. Entre os líderes do partido que assinam a nota estão Carlos Gianazzi (SP), Luciana Genro (RS) e João Batista Babá (RJ).
 
"Se esta aliança se mantiver, representará uma mancha que envergonhará e indignará todo o PSOL; obviamente, não se trata de um assunto do PSOL do Amapá apenas", diz a nota.
 
Ivan Valente afirma que houve um mal entendido sobre o anúncio de Alcolumbre, que declarou uma "adesão" à candidatura de Clécio, e não uma aliança.
 
"Adesões podem ser recebidas, desde que não criem impacto negativo para o partido", disse.
 
O DEM não está no "arco" de partidos dos quais o PSOL permite acordos, o que gerou a polêmica. Valente critica a divulgação de questões internas por parte de seus militantes, que, para ele, deveriam ser discutidas antes de se tornarem públicas.
 
O presidente do PSOL diz que o importante é que Clécio confirmou que não há "concessão ou negociação para cargos numa futura composição", o que o candidato reafirmou em nota após o anúncio do candidato do DEM.
 
"Não há qualquer tipo de cessão programática a qualquer um dos candidatos que manifestaram apoiar nossa candidatura no segundo turno", declarou Clécio.
 
COMUNICAÇÃO
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a quem a nota atribuiu a declaração de que o apoio de Alcolumbre não é apenas "uma aliança política, e sim um caminho novo para a política no Amapá", nega que haja qualquer acordo com o candidato do DEM.
 
"O DEM não tomou nenhuma deliberação de apoio ao PSOL, o que houve foi uma adesão pessoal do candidato", disse. "Uma coisa é apoio independente, individual, outra coisa é apoio pragmático, o que não houve."
 
Radolfe criticou a falta de comunicação interna do partido, que se pautou por informações divulgadas com "impropriedades". "Um simples telefonema lá para Macapá esclarecia isso."
 
A reportagem não conseguiu contato com a campanha de Clécio.

NOTA AO PSOL SOBRE AS ALIANÇAS NO SEGUNDO TURNO EM MACAPÁ

Nas eleições de 7 de outubro, o PSOL conquistou uma vitória política indiscutível.
Apresentando-se pela esquerda, o partido ampliou de forma muito significativa suas votações; elegeu um prefeito (no município de Itaocara, no estado do Rio de Janeiro), passou ao segundo turno em duas capitais – Belém e Macapá – e obteve grandes votações em outras capitais e nas maiores cidades (com destaque para Rio de Janeiro, Fortaleza, Florianópolis, Niterói) e vitórias políticas importantes como em Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Maceió e Natal; ampliou de forma expressiva sua bancada de vereadores. Tudo isto, apresentando-se pela esquerda, demarcando tanto com os partidos da direita tradicional como com o bloco dos apoiadores do governo federal.

É neste quadro que fomos surpreendidos pelas informações sobre as alianças que estão sendo articuladas para o segundo turno em Macapá. Diversos órgãos de imprensa do Amapá divulgaram, no dia 12/10, a realização de um ato político em que o candidato a prefeito pelo DEM e pela coligação “Macapá Melhor” (DEM-PTB-PSDB-PRP), o deputado federal Davi Alcolumbre, apoiou Clécio Luís (PSOL), selando uma aliança. O Candidato do DEM declarou que “nossas propostas foram incorporadas ao plano de governo de Clécio”. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL) declarou que esta não é apenas “uma aliança política, e sim um caminho novo para a política no Amapá; é uma aliança para ganhar a Prefeitura no último domingo deste outubro, mas é também para governar em conjunto, unindo ideias e propostas de Clécio e demais lideres para Macapá dar a volta por cima”.

Estiveram presentes os principais representantes no Amapá do DEM, do PTB e do PSDB. Um dos representantes do PTB presentes foi o vereador eleito Lucas Barreto, candidato ao governo do Amapá em 2010, quando foi apoiado por Clécio e Randolfe, na contra-mão do PSOL nacional. Outro presente foi o prefeito eleito de Santana, Robson Rocha (PTB), candidato que recebeu o apoio público do senador Randolfe Rodrigues desde o primeiro turno. E também o presidente do PSDB, Jorge Amanajás, que já tinha dado apoio a Clécio desde o primeiro turno. Todas estas lideranças destes três partidos são ligadas a José Sarney.

Três dias depois da divulgação destas informações, o companheiro Clécio Luís enviou uma “Mensagem às companheiras e companheiros do Partido Socialismo e Liberdade” em que, no fundamental, confirma as informações divulgadas pela imprensa do Amapá.

Ora, o PSOL de todo o país, que acabou de brilhar com uma campanha eleitoral de esquerda, não merece uma agressão como esta que está sendo feita contra ele. É evidente que a candidatura a prefeito de um deputado federal do DEM, apoiada por DEM, PTB e PSDB, só pode ser uma candidatura de direita, da qual não devemos buscar o apoio, e com a qual, muito menos, podemos fazer qualquer aliança programática. Tampouco faz nenhum sentido fazer com estes partidos uma “aliança pela moralidade”. DEM, PTB e PSDB estão na lista de partidos com os quais o DN do PSOL proibiu qualquer aliança nas eleições de 2012. Se esta aliança se mantiver, representará uma mancha que envergonhará e indignará todo o PSOL; obviamente, não se trata de um assunto do PSOL do Amapá apenas.


Um partido cuja razão de ser é representar uma alternativa de esquerda à adaptação da maior parte da antiga esquerda brasileira ao social-liberalismo não pode tolerar esta aliança em Macapá, sob pena de se desmoralizar e de comprometer todo o seu discurso político. A desastrada política encaminhada em Macapá deve ser revertida, ou os responsáveis por ela deverão ser sancionados pelo partido. Se não adequarem sua atuação à linha do partido, não deverão ter lugar nas suas fileiras.

Por meio desta nota, nós, dirigentes nacionais do PSOL, manifestamos nosso total desacordo com o apoio do DEM, do PSDB e do PTB ao candidato de nosso partido à prefeitura de Macapá. O apoio destes partidos, mesmo no segundo turno nestas eleições municipais, não é bem vindo, já que representam forças de direita com as quais não queremos nenhum tipo de proximidade política.

Para que possamos oficializar esta posição como posição do partido, reivindicamos que o presidente nacional do PSOL, deputado Ivan Valente, não apenas se pronuncie sobre o assunto (afinal, cabe à Executiva Nacional e, em especial ao seu presidente, garantir o cumprimento das decisões do Congresso e do DN), como também convoque imediatamente a Executiva Nacional para deliberar. Caso isso não ocorra, os signatários desta nota utilizarão os meios estatutários para garantir a defesa do partido.

16 de outubro de 2012

André Ferrari

Antônio Neto

Brice Bragato

Camila Valadão

Carlos Gianazzi

Daniela Conte

Douglas Diniz

Eduardo D’ Albegaria

Fernanda Melchiona

Fernando Silva (Tostão)

Gelsimar Gonzaga (Prefeito eleito de Itaocara-RJ)

Israel Dutra

João Batista Babá

João Machado

João Alfredo

Jorge Almeida

José Campos

Juliana Fiuza

Leandro Recife

Luciana Genro

Mariana Riscali

Mario Agra

Michel Oliveira

Nancy Oliveira

Nonato Masson

Pedro Fuentes

Pedro Maia

Raul Marcelo

Roberto Robaina

Sandro Pimentel

Silvia Santos

Tárzia Medeiros

Veraci Alimandro

Zilmar Alverita

João Capiberibe cobra da ANP e MME esclarecimentos sobre a falta de combustíveis no Amapá

Por Rodrigo Juarez
O senador João Capiberibe (PSB/AP) enviou requerimento ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Agência Nacional do Petóleo (ANP), cobrando esclarecimentos sobre a falta de combustíveis que afeta o Estado do Amapá desde o último final de semana. A crise não tem previsão de término e as filas nos postos de combustíveis, principalmente em Macapá e em são quilométricas.
“O caos do desabastecimento de gasolina e etanol é um problema grave, que precisa ser resolvido urgentemente e nós estamos trabalhando firmemente para isto” – disse João Capiberibe.
O coordenador da ANP na Região Norte, Noel Santos, informou ao senador que nesta terça-feira, 16, uma balsa está descarregando um milhão de litros de combustível em Santana, e garantiu que na próxima quinta-feira, 18, outra balsa com mais 1,5 milhão de litros será descarregada no terminal da Ypiranga, também em Santana.
De acordo com a ANP, o problema tem origem no Porto de Belém (Pará), por causa de obras do PAC. Dois inspetores da Agência foram enviados para levantar informações sobre o problema, que atinge seriamente o Amapá, único Estado da Federação sem uma base da Petrobrás. Somente em Macapá e Santana, a frota de veiculos soma mais de 100 mil veículos.

PSOL do Ceará classifica aliança do partido com o DEM de "irresponsável, suicida, absurda e injustificável"

Clécio Luis disputa, em Macapá, o 2º turno com o atual prefeito do município, Roberto Góes (PDT)
 
 
O vereador João Alfredo leu, nesta terça-feira (16), carta aberta do PSol Ceará
em que considera "irresponsável, suicida, absurda e injustificável" a aliança de seu partido, no Macapá, com o DEM. Lá, Clécio Luis disputa o 2º turno com o atual prefeito do município, Roberto Góes (PDT). A carta também critica "o silêncio das instâncias nacionais" do Psol.

Veja a carta na íntegra:

Carta aberta do PSOL/Ceará

O Partido Socialismo e Liberdade, seção cearense, por meio de sua Comissão Executiva Estadual, diante da irresponsável, suicida, absurda e injustificável política de alianças do Psol em Macapá e diante do silêncio das instâncias nacionais do partido e em respeito às resoluções democráticas do partido quanto à política de alianças, se dirige ao conjunto do partido e à sociedade brasileira para:

1.REPUDIAR, da forma mais veemente possível, a aliança realizada pela campanha de nosso candidato à prefeito de Macapá, Clécio Luis, com o DEM e outros setores, candidatos e partidos conservadores e reacionários daquela capital; seu efeito devastador e desmoralizador para o nosso pequeno, mas, aguerrido e necessário partido é semelhante à filiação (e candidatura) de um miliciano no Rio de Janeiro, prontamente rechaçada pela direção nacional do partido.
2.DEPLORAR a postura de nosso único representante na Câmara Alta, o Senador Randolfe Rodrigues, que, negando sua atuação em Brasília de combate ao DEM, às oligarquias e à corrupção (vide a cassação de Demóstenes), patrocina alianças com esses mesmos setores em seu Estado natal, o Amapá.

3.ESTRANHAR o silêncio de nosso Presidente Nacional, Dep. Ivan Valente, cuja trajetória exemplar de combativo militante comunista não se coaduna com a omissão até o presente momento; Ivan não pode passar à história como o dirigente em cuja gestão se patrocina a liquidação - que não queremos consumada - de nosso partido.

4.EXIGIR da Direção Nacional do Partido o CUMPRIMENTO DE NOSSAS RESOLUÇÕES PARTIDÁRIAS, DESAUTORIZANDO, desde já, publicamente essa aliança, DETERMINANDO a não participação de figuras públicas do DEM (e de outros partidos da direita) em nossa Campanha Eleitoral (inclusive no programa eleitoral) e ABRINDO procedimento de ética para apuração da conduta de filiados que se choca contra as decisões partidárias.

5.CONCLAMAR tod@s @s parlamentares, dirigentes, militantes, filiado@s e simpatizantes do PSOL em todo o país a SE LEVANTAR contra essa vil conduta que desonra e envergonha a tod@s nós e a DEFENDER de forma veemente o nosso Partido Socialismo e Liberdade d@s inimig@s, estejam ele/a/s dentro ou fora do partido; o lugar de quem quer se aliar e fazer política com a direita conservadora, corrupta e reacionária não é o PSOL. As campanhas do partido em Fortaleza, no Rio de Janeiro e em outros municípios demonstram que a coerência com nossos princípios é o melhor caminho a seguir.

VIVA O PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE

Fortaleza, 16 de outubro de 2012

Partido Socialismo e Liberdade - Comissão Executiva Estadual - Ceará

João Alfredo (PSOL) usa tribuna da Câmara de Fortaleza e repudia alianças espúrias do PSOL em Macapá


Mensagem às companheiras e companheiros do Partido Socialismo e Liberdade - Clécio Vieira

Ao meu partido (Pablo Neruda)
Me deste a fraternidade para o que não conheço.
Me acrescentaste a força de todos os que vivem.
Me tornaste a dar a pátria como em um nascimento.
Me deste a liberdade que não tem o solitário.
Me ensinaste a acender a bondade, como o fogo.
Me deste a retidão que necessita a árvore.
Me ensinaste a ver a unidade e a diferença dos homens.
Me mostraste como a dor de um ser morreu na vitória de todos.
Me ensinaste a dormir nas camas duras de meus irmãos.
Me fizeste construir sobre a realidade como sobre uma rocha.
Me fizeste adversário do malvado e muro do frenético.
Me fizeste ver a claridade do mundo e a possibilidade da alegria.
Me fizeste indestrutível porque contigo nãotermino em mim mesmo.

Esta nota tem o objetivo de esclarecer fatos e restabelecer a verdade acerca das adesões de segundo turno nas eleições para prefeito de Macapá:

1 – Não há qualquer tipo de cessão programática a qualquer um dos candidatos que manifestaram apoiar nossa candidatura no segundo turno;

2 – Não existe nenhum tipo acordo prévio visando as eleições de 2014 com nenhum dos que manifestaram apoio a nossa candidatura neste segundo turno;

3 – Não há nenhum acordo de partilha de espaços para composição do eventual futuro governo na Prefeitura de Macapá com nenhum dos partidos que compõem a coligação “Unidade Popular” nem com os candidatos que aderiram neste segundo turno;

4 – Os candidatos que manifestaram o apoio à nossa candidatura, já afirmavam em suas campanhas no primeiro turno que, no segundo turno, se uniriam contra a continuidade do governo de corrupção na prefeitura de Macapá. Davi e Lucas aderiram espontaneamente à candidatura Clécio 50 já na segunda-feira (08/10/2012), tendo efetivado na quinta-feira (11/10/2012) apenas o anúncio de sua posição;

5 – É importante frisar que setores do Partido dos Trabalhadores já nos apoiavam desde o primeiro turno (a exemplo do que ocorreu com Marcelo Freixo no Rio de Janeiro), bem como a adesão do Partido Comunista do Brasil neste segundo turno reafirma uma ampla unidade em torno da candidatura do PSOL;

6 – Até o presente momento o Partido Socialista Brasileiro não manifestou seu apoio à nossa candidatura, tendo feito exigências descabidas e inapropriadas, revelando claramente o receio de uma candidatura de Randolfe ao governo em 2014;

7 – Até agora, nossa candidatura tem sido atacada, por um lado, pela facção criminosa no poder e, por outro lado, por setores da direção do PSB que tem pedido abertamente voto nulo;

8 – Aqui em Macapá o nosso Partido encontra-se diante de uma tarefa histórica: desalojar do poder os líderes de uma facção criminosa que tem infelicitado e condenado os moradores de Macapá às piores agruras.

9 – Reafirmo nosso compromisso com a construção e o fortalecimento do PSOL como um partido de esquerda, socialista e democrático em Macapá, no Amapá e no Brasil. Conclamo a todos os militantes do nosso partido, em todo Brasil, a se solidarizar com povo de minha cidade nesta batalha contra o crime organizado.

Macapá, 15 de outubro de 2012.

Clécio Luis Vilhena Vieira
Membro da Executiva Nacional do PSOL e candidato a Prefeito de Macapá

PSOL recebe apoio do DEM em 'aliança pela moralidade' em Macapá

FELIPE LUCHETEDE SÃO PAULO
 
O PSOL ganhou um aliado inusitado na disputa à Prefeitura de Macapá: o candidato da sigla terá o apoio do DEM, rival na esfera nacional.
 
O vereador Clécio Luís concorre no segundo turno contra o atual prefeito Roberto Góes (PDT). Ele teve 27,89% dos votos válidos no primeiro turno, atrás do candidato à reeleição, com 40,18%.
 
A campanha de Clécio tem o reforço do colega de partido e senador Randolfe Rodrigues, que ganhou notoriedade com a CPI de Carlinhos Cachoeira. Um dos alvos da comissão foi o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM).
 
O democrata e deputado federal Davi Alcolumbre, quarto colocado no primeiro turno, já gravou apoio a Clécio. Embora não haja "coerência pragmática", diz ele, PSOL e DEM formaram uma "aliança pela moralidade".
 
O atual prefeito foi preso em 2010 sob suspeita de fraude em licitações, em operação da Polícia Federal. Góes voltou ao cargo depois de passar dois meses preso.
 
O senador Randolfe afirma que a aliança foi feita com o ex-candidato Alcolumbre, não com o DEM. Ele diz considerar natural que o PSOL receba apoio de quem é contra uma "facção criminosa" que está à frente de Macapá.
 
Clécio também tem apoio de líderes do PC do B e do PTB e negocia com PT e PSB.
 
Para Alberto Góes, da coordenação da campanha do prefeito, a união entre as duas siglas é "um tanto esquizofrênica". Sobre as acusações, afirma que o prefeito não foi indiciado por nenhum crime.
 
A Executiva Nacional do PSOL não se manifestou sobre o assunto.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

NOTA DO PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO

Em carta aberta ao povo macapaense, o Partido Socialista Brasileiro – PSB manifestou total oposição à candidatura do PDT, por enxergar a mais absoluta ausência de condições morais do candidato - que concorre à reeleição - para continuar conduzindo o destino de Macapá, em virtude do mesmo ter sido preso pela Polícia Federal, acusado, entre outras coisas, de corrupção.  Abriu, assim, a possibilidade de apoio ao PSOL no 2º turno da eleição, condicionando este apoio à transparência e a coerência político-ideológica das alianças feitas em torno da candidatura apresentada.
Neste meio tempo, o PSOL silenciou quanto ao apoio do PSB, de suas lideranças e militância, preferindo as alianças com grupos conservadores e reacionários da política local que contribuíram harmonicamente, por ação ou omissão, com a derrocada administrativa e a falência moral das instituições republicanas no Amapá. Fica claro, portanto, que o discurso do novo é estratégia para esconder a incoerência ideológica adotada por este partido, que, em eventual vitória no 2º turno, não poderá promover mudanças na forma de governar Macapá.

Assim, o Partido Socialista Brasileiro demonstra sua contrariedade em relação às candidaturas do PDT e do PSOL e, por isso, deliberou pela posição de neutralidade na atual disputa eleitoral.
Aos militantes socialistas, dos versos de Geraldo Vandré que embalaram nossos sonhos por uma sociedade mais justa, tiramos lições: - Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

Macapá, 15 de outubro de 2012.

Votação dos candidatos barrados na Lei da Ficha Limpa em Macapá

O TSE divulgou o relatório de todos os candidatos com votação anulada ou registro de decisão judicial indeferidos. Acompanhe a votação dos candidatos a vereador que tiveram registros indeferidos em Macapá:
  1. Luiz José dos Santos Monteiro (PT) - 1047 votos
  2. Ediane de Andrade Ferreira (PSC) - 688 votos
  3. Eduardo Augusto da Silva Costa (PSC) - 683 votos
  4. Regiane da Cunha Silva (PV) - 232 votos
  5. Alex Sandro do Nascimento Alberto (PSB) - 54 votos
  6. Dalto Saraiva dos Santos (PSDB) - 41 votos
  7. Eziel de Lima Gomes (PCdoB) - 2 votos

Votação dos candidatos barrados na Lei da Ficha Limpa em Santana

O TSE divulgou o relatório de todos os candidatos com votação anulada ou registro de decisão judicial indeferidos. Acompanhe a votação dos candidatos a vereador que tiveram registros indeferidos em Santana:
 
1 - José Luiz Nogueira de Souza (PT) - 1.959 votos
2 - Ana Lucia Teles da Silva (PTdoB) - 138 votos
3 - Feliciano Ribeiro Cruz (PTdoB)) - 126 votos

Serra distribuiu material anti-homofobia quando governador, diz jornal

Da Carta Capital
 
Quando governador de São Paulo entre 2007 e 2010, o hoje candidato à prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) distribuiu um material semelhante ao kit anti-homofobia que o MEC (Ministério da Educação) de Fernando Haddad tentou emplacar em 2010 — e que hoje pauta parte da campanha de Serra contra o petista. A informação é da jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
 
O material, distribuído pelo governo paulista em 2009, era destinado aos professores e os aconselhava a mostrar aos alunos figuras de “duas garotas de mãos dadas, dois garotos de mãos dadas, uma garota e um garoto se beijando no rosto, dois homens se abraçando depois que um deles faz um gol e duas garotas se beijando”.
 
O próprio governador Serra, o então vice-governador Alberto Goldman e o secretário da educação da época, Paulo Renato Souza, assinavam o material.
 
O kit anti-homofobia, apelidado de “kit gay” pelo Pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus vertente Vitória em Cristo, foi incorporado à campanha tucana para criticar o rival Fernando Haddad (PT) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no domingo 14, Serra critica o plano do MEC porque estes supostamente “diz que é bom ser bissexual porque aumenta em 50% a chance de ter programa no fim de semana”.”Isso não é combater homofobia, é uma espécie de doutrina. O problema do ‘kit gay’ é, acima de tudo, pedagógico. Quer doutrinar em vez de educar”, disse o candidato do PSDB.
 
José Serra é alvo de críticas à esquerda e à direita por trazer à tona o tema do kit gay no contexto da eleição municipal. Silas Malafaia tem feito campanha contra Haddad e pedido voto para Serra aos seus fiéis. Embora o tucano oficialmente tenha tentado se distanciar do pastor, reportagem de O Estado de S. Paulo da sexta-feira 12 aponta que o distanciamento entre ambos, na verdade, é uma estratégia combinada entre a campanha de Serra e Malafaia.
 

Portal da Transparência: Washington Picanço denuncia Roberto Góes por superfaturamento na compra de equipamentos hospitalares

Será protocolada nesta terça-feira, 16, pelo vereador Washington Picanço (PSB), na Câmara de Vereadores de Macapá, Notícia Crime contra o prefeito Roberto Góes (PDT) acusando-o de compra superfaturada de equipamentos hospitalares. O próprio Portal da Transparência do município compara que os preços não condizem com o estabelecido no mercado local e nacional.
 
Para comprovar a irregularidade, o vereador fez uma pesquisa de mercado. Por um armário hospitalar, o Poder Público municipal pagou o valor de R$ 1.679,04. O mesmo objeto, que é vendido em Macapá, na loja Dental Norte, custa R$ 990,00, sendo que o valor à vista é de R$ 891,00. Uma diferença de R$ 788,04 em relação ao que foi pago pelo prefeito Roberto Góes.
Como foram comprados 21 armários, a PMM pagou R$ 35.260,00. Se tivesse pago o valor de mercado, o preço real seria de R$ 20.790,00 e, nesse caso, o município teria economizado R$ -14.470,00.

“Como a empresa Dental Norte foi a única do Amapá que aceitou fornecer o orçamento, fizemos pesquisas na internet e encontramos duas empresas que disponibilizam o mesmo produto, cujos valores são muito inferiores  ao cobrado pela empresa vencedora no processo de licitação”, ponderou Washington Picanço.

No site da empresa Hosptime, localizada no Estado do Paraná, o valor do mesmo armário comprado pela PMM custa R$ 691,00. Os preços também foram averiguados, através da web, na empresa MedicinaShop, em São Paulo, onde o valor unitário do produto é vendido a R$ 870,00.

“Por todas essas razões, percebe-se a má-fé existente por parte do gestor público ao efetuar a compra dos referidos armários por preço exorbitante, lesando a administração pública. E certamente essa pode ser apenas uma das inúmeras irregularidades praticadas pelo prefeito Roberto Góes”, concluiu o vereador. (Cliver Campos)

domingo, 14 de outubro de 2012

O senador Pinóquio: entre a tragédia, a farsa e a comédia

* Por Dorival da Costa dos Santos (Nei)

As palavras podem ser vazias,
um discurso pronto,
pura demagogia, engodo,
enfim,
manipulação, dissimulação.
Mas um exemplo...
Ah! Um exemplo dificilmente pode se dissimulado.
Fazer é envolver-se, é estar inteiro, é doar-se além das promessas.

Andy Irons

“Demagogia é a capacidade de vestir as ideias menores, com palavras maiores.”

Abraham Lincoln

A voz histriônica, os gestos teatrais, o discurso arcaico e rococó eram indícios suficientes a indicar a tragédia que viria em seguida, a postura caricatural seria cômica, se não fosse trágica: o senador Randolfe Rodrigues, figura impoluta da defesa intransigente dos ideais da esquerda, paladino quixotesco da ética e da moral pública, com os braços de Rosemiro Rocha envoltos em seu frágil pescoço, apanha a mão de Robson Rocha – filho e herdeiro politico daquele que o afaga – a ergue dramaticamente e esbraveja: “Eis aqui o prefeito que será em tudo o melhor para Santana”. Testemunha deste fato me ocorre de imediato à mente que, às vésperas de algumas eleições passadas, o então deputado estadual Randolfe Rodrigues era o principal ativista da famigerada CPI do Narcotráfico e vociferava contra o dito Rosemiro Rocha o alcunhando de “deputado narcotraficante”.

Diante dessa aporia uma pergunta ao senador não quer calar: EM QUE MOMENTO, SENADOR RANDOLFE RODRIGUES, O SENHOR ESTÁ MENTINDO: quando qualificava o deputado Rosemiro Rocha como criminoso, em tudo pernicioso para a vida pública ou agora que o qualifica como liderança de um projeto em tudo melhor para Santana? Há ainda uma ilação possível que, diante do respeito à amizade que ainda nutro pelo senador, recuso sequer a considerar, mas por respeito à lógica sou obrigado a manifestar: que o nosso pequeno senador considere efetivamente um criminoso, notório malversador da coisa pública a melhor liderança para conduzir os destinos do município de Santana.

Entre potoqueiro e farsante, prefiro ter o senador Randolfe como mentiroso. Penso que um juízo dessa natureza, a despeito da gravidade que lhe está inerente, quando contraposto ao seu honrado passado é bem melhor do que o de cumplice cínico de um criminoso.

Seja como cínico, seja como mentiroso, o que ficou inequivocamente cristalino diante da escolha do senador Randolfe nas eleições em Santana é sua manifesta hipocrisia, ou seja, que o mesmo não passa de um politico populista e demagogo à moda antiga, travestido de novidade por certo, mas por dentro da casca engajada nos valores da esquerda, mora confortável e tranquilo um político tradicionalíssimo: narcisista, fisiologista e arrivista, sem nada a dever a um Demóstenes Torres, por exemplo.

Quando, aparentemente, a politica havia atingido o fundo do poço da História com o sucesso do nazi-fascismo, Hannah Arendt a grande pensadora da politica e do poder no século XX, com uma força intelectual solitária a reergueu ao patamar da dignidade, defendendo que esta era a atividade por excelência que nos constitui como humanos e, portanto, muito grande e importante para ser aviltada.

Em termos harenditianos a dignidade é o princípio ético para não aviltar a politica, para não apequenar a vida. A dignidade é a força espiritual que nos mantem íntegros nas adversidades ou em momentos de cantos sirenicos; dignidade e integridade são irmãs siamesas. Como disse Todorov: se a sociedade nos condena, a dignidade consiste em combater essa sociedade. Podem vilipendiar nosso corpo, nossa sanidade, mas NINGUÉM ou NADA é capaz de retirar a nossa liberdade de escolha. Mas para ser digno “não basta tomar uma decisão para si mesmo, é preciso que a essa decisão siga-se um gesto consequente, perceptível e [significativo] para os outros”. Contudo movidos pela síndrome de vira-latas é banal ouvir: “ser honesto no Brasil é para os tolos e ingênuos”, mas essa também é uma escolha.

Nós atingimos uma paz de espirito quando o que queremos coincide com o que devemos e o que podemos. Quanto mais cristalinos os princípios, menos difícil fica lidar com os dilemas da vida. É absolutamente impossível viver uma vida sem escolhas, e o único modo de suportar esse peso da condição humana é ter sempre como instrumento racional básico de nossas escolhas a integridade, a dignidade. Afinal “o que é uma pessoa íntegra? É uma pessoa correta, justa, honesta, que não se desvia do caminho que, na esfera do discurso, ela própria estabeleceu para si mesma. É uma pessoa que não tem duas caras. Qual a grande virtude que uma pessoa íntegra tem? Ela é sincera”.

De onde vem a palavra sinceridade? Os manuais de história nos demonstram que ela é uma palavra polissêmica, seu sentido mais recente vem da marcenaria. No século XIX, quando o marceneiro, ao trabalhar com aqueles móveis chamados coloniais, errava com o formão, ele pegava cera de abelha e passava naquele lugar para disfarçar o erro. Sine cera significa “sem cera”, uma pessoa sincera é aquela que não disfarça o erro, ela assume. Em vez de fazer de novo, o marceneiro farsante finge que está certo passando cera de abelha.

Senador Randolfe: Ética não é cosmética! Ética é sinceridade.

Somos colegas de profissão, tenho certeza que o senhor sabe de onde vem a expressão original “sincera”. Apenas para avivar-lhe a memória: no latim sine sera, sem cera, vem da criação de abelhas. Qual é o mel puro, o da geleia real? Não. É o mel sem cera. A noção de pureza está aí. Mas ela vem do teatro também. O mundo romano herdou parte dos princípios do teatro grego. No teatro grego, da Antiguidade Clássica, de 2500 anos atrás, havia uma situação muito interessante: todas as vezes que uma peça seria representada, os atores eram sempre homens, não havia espaço para as mulheres. Para que um ator pudesse fazer vários tipos de papéis, inclusive os femininos, eles construíam uma máscara feita de argila que seguravam na frente do rosto com uma varetinha. Que nome os latinos deram a essa máscara dos gregos? Persona. Daí vieram “personagem” ou “personalidade”.

Aliás, tem gente que usa várias dessas máscaras. Deixa uma em casa, outra no Senado, nos holofotes da Globbels usa outra, trás outra diferente para Macapá e porta uma diversa em Santana. Comporta-se em Brasília de um jeito e, no Amapá, de outro. Ele não admite no Congresso o menor deslize ético de um colega, mas pouco se incomoda se ele mesmo comete os seus ou legitima os de outros. Esse tipo prega que na vida pública tem que ter mais participação das pessoas, quer participar das decisões de um determinado patamar da hierarquia para cima, mas não acha e não age para que deva haver democracia dali para baixo.

Os romanos herdaram do teatro grego essa ideia de homens representando todos os papéis, mas, em vez de construírem máscaras de argila adotaram outra técnica: eles pegavam cera de abelha, misturavam com pigmentos vegetais e faziam uma pasta, que era passada no rosto. É por isso que uma pessoa sincera é uma pessoa sem máscara, que não tem duas caras, é aquela que não fala uma coisa e pensa outra, é aquela que não diz uma coisa e age de outro modo. A sinceridade é, de fato, um dos elementos constitutivos da integridade e da dignidade.

Esse texto é um misto de decepção e revolta. A história de amizade, companheirismo politico e profissional que construí com o hoje senador Randolfe Rodrigues remontam à época em que o dito cujo era meu aluno e uma promissora liderança estudantil; desde então divergirmos inúmeras vezes, a mais importante quando da sua saída do Partido dos Trabalhadores; mas nunca, nunca nessa trajetória de mais de vinte e cinco anos, sequer cruzou na minha mente uma centelha de dúvida quanto à sincera adesão desse meu amigo aos valores da esquerda.

No entanto, hoje, por um gesto, por uma escolha do amigo, sou obrigado a por em dúvida a sinceridade de seu engajamento aos valores que orientam a construção de uma sociedade libertária, justa e fraterna. Torço para que tenha sido uma escolha desastrada que lhe permita retomar o caminho da construção de uma utopia de justiça e liberdade; adianto-lhe apenas que a toda escolha agrega-se uma responsabilidade, e essa, no curso da história que está por vir, vai cobrar seu preço, qual seja, o seu apequenamento politico. Hoje o senhor até pode ser eleitoralmente vitorioso, ainda que eu entenda que tenha sido uma vitória pírrica. Não sou a mãe Dinah para prever futuros, mas hoje também começou a sua derrocada, a ladeira abaixo da sua degenerescência como homem público.

Tenho a firme sensação que aconteceu em relação à escolha do senador Randolfe Rodrigues em Santana uma das coisas que eu mais temo quando se tem em mira um debate ético: é a chamada adesão cínica. É quando o sujeito diz: “A ética é a condição sine qua non para o futuro do Brasil”. Mas, ele mesmo, no dia a dia, comporta-se da seguinte maneira: “Ética? Isso é de menos. Poder não casa com ética. O mundo politico é competitivo, a regra básica é cada um por si e Deus por todos. Interessa-me as posições de poder, pouco me importa os meios de atingi-las”. Esse tipo de adesão cínica é muito perigoso.

Alguém já disse em outro lugar: eu prefiro o mentiroso ao cínico. Porque o mentiroso é alguém que você captura a mentira dele, mas o cínico finge o tempo todo. E esse é o tipo mais deletério, porque dá a impressão de que está aderindo, que está engajado na causa e, como não está, enfraquece a corrente daqueles e daquelas que acham que a politica é muito grande e importante para ser aviltada.

Dorival da Costa dos Santos (Nei). Advogado, Professor de História da UNIFAP, Mestre em História Social pela UNICAMP e Doutorando do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Fluminense.

sábado, 13 de outubro de 2012

Protaf safra 2012/13: governador Camilo Capiberibe reúne com agricultores de Igarapé do Lago

No Distrito de Igarapé do Lago, município de Santana, o governador Camilo Capiberibe reuniu na manhã deste sábado, 13, com os agricultores e dividiu com eles a responsabilidade pelos desenvolvimento da atividade. Foi o início dos trabalhos viabilizados através do Programa Territorial da Agricultura Familiar e Floresta (Protaf), do governo do Estado. Para a safra 2012/13, o GEA dobrou o investimento e atendimento em todo o Amapá. De 1.173 famílias de agricultores atendidos na safra 2011/12, passou para 2.300, e o investimento passou de R$ 5,5 milhões para R$ 11 milhões.
O Protaf foi criado ano passado para fomentar a atividade agrícola no Amapá, dando a possibilidade para que as famílias que vivem da agricultura comprem insumos e equipamentos. Cada família que sobrevive com base na agricultura familiar recebe R$ 4 mil e tem ainda o acompanhamento técnico da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap).
 

Sarney montou o quebra-cabeça da sucessão de Macapá com Randolfe e Lucas

Do site do Chico Bruno

Entre o Natal e o Réveillon de 2011, o senador José Sarney (PMDB-AP), durante uma visita ao Amapá, precisamente na quarta-feira, 28 de dezembro, recebeu em sua casa macapaense o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o vereador eleito Lucas Barreto (PTB) para aparentemente comemorar o fim de ano.
 
Agora, passado o primeiro turno das eleições, ao lembrar o encontro ocorrido entre Sarney, Randolfe e Lucas, pode-se dizer que o convescote foi na verdade uma reunião de montagem do cenário das eleições municipais em Macapá e Santana, ao contrário das ilações tiradas a época de que o convescote foi para aparar arestas e mágoas entre Lucas e Randolfe.
 
Ali, naquele momento, articulou-se que Lucas faria uma aliança com o DEM em Macapá e não com o PSOL, mas que Randolfe em uma aliança branca apoiaria o candidato do PTB/DEM em Santana, eximindo-se o PSOL de lançar candidato a prefeito naquela cidade.
 
Maquiavelicamente uma jogada de mestre, pois mantinha a aura do “novo” na candidatura do PSOL em Macapá e com a perspectiva de quem fosse para o segundo turno levaria o apoio de um ou outro.

Trocando em miúdos, se o candidato do DEM, Davi Alcolumbre, fosse para o segundo turno teria o apoio do PSOL e a recíproca foi verdadeira com o PTB/DEM apoiando Clécio Luis na disputa contra Roberto Góes.
 
Para tudo dar certo, porta-vozes do convescote venderam a versão que o PSOL estaria querendo reeditar 2010, quando Randolfe subiu no palanque de Lucas Barreto, mas que este por estar descontente com Randolfe migraria para o apoio ao candidato do DEM.
 
Agora fica claro.
 
Em 2010, Sarney montou uma estratégia com Randolfe e Lucas para assumirem o governo do Amapá, mas foram atropelados pela Operação Mãos Limpas e o poder escapou-lhes das mãos com a volta do PSB ao poder.
 
Agora tiveram sucesso, pois o PSB não percebeu a tramoia, apesar de que para ganhar em Santana foi preciso “armar” um escândalo surreal em um motel usando para tanto uma denúncia vazia.
 
Episódio, semelhante ao que levou a cassação dos Capiberibe, até agora mal explicado a população de Santana, mas que pode ter consequências, se o PT recorrer a Justiça Eleitoral solicitando a anulação do pleito.  

Resumo da ópera.
 
Tanto em 2010 como agora, Sarney deixou o PMDB ao lado dos Góes para isolar o PSB o seu objetivo principal.
 
Se não deu certo em 2010 deu agora, com o PSB fora do segundo turno.
 
Lucas, Sarney e Randolfe unidos partem para a próxima empreitada em 2014, pois essa eles levaram.
 
Em 2012 o objetivo foi atingido. Por isso, para Sarney tanto faz Roberto ou Clécio.
 
Afinal ele está com um pé em cada canoa.

Pesquisa do IBGE revela: comércio do Amapá foi o que mais vendeu em agosto

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pesquisa nesta semana onde mostra que, entre as 27 unidades da Federação, o Amapá foi o que apresentou melhor desempenho no volume de vendas do Comércio Varejista, atingindo 7% em agosto de 2012 frente a julho de 2012, na série ajustada sazonalmente.
Com esse resultado, o comércio amapaense foi o que mais vendeu no oitavo mês do ano, na comparação com julho deste ano. Em segundo e terceiro lugares ficaram Roraima (3,6%) e Mato Grosso do Sul (2,9%), respectivamente. Em relação a agosto de 2011, as variações foram de 24,6% para o volume de vendas. O Comércio Varejista Ampliado (que agrega, aos índices do varejo, as atividades "Veículos, motocicletas, partes e peças" e "Material de construção", que incluem o ramo atacadista) apresentou aumento de 14% para o volume de vendas.
As 27 unidades da Federação tiveram resultados positivos na comparação agosto de 2012 versus agosto de 2011, sendo as taxas mais significativas observadas em: Roraima (28,8%); Amapá (24,6%); Mato Grosso do Sul (22,6%); Acre (14,9%); Ceará (13,6%) e Tocantins, com 13,2%.
Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se, pela ordem: São Paulo (12,4%); Minas Gerais (10,1%); Rio de Janeiro (6,2%); Rio Grande do Sul (9,5%); e Paraná (9,0%).
Ainda por unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal (na comparação mês/mês anterior) para o volume de vendas mostram que, dos 27 estados da Federação, dezesseis apresentaram variação positiva, sendo os destaques: Amapá (7,0%), Roraima (3,6%), Mato Grosso do Sul (2,9%) e Mato Grosso com 1,9%.
(Com informações do IBGE e Jornal do Dia)

Randolfe Rodrigues cogitado para chapa presidencial do PSOL

Do site do Chico Bruno

A nota publicada na coluna Página 10, do Zero Hora de hoje (13), da jornalista Rosane de Oliveira deixa claro que o gesto de Clécio Luis, candidato do PSOL à Prefeitura de Macapá, ao lançar a candidatura do vereador eleito Lucas Barreto (PTB) ao governo do Amapá não foi uma deferência especial, mas a certeza que o senador Randolfe Rodrigues está nos planos presidenciais da legenda como cabeça ou vice da chapa presidencial do PSOL em 2014.
 
Diz a nota:

“Com dois candidatos no segundo turno nas capitais – em Belém e em Macapá – e o segundo lugar de Marcelo Freixo no Rio, com 28,15% dos votos válidos, o PSOL saiu da eleição como o principal herdeiro dos votos de esquerda que o PT perdeu pelo caminho. Como Luciana Genro está impedida de concorrer a um cargo no Estado governado pelo pai, à estratégia do PSOL é colocá-la na chapa que disputará a Presidência da República, como candidata a presidente ou vice do senador Randolfe Rodrigues. O partido considera importante disputar a Presidência para defender suas teses, como fez em 2006, com Heloísa Helena, e em 2010, com Plínio de Arruda Sampaio.”
 
Vale acrescentar, que além da possibilidade desta chapa, o PSOL tenta cooptar a ex-senadora Marina Silva para se filiar ao partido e disputar a presidência com Randolfe de vice.
 
O certo é que qualquer que seja a chapa psolista o senador Randolfe está dentro.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Manifesto de indignação sobre a eleição de Santana - Por Antônio Nogueira

*Por Antônio Nogueira, atual prefeito de Santana
 
As eleições no Município de Santana, segundo maior colégio eleitoral do Estado do Amapá, foram pautadas, novamente, pelo uso indevido de aparelhamento de instituições judiciárias. Só que dessa vez, a intervenção dos adversários teve resultado vitorioso.

Nas eleições de 2008, quando o PT concor
ria à reeleição, tendo como principal adversário o grupo de Rosemiro Rocha apoiado pelo Palácio do Governo Estadual e pela Assembleia Legislativa, um Juiz local cassou a candidatura do PT e no outro dia pediu transferência para a Capital, numa clara intenção de desiquilibrar a eleição em favor da candidatura do Palácio. Fomos rápidos e estratégicos para desmontar a farsa e conseguimos nos reeleger e convencer instâncias superiores da Justiça Eleitoral da armação arquitetada. Dias depois, descobrimos que o Juiz tinha relações próximas ao Palácio e à residência governamental, onde a esposa dele, inclusive, prestava serviços como assessora de governo.

Para não perder o costume, mais uma vez, o mesmo grupo político, agora com o apoio da Assembleia Legislativa e de dois Senadores da República, arma mais uma de suas estratégias sujas e abomináveis da política. Há exatamente dois dias novamente das eleições, criam um fato que veio ser determinante para desiquilibrar o resultado das eleições em Santana, usando mais uma vez do aparelhamento de uma instituição pública de credibilidade no país. Desta vez, deu certo.

Armaram uma denúncia anônima dizendo que dentro de um motel, em Santana, a candidata do PT, juntamente com o Prefeito da cidade estavam dentro de um dos quartos conferindo e separando dinheiro para boca de urna no montante de 2 milhões de reais. A Polícia Federal foi em busca do fato fictício, adentrou ao motel e por lá ficou por tempo suficiente para os adversários propagarem a versão previamente fabricada através das redes sociais e de movimentos pela cidade, inclusive distribuindo milhares de panfletos, na mesma noite, nos induzindo à certeza de que esses panfletos já estivessem prontos, mesmo antes da ação.

A indignação da candidatura do PT provocou pedido à Justiça Eleitoral para que a Polícia Federal expedisse nota, ainda no sábado, véspera da eleição, sobre o ocorrido, vez que se recusou a dar entrevista pra imprensa no momento da ocorrência e a versão dada pelos adversários estava tomando grandes proporções pela cidade inteira e também na Capital. A Justiça deferiu o pedido, entendendo que realmente aquele fato poderia causar desequilíbrio no resultado da eleição, determinando que a Polícia Federal expedisse, “imediatamente”, nota à imprensa sobre o ocorrido, vez que boatos davam conta de denúncia anônima, alheia aos conhecimentos da Juíza Eleitoral de Santana, juízo competente para fatos eleitorais ocorridos no Município de Santana.

Para surpresa de todos os partidos aliados, até esta data a Polícia Federal não cumpriu a decisão judicial sobre a expedição da nota à imprensa, ficando toda a população santanense sem saber o que realmente ocorreu naquela noite, naquele motel. Segundo o gerente, em entrevista à imprensa local, nada encontraram nos quartos se não clientes que lá estavam tão somente com o propósito de se amarem. Depois de mais de 2 horas, a Polícia retirou-se do local, sem nada dizer e sem nada registrar.

Esse fato foi repercutido, pela oposição, à noite de sexta-feira, durante o sábado e por todo o domingo de eleição, influenciando diretamente no resultado do pleito. Era corriqueira a notícia que a Polícia Federal apreendera 2 milhões de reais com a candidata Marcivânia. Em 72 horas antes da eleição, todas as pesquisas mostravam a candidata do PT eleita ao menos com 6% dos votos a frente do candidato vencedor.

Até hoje encontramos pessoas crentes que o fato inventado foi verdadeiro e que afirmam não terem votado na Professora Marcivânia por entenderem que a ação ocorrera conforme divulgado. Ao caírem na real, é que percebem que foram induzidas a votarem contra. “A cidade está triste”. É perceptível! Até porque o eleito não obteve a maioria dos votos da cidade. Obteve apenas 1/3 da credibilidade dos eleitores (22 mil votos). Santana tem 66 mil votantes e eles obtiveram apenas 1.400 votos a mais que a candidatura petista.

O que nos causa estranheza não é a prática desse grupo político vencedor das eleições, pois já conhecemos a forma criminosa que jogam na política. O fato de um Órgão de credibilidade como a Polícia Federal se deixar usar por uma denúncia anônima fabricada pela oposição, é que nos indigna. Ainda mais com a presença de dois influentes Senadores da República presentes na campanha deles. Um pelo poder inconteste que tem no Senado, outro pela credibilidade emprestada a um grupo irresponsável e corrupto que desviou milhões de reais quando governou Santana, tendo sido, inclusive, condenado a devolver recursos aos cofres públicos.

Que a verdade venha à tona para que se faça justiça à imagem da Professora Marcivânia Flexa que é uma mulher honrada e íntegra de preparo inquestionável para governar a cidade. Que se faça justiça também ao PT e aos partidos aliados que governaram Santana por dois mandatos, transformando a cidade para muito melhor do que receberam deles em 2005. “A mentira tem perna curta!”. Espero que as instituições de respeito não prolonguem essas pernas e que não se deixem fazer de instrumentos facilitadores dos corruptos e burladores da consciência do povo, as utilizando para tal fim.

As frases do senador João Capiberibe

“O Psol nos colocou na vala comum com o PDT. Isso não pode, Nós não temos ninguém do nosso governo que foi preso pela Operação Mãos Limpas; temos um governador honesto que administra licitamente o estado. Nós não somos iguais ao PDT. O Psol sabe disso. O Psol bateu para nos desgastar e isso precisa ser esclarecido".
 
“O PSB já participou da eleição; não somos nós que fomos para o segundo turno; então é o Psol que deve se manifestar. Na segunda-feira vamos fazer uma nova avaliação do quadro político para tomar uma posição definitiva para a eleição de segundo turno a prefeito de Macapá”.
 
(Senador João Capiberibe, presidente do PSB-AP)