terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Convite do blog

Juventude do PT no Amapá realiza plenária pra debater temas atuais sobre o partido e a juventude. Dizem que na pauta está o balanço das Políticas Públicas de Juventude (PPJ´s) no governo Camilo Capiberibe.
 
Com presenças confirmadas de Dilma e Lula, o PT da início nesta quarta (20) a 13 seminários – que serão realizados em todo território nacional – como parte da comemoração dos 33 anos do Partido.

POUCAS & BOAS - Por Rup Silva

FALTA DE IMAGINAÇÃO. Por mais que alguns se esforcem para consertar as coisas, sempre tem a turma da pilantragem para avacalhar com as boas ideias. O governo bem que se esforçou para patrocinar um carnaval de qualidade. Os recursos [condeno peremptoriamente] foram generosos. Mas nada. Apesar do avanço de algumas escolas como o Maracatu, a mesmice foi a tônica. De nada adianta o brado ufanista de “terceiro melhor carnaval do Brasil..” de alguns coleguinhas desinformados. Continuamos pobres  de tudo, principalmente de imaginação. Pra tudo acabar na justiça. Os jurados, sinceramente, horrorosos.

PELA CULATRA. Não é verdade que o governo não resolve os problemas da saúde, como afirma novo critico do governo, falou-me indignado graduado funcionário da Sesa. Houve um enorme avanço nesses dois anos, apesar dos aloprados do PSOL e profissionais que em oito anos de mamata, se acostumaram a receber sem trabalhar; do sucateamento do sistema vitima do descaso de seus dirigentes, todos eles médicos, e da ajuda do PSOL, sindicatos e Conselho Médico que juntos produziram um estrago criminoso e causaram um desgaste sem precedente ao governo, a quem transferiram a responsabilidade por tudo que provocaram de ruim ao povo do Amapá. Há muito que fazer ainda para corrigir o estrago que essa gente se nega ver. foi muito grande. Para completar,  a prefeitura desde Roberto Góes não assume a sua responsabilidade no atendimento básico de saúde. Isso acarreta um esforço monumental da SESAS para dar conta de 80% do atendimento que deveria ser feito pela PMM. Sabiam?

PIROTECNIA. Enquanto uns trabalham de verdade para viabilizar as ações da PMM, muita gente não está nem aí, quer saber de grana. Carlos Chellala, economista e professor universitário, segundo me informaram, é um dos poucos auxiliares de Clécio que trabalha duro para produzir grana para o governo sobreviver. E que acredita no potencial da instituição que segundo fala tem muitas formas de arrecadar. Vem trabalhando nisso. Enquanto isso os incendiários permanecem na sua inócua pirotecnia, botando fogo no circo.

SALVE POA QUERIDA! Estou de volta a bela, hospitaleira e aprazível PORTO ALEGRE, onde o alarido da insensatez não prospera. Terra de trabalhadores ciosos, de gente que não enriquece à custa do governo, que ama seu Estado e onde as autoridades se respeitam. Terra de Getúlio, Brizola, João Goulart, Paim, Simon, Luciana Genro e do amigo Pedro, um paraibano que virou gaúcho por opção e orgulho à terra que o acolheu. Terra de mulheres lindas e educadas, ostentando seus belos pescoços modiglianos, terra de Grêmio e Inter, onde o xará Bira é sempre lembrado quando a gente diz que é de Macapá. E por aí afora. Salve POA! Que alivio! Que paz!

Por enquanto é só.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Camilo Capiberibe cala aloprados e anuncia parceria pra asfaltar Macapá

Camilo Capiberibe e lideranças durante inauguração da Escola Augusto dos Anjos
 
O governador Camilo Capiberibe anunciou nesta segunda-feira, 18, durante a inauguração da Escola Estadual Augusto dos Anjos, que pavimentará, tão logo comece o verão, 20 km das principais vias da cidade. A decisão faz parte do pacote de ações para ajudar a Prefeitura Municipal de Macapá (PMM).

Pelos cálculos do diretor do Departamento de Produção Industrial da Setrap, Tiago Carmo, o Estado deve fazer um investimento de aproximadamente R$ 5,2 milhões. Os técnicos do governo apresentarão um estudo indicando onde o trabalho será feito, para que, a partir da autorização do prefeito, seja dado início as obras.

A proposta do governador Camilo Capiberibe é atuar nas vias de maior fluxo de veículo. "Vamos fazer as parcerias necessárias com a prefeitura para melhorar a vida das pessoas. Agora, é preciso que se defina a competência de cada ente, dentro do processo democrático", comentou.

No entanto, avisa Tiago Carmo, o trabalho só vai iniciar após o fim do inverno. Neste período chuvoso, o serviço de pavimentação até pode ser executado, mas sua eficiência não é a mesma, a exemplo com o que ocorre com o tapa buraco. "Por mais que se faça as operações limpeza nos buracos, a umidade não fica a zero, e isso prejudica a vida útil da massa usada", comentou. (Núcleo de Jornalismo/Secom)

Janete Capiberibe é a única deputada do AP que devolveu 13º e 14º

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB) foi a única deputada pelo Amapá que abriu mão do 13º e 14º salários da Câmara dos Deputados. A socialista faz parte da lista dos 29 parlamentares da Câmara que abriram mão dos salários extras. No senado pelo Amapá, apenas João Capiberibe (PSB) e Randolfe Rodrigues (PSOL) abriram mão do 13º e 14º.

O jornalismo golpista do "disse-me-disse"

Uma pauta interessante para os formadores de opinião nesse debate sobre a parceria entre a PMM e GEA é a forma como alguns jornalistas escrevem matérias e notinhas em blogs e sites no Amapá, fortalecendo a tentativa de confundir ou manipular a opinião dos seus leitores para fazerem frente nos embates contra aqueles que não defendem os seus interesses políticos. Esse é o famoso jornalismo golpista do “disse-me-disse.”

A mentira propagandeada nas redes sociais sem mostrar algo de concreto como documento, gravação, testemunha ou foto pode ter efeito devastador. Lembrei agora da entrevista criada pela VEJA como Marcos Valério falando de Lula e que nunca existiu e nunca foi provada. Tudo teria sido invenção do veículo que faz oposição ao PT. Lembro que diversos jornalistas como Luis Nassif, Luis Carlos Azenha e Paulo Henrique Amorim, condenaram a onda golpista da VEJA com suas mentiras e ilações sobre Lula e o PT.

No Amapá alguns jornalistas arrotam independência, mas nos bastidores servem aos interesses de partidos e grupos políticos. Um exemplo claro desse jornalismo sem provas e golpista praticado pela VEJA são os jornalistas Correa Neto e Alcinea Cavalcante, que direta e indiretamente são ligados ao PSOL do senador Randolfe  Rodrigues e do prefeito Clécio Luis, mas publicamente para os seus leitores e nas redes sociais negam preferência política e partidária.

No final de semana o jornalista Correa Neto publicou uma nota duvidosa e mentirosa, onde afirmava que o governador  Camilo Capiberibe teria dito uma coisa que o próprio governador negou em nota direcionada ao ancião do jornalismo tucuju. O lendário Correa Neto ficou em maus lençóis e viu sua credibilidade ser colocada em xeque.

Em outro texto postado hoje 18/02/2013 em seu blog, a jornalista Alcinéa Cavalcante faz uso dessa estratégia maquiavélica, rasteira e golpista, tão utilizada pela VEJA e outros veículos da grande imprensa pra tentar dá força a uma mentira que se for contada mil vezes pode ser tornar uma verdade, segundo ensinamento do ministro da propaganda nazista de Hitler, Joseph Goebbels..

Alcinéa Cavalcante e Correa Neto tentam atribuir uma suposta frase ao governador Camilo Capiberibe. Quem ler a notícia no endereço http://www.alcinea.com/politica/governo-anuncia-que-fara-parceria-com-a-prefeitura, de imediato pensa que a frase foi realmente dita pelo governador, já que ela foi colocada no início da matéria afirmando e atribuindo ao chefe do Setentrião. Pessoas leigas podem cair e acreditar nesse golpe do mau jornalismo praticado por alguns profissionais. Vejamos o que diz o texto: 
“Enquanto o Randolfe não disser claramente, aqui, que não vai concorrer ao governo em 2014, vou deixar o Clécio a pão e água. Ele não vai aguentar”. A frase foi atribuída ao governador Camilo Capiberibe (PSB) e foi um dos assuntos mais comentados no fim de semana nas redes sociais, sites, jornais, feiras, mercearias, praças... (Postagem do blog da Alcinéa em 18/02/2013).
A pergunta que faço à jornalista Alcinéa Cavalcante e ao jornalista Correa Neto que postou e inventou a frase atribuída ao governador: Quando? Com quem? Com quais pessoas e onde o governador Camilo Capiberibe fez suposto comentário?

O jornalismo praticado por Correa Neto e Alcinéa Cavalcante segue a esteira daquelas pessoas que acusam sem ter provas. Eles não podem provar que o governador disse isso porque tudo não passa de mentira deslavada, invenção, fantasia e delírios de "mentes perigosas" que prestam um desserviço ao debate honesto e transparente, tentando manipular seus leitores e provocar uma guerra política entre o PSB e o PSOL.

Tanto Correa Neto, cuja filha Marcia Corrêa é Secretária Municipal de Cultura do prefeito Clécio Luis (PSOL), quanto Alcinéa Cavalcante, cujo filho Marcio Halery Alves Cavalcante que é assessor parlamentar do senador Randolfe Rodrigues (PSOL), defendem interesses ocultos na tentativa de pautar a opinião pública, utilizando seus blogs na internet.

Na verdade, Correa Neto e Alcinéa Cavalcante têm lado nesse debate e defendem os seus interesses que estão abaixo do interesse maior da população. Quem conhece os bastidores do poder sabe que isso faz parte do jogo sujo e rasteiro da política amapaense. Após tirarmos as máscaras do discurso independente e sem mostrarem provas de nada, os dois jornalistas sabem que o rei está nu: "xeque-mate".

Carta Capital e a Lei da Transparência de Capiberibe

As contas públicas aos olhos de todos
  
Rodrigo Martins / CartaCapital

Macapá tinha pouco mais de 170 mil habitantes quando o então prefeito João Capiberibe decidiu expor as contas do município em um quadro-negro afixado em frente à prefeitura, em 1990. Naquela isolada -localidade, cortada pela linha do Equador e banhada pelas águas do Amazonas, os computadores ainda eram novidade e a internet, um sonho. Daí o improviso na prestação de contas, com as -despesas e receitas atua-lizadas a giz. Não tardou para a notícia correr a cidade e ganhar destaque na mídia. Perseguido pela ditadura, o ex-militante da Ação Libertadora Nacional viveu quase dez anos no exílio. De volta ao Brasil, após a anistia, aquela era a sua primeira experiência como gestor público eleito. Usou o mote da transparência para imprimir uma marca ao seu governo.

“À época, muitos aplaudiram a iniciativa, mas também havia certa desconfiança da população”, relembra o hoje senador de 67 anos, eleito pelo PSB do Amapá. “Muitos achavam que os dados eram manipulados e a precária forma de divulgação reforçava as suspeitas. Mas aquele foi o primeiro Portal da Transparência do País”, orgulha-se o parlamentar, autor da Lei Complementar 131/2009, que estabeleceu prazos para a União, estados e municípios abrirem todas as suas contas na internet. Uma forma de permitir à população o controle social das finanças públicas.

Em decorrência da chamada “Lei da Transparência”, a partir de 27 de maio, todos os 5.570 municípios brasileiros deverão expor suas contas na web. Até então, somente as prefeituras com mais de 50 mil habitantes estavam obrigadas a fazê-lo. Na prática, quase 90% das cidades, onde vive perto de 36% da população brasileira, deverão se adequar à exigência. “A prefeitura que não cumprir a determinação pode ter os repasses da União suspensos. Os gestores também podem responder a processos por improbidade administrativa”, diz Capiberibe. A lei já vale para os municípios maiores, mas só agora deve efetivamente cumprir sua função, prevê o senador. “É muito mais fácil a população acompanhar as contas de uma pequena cidade do que as de uma grande metrópole.”

domingo, 17 de fevereiro de 2013

As contradições e o discurso de conveniência de Correa Neto

Este blogueiro nunca deixa passar despercebido os grandes debates travados em campanhas eleitorais e durante as gestões dos novos governantes. Por conta disso, resolvi procurar arquivos de posicionamentos e opiniões de jornalistas considerados respeitados na opinião pública amapaense, no que diz respeito ao tema parceria, travado e debatido desde o período eleitoral em 2012 e ressuscitado agora com uma nota fajuta do famoso "disse me disse". Antes de levantar esse debate, quero dizer que não tenho nada contras as pessoas que cito neste texto, além de minhas opiniões que são claras e públicas.

Resolvi pegar como ponto de partida, dois textos do jornalista Correa Neto. que tem se revelado um defensor árduo do prefeito Clécio Luis e do PSOL em seu sitio na internet e nas redes sociais. Observemos que o jornalista muda de opinião rapidamente para defender interesses ocultos e de momentos, conforme acordos de conveniências. 

Talvez, na ânsia de ajudar o governo municipal, cuja filha ocupa cargo de secretária de cultura, o jornalista esqueçeu do que escreveu no passado,lembrando aquilo que FHC disse ao aderir ao ideário neoliberal depois de escrever diversos livros e artigos criticando o capitalismo brasileiro. Correa Neto revela paradoxos em sua biografia militante. Em qual dos momentos o lendário Correa Neto emite sua verdadeira opinião sobre a parceria?

Geleia Geral 10-9-2012

10/Setembro/2012
O apelo das parcerias.
São bem poucos os candidatos que disputam a Prefeitura de Macapá, e não apostam em “parcerias”, como muletas para sustentação de seus desempenhos, se eleitos. Até o DEM, reconhecidamente um partido de oposição ao PT e a Dilma, entrou na cantoria. Mas essa expectativa criada pelos políticos, para ganhar votos, se justifica? Hoje não. No tempo em que governadores e prefeitos precisavam andar de “pires na mão” mendigando verbas públicas, essa busca de parceria se justificava, hoje não, repito.

Os governos do PT, faça-se justiça, avançaram muito na democratização da distribuição das verbas públicas. O compadrio ainda deve existir, mas em escala bem menor. Os programas destinados ao atendimento de estados e municípios são claros, estão regulamentados, e todos os gestores podem acessá-los, sem depender de favores, bastando que as unidades estejam legalmente aptas para o recebimento dos recursos. A Prefeitura de Macapá, por exemplo, não pode receber dinheiro federal porque está inadimplente. Pior que isso é ter claro que o prefeito eleito para Macapá só vai poder ter acesso aos recursos federais, depois de tapar os buracos que foram abertos pela atual gestão. É situação igual à que foi encontrada pelo PSB, deixada pelo governo do Waldez Góes: um caos. Então, se você tiver de votar em algum dos candidatos, que seja por qualquer outra razão, não pelas “parcerias”. 

Geleia Geral 16-02-2013

Os recados do governador.
A Prefeitura de Macapá deve começar em dez dias os serviços de recuperação das ruas da cidade, e isso sem esperar qualquer participação do governo do estado nesse sentido, pelo menos de imediato. O governador Camilo Capiberibe tem mandado o mesmo recado por diversas pessoas chamadas por ele. O conteúdo é mais ou menos o seguinte: “enquanto o Randolfe não disser claramente, aqui, que não vai concorrer ao governo em 2014, vou deixar o Clécio a pão e água. Ele não vai aguentar”.

Nesses termos, não acredito que o senador se dobre. E na verdade, se agir da forma anunciada, o governador estará penalizando os 450 mil habitantes do município, muitos dos quais votaram nele, em 2010.

Conclusão do blog

Inicio dizendo que tapar buracos é a obrigação mínima de um prefeito. Se formos levar em consideração o que Correa Neto falava durante a campanha, iremos concluir que ele combatia o discurso de parceria pra defender camufladamente a candidatura do atual prefeito Clécio Luis (PSOL) que afirmou em debate que “a melhor parceria é aquela em que cada um faz a sua parte." 

Agora diante dos problemas, o lendário Correa Neto tentando defender sua nova paixão política, acusa o governador de não fazer parceria, quase pedindo que Camilo Capiberibe passe a despachar um horário no Palácio Laurindo Banha.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Camilo coloca ponto final em fofoca

  1. Reproduzo nota do jornalista Corrêa Neto e comento ao final pois considero este debate muito importante:

    Geleia Geral 16/Fevereiro/2013

    "Os recados do governador.


    A Prefeitura de Macapá deve começar em dez dias os serviços de recuperação das ruas da cidade, e isso sem esperar qualquer participação do governo do estado nesse sentido, pelo menos de imediato. O governador Camilo Capiberibe tem mandado o mesmo recado por diversas pessoas chamadas por ele. O conteúdo é mais ou menos o seguinte: “enquanto o Randolfe não disser claramente, aqui, que não vai concorrer ao governo em 2014, vou deixar o Clécio a pão e água. Ele não vai aguentar”.

    Nesses termos, não acredito que o senador se dobre. E na verdade, se agir da forma anunciada, o governador estará penalizando os 450 mil habitantes do município, muitos dos quais votaram nele, em 2010."

    Sobre a nota acima tenho a esclarecer:

    Não preciso mandar recados ao prefeito Clécio Luís pela simples razão de ter um diálogo franco e aberto com ele sobre a política de parcerias que, esclareço, está em discussão em vários setores.

    Uma candidatura do senador Randolfe Rodrigues ao governo do Amapá é uma decisão legítima e soberana do seu partido, PSOL, e não passa nem por mim e nem pelo trabalho que podemos e deveremos fazer conjuntamente pelo povo de Macapá.

    Que parceria significa entendimento entre visões diferentes, já que estamos em esferas distintas, e que precisa respeitar a responsabilidade institucional de cada ente federado sob o risco de confundir o cidadão sobre as obrigações de cada um. Neste sentido anuncio o que já propus em nossas conversas e que esta lista não é exaustiva:

    a) Montar grupo de trabalho para construção de um projeto comum visando resgatar o Mercado Central e a construção do Shopping Popular. Quanto a este último já existe o compromisso firmado pelo governo do estado de financiar e executar a obra ficando o Mercado Central ao encargo do município.

    b) Parceria para conclusão das obras da rua Mato Grosso/Eliezer Levy, transformando esta importante artéria em uma via modelo ligando o complexo Norte-Sul/Tancredo Neves à avenida Fab e ao centro da cidade. Neste ponto o compromisso é o do governo financiar o valor necessário para concluir a obra que está parada desde 2007 e que foi parcialmente executada com recursos federais ainda disponíveis na conta do município.

    c) Repasse dos valores referentes às contrapartidas das obras federais captadas pelo município.

    d) Resgate do projeto da hoje sede da sub-prefeitura da Zona Norte que originalmente seria destinada a implantação de um terminal de abastecimento.

    e) Apoio à reestruturação do atendimento na rede básica de saúde com definição clara de responsabilidades e custos, com transparência.

    Esclareço ainda que as maiores obras tocadas pelo nosso governo são em Macapá justamente por compreendermos a importância política e estratégica da nossa capital. Os investimentos já em andamento somam mais de R$ 500 milhões. E cito apenas alguns como o conjunto Cidade Macapaba (R$274 milhões), o PAC Habitação Congós/Aturiá (R$ 60 milhões) a rodovia Norte-Sul (R$40 milhões) a Banda Larga (R$ 10 milhões) e os investimentos do PAC/Saneamento (R$110 milhões).

    Adianto que vou continuar buscando o diálogo com o município de Macapá em torno dos interesses da nossa população. Fui eleitor do prefeito Clécio e votei acreditando em seu discurso de que o município iria assumir, efetivamente, suas responsabilidades frente à população e não cair na tentação de tercerizar suas funções básicas e mais elementares, como acontecia antes.

    Concluo dizendo que acredito na capacidade do prefeito de liderar seus correligionários a desarmarem seus palanques e unirem esforços na busca pelo equilíbrio e pelo diálogo. (Camilo Capiberibe)
    Comentário do blog: O jornalista Correa Neto, autor da nota da coluna Geléia Geral, é ligado politicamente ao PSOL. Para quem não sabe, a Márcia Correa, é coordenadora de cultura da PMM, na gestão do PSOL, é filha do jornalista. Me parece que o clamor dos macapaenses, em relação a operação tapa-buraco, de responsabilidade única e exclusiva do prefeito Clécio, motivou tal diabinho.  

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Periscópio da Folia (bastidores do Carnaval)

Chá de sumiço
Turma do PDT, Waldez, Marilia, Roberto Góes não tiveram coragem de mostrar a cara neste carnaval, também pudera né? Como aparecer depois de terem deixado GEA e PMM como terra arrasada bem no estilo PDT de governar.

Azedo
O desgaste por conta da capa do CD, das escolas de Samba do Amapá, parece que deixou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL), azedo durante os eventos de carnaval. Explico! Pegou mal a tentativa de autopromoção com o uso de recurso público que inclusive tem denúncia tramitando no MPF.

Em plena campanha
Se em Macapá o senador Randolfe não estava à vontade no carnaval, foi o jeito investir no interior. Apoiando em vários municípios blocos com trios elétricos e abadas, o nome do senador do PSOL, foi divulgado como futuro candidato a governador.

Parceria
Em Santana, o prefeito Robson Rocha (PTB), fez questão de reconhecer os investimentos do Governo do Estado, no badalado carnaval do município. Em todo corredor da folia, a prefeitura de Santana enalteceu o apoio do GEA. Reconhecimento!

A boca pequena
Prefeito Robson Rocha não escondeu de ninguém nos camarotes no corredor da folia que apoio de Randolfe a sua candidatura a PMS foi apenas retribuição ao apoio que seu grupo deu ao senador em 2010 e que não passa disso. Será?

Aliados
Durante o desfile da Banda, quem demonstrou liderança foi o governador Camilo Capiberibe (PSB), que saiu acompanhado da deputada federal Dalva Figueiredo (PT),  do senador Capiberibe (PSB), do deputado Bruno Mineiro (PT do B), Deputado Balieiro,do vereador Washington (PSB), Rocha do Sucatão (PT),vários secretários e outros parlamentares.

Em pé de guerra
Quem não está de bem com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL), é a diretoria do Piratão. Explico! Segundo fontes o senador do PSOL que influenciou decisivamente na escolha do enredo sobre Janary teria prometido mundos e fundos no entanto a ajuda não veio e pior parece ter ido para outra co-irmã a verde e rosa.

Os buracos da banda
Um dos destaques negativos da banda 2013 foi os inúmeros buracos e crateras que obrigaram os foliões a prestar muita atenção para não se machucarem,com a palavra nosso prefeito folião Clécio, e o tal plano emergencial dos 100 dias?

Separados?
O Prefeito Clécio e o Senador Randolfe não estavam juntos na banda? Será que interesses conflitantes entre Prefeito e Senador podem estar dividindo o Psol? O tempo dirá.


Grande carnaval
O governador Camilo foi grande responsável pelo grande carnaval de 2013, afinal com investimentos de 3.7 milhões que aconteceu nos quatro cantos do Amapá, Macapá,Santana, Laranjal do Jari,Oiapoque e outros Municípios do interior.

Jean Alex
Coordenador do Carnaval fez bem o papel e conseguiu garantir boa interlocução do GEA com escolas e promotores do carnaval Tucuju.

Muita festa
Muitos foliões em dúvida, se perguntavam, se não seria melhor o Prefeito de Macapá, ao invés de passar recursos para aniversário de Macapá, para o Carnaval e feito festa de posse não seria melhor para o cidadão o prefeito ter economizado este dinheiro gastos nas 3 festas e programado ações de tapas buracos em Macapá que tá mas parecendo a Lua de tanta cratera aparecendo nos quatro cantos da cidade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Randolfe, o email de Martiniano e o aprendizado com Sarney pra calar a imprensa

Por Heverson Castro, especial do blog
 
O email de Martiniano revela que o grupo do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), lhe procurou para negociar o fim da sua suspenção, que conforme o dirigente do PSOL explica, foi feita por meio de uma manobra sem direito a ampla defesa. Martiniano foi afastado da legenda, acusado de ter relações com Carlinhos Cachoeira, bicheiro preso pela PF. 

O ensolarado confessa que fez um empréstimo ao bicheiro, mas nega que tenha participado do esquema de Cachoeira. Randolfe mesmo sabendo dos fatos, fingiu publicamente e em nota no seu blog, desconhecer o empréstimo do dirigente do PSOL, tentando abafar um o caso por conta que o PSOL disputava eleição em Macapá e poderia respingar na candidatura do partido.

Conforme trechos do email, Randolfe acompanhdo do presidente nacional do PSOL, Ivan Valente, teria procurado Martiniano em Goiás para pedir o apoio de sua corrente nacional que tem assento no Diretório Nacional. O objetivo do senador e do presidente da legenda era convencer Martiniano a legitimar e defender a política de alianças do PSOL em Belém e Macapá, esta última capital que elegeu Clécio Luis em aliança com o DEM, PSDB e PTB, partidos que o PSOL condena fazer alianças, pois são considerados conservadores e de direita.

Randolfe e Clécio Vieira se salvaram de serem expulsos do PSOL por uma diferença de 7 votos e alguns filiados do PSOL avaliam que diante deste email, após algumas conversas, Martiniano Cavalcante teria aceitado a proposta de Randolfe. O grupo de Martiniano contaria com 7 votos dentro do Diretório Nacional do PSOL.

Em recente matéria veiculada no Estadão, tucanos teriam acusado Randolfe de ter feito acordo com o relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PTMG), para salvar a pele do vereador goiano Eliaz Vaz (PSOL), que poderia ser indiciado na CPI. Randolfe também foi contra o indiciamento de Policarpo Junior, jornalista da revista VEJA, flagrado em grampos da PF conversando com Cachoeira. A VEJA teria tido relações com a organização criminosa de Cachoeira conforme textos revelados por alguns sites e blogueiros de notoriedade nacional como Nassif, Paulo Henrique Amorim e Azenha.

Como disse João Bosco Rabelo no Estadão: Randolfe, o candidato de si mesmo na campanha pra presidência do Senado agora em 2013, viu sua pretensão de ser o centro de holofotes nacionais, depois de Taques conseguir o apoio do PSDB e do PSB. O senador foi duramente criticado pela corrente APS-PSOL em nota publicada aqui no blog

Parece que as revelações do email de Martiniano só revela que Randolfe Rodrigues faz um discurso totalmente diferente do que pratica, demonstrando suas contradições e tentando intimidar os críticos, aderindo a moda Sarneysista de 2006 de tentar calar e processar blogueios, jornalistas e pessoas que ousam criticá-lo publicamente.
 

Acompanhe abaixo o email com as declarações de Martiniano que teriam soado como "tentativa de chantagem política" da parte de Randolfe Rodrigues e Ivan Valente, na avaliação de alguns militantes do PSOL que criticaram a permanência do senador e do prefeito da capital na legenda.

O email de Martiniano que comprometeu Randolfe Rodrigues

De: Martiniano Cavalcante <martneto@terra.com.br>Data: 7 de novembro de 2012 22:17
Assunto: Declaração a CPMI
Para: Martiniano Cavalcante <martneto@terra.com.br>
Cc: zilmar alverita <zifirina@yahoo.com.br>, carlosrobaina@uol.com.br, jeffermoura@terra.com.br, ivan.valente@uol.com.br, afranio50@gmail.com, clecioluis@ig.com.br, edilsonpsol@gmail.com, tostaofs@gmail.com, francisvaldom@hotmail.com, joaomach@uol.com.br, recifepsol@ig.com.br, marioagrapsol@gmail.com, maykomap@yahoo.com.br, pedrofuentes99@gmail.com, pereirarod@gmail.com, ronaldodopsol@hotmail.com, rluiz_araujo@yahoo.com.br, silviasantoscst@gmail.com, tete.monteiro1709@gmail.com, janirarocha@yahoo.com.br, nancy.nanioca@gmail.com, milacvaladao@yahoo.com.br, albapsol@yahoo.com.br, tadeu.psol@yahoo.com.br, andre.ferrari@uol.com.br, araceli-lemos@uol.com.br, carlosgianazzi@uol.com.br, danielaconte1@gmail.com, douglasdinizfernandes@ymail.com, edmilsonbritorodrigues@uol.com.br, eduardoalbergaria@gmail.com, eliasvazan@ig.com.br, fernandamelchionna@yahoo.com.br, garridofabiano@hotmail.com, r <chicoria@chicoalencar.com.b>, haroldosaboia@uol.com.br, icaroargolo@hotmail.com, inespaz.psol@yahoo.com.br, israeldutra@gmail.com, fjoama@yahoo.com.br, babaluta@globo.com, miltontemer@gmail.com, enriquepsol@yahoo.com.br, jlfevereiro@iveloz.com.br, Jorge Almeida <jorgealm@uol.com.br>

Encaminho para a Executiva a defesa que apresentei a CPMI.

Martiniano Cavalcante

À CPMI - Práticas criminosas desvendadas pelas operações "Vegas" e "Monte Carlo", da Polícia Federal - CPMIVEGAS

Senhor Presidente Senador Vital do Rêgo,
Senhor Relator Deputado Odair Cunha,
Senhor Senador Álvaro Dias,
Senhor Senador Randolfe Rodrigues,

Eu, Martiniano Pereira Cavalcante Neto, brasileiro, casado, engenheiro civil, encaminho a esta CPMI informações e documentos que julgo relevantes para comprovar que a transferência de R$ 200.000,00 (Duzentos mil reais) da empresa Adécio & Rafael para minha conta bancária correspondeu a um empréstimo que paguei com juros ao sr. Carlos Cachoeira,com o qual nunca tive relações de qualquer natureza.

Sou um cidadão que não exerço cargo público, nunca tive mandato nem participei de governos. Na condição de homem comum vivo do meu trabalho na iniciativa privada como profissional liberal e micro empresário da construção civil. Atuo no desenvolvimento de técnicas para racionalização da construção e venda de moradias populares. Não tenho fortuna nem parcerias com grandes empresas. Por isso tenho enfrentado, em diversas circunstâncias, dificuldades financeiras para pagar as contas de minha empresa, inclusive os salários de cerca de dez funcionários permanentes.

Em dezembro de 2011, vivenciei uma destas crises e sem alternativas para superá-la aceitei a sugestão de um amigo, também pequeno empresário da construção civil, que intermediou a obtenção deste empréstimo.

Como garantia deixei, na ocasião, o cheque de número 900065 da minha conta corrente, ao portador, no valor de R$ 220.816,00(duzentos e vinte mil, oitocentos e dezesseis reais) pré-datado para o dia 20 de maio de 2012, que seria o vencimento do empréstimo, com prazo de cinco meses e juros de 2% ao mês. O Sr. Carlos Cachoeira pegou o cheque, dobrou-o, colocou no bolso da camisa e afirmou que na terça-feira, dia 20 de dezembro, os duzentos mil reais estariam na minha conta, o que de fato ocorreu.

Somente após as prisões decorrentes da Operação Monte Carlo e especialmente a divulgação das movimentações financeiras feitas pelas empresas fantasmas, verifiquei que aquele depósito em minha conta havia sido feito pela empresa Adécio & Rafael Construtora e Incorporadora.

Diante da situação, só me restava esperar que o cheque fosse cobrado para que, assim, a operação de empréstimo viesse a ser liquidada. Do contrário, eu não teria nenhuma justificativa para o depósito daquele dinheiro em minha conta, pois, jamais mantive qualquer tipo de relação social ou de amizade e muito menos profissional com o Sr. Carlos Cachoeira. Minha empresa Ágora Construtora e Incorporadora Ltda. CNPJ 01.826.079/0001-77, fundada em 1994, nunca construiu ou prestou serviço para órgãos públicos, Prefeituras, Estados ou União, muito menos manteve qualquer relação comercial com o Sr. Carlos Cachoeira, com seus empregados, sócios, cúmplices ou empresas com eles envolvidos, inclusive com a Delta Engenharia.

Em maio de 2012, recebi um telefonema de uma mulher que se identificou como Andressa e disse que precisava muito falar comigo sobre o pagamento de um empréstimo que eu havia feito com o marido dela. No encontro que mantivemos para tratar do assunto ela afirmou de modo enfático e irredutível que estava com meu cheque e que precisaria receber o dinheiro de qualquer maneira, pois havia assumido os compromissos deixados pelo marido. Neste momento respondi que precisava de mais alguns dias para fazer o pagamento. Esclareci que quando eu pudesse fazê-lo, precisaria que o cheque fosse cobrado pela mesma empresa que depositou o dinheiro em minha conta. Ela disse que não poderia dar mais nenhum prazo e que ela mesma teria que receber o dinheiro porque a empresa estava com a movimentação financeira bloqueada e que ela (Andressa) precisava do dinheiro.

No dia seguinte (18/05/2012), sem saber como resolver o problema, fiz a contraordem sustando o pagamento do cheque. Nos dias que se seguiram, a Sra. Andressa me ligou várias vezes cobrando o pagamento do cheque e reclamando do fato de eu tê-lo sustado, conforme informação recebida por ela de um gerente de sua conta bancária. O impasse foi se tornando insustentável, até que no dia 26/06/2012, cancelei a contraordem. No dia 27/06, o cheque foi cobrado através de depósito na conta da Sra. Andressa Alves Mendonça e devolvido por falta de fundos (primeira devolução). Finalmente, no dia 03/07/2012, o cheque foi reapresentado na compensação e pago.

Apresento alguns documentos que comprovam o relato que fiz acima. Em primeiro lugar, documentos que comprovam a movimentação de minha conta bancária com as datas 20/12/2011, quando foi feita a transferência, 27/06/2012 e 03/07/2012, quando o cheque foi pago.

Cópia da identificação do depositante fornecida pelo banco em 16/04/2012 com a data em que tomei conhecimento de que a transferência para minha conta fora feita pela Adécio & Rafael.

Cópia do controle bancário mostrando que no dia 18/05/2012 fiz a contraordem sustando o cheque pré-datado que emiti como pagamento do empréstimo, procedimento cancelado, conforme
mostra o documento no dia 26/06/2012.

Cópias do cheque em sua primeira apresentação quando foi devolvido sem fundos e após a segunda apresentação quando foi pago.

Documento bancário mostrando o talão de cheques com numeração inicial 900057 e numeração final 900068 que foi liberado para meu uso em 06/12/2011 às 16h34min. Conforme o documento, todos os cheques do referido talonário foram compensados ou pagos entre o dia 15/12/2011 e o dia 30/01/2012, restando unicamente o cheque de número 900065(pré-datado para pagamento do empréstimo) que foi compensado no dia03/07/2012.

Comuniquei estes fatos ao Senador Randolfe Rodrigues por eu ser militante do PSOL, mas só o fiz após a aprovação da quebra de sigilo bancário da empresa Adécio & Rafael. O Senador Randolfe defendeu publicamente, de maneira enfática e correta a quebra deste sigilo e por respeito e ele, ao seu mandato e aos meus princípios, só o procurei após a votação do requerimento pertinente pela CPMI.

Estive com ele em Brasília e o Senador, após ver toda a documentação relativa à minha movimentação bancária (em anexo) disse não ter dúvida de que se tratava de um empréstimo. Pedi a ele que informasse ao presidente do Partido e à bancada do PSOL, o que foi feito segundo informações que recebi de membros da direção partidária que, a pedido do Senador, me procuraram em Goiânia na manhã seguinte para se inteirarem da situação.

Também dei publicidade e explicações detalhadas do caso aos jornais diários de Goiânia, Diário da Manhã, O Popular e ao Site Brasil 247-Go que publicaram matérias relatando com fidelidade os
acontecimentos.

Infelizmente o Senador Randolfe em entrevista e em nota publicada em seu Blog omitiu os fatos. Agiu como se tivesse sido surpreendido pelos documentos da quebra de sigilo.

O Deputado Federal Ivan Valente, agiu da mesma maneira anunciando meu afastamento preventivo da direção partidária, através de nota pública em nome da Executiva Nacional do PSOL sem que tivesse sido realizada uma única reunião da executiva e sem fazer uma única referência ao empréstimo e a toda documentação já apresentada ao Partido e divulgada pela imprensa goiana.

Uma condenação preventiva, julgada e sentenciada pelo telefone, sem o mais elementar e republicano direito de defesa.

Alem disso a referida nota faz considerações nefastas, desonestas e mentirosas, alegando que “a ética (no caso a minha) de quem recebe dinheiro de empresa fantasma é incompatível com a ética do
Partido”.

Não fez a mínima diferença que soubessem do empréstimo, dos achaques que sofri, do pagamento que realizei com juros e, em fim, da verdade.

Lamentavelmente foi a conveniência eleitoral o que motivou as referidas notas e posicionamentos. Aparecer bem na foto, mesmo que lepidamente pisoteando a honra de uma pessoa limpa e integra, que milita há 38 anos por convicções morais e ideológicas, sem cargos, sem carreira, sem privilégios e sem negócios de qualquer tipo com o Estado e com o Dinheiro Público, como é o meu caso.

Caso considerassem verdadeiras as alegações que expuseram em suas declarações e notas não teriam me procurado na quinta feira véspera de finados o presidente nacional do PSOL Deputado Ivan Valente, o Senador Randolfe Rodrigues e o Sr. Antonio Carlos de Andrade Toninho do PSOL- DF, para tratar da “importância de minha atuação na fundação e na construção do PSOL”, da necessidade da minha “reintegração à direção do partido” e da imperiosa necessidade de referendar a política adotada em Belém onde o PSOL se apresentou no segundo turno como aliado do Lulismo e em Macapá em acordos com setores do DEM e do PSDB.

As alusões à relativa contribuição que dei como um dos coordenadores do processo de fundação e legalização do PSOL, como primeiro secretário geral do partido, como coordenador da campanha presidencial da então Senadora Heloisa Helena não são sinceras. Estes, que hoje comandam a agremiação que fundamos em 1994 à época já nos combatiam, defenderam o PT até os últimos estampidos do Mensalão.

Quanto ao meu afastamento da direção do partido declaro antes que considero ilegítima, ilegal e inaceitável essa condenação prévia. Lutarei contra ele em todas as instâncias cabíveis e jamais aceitarei que a minha honra, a minha dignidade e a minha ética sejam objeto de qualquer tipo de negociação.

Continuarei condenando esta política aplicada no segundo turno em Belém e em Macapá, mesmo sendo impedido arbitrariamente de participar da reunião da Executiva Nacional convocada para o dia 08 de novembro de 2012. Especialmente no caso de Belém, que concretizou uma negação do combate frontal à adesão do PT ao receituário neoliberal, simbolizado pela reforma da previdência que resultou na expulsão de Heloisa Helena e dos Chamados Radicais do PT, dando origem ao PSOL.

Sempre defendi e continuarei defendendo a necessária ampliação da política de alianças do PSOL para unir os que têm afinidades ética e pontos de contatos programáticos em um projeto de poder para concluir a reconstrução democrática e republicana do país, para superar pela esquerda o atual governo, para superar o Lulismo e o Petismo. Não para se abrigar à sombra do poder e dele se converter em força auxiliar.

No encontro que tive com o Senador Randolfe , na quinta feira véspera do dia de finados, ele me informou que devido ao calendário aprovado eu não poderei depor conforme gostaria e nem prestar esclarecimentos formais à CPMI. Assim encaminho este depoimento escrito ao presidente da CPMI Senador Vital Do Rego, ao Relator Deputado Odair Cunha, ao Senador Alvaro Dias e ao Senador Randolfe Rodrigues com cópia a todos os membros da CPMI.

Atenciosamente coloco-me à inteira disposição, da CPMI e de todos seus membros para prestar quaisquer esclarecimentos que possam ser úteis aos trabalhos.

Martiniano Pereira Cavalcante Neto
Engenheiro Civil- CREA 3064/D GO
CPF 182.987.021-15
Endereço: Alameda Imbé, Chácara 15, Casa 6, Parque Amazônia, Goiânia-GO, CEP 74.840-460
Telefone: 62 9189-3597