domingo, 11 de janeiro de 2015

Negros têm 2,6 vezes mais chances de morrer do que brancos no Brasil

Negros têm 2,6 vezes mais chances de morrer do que brancos no Brasil (Imagem: Pragmatismo Político)
Dados comprovam que morrem mais negros do que brancos no Brasil. Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade, os jovens negros têm 2,6 mais chances de morrer do que os brancos. Os dados da pesquisa foram atualizados em 2014 para incluir a desigualdade racial, e o resultado foi que o risco de os adolescentes e jovens de 12 a 29 anos sofrerem violência aumenta quando esse fator é levado em conta.

A média se refere a 2012, último ano em que há dados consolidados, e mostra pequeno aumento em relação há cinco anos. Em 2007, o risco nacional era 2,3.

Encomendada pelo governo federal ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pesquisa também faz um recorte por unidades da Federação e coloca a Paraíba no topo do ranking. Lá, a chance de o jovem negro morrer violentamente, assassinado ou em acidentes de trânsito é 13,4 vezes maior do que a do jovem branco. No Paraná, estado com menor risco, a proporção é inversa, já que a taxa de homicídios de jovens brancos é um pouco maior que a de negros: 0,7. Valores mais próximos de 1 indicam maior proximidade entre os dois segmentos.

Secretário de Juventude, Esporte e Lazer do estado, Carlos Ribério Santos lembrou que as autoridades públicas locais estão atentas para o problema e que os dados não são uma “novidade”. Ele informou à Agência Brasil que desde 2011 algumas ações estão sendo desenvolvidas no âmbito do esporte, da cultura, educação e saúde, na tentativa de “criar um cenário favorável à diminuição dessa mortalidade”, mas aque “ainda é cedo” para apresentar resultados.

Uma das frentes tem o objetivo de inserir o jovem negro no mercado de trabalho. Segundo o secretário paraibano, seis escolas técnicas estaduais serão inauguradas em 2015, oferecendo cerca de 15 mil vagas. Posteriormente, mais nove escolas serão entregues. “O estado nunca fez essa incursão pelo ensino técnico profissionalizante [antes]. Sem qualificação para o trabalho, dificilmente o jovem vai ser integrado”, afirmou. Ele acrescentou que o “contexto de marginalização” não é só estadual e que o tema precisa ser debatido nacionalmente.

Demandante da pesquisa, a Secretaria Nacional da Juventude tem como principal programa de enfrentamento aos índices o Plano Juventude Viva, que visa a prevenir a violência contra a juventude negra em 142 municípios prioritários. Essas cidades concentraram, em 2010, 70% dos homicídios contra os jovens negros. Para Fernanda Papa, coordenadora do plano, os dados contribuem para analisar por que o jovem negro é mais exposto e mostrar a necessidade de mais políticas públicas para esse grupo.

O índice ajuda a mostrar que o jovem negro do sexo masculino é o que está mais exposto ao risco de perder a vida. Se o seu direito humano mais fundamental, que é a vida, pode ser violado, provavelmente ele já teve outros violados, como a educação e o direito de ir e vir”, observa Fernanda. “Esses direitos fundamentais têm que ser considerados para o jovem negro com urgência”. De acordo com a coordenadora, essa não é uma vontade do jovem negro. Trata-se de “um passivo de séculos”, quando, por exemplo, os negros foram impedidos de frequentar universidades.

Renato Sérgio de Lima, que coordenou o estudo, destacou a importância de um monitoramento sistemático desses índices e da implantação de políticas voltadas à prevenção de mortes. Para ele, essa gestão integrada dos dados vai permitir “mapear de forma precisa os territórios que exigem investimento específico”, de forma inteligente. “Não é só passar dinheiro, é costurar grande pacto pela integração desses sistemas de monitoramento. O que o Brasil aplica não é suficiente, mas está longe de ser pouco. Precisa melhorar a qualidade de investimento”, defendeu.

Com os recursos, as políticas devem focar na redução da desigualdade racial e dos homicídios de jovens negros. “Não é uma questão de racismo, mas civilizatória”, declarou o pesquisador da Fundação Getulio Vargas. Para mostrar “claramente que a desigualdade racial afeta negativamente a vulnerabilidade juvenil”, explicou Renato, o estudo traz uma tabela que simula a eliminação completa da desigualdade racial e revela que o risco se reduz drasticamente em todos os estados.

Dos 142 municípios prioritários do Plano Juventude Viva, 100 aderiram ao plano e 47 já tiveram as ações lançadas, envolvendo inclusão social, a oferta de equipamentos e transformação de territórios onde há altos índices de homicídios. Evitar situações de violência nas esferas que estão ao alcance do Estado também faz parte das missões do plano, de acordo com a coordenadora Fernanda Papa. Ela reconhece a existência de alguns casos em que os agentes de segurança cometem abusos que acabam tirando vidas inocentes, e afirma que uma das formas de coibir o grau de letalidade policial é a “inclusão do tema do racismo na formação dos profissionais de segurança pública”.

Renato Sérgio Lima disse que os dados desconstroem a noção de que somos um país pacífico nesse quesito e revelam que não podemos mais esconder o problema sob o risco de estarmos boicotando nosso futuro. “Há um enorme passivo histórico. O Brasil, enquanto nação, foi construído com base na ideia de um país pacífico e de convivência entre as diferenças. Se a gente quer uma nação democrática, moderna e protagonista, vai ter que enfrentar esse problema”. Segundo ele, a população que está morrendo é a que vai fazer falta para que o país seja economicamente robusto daqui a pouco.

O estudo, ainda preliminar, deve ser lançado na próxima semana pela Secretaria-Geral da Presidência da República. De acordo com Fernanda Papa, o próximo passo será apresentar o índice aos estados e disponibilizá-lo a pesquisadores e instituições de segurança pública. Ela disse que espera a continuidade da pesquisa em busca de um diagnóstico permanente de acompanhamento do risco.

Paulo Victor Chagas, Agência Brasil

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Protesto: Moradores da Zona Norte fazem abaixo-assinado pedindo reabertura de UPA fechada pelo governo Waldez

Os moradores da Zona Norte de Macapá, se uniram em torno de um abaixo-assinado pedindo ao governador Waldez Góes, que reabra a Unidade de Pronto Atendimento  (UPA), que se encontra fechada desde o início do ano.

Segundo a direção, eram realizados em média 200 atendimentos diários. "É inadmissível que um hospital recentemente inaugurado seja fechado. Não há explicação", indigna - se Antônio Gomes, um dos moradores que estão à frente do manifesto.

“A ideia é encaminhar o abaixo-assinado direto pro Waldez Góes para sensibilizá-lo da situação que sofrem os moradores da Zona Norte", disse.

Maquiagem
Todos acompanharam que Waldez armou um grande circo ao visitar o Hospital de Emergência "Osvaldo Cruz" no dia 4 de janeiro. Esse foi um dos seus primeiros compromissos públicos como governador. Lá chegando, constatou diversas deficiências comuns a qualquer Pronto Socorro do país e que exigem tempo para serem resolvidos corretamente, algo que em oito anos de governos anteriores não foram solucionados.

No entanto, o Waldez 2.0 precisando de soluções em tempo real, mas nem sempre condizentes com práticas republicanas ou simplesmente honestas com a sociedade, resolveu colocar em prática o plano de fechar a UPA 24 horas da Zona Norte, inaugurada com a presença do ministro da Saúde, Arthur Chioro, em outubro de 2014.

Fontes que trabalham na UPA informaram que ela já foi visitada, sem a presença da imprensa e sem todo o circo armado no HE, e que os "técnicos" da nova gestão tiveram a brilhante ideia de depenar a UPA para tentar cumprir compromissos assumidos pelo governador com os pacientes e profissionais do Hospital de Emergência.

Não é preciso ser nenhum gênio para constatar que a ideia de depenar a UPA não é brilhante e não resolve o problema do HE. Muito pelo contrário, é fundamental ampliar as alternativas de atendimento.

Infelizmente para a população da Zona Norte, que já tinha se acostumado a dispor de uma UPA 24 horas, essa será uma triste e dolorosa experiência do novo modelo de gestão implantado no Amapá.

Ação do MP: Justiça obriga prefeito Clécio Luis a realizar concurso público pra Saúde

Clécio Luis será obrigado a realizar concurso público pra área da Saúde e acabar com farra de processo simplificado
O Ministério Público do Amapá obteve decisão favorável na Justiça para obrigar o Município de Macapá a realizar concurso público para a área de saúde, até o dia 30 de setembro de 2015. A Ação Civil Pública foi ajuizada em maio de 2014 pela Promotoria da Saúde, pedindo a suspensão da contratação de servidores por Processo Seletivo Simplificado, e que o Município de Macapá fosse obrigado a realizar concurso público para contratação de profissionais de saúde. 

De acordo com a ação, por considerar que os serviços de saúde são permanentes, não é justificável a contratação temporária e sem concurso público.

Na decisão, o Juiz de Direito Paulo Madeira determinou que “o prazo máximo de duração dos contratos temporários dos profissionais da saúde, por Processo Seletivo Simplificado, será até o dia 30 de Setembro de 2015, data limite para a realização do concurso público”. A pena de multa diária recairá sobre a pessoa do prefeito, a ser fixada em momento oportuno pelo Juízo.

O Promotor de Saúde, André Araújo, destacou que, “a contratação precária de profissionais de saúde contribui para a falta de qualidade e continuidade na prestação de serviços de saúde pelo Município, prejudicando o atendimento à população, além de se constituir, caso persista, em ato de improbidade administrativa”.

A Promotoria informou que da decisão ainda cabe recurso.

Secretário-adjunto de Saúde desconversa sobre acabar com 'Mais Médicos' e 'Mutirões Ortopédicos'

Fernando Nascimento sendo entrevistado pela jornalista Ana Girlene no programa Café com Notícias. (foto: Café com Notícias)
Polêmico, conservador e ferrenho opositor do programa "Mais Médicos" e de Mutirões Ortopédicos", o médico Fernado Nascimento, agora no poder recua de posições que adotava quando presidiu Sindicato dos Médicos.

 Crítico voraz da saúde pública na gestão passada e acostumado a responsabilizar os gestores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) pelos problemas nos hospitais, o novo secretário adjunto da referida pasta, Fernando Nascimento, disse durante entrevista ao programa Café com Notícia que "Não é tão simples como se imagina quando se está na luta"

Domiciano Gomes do Amapá 247 - Fernando Nascimento é presidente do Sindicato dos Médicos do Estado. Entre 2011 e 2014  chegou a paralisar o atendimento em hospitais, promovendo greves em favor dos interesses da categoria e em prejuízo da população. Também foi contra a vinda dos médicos cubanos para o Amapá, através do programa "Mais Médico".

Menos de uma semana depois de tomar posse Fernando tentou justificar a decisão do governo em suspender o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da  Zona Norte de Macapá. Embora a Unidade tenha realizado mais de 3 mil atendimentos somente no primeiro mês de funcionamento , o governo  alega que a medida ocorre devido a falta de pessoal.

Sobre o “estado de emergência” a ser decretado nos próximos dias no serviço de saúde o secretário adjunto tentou explicar o objetivo. "Não é Estado de Emergência para comprar medicamentos. Precisamos de recursos e tudo será feito dentro da lei", disse.

Crítico dos mutirões de cirurgias realizados na gestão anterior para atender as intermináveis filas de pacientes, Fernando afirmou que "mesmo sendo contra os mutirões, não há outra solução no momento". Segundo profissionais de saúde, não há solução no momento e nem a curto prazo pois o problema reside na falta de especialistas.

Conceição Medeiros promete retidão e diálogo à frente da Secretaria de Educação

Camila Ramos
Agência Amapá
 
Os servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seed) receberam nesta terça-feira, 6, sua nova secretária, a professora Conceição Medeiros, em um evento de posse simbólica da gestora. Conceição entregou flores aos representantes de cada departamento da secretaria e anunciou que fará uma gestão de diálogo, sensibilidade e responsabilidade.

Ao som de música ao vivo, os servidores da educação conheceram o perfil e projeções da nova secretária, que foi apresentada pelo vice-governador do Estado do Amapá, Papaléo Paes. Além dele, foram convidados a participar da mesa de honra a presidente do Conselho de Educação, Eunice Bezerra, e o presidente do Sindicato dos Serventes e Merendeiras, Antônio Vasconcelos. "Conceição já foi conselheira, presidente do Conselho de Educação, e sabe o que é gerir junto com todos", disse a presidente do Conselho.

"Estamos muito felizes não só por causa do currículo da Conceição, mas também pela sua história de sindicalista que com certeza fará com que ela olhe com outros olhos para as causas da educação", afirmou Antônio Vasconcelos.

A nova secretária explicou que a nova visão da secretaria será rígida, correta e baseada no diálogo e participação dos servidores e comunidade escolar. "Faremos uma gestão mais humana, sem perseguição, pronta para sanar as problemáticas e avançar com a educação do Amapá", disse Medeiros.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Procurador-geral do Estado nomeado por Waldez teve nome citado na Operação "Mãos Limpas"

Narson Galeno, procurador-geral do Estado (Foto: Abinoan Santiago/G1)
O procurador Narson Galeno, nomeado pelo governador Waldez Góes para o cargo de procurador-geral do Estado teve seu nome citado durante desdobramentos da Operação "Mãos Limpas", conforme revelou o jornal Folha de São Paulo em 2010. 
 
Este blog denunciou durante a eleição da OAB que elegeu o advogado Paulo Campelo pra presidente, que o eprocurador Narson Galeno, foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal durante desdobramento da Operação "Mãos Limpas". No último processo eleitoral da OAB, o atual presidente Campelo pediu a impugnação da chapa liderada por Narson Galeno por conta de citações do seu nome em investigações da PF.
 
A Operação Mãos Limpas prendeu os ex-governadores Waldez Góes (PDT) e Pedro Paulo (PP) num esquema que teria desviado mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos do Amapá, conforme apontou a PF no Inquérito 681, presidido pela PF sob a supervisão do ministro do STJ, João Otávio Noronha.

Em matéria veículada na Folha Online de 29/11/2010 sob o título "PF cumpre mandados na Procuradoria-Geral do Amapá", o jornal aponta que de acordo com as investigações da PF, haveriam suspeitas de que alguns procuradores estavam fazendo acordos extrajudiciais irregulares com empresas e indivíduos que tinham ações contra o Estado. Os mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão foram expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Na época foram conduzidos coercivamente (quando alguém é levado pelos policia para depor) a ex-procuradora-geral do Estado Luciana Lima Marialves de Melo, os procuradores Jimmy Negrão Maciel e Narson de Sá Galeno, que disputa a eleição da OAB-AP como candidato a presidente pela chapa 02.

Na contramão do Ministério da Saúde, Waldez Góes manda fechar a UPA da Zona Norte de Macapá

Com menos de 72 horas como o governador do Amapá, Waldez Góes – preso em 2010 pela Polícia Federal acusado de desvio de recursos públicos, inclusive da Saúde – mandou fechar a Unidade de Pronto Atendimento da Zona Norte (UPA), que já vinha realizando cerca de 150 atendimentos por dia

Do MZ Portal de Notícias -Desde sábado, 3, quem procura a unidade é informado que somente estão atendendo casos de trauma, como acidentes de trânsito e são orientados a procurarem a Unidade Básica de Saúde Marcelo Cândia, no bairro Jardim I. No entanto, segundo fontes, todos os atendimentos estão suspensos. Na noite desta segunda-feira,5, por exemplo, só estava no prédio os funcionários responsáveis pela limpeza e o vigilante.

A justificativa para o fechamento, seria de que a UPA não dispõe de quadro próprio de funcionários e os técnicos que trabalhavam desde outubro na unidade – data em que o prédio foi o inaugurado – voltaram para seus respectivos setores.

A decisão já causa revolta em procura a unidade. A dona de casa Maria do Socorro, por exemplo, disse que o serviço funcionava perfeitamente bem até o fim de dezembro, e que o governador eleito deveria manter tudo funcionando. "Se o outro governador [Camilo Capiberibe] conseguia manter esse prédio o que foi eleito tem a obrigação de continuar. Afinal, ele voltou para melhorar a saúde do Amapá?", desabafou.

Os efeitos do fechamento já estão sendo sentidas na Unidade Básica de Saúde do município, cuja demanda aumentou nos últimos dois dias. "O povo corre pra cá, só que aqui não fazemos todos os atendimentos da UPA, e então eles acabam indo pro Hospital de Emergências", comentou a enfermeira Sandra Santos.

A UPA 24 horas inaugurada na gestão de Camilo Capiberibe tinha estrutura que contava com clínicos gerais e pediátricos. A unidade contava ainda com estrutura para a realização de exames de raio X, eletrocardiograma, coleta de sangue, consultório odontológico, posto de enfermagem, sala de curativos e inalação. Para acompanhamento, foram construídos oito leitos e dois consultórios.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Déjà vu na Sesa: Estado de Emergência de Waldez Góes abre brechas pra driblar Lei de Licitações

O anúncio extra-oficial do governador Waldez Góes (PDT) dribla a Lei de Licitações, abrindo brecha pra um festival de contratos emergenciais, contrariando até mesmo orientações do MPF

Por Heverson Castro

Contrariando possíveis recomendações do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF), o governador Waldez Góes, que tomou posse no dia 01, anunciou já nas primeiras horas de seu governo, que estaria decretando “Estado de Emergência na Saúde”.

A assinatura do decreto que até o presente momento não foi publicado no Diário Oficial, abriria brechas para um “festival de irregularidade” por meio de contratos emergenciais e driblaria a Lei de Licitações (8666/96), que seria flexibilizada pelo atual governo com objetivo de contratar serviços na Secretaria de Saúde (Sesa).

O governador ao anunciar o Estado de Emergência, lançaria mão de contratos vigentes que tiveram acompanhamento da Procuradoria Geral do Estado (Prog) e que obedeceram aos critérios da Lei de Licitações colocando decisões políticas acima de critérios técnicos, além de terem sido acompanhados pelo Ministério Público.

No passado, essa política de festival de contratos emergenciais foi alvo de investigações da Polícia Federal e culminou na realização de diversas operações na Sesa. As operações Pororoca, Sanguessuga Antídoto I e II da PF, nos dois primeiros governos de Waldez Góes (2003 a 2010) chegou a levar quatro ex-secretários da Sesa pra cadeia após constatações de fraudes superfaturamento em diversos contratos emergenciais do governo.

Waldez Góes tenta mostrar que existe um caos generalizado na Saúde e que a situação estaria pior da que ele deixou em 2010, meses antes de ser preso na Operação “Mãos Limpas da PF, quando o programa Fantástico da Rede Globo chegou a anunciar em cadeia nacional, diversas mortes de dezenas de bebês na Maternidade Mãe Luzia, provocando até o repúdio da Igreja Católica que por meio da Diocese de Macapá chegou a lançar uma carta denunciando o caos na Saúde.
Operações da PF na Sesa foram constantes nos dois primeiros mandatos de Waldez Góes entre 2003 e 2010
Mas para um bom entendedor o anúncio de Waldez Góes não passa de ”uma ação política de marketing pra criar um clima de instabilidade e uma visão negativa que seria vista como uma herança maldita para prejudicar politicamente seu antecessor.”

Nos bastidores a oposição adianta que irá acionar judicialmente o atual governador, caso resolva contrariar a lei e até mesmo recomendações do MPF.

“Nem mesmo tudo o que aconteceu, quando quatro ex-secretários de Saúde da gestão passada de Waldez foram presos, não foi suficiente para o gestor aprendesse que tais o anúncio de tais ilegalidades gritantes ferem a legislação e levam ao desvio de recursos do SUS”, afirmou um interlocutor da oposição.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Governo Waldez fecha Museu Sacaca e ataca marca da cultura amapaense

Justamente no período de férias escolares, quando as famílias possuem mais disponibilidade de tempo para desfrutarem de outras atividades da vida humana – entre essas, a cultural –, o governo Waldez resolve fechar o Museu Sacaca, no período de 5 a 18 de janeiro, alegando necessidades de redimensionamento de suas atividades administrativas.

Símbolo emblemático do governo João Alberto Capiberibe, o Sacaca é uma referência em termos de museologia nacional. Museu a céu aberto, ele conta parte da história do povo amapaense através de exposições permanentes dispersas por uma área verde de 12.000 metros quadrados, localizada no bairro do Trem, na Zona Centro-Sul de Macapá.

Revitalizado em 2011 pelo governo Camilo Capiberibe após um longo período de sucateamento por falta de manutenção, o museu voltou a ser ponto de convergências dos amapaenses e de turistas interessados em conhecer a cultura dos povos da floresta.

O seu fechamento sob justificativa de "reestruturação das atividades administrativas", que poderiam acontecer com o museu aberto à visitação, parece indicar que o novo governo pedetista vai usar a velha fórmula política de tentar apagar da memória coletiva as coisas boas que foram realizadas pelos governos anteriores em prol da população.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O discurso de posse de Waldez Góes na Assembleia Legislativa


Da Agência Amapá

"Retorno a esta Casa dos representantes do povo do Amapá para, nesta ocasião solene, reafirmar meu compromisso com a unidade de todos os amapaenses, quaisquer que sejam seus credos, suas filiações ou simpatias partidárias.

″Reafirmo meu compromisso com a unidade de todos os amapaenses, quaisquer que sejam seus credos, suas filiações ou simpatias partidárias″
Estou ciente da importância histórica deste ato democrático. Nunca antes um mesmo político tomou posse por três vezes como governador do Amapá, pelo voto livre e soberano do nosso povo.

Protagonizar este momento ímpar é uma honraria extraordinária, que, contudo, recebo cheio de humildade e reverência diante da grandeza de nosso povo, de nosso Estado, e com o coração cheio de gratidão.


Estou plenamente consciente dos desafios gigantescos estabelecidos diante de mim e de minha equipe.

Enorme responsabilidade pesa sobre os nossos ombros, em função do volume e da urgência das demandas populares.

Grandes expectativas acompanham a alvorada do novo governo. Nosso compromisso inarredável é implementar ações que gerem os resultados que nossa sociedade espera e necessita.

Governador Waldez: - ″O autoritarismo, a perseguição, o aparelhamento do Estado por grupos de poder e outras práticas semelhantes serão repudiadas″
Tomo posse com os pensamentos voltados às nossas cidades e comunidades e à nossa gente. Estas são nossas prioridades. Cuidar bem do lugar em que vivemos e das pessoas com quem compartilhamos a nossa existência. Eis o foco de nosso trabalho no Governo.

Bom seria se neste momento pudesse me deter apenas nos detalhes de como faremos para cumprir essa missão, conforme as propostas que apresentamos durante a campanha eleitoral, abraçadas com entusiasmo pela população. A expressiva votação que recebemos, superior a 60% do eleitorado amapaense, comprova isso.

Impossível, contudo, falar de nossos planos para o futuro sem fazer, antes, uma análise, ainda que breve, da difícil situação vivida pelo Amapá na atualidade, restos deixados de um governo que cavou um fosso colossal entre a administração pública e o povo desta terra. E quando o poder público rompe o elo de ligação com a população, perde a razão de existir.

Esse divórcio entre o Governo e a sociedade é, ao mesmo tempo, razão e consequência da baixa qualidade da gestão que ontem chegou ao fim. Uma gestão que fez o nosso estado retroceder muito no processo de construção de uma sociedade mais justa, democrática, desenvolvida e solidária.

Por isso, quando voltamos os pensamentos aos últimos quatro anos, nos vêm à mente imagens que simbolizam os descaminhos do Amapá neste período recente.

Imagens de mães angustiadas nos hospitais, carregando seus filhos no colo, na longa espera de um atendimento que muitas vezes não chegou.

De pacientes de câncer abandonados à própria sorte, sem o amparo da mão do Estado.

De pessoas com fraturas expostas sob o Sol a pino, sentadas no asfalto quente, em protesto comovente e desesperado na frente do Pronto-Socorro, enquanto o Governo quedou-se insensível.

Cerimônia de posse do governador Waldez Góes na Assembleia Legislativa do Amapá.
De professores e profissionais da educação protestando nas ruas, obrigados a entrar em greve seguidamente, em busca de seus legítimos direitos – só dos professores, foram três greves em três anos consecutivos. Buscaram, com a atitude extrema da greve, fazer o governante entender que sem diálogo é impossível promover educação de qualidade.

De servidores expostos ao assédio moral, pela simples razão de não comungarem dos mesmos preceitos norteadores do grupo político que comandou o Governo.

De empreendedores, em especial os pequenos, que sofreram os efeitos da mão pesada de um Estado que, na busca obsessiva pelo aumento da sua arrecadação, sufocou exatamente aqueles que cumprem a importante missão de gerar empregos e riquezas. Um contrassenso que exemplifica bem os confusos caminhos percorridos pelo Amapá nos quatro anos passados.

Das nossas cidades abandonadas e mal cuidadas, especialmente por causa da pouca atenção que receberam daquele que deveria ser um de seus principais aliados: o governo estadual.

Excesso de arrogância nas relações políticas. Falta de humildade na comunicação com a sociedade. Insensibilidade na análise das necessidades da população. Incapacidade de mobilizar os agentes produtivos do Estado. Deficiência no planejamento e, a partir daí, descontrole completo da execução do orçamento público. Estes foram, em síntese, os principais defeitos da administração pública amapaense, escondendo-se sob o manto do imobilismo administrativo, da incompetência gerencial e de interesses não muito republicanos ao longo do quadriênio encerrado ontem.

Defeitos que se agravaram muito no último ano, quando premido pelo calendário eleitoral e abalado pela elevada rejeição popular, o governo anterior mergulhou no caos absoluto.

O resultado disso já sabemos, ainda que apenas parcialmente, visto que o processo de transição de fato não aconteceu, vítima da má vontade e da falta de espírito republicano dos responsáveis pelo governo que chegou ao fim: a dívida pública amapaense cresceu de forma vertiginosa; serviços públicos essenciais, inclusive nas áreas de saúde, assistência social, segurança e educação, entraram em colapso; obras foram paralisadas; o calote público se institucionalizou.

Senhoras e senhores

Tomo posse como governador ciente do quadro crítico que temos pela frente e dos inúmeros desafios existentes em nosso caminho.

Maiores, porém, que estas inevitáveis inquietações são a alegria e a esperança que cultivamos nesta passagem de ano, junto com todos os amapaenses.

O Ano Novo que se inicia anima cada um de nós na busca por dias melhores, um sentimento que se fortalece por causa da posse de novos dirigentes, com novas ideias, novos compromissos e novas metas a alcançar para promover o bem estar da nossa população.

Essa esperança de dias melhores não será frustrada. Retribuirei a confiança em mim depositada com trabalho, experiência e gestão responsável.

Nosso compromisso é com o futuro, por isso é hora de voltarmos nossas atenções para ele, sem temer os problemas presentes.

Para isso, valho-me de uma citação que julgo exemplar:

"Não me venham falar em adversidade. A vida me ensinou que, diante dela, só há três atitudes possíveis: enfrentar, combater e vencer".

Esta fala inspiradora foi feita em 1985, pelo então governador de São Paulo, Mário Covas, um homem preparado, um estadista que ao longo de sua vida pública ensinou muitas lições. Por isso, suas palavras são cheias de atualidade e balizam as nossas motivações.

Há muitas expectativas projetadas no futuro. E o futuro, para os amapaenses já é logo depois de agora, é o dia que amanhece, e é esse que teremos que merecer, que conquistar, a cada hora e a cada dia. E só nos será possível merecê-lo e conquistá-lo com trabalho, com sacrifício.

Sei que o povo do Amapá está disposto a participar desse projeto e por isso e para isso nos conduziu novamente ao governo, confiante de que seremos capazes de realizar seus desejos de alcançar o bom e o melhor.

Para ser bem sucedida, a jornada que iniciamos terá que envolver todos os amapaenses. Servidores públicos, segmentos sociais organizados, empreendedores de todos os portes, movimentos culturais, juventude, mulheres, afrodescendentes, indígenas, ribeirinhos - o povo, de um modo geral – e seus governantes devem dar as mãos, para construir o Amapá com que todos sonhamos.

As organizações públicas têm, por sua vez, a obrigação de bem servir, de forma republicana e democrática, os cidadãos, que justificam a existências das mesmas.

De nossa parte, no Executivo, vamos cumprir nossos deveres.

O autoritarismo, a perseguição, o aparelhamento do Estado por grupos de poder e outras práticas semelhantes serão repudiadas, tratadas como deformidades políticas, profundamente nocivas ao bom desenvolvimento de nossa sociedade.

Mecanismos de controle que garantam a obediência aos princípios fundamentais da administração pública serão estabelecidos, como, por exemplo, a criação da Central de Licitações.

A Controladoria Geral será fortalecida. Os órgãos de controle externo e representações da sociedade serão estimulados a participar das iniciativas do Governo, sempre visando preservar o interesse público.

A gestão colegiada será valorizada, como, por exemplo, no caso da Secretaria de Saúde, na qual o secretário estadual atuará com apoio dos seus dois secretários adjuntos, fortalecido institucionalmente pela Secretaria de Governadoria, Procuradoria Geral e Controladoria Geral e por órgãos externos, como Tribunal de Contas e Ministério Público.

Eventuais irregularidades serão prontamente combatidas e os responsáveis responderão por seus atos.

O planejamento de qualidade, com participação da sociedade, será um fundamento de nossas ações. Ações perdulárias ou superpostas, que geram despesas supérfluas, serão identificadas e eliminadas.

Por outro lado, ações integradas, transversais e que gerem resultados importantes, que atendam às expectativas e necessidade do nosso povo, serão tratadas com absoluta prioridade.

A execução do orçamento público será feita com transparência e realismo, ajustando as perspectivas orçamentária e financeira, um fundamento da gestão pública que precisa ser de fato tratado como tal.

Senhoras e senhores,

Como afirmei antes, o Amapá vive um momento de grave crise institucional, econômica e social.

Vamos trabalhar desde o primeiro dia do governo a fim de reverter esta situação.

Algumas ações serão executadas no curtíssimo prazo, visando remediar problemas agudos que estamos enfrentando neste exato momento.

A primeira delas, na área da saúde. Vamos, de imediato, decretar Estado de Emergência no setor, visando garantir o abastecimento de medicamentos e correlatos nas unidades de saúde.
Pretendemos, também, promover mutirões cirúrgicos, em especial no Hospital de Emergências, na área de traumatologia e ortopedia.

Nosso foco imediato também estará voltado para a garantia de continuidade de serviços na área de defesa social, onde contratos de locação de viaturas policiais, de fornecimento de combustível e de equipamentos como munição, armas e coletes estão com seus pagamentos atrasados há muitos meses, e as empresas responsáveis ameaçam paralisar suas atividades. 
Vamos nos empenhar para assegurar a continuidade dos serviços, a fim de garantir a ordem pública e a segurança da população.

Neste aspecto, vamos trabalhar intensamente para evitar a perda dos recursos federais destinados à aquisição de um helicóptero para o GTA.

Da mesma forma, nos empenharemos para normalizar o fornecimento de insumos necessários ao tratamento de água, na Caesa, de alimentação e de segurança no complexo penitenciário e nas unidades onde adolescentes cumprem medidas socioeducativas.

As medidas emergenciais são numerosas e enumerá-las, nesta ocasião, seria inoportuno.
Quero assegurar, contudo, ao nosso povo que empreenderemos todos os esforços para superar as dificuldades existentes e que tantos problemas têm causado aos amapaenses atualmente.

Iremos, também, adotar medidas enérgicas que resultem em contenção de despesas, reduzindo ao máximo, de início, a ocupação de cargos comissionados que não sejam essenciais ao bom funcionamento da máquina pública estadual.

Anuncio, também, minha decisão de não morar na Residência Oficial, permanecendo em casa, com minha família. Esta decisão também representa significativa redução de gastos no Gabinete do governador. Não só recursos financeiros, mas especialmente recursos humanos. Pelo menos cem policiais militares serão liberados das atividades que desempenham na Residência 
Oficial e nos gabinetes do governador e do vice, ficando à disposição para o trabalho mais essencial à população, reforçando as atividades finalísticas da nossa briosa PM.

Começaremos dando a ênfase necessária às medidas emergenciais, mas não perderemos o foco nas ações de médio e longo prazo.

Vamos, como afirmei e reafirmei durante e após a campanha eleitoral, cuidar bem das pessoas e das cidades.

Para cuidar das cidades e de nossas comunidades, vamos, como sempre fizemos, valorizar os agentes políticos municipais.

Antes mesmo de iniciar o governo já me reuni com os dezesseis prefeitos amapaenses, para anunciar a decisão política de apoiar os municípios. Este apoio será concretizado na forma de convênios e de ação direta do Governo nas cidades, com ações de limpeza e fortalecimento da saúde básica.

Vamos fortalecer as gestões municipais, em especial na elaboração de projetos para captação de recursos federais.

Em nosso encontro preliminar com os prefeitos, decidimos que após o carnaval já faremos a primeira reunião oficial do Fórum do Governador e Prefeitos, experiência bem sucedida que empreendemos em nosso governo anterior.

Também cuidaremos das cidades e das comunidades com investimentos em infraestrutura. 
Vamos dar continuidade a obras em andamento, a maioria delas iniciadas em nosso governo anterior e paralisadas ou executadas em ritmo lento no governo que se encerrou ontem.

O Plano das Rodovias Estaduais, com recursos do BNDES, que conseguimos captar depois de muitos esforços dos nossos técnicos, no final de nosso segundo mandato, também precisa ter sua execução acelerada. Esse é o nosso compromisso.

Agiremos da mesma forma em relação aos programas habitacionais, garantindo que as obras contemplem os equipamentos sociais – como escolas e postos de saúde -, negligenciados pelo atual governo, como, por exemplo, no caso do Conjunto Macapaba, inaugurado às pressas, sem os equipamentos sociais previstos no projeto.

Avançaremos também com as obras de ampliação do sistema estadual de distribuição de energia elétrica, para garantir a completa integração do Amapá ao Sistema Nacional de Energia, via Linhão do Tucuruí, medida essencial para consolidar as bases do desenvolvimento econômico amapaense.

Já temos, também, com a integração ao Linhão de Tucuruí, todas as condições de finalmente proporcionar internet de banda larga, com qualidade e a preços acessíveis para o nosso povo.
Outra prioridade do nosso Governo é a ampliação da rede de saneamento e de distribuição de água tratada do Estado, fundamental para garantir a qualidade de vida e a saúde do nosso povo. 
Já existem recursos captados e disponíveis. Falta colocar mãos à obra.
Senhoras e senhores
Investir em infraestrutura é uma ação fundamental para consolidar o processo de desenvolvimento econômico estadual. Este, processo por sua vez, é decisivo para a melhoria das condições sociais do nosso povo.

O cenário de crise que vivemos hoje em todo o Brasil, agravado no Amapá pela baixa qualidade da gestão estadual nos últimos anos, exige que estejamos em estado de alerta, mas não nos deixará imobilizados e lamuriosos.

Vamos combater a queda das nossas receitas através de um grande esforço para ampliação da nossa base de arrecadação, estimulando a implantação de novos empreendimentos fortalecendo os já existentes.

Teremos foco prioritário na ampliação do microcrédito, através do Fundmicro, como já fizemos intensamente no passado, e também vamos garantir a participação privilegiada, nas licitações públicas, das micro e pequenas empresas.

Artistas e produtores de eventos culturais amapaenses serão prestigiados, tanto para valorização de nossa cultura, quanto para o fomento de atividades econômicas.

Vamos estimular o turismo de negócios, construindo um moderno Centro de Convenções em Macapá e apoiando ou promovendo grandes eventos atrativos para a comunidade empresarial.
Também iremos, logo no início de nossa administração, instituir um grupo de trabalho que ficará encarregado de elaborar um projeto de reforma tributária.

Vamos garantir um ambiente estável para os negócios no Amapá, propiciando diálogo aberto e transparente com os empreendedores interessados em gerar riquezas. Tornar o Amapá competitivo não é somente meta de governo, é dever. Para isso, vamos cumprir o compromisso de criar a Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá – iniciativa que irá merecer nossa atenção desde o início do governo, através da realização de estudos que ajudem a definir o formato do novo órgão.

Faremos esforço decisivo para efetivar a a Zona Franca Verde, já criada por lei, mas faltando ainda sua regulamentação e efetiva implantação. O assunto é fundamental para o desenvolvimento estadual e mereceu pouquíssima atenção do governo anterior.

Assim como é fundamental empreendermos ações que estimulem a retomada das atividades minerais no Amapá, que ao sofrerem desaceleração nos quatro últimos anos, causaram impacto altamente negativo ba balança comercial amapaense.

Enxergamos no agronegócio, cujos empreendedores começam a investir de forma mais vigorosa em nosso Estado, uma perspectiva transformadora para a economia local, podendo elevar o Amapá a um novo patamar no cenário regional e nacional.

Trata-se de atividade que tem potencial para diversificar amplamente sua cadeia produtiva, gerando, nessa dinâmica, mais empregos e renda para nossa gente.

Para incentivá-lo, vamos estabelecer, no Cerrado, o Corredor do Desenvolvimento do Agronegócio Amapaense, assegurando, ao mesmo, tratamento prioritário nas ações de governo, eliminando entraves legais e burocráticos que hoje ainda travam a sua consolidação.

Nobres deputadas e deputados,

Senhoras e senhores,

Temos plena convicção de que alavancar o desenvolvimento econômico é passo fundamental para garantir os avanços que o Amapá precisa, para melhorar a qualidade de vida da nossa gente.

Contudo, enquanto este processo de desenvolvimento não se consolida, o braço social do Estado tem que continuar estendido. Sem ele, famílias em situação de risco estarão entregues à própria sorte, o que representará grave retrocesso social.
Infelizmente, este braço solidário do Estado encontra-se encolhido atualmente. Os pagamentos de benefícios sociais, como o Renda Para Viver Melhor, estão atrasados e ações importantes do Governo estão comprometidas. Exemplo disso é a situação do Abrigo São José, superlotado e sem condições de oferecer atendimento digno aos seus usuários.

Vamos trabalhar de forma consistente para reverter esse quadro, convictos que esta é uma maneira imediata do Governo cuidar bem das pessoas.

O Amapá precisa retomar o caminho do desenvolvimento em suas mais diversas dimensões, e o Governo do Estado, para induzir esse processo, deve ser conduzido de forma moderna, responsável, inovadora e ousada.

É isso que nos propomos a fazer, conforme o compromisso que assumimos formalmente através de nosso Plano de Governo, construído em conjunto com o povo amapaense.

Estamos seguros de que podemos fazer o Amapá avançar para novos e mais elevados patamares de desenvolvimento, concretizando suas vocações e realizando suas potencialidades estaduais, para o bem de nossa gente.

Para isso, assumo o compromisso de trabalhar incansavelmente, desde as primeiras horas do novo governo.

Para realizar a missão que me foi delegada pelo povo do Amapá, conto com o talento de minha equipe de governo, que acabo de nomear e que será empossada nas próximas horas.

Os integrantes dela, porém, também não poderão me ajudar muito, se estiverem isolados.
Vamos precisar – eu e minha equipe - do apoio dos agentes políticos, em especial dos nossos aliados, mas também dos representantes de nossa bancada federal, com quem o povo do 
Amapá conta para viabilizar o aporte de recursos federais para nosso Estado.

Sem o envolvimento dos servidores públicos de carreira, também não poderemos avançar o quanto desejamos, para atender as demandas da nossa população. Valorizá-los e mobilizá-los para a participação em nosso governo é também uma prioridade nossa.

A parceria com os empreendedores amapaenses é da mesma forma vital. Com eles, criaremos as condições necessárias para a geração de mais emprego e renda em nosso Estado, para que o dinheiro volte a circular em nossa economia.

Vamos interagir fortemente com as representações da sociedade civil organizada. Temos compromisso em realizar um governo com intensa participação popular, tanto no planejamento, quanto na execução e controle de nossas ações.

Essas são, em resumo, a nossa análise do atual cenário político e administrativo do Amapá, nossas propostas de ações a serem implementadas e nossa visão de como deveremos agir, para que possamos garantir os resultados esperados com grande expectativa por nosso povo.

O Amapá sonhado pelos amapaenses pode se tornar real. Só depende de estarmos conscientes de que esta é uma tarefa de todos os amapaenses. Não apenas de um governante, de um grupo político, ou de alguns segmentos da sociedade. O grande desafio que temos pela frente exige a participação de todos.

Quero, para finalizar, apresentar o meu mais profundo agradecimento a todos os que nos ajudaram a chegar até aqui.

A Deus, cuja mão poderosa tem nos sustentado, ajudando-nos a suportar com serenidade os momentos de tristeza e a vivenciar com humildade, os momentos de festa e júbilo, como este que vivemos agora.

Ao meu pai, Otacílio, que perdi muito cedo, aos 5 anos de idade, raiz que, a despeito dessa separação prematura, sustenta meu caminhar, e cuja memória aqui reverencio.

À minha mãe, Isaura, presença carinhosa, forte e generosa, cuja memória também reverencio. Mulher de fé, luta e perseverança, que baseada nestas virtudes seguiu firme na condução da nossa família, superando adversidades e tornando-se fonte de inspiração para todos nós.

Aos meus familiares, em nome de minha esposa Marília, de meus filhos Tom, Vânia, Luna, João Pedro, Marco Antônio, Adriana e Danilo e de meu neto Gabriel. Obrigado, por serem o alicerce firme que me sustenta em todas as horas.

Ao povo do Amapá, que sempre nos acolheu de braços abertos, mesmo nas horas mais difíceis que enfrentamos, demonstrando um carinho e confiança que nos serviram como bálsamo para aliviar a dor e fonte de força para seguir adiante.

Aos amigos e amigas que nos fortalecem com suas presenças constantes e que ajudam a construir o caminho pelo qual trilhamos.

Aos agentes políticos, que nos acompanham na jornada, em especial o vice-governador Papaléo Paes. Juntos construímos o projeto vitorioso da campanha eleitoral e agora todos serão fundamentais na implantação do novo governo e no alcance dos resultados esperados por nosso povo.

Aos nossos militantes, que, com empolgação, comprometimento e lealdade, mais uma vez deram contribuição indispensável para o êxito de nosso projeto político.

A todos, muito obrigado.

Temos uma grande missão a cumprir: Cuidar bem da nossa terra e da nossa gente. Vamos cumpri-la juntos, para construir o Amapá com que os amapaenses sonham.

Muito Obrigado!"