O PSOL no Amapá para ganhar eleição desde 2010 faz pacto com
o que há de mais atrasado na política brasileira. Randolfe Rodrigues para se
eleger senador contrariou a executiva nacional do partido, e se agarrou com o
PTB de Lucas Barreto. Em 2012, o prefeito Clécio, teve como um dos
coordenadores de campanha, o ex-presidente da AL, Jorge Amanajás, ex-PSDB, citado
no inquérito da Operação Mãos Limpas. No segundo turno, o PSOL, que já tinha na
vice o PPS, de Alan Sales, trouxe para o palanque, o DEM. Nem bem o partido
sentou na cadeira da PMM, mesmo não dando respostas a crise que o município passa
nas áreas, da saúde, limpeza urbana, coleta de lixo e recuperação das vias, o
senador Randolfe e militantes do PSOL só pensam nas eleições de 2014. A última ocorreu
na semana passada, quando o senador Randolfe afirmou que o PSOL é oposição ao
Governo de Camilo do PSB, e no mesmo período, oferecia a vaga de vice a Jorge
Amanajás, agora no MD. Na cartilha do PSOL/AP, a regra é o vale tudo para se
chegar ao poder!
terça-feira, 9 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Guardas municipais de Macapá cobram da PMM pagamentos de promoções
Do G1 Amapá http://g1.globo.com/ap
Guardas Civis Municipais de Macapá reivindicam, sob ameaça de paralisação, o pagamento da incorporação salarial das promoções dos servidores da categoria, realizadas pela prefeitura, em outubro de 2012. Segundo o Sindicato dos Guardas e Inspetores Municipais de Macapá (Sigimma), desde a promoção, os vencimentos não foram atualizados.
"Com a incorporação, o nosso salário aumentaria em torno de 10% a 20%, em outubro. Mas fomos promovidos apenas no papel e não no salário", contou o presidente do Sigimma, João Avelar.
Caso não haja acordo entre a categoria e a Prefeitura de Macapá até 24 de julho, dia limite estabelecido pela classe, os guardas municipais vão paralisar por 24 horas, no mesmo dia.
"Esperamos nos reunir somente com o prefeito. Enquanto isso, vamos continuar nos mobilizando para paralisar no dia 24 de julho, se não houver acordo", garantiu João Avelar.
De acordo com o coordenador da mesa de negociação com servidores, Maykon Magalhães, a promoção realizada pela Prefeitura de Macapá, em 2012, foi irregular. "A gestão passada não usou critérios para promover os guardas municipais. A realização de cursos de capacitação, por exemplo, deixou de ser feita pela prefeitura", alegou.
A Prefeitura de Macapá adiantou que as promoções serão reavaliadas. "Vamos fazer uma inspeção para verificar a legalidade de cada promoção porque tem vários critérios para um servidor subir de posto. Alguns que foram promovidos verificamos que vão até descer de patente. Em um mês, o estudo estará concluído pela mesa de negociação", disse Maykon Magalhães.
Segundo Magalhães, do efetivo de 562 guardas municipais, quase 500 foram promovidos. "Tem mais comandante do que comandado", comentou.
Para quem apostava que a obra do HCA não sairia do Papel, veja a evolução
Camilo reafirma parceria com a PMM e diz aguardar projetos de reforma de 6 UBSs
Do Portal MZ http://www.mzportal.com.br
Mesmo com a declaração do senador Randolfe Rodrigues, feita na semana passada, de que o Psol é oposição ao governo do Estado e que terá candidato majoritário nas eleições de 2014, o governador Camilo, reafirmou nesta segunda-feira, 08, no programa Bom Dia Governador, que o GEA vai fazer reforma das seis principais Unidades Básicas de Saúde de Macapá.
Mesmo com a declaração do senador Randolfe Rodrigues, feita na semana passada, de que o Psol é oposição ao governo do Estado e que terá candidato majoritário nas eleições de 2014, o governador Camilo, reafirmou nesta segunda-feira, 08, no programa Bom Dia Governador, que o GEA vai fazer reforma das seis principais Unidades Básicas de Saúde de Macapá.
"Eu sei que o prefeito precisa de tempo pra elaborar os projetos, mas ele (prefeito) e a sua equipe técnica estão trabalhando e assim que for apresentado nós vamos disponibilizar os recursos necessários para colocarmos a saúde básica de Macapá para funcionar", afirmou.
Camilo disse ainda que o governo do Estado vai a ajudar a prefeitura de Macapá na conclusão do Hospital Metropolitano.
"Eleição é só em 2014. Estamos fazendo parceria com todos os municípios do Estado, independente de cor partidária. O momento agora é de muito trabalho", concluiu.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Randolfe mente a Época ao afirmar que desconhece Jozy Rocha
![]() |
Foto revela intimidade do senador Randolfe Rodrigues com Jozy
Rocha
|
Para quem não sabe, o senador do PSOL, Randolfe Rodrigues e
o senador José Sarney (PMDB), foram um dos principais apoiadores na eleição
passada, para a volta da família Rocha ao poder, em Santana. Em 2010, Randolfe
quando se elegeu senador pelo Amapá, teve apoio abertamente e compartilhou palanque,
ao lado de Rosemiro Rocha, casado com Jozy Rocha,da deputada Mira Rocha e do
atual prefeito de Santana, Robson Rocha.
Há duas semanas, o mandato do senador Randolfe e a
presidente da Federação das Indústrias no Amapá, Jozy Rocha, encabeçaram
seminário que discutiu a exploração do Petróleo no Amapá.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
A ponta do iceberg que pode afundar o clã da família Rocha em Santana
Rosemiro Rocha (marido de Joziane Rocha), deputada Mira Rocha, senador José Sarney e prefeito de Santana Robson Rocha
O blog avalia que após matéria da revista Época, vestígios de irregularidades contra Joziane Rocha, podem respingar no clã político que governa Santana. As denúncias da revista Época contra Joziane Rocha podem ser apenas a ponta do iceberg que pode abalar o clã comandado por Rosemiro Rocha, condenado na Operação Pororoca por desvios na obra do Porto de Santana.
A reportagem diz que os problemas teriam
começado na gestão de Joziane Rocha que é casada com Rosemiro Rocha, que
por sua vez, é primo do deputado federal Bala Rocha e pai do atual
prefeito de Santana Robson Rocha e da deputada estadual Mira Rocha. A Revista revela
ainda que o senador José Sarney foi o padrinho de casamento do casal.
O atual prefeito Robson Rocha teve o apoio incondicional na sua campanha eleitoral em 2012 da atual presidente da FIAP Joziane Rocha que conforme relatos de fontes do blog, teria articulado apoio de empresários para financiar a campanha do atual prefeito de Santana.
Joziane Rocha responde diversos processos na justiça amapaense junto com seu irmão que preside uma cooperativa de veículos que presta serviços para a CEA.
O irmão de Josy Rocha, conhecido apenas por "Willian", virtual candidato a deputado estadual, tentou dá um golpe nos "sócios fundadores" da cooperativa, que resolveram entrar na justiça e já tiveram diversas vitórias contra o virtual candidato que seria apoiado por Josy Rocha em 2014.
Ainda tem muita sujeira debaixo desse tapete que pode ser descoberta. Aguardem os próximos capítulos.
Revista Época na cola do clã Rocha: CNI faz devassa nas contas da federação de indústrias do Amapá
A Revista Época publicou
na sua página na internet, nesta quarta, 03, matéria sobre contratação
de uma empresa de auditoria pela Confederação Nacional da Industria
(CNI) para apurar denúncias de desvio de dinheiro na Federação das
Indústrias do Estado do Amapá. A reportagem diz que os problemas teriam
começado na gestão de Joziane Rocha que é casada com Rosemiro Rocha, que
por sua vez, é primo do deputado federal Bala Rocha e pai do atual prefeito de Santana Robson Rocha e da deputada estadual Mira Rocha. A Revista revela
ainda que o senador José Sarney foi o padrinho de casamento do casal.
Veja a matéria:
CNI faz devassa nas contas da federação de indústrias do Amapá
Suspeitas de desvios de dinheiro e nomeação de parentes da presidente
pesam sobre federação controlada por sindicatos fantasmas – e ligados
ao PDT.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) contratou a PwC, uma
empresa de auditores independentes, para realizar uma devassa nas contas
e procedimentos da Federação das Indústrias do Estado do Amapá. A
federação, que controla o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
(SENAI) e o Serviço Social da Indústria no estado, recebe repasses de
cerca de R$ 20 milhões por ano das entidades nacionais. A auditoria
começou há cerca de um mês, após a direção da CNI ter recebido
informações de que sindicatos fantasmas passaram a controlar a
federação, desviando dinheiro do caixa da entidade.
Sob a influência dos primos Rocha, Joziane assumiu a presidência do
Sindicato de Joalheiros e Ourivesaria do Amapá em 2009, mesmo ano do
enlace com Rosemiro. O sindicato de Joziane não tinha empresas filiadas
por um motivo simples: só havia ourives artesanais e informais no Amapá.
Nada de indústria. Ainda assim, com a ascendência de Bala Rocha no
Ministério do Trabalho, administrado pelo PDT, o sindicato conseguiu um
registro que reconheceu sua existência. O mesmo fenômeno ocorreu com
outros seis sindicatos (mármores, reparação naval, pesca, papel e
celulose, extração de óleos vegetais e material plástico). "Eu lembro
dele (Bala Rocha) no ministério para conversar sobre esses sindicatos",
disse o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, que aprovou os registros.
Cinco dos sete sindicatos, incluindo o de Joziane, têm o mesmo endereço
como sede em Macapá. Meses antes dos registros, chegaram ao ministério
denúncias sobre a condição fantasmagórica dos sete sindicatos. De nada
adiantou. O Ministério do Trabalho deu vida aos fantasmas.
Quatro carreiras que dão futuro
Começava ali a saga dos sindicatos fantasmas para controlar a
federação das indústrias, que, além de um orçamento milionário, emprega
cerca de 500 pessoas, número superlativo para uma economia tão
incipiente quanto a do Amapá. Com a papelada do Ministério do Trabalho
em mãos, os sete sindicatos obtiveram na Justiça do Trabalho o direito
de ingressar na federação, mesmo sem comprovar a existência de uma única
empresa filiada.
A chegada dos sete sindicatos fantasmas à federação, que contava
apenas com 13, mudou o panorama. O ex-presidente da instituição
Hidelgard Gurgel - pertencente a um outro clã de políticos do Amapá,
naturalmente – foi afastado do cargo pela turma de Joziane. Logo depois,
a mesma turma sacou R$ 150 mil, em dinheiro vivo, de uma conta da
federação no Banco do Brasil, em Macapá. A operação foi ilegal – apenas o
coordenador regional do SENAI tinha autorização para movimentar essa
conta. Inconformado com o saque, esse funcionário prestou queixa à
Polícia Federal, que abriu uma investigação sobre o assunto.
Desde que assumiu a federação, ninguém teve notícias de medidas
sugeridas por Joziane capazes de transformar o Amapá numa potência
industrial. Joziane, porém, tratou logo de garantir o bem estar de sua
família. O marido é coordenador político da federação e tem salário de
aproximadamente R$ 20 mil. O pai, a mãe, a irmã, o irmão e a cunhada de
Joziane também estão na folha de pagamento, igualmente com bons
salários. Ligeiríssimo, o deputado Bala Rocha também empregou os seus. A
irmã e um primo garantiram cargos ligados à federação.
Bala Rocha está irrequieto. Sabe que a situação dos sete sindicatos
fantasmas é provisória. Existe um processo no Tribunal Superior do
Trabalho (TST) que trata da questão da legitimidade de tais sindicatos.
Nos últimos meses, Bala Rocha buscou sustentação política para Joziane
em Brasília. Um dos alvos de Bala Rocha foi o presidente da CNI, Robson
Andrade. "O Robson me disse que o Bala esteve lá (na CNI) para pedir
pela permanência de Joziane na federação", disse à ÉPOCA Hidelgard
Gurgel, o político que perdeu o cargo para Joziane. Bala Rocha não quis
falar a ÉPOCA. Por meio de sua assessoria de imprensa, Bala Rocha
afirmou não ter feito lobby para os sete sindicatos no Ministério do
Trabalho e disse que os sindicatos não são fantasmas.
Por meio da assessoria de imprensa da CNI, Robson Andrade confirmou a
visita de Bala Rocha ao seu gabinete, mas disse que não conversaram
sobre questões da federação. Robson Andrade disse, ainda, que não pode
interferir em assuntos das federações estaduais, que tem, segundo ele,
autonomia. No entanto, após ser procurada por ÉPOCA, a CNI contratou a
PwC para fazer auditoria nas seções do SESI e do SENAI no Amapá,
controladas por Joziane. Os trabalhos deverão ser concluídos até o fim
deste mês e levados às reuniões dos conselhos nacionais das duas
entidades em Brasília. ÉPOCA apurou, no entanto, que a auditoria
encontrou irregularidades de vários tipos, especialmente na contratação
de fornecedores. A reportagem enviou 15 perguntas à Federação do Amapá,
sem obter respostas. Encontrar Joziane Rocha é tão difícil quanto achar
vestígios das indústrias filiadas à federação que ela preside.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Prefeito Clécio não diminui a passagem de ônibus e manifestações continuam
O prefeito de Macapá,
Clécio Luis, recebeu na noite desta quinta-feira (20) uma comissão de
manifestantes dos movimentos Ato Plural pela Melhoria nos Transportes
Públicos no Amapá e Um Passo à Frente, que reivindicam passe livre,
bilhete único, terminal de integração e ainda, que a Câmara de
Vereadores de Macapá vote um novo preço para as passagens de ônibus da
capital. Não houve definição sobre a liberação do passe livre, principal
bandeira dos manifestantes.
"Não tem condições de um pai de família sustentar o filho tendo que pagar R$ 2,30 de passagem de ônibus, principalmente um pai que recebe um salário mínimo", reclamou Eddi Martins, do Movimento Um Passo à Frente.
Até às 22h desta quarta-feira, Clécio Luis não havia se pronunciado oficialmente sobre a questão do passe livre aos estudantes. Eddie Martins, do movimento Um Passo à Frente, disse que caso a reivindicação do passe livre não fosse atendida, uma reunião seria agendada para esta sexta-feira (21), na Praça da Bandeira. Há promessa de novos protestos.
Do portal G1 http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/06/prefeito-de-macapa-e-manifestantes-se-reunem-mas-nao-chegam-acordo.html
"Não tem condições de um pai de família sustentar o filho tendo que pagar R$ 2,30 de passagem de ônibus, principalmente um pai que recebe um salário mínimo", reclamou Eddi Martins, do Movimento Um Passo à Frente.
Até às 22h desta quarta-feira, Clécio Luis não havia se pronunciado oficialmente sobre a questão do passe livre aos estudantes. Eddie Martins, do movimento Um Passo à Frente, disse que caso a reivindicação do passe livre não fosse atendida, uma reunião seria agendada para esta sexta-feira (21), na Praça da Bandeira. Há promessa de novos protestos.
Do portal G1 http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/06/prefeito-de-macapa-e-manifestantes-se-reunem-mas-nao-chegam-acordo.html
quinta-feira, 20 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
PDT e o grupo da "harmonia" tentam pegar carona e se oportunizar de ato público em Macapá
Parte da imprensa marrom, principalmente as rádios e TV´s do ex-senador Gilvam Borges (PMDB), tentam por meio de seus "parajornalistas", caciques do PDT como o ex-governador Waldez Góes e membros da chamada harmonia, pegar carona e se oportunizar da espontaneidade do movimento legítimo e apartidário que convocou manifestações contra o aumento da passagem e melhoria do transporte coletivo.
O movimento pela melhoria do transporte público é uma "caixa de ressonância" do que ocorre em todo Brasil e está marcado para esta quarta-feira, 19, em Macapá a partir das 16h na Praça da Bandeira.
O oportunismo barato do grupo que envergonhou o Amapá, durante a operação "Mãos Limpas" da Polícia Federal, desencadeada em setembro de 2010, onde todo o primeiro escalão foi parar na cadeira, pela acusação de desvios que ultrapassam R$ 1,5 bilhão, está acontecendo nas redes sociais e nas emissoras do império de comunicação, ligado ao ex-senador Gilvan Borges.
O radialista Carlos Lobato, que apresenta programa matinal "Tribuna da Cidade" na rádio Tarumã é dos que tentam pegar carona de forma oportunista. Lobato é um dos maiores defensores das gestões desastrosas do PDT (Waldez Góes e Roberto Góes), marcadas por corrupção, e que tenta manipular a opinião pública.
O povo do Brasil protesta por um país melhor. Amanhã os manifestantes de Macapá protestam por mais direitos e melhoria da qualidade, diferente do passado quando pessoas foram defender a permanência de uma "quadrilha" no poder e recepcioná-los no Aeroporto Internacional de Macapá como verdadeiros "heróis" que estavam realizando uma viagem e não prestando contas de seus atos no Presídio da Papuda em Brasília.
É importante que a sociedade amapaense fique atenta para que esse grupo, que num passado não tão distante, onde eram recepcionados com festa no Aeroporto de Macapá, após cumprirem dias de pena no presídio da Papuda, não tentem enganar o povo mais uma vez.
Se essa turma que saqueou o Amapá entre 2003 e 2010 aparecer na manifestação, é melhor chamar a PF pra recolher todos e encaminhá-los novamente para o presídio da Papuda!
sábado, 15 de junho de 2013
Presidente do Conselho de Ética do Senado dá prazo pra Randolfe se defender de acusações
Denúncia feita ao Conselho de Ética do Senado taxa Randolfe de mentiroso
Afirmação é sustentada nas
negativas feitas pelo senador, sobre acusações de propinagem. Depois do
laudo de Molina, comprovando assinaturas, ele mudou o discurso
O mais novo capítulo da história que tem
revelado o rosto por trás da máscara de moralidade usada pelo senador
Randolfe Rodrigues começou a ser revelado há cerca de duas semanas. No
último dia 25 de maio, o Presidente do Conselho de Ética e Decoro
Parlamentar do Senado Federal, João Alberto Souza recebeu uma denúncia
contra o político do PSOL do Amapá. Mais uma para engrossar os
calhamaços de papel que têm desembarcado em Brasília, desde março e
mostrado ao Brasil um Randolfe Rodrigues bem diferente daquele que se
levantou contra Demóstenes Torres e o derrubou do Senado da República. O
crime foi o mesmo pelo qual ele é hoje acusado, corrupção. Os eleitores
do senador mais jovem do Brasil, também têm assistido atônitos, às
revelações bombásticas e semanais sobre as práticas denunciadas e
supostamente praticadas por Rodrigues em sua trajetória política, que
vai da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, até a chegada ao
Senado, presente da Operação Mãos Limpas deflagradas curiosamente às
vésperas da eleição de 2010.
De acordo com a denúncia entregue ao
Conselho, Randolfe Rodrigues é um mentiroso e faltou com decoro
parlamentar. A afirmação é sustentada com base nas declarações dadas
pelo senador, quando ele usou a tribuna e negou veementemente o
recebimento de propina paga pelo então governador João Alberto
Capiberibe em troca de apoio político entre os anos de 1999 a 2002,
período em que Randolfe Rodrigues era deputado estadual eleito pelo PT.
Ainda na tribuna, o parlamentar também declarou serem falsas as
assinaturas atribuídas a ele, que constam nos recibos reconhecidos em
cartório no valor de R$ 20 mil. Seria esta a quantia estipulada por
Capiberibe para comprar o voto favorável de Randolfe em tudo que fosse
de interesse do governo.
O discurso inflamado no plenário foi
tido como mentiroso a partir do resultado da perícia feita nas
assinaturas do senador. O documento é respaldado por ninguém menos que
Ricardo Molina de Figueiredo o mais renomado profissional da perícia
forense do País. Molina trabalhou no "Caso PC Farias" e foi peça
fundamental quando contraditou a tese de Badan Palhares, dando à
polícia, elementos novos e contundentes que levantaram suspeitas contra o
outro perito. Molina, em seu laudo grafotécnico afirma categoricamente
que foi Randolfe Rodrigues quem assinou os recibos atestando o
recebimento de R$ 20 mil. De acordo com as denúncias, teria sido esta a
quantia que engordou o salário do então deputado que recebia pouco mais
de R$5 mil. Ainda no laudo, o perito também concluiu não ter havido
qualquer montagem ou transposição. O fato fez mudar o discurso do
senador, que rapidamente reconheceu ter assinado os papéis deixando de
lado os ataques ferozes aos adversários. Mas foi só. O passo seguinte de
Randolfe Rodrigues foi o silêncio. Uma mudez que levanta inúmeras
dúvidas e especulações sobre sua conduta. Afinal, ele começou o mandato
aproveitando à exaustão os holofotes e flashes da imprensa nacional.
Pronunciava-se diariamente em programas televisivos que iam do
jornalístico ao humorístico, sempre criticando a conduta de colegas
acusados de envolvimento com fatos ilícitos. Foi um dos mentores da CPI
que investigou as ligações escusas do bicheiro Carlinhos Cachoeira com
políticos de peso e renome no Congresso Federal. Um deles, Demóstenes
Torres, transformado em alvo e eliminado por Randolfe. Estaria surgindo
um novo caçador de corruptos a exemplo de Fernando Collor de Melo, que
usou a perseguição aos "marajás" de Brasília como marketing de campanha e
foi eleito Presidente da República, para logo em seguida ser tragado
para dentro de seu próprio inferno pessoal. Randolfe armou praticamente a
mesma estratégia. Escolheu a bandeira política que mais comove e
emociona o eleitor, o combate à corrupção. A vitória nas eleições veio
de bandeja e já que tudo estava perfeito, agora bastava mirar em um alvo
e mostrar serviço. Ele só esqueceu que "pegadas" e "digitais" sempre
ficam no caminho. E elas são, hoje, as inúmeras assinaturas que constam
nos recibos periciados e que podem embasar até mesmo um pedido de
cassação de mandato a ser feito ao Conselho de Ética do Senado. A
denúncia endereçada ao senador João Alberto Souza, com recebimento em 25
de maio de 2013, como primeiro passo pede a intimação de Randolfe
Rodrigues considerando o número substancial de itens que o incriminam,
entre eles, as assinaturas periciadas e de autoria confirmada por
Ricardo Molina, que contraditaram o senador e o transformaram de arauto
da moralidade em mentiroso, em um curto período de tempo. Cabe ao
Conselho, dar continuidade à ação chamando Randolfe Rodrigues para ser
ouvido, como pede a denúncia de onze páginas.
Randolfe e seus bens
Mas as denúncias contra o senador
Randolfe vão além do recebimento de propina. Um levantamento divulgado
semana passada pela Tribuna Amapaense mostrou inúmeros imóveis com
propriedade atribuída a ele e colocados em nome de terceiros, no caso a
mãe e o padrasto. O montante dos bens relacionados chega a R$ 5
milhões, algo impossível de ser adquirido com o salário que ele diz
ganhar como professor, algo em torno de R$3 mil, ou com os vencimentos
do Senado, que chegam a R$26.723,13. Mais uma pergunta se faz diante de
tais informações: De onde veio o dinheiro para comprar casas, galpões e
prédios espalhados por Macapá? Assim como as outras, Randolfe Rodrigues
calou diante desta pergunta e permanece mudo. Ele também não disse nada
sobre o convênio auditado pelo Tribunal de Contas do Estado na época em
que era presidente do Centro de Juventude Chaguinha, onde foram
encontradas inúmeras irregularidades que vão da falsificação de
assinaturas a endereços falsos nas propostas de prestação de serviço. A
aprovação das contas de Randolfe, na época, causou estranheza e o caso
foi parar no Ministério Público, que afastou conselheiros e funcionários
do alto escalão do TCE. O convênio entre GEA e Centro Chaguinha foi
assinado quando Randolfe ainda sonhava com a Assembleia Legislativa. O
governador era João Alberto Capiberibe, também acusado nas denúncias
atuais feitas ao Senado, Tribunal Superior Eleitoral e Procuradoria da
República, de ter pago "mensalinho" ao hoje senador do PSOL do Amapá.
Ambos têm o nome nos escândalos que levaram o Amapá a ser projetado de
forma negativa no cenário nacional. Capiberibe já havia se antecipado
quando foi cassado por compra de votos e recebeu o título de ser o
primeiro senador do Brasil nesta condição. O desfecho para eles está nas
mãos dos políticos e ministros de Brasília, enquanto por aqui o que
existe é apenas o silêncio.
Repúdio internacional contra violência da PM contra jornalistas
Do Portal Imprensa - Após agressões sofridas por
profissionais de imprensa na última quinta-feira (13/6) durante os
protestos contra o aumento da passagem do transporte público, entidades
de proteção aos jornalistas manifestaram repúdio à ação policial.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) solicitou que as
autoridades brasileiras permitam que os profissionais trabalhem
livremente sem temor de perseguição. "É inaceitável que a polícia
detenha e persiga repórteres que tentam realizar seu trabalho", disse
Carlos Lauría, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ.
A organização Repórteres Sem Fronteiras apelou à Secretaria de
Direitos Humanos e à ministra Maria do Rosário para que iniciem uma
investigação sobre “as brutalidades e as graves violações das liberdades
constitucionais cometidas pela Polícia Militar“.
Para a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo),
“os ataques deliberados da Polícia Militar à imprensa” são condenáveis.
De acordo com a entidade, pelo menos quinze jornalistas foram feridos
durante a manifestação.
“A Abraji cobra dos responsáveis que os agentes envolvidos nas
agressões físicas contra repórteres e manifestantes sejam identificados e
punidos”, declarou, em nota. “A Abraji também espera uma explicação
oficial da Secretaria de Segurança Pública para a prisão de todos os
jornalistas detidos. Impedir o repórter de realizar seu trabalho é
violentar toda a sociedade; é atentar contra a democracia.”
Já a Conectas cobrou a realização de uma audiência pública com o
secretário de segurança, Fernando Grella, e com o secretário municipal
de direitos humanos, Rogério Sotilli. Nesta manhã, a entidade deu início
a uma série de contatos com diversas redes de organizações de direitos
humanos nacionais e estrangeiras.
“O que aconteceu foi um absurdo intolerável. Em nome de,
supostamente, cumprir uma ordem simples, como preservar o patrimônio ou
garantir a livre circulação pelas vias da cidade, a polícia incorreu
numa longa lista de gravíssimas violações, que inclui espancamentos, uso
sádico de munição não letal, cerceamento do direito de manifestação, de
associação, de circulação, de expressão, enfim, um desequilíbrio total,
seja por má fé ou incompetência”, protestou Lucia Nader, diretora
executiva da Conectas.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Um adeus a Jacob Gorender
Jacob Gorender, um dos mais notáveis entre os intelectuais marxistas brasileiros, despediu-se da vida hoje, em São Paulo, aos 90 anos de idade.
Por José Carlos Ruy no Portal Vermelho
Gorender, que se tornou uma personalidade pública tardiamente (ele tinha 55 anos quando publicou seu O Escravismo Colonial, em 1978), foi um homem de seu tempo, e nunca se afastou do combate a que se filiou na juventude - a luta por um mundo mais justo, que ultrapassasse as mazelas do capitalismo.
Não ficou alheio às controvérsias - aliás, sempre entrou nelas de peito aberto, com um rigor intelectual raro. Tornou-se, nas décadas finais de sua vida, um dos grandes intelectuais brasileiros, tendo sido autor de outros livros, entre eles Combate nas trevas, um estudo da luta armada contra a ditadura militar de 1964,
Fernando Bezerra chega em Macapá para liberar 16 milhões de investimentos na economia solidária
Articulação junto ao ministério da Integração Nacional foi feita pelo senador João Capiberibe que garantiu mais de 16 milhões para a economia sustentável do Amapá
Da Agência Amapá
Da Agência Amapá
Na próxima quinta-feira (13) será firmado acordo de cooperação técnica entre o governador do Amapá, Camilo Capiberibe e o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, que concederá o valor de R$ 16 milhões para o fortalecimento do Projeto de Arranjos Produtivos Locais (APL) do pescado, hortifrutigranjeiros, açaí e ecoturismo no Igarapé da Fortaleza.
A verba, advinda de dotação extra-orçamentária do Governo Federal, tem destino bem especificado no projeto, desenvolvido por diversos setores do Governo do Estado do Amapá (GEA) sob iniciativa e a interlocução do senador João Capiberibe (PSB-AP), junto ao Ministério da Integração Nacional.
O APL beneficiará as famílias agroextrativistas ribeirinhas, que sobrevivem da pesca artesanal - com o beneficiamento de sua produção e a integração aos roteiros eco turísticos da região - e os agricultores familiares assentados no Polo Hortifrutigranjeiro e Mini Polo de Fazendinha - também com o beneficiamento da produção. A gestão ficará a cargo da Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR) com apoio da equipe técnica das instituições governamentais estaduais.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Randolfe Rodrigues teria patrimônio orçado em R$ 5 milhões, em nome de laranjas, afirma jornal
Levantamento de bens revela que Randolfe Rodrigues tem patrimônio
orçado em R$5 milhões, em nome de laranjas. Nada foi declarado à Justiça
Eleitoral ou à Receita
José Marques Jardim
José Marques Jardim
Da Editoria do Jornal Tribuna Amapaense
Depois das denúncias feitas ao Senado, Procuradoria Geral da República e Supremo Tribunal Federal que
tratavam do recebimento de propina recebida na época em que era
deputado estadual no Amapá pelo PT, o comportamento do hoje senador Randolfe Rodrigues mudou
completamente. Os ataques ferozes que fazia em sua defesa deram lugar
ao silêncio que reforça o jargão popular de que quem cala consente.
O nada a declarar do parlamentar, que mesmo sendo do PSOL apóia o governo de Dilma Rousseff, ao lado de seu ídolo da juventude, o também senador João Alberto Rodrigues Capiberibe, se intensificou ainda mais depois que o perito da Unicamp, Ricardo Molina, um dos mais renomados do País, concluiu o laudo e comprovou
que as assinaturas nos recibos que atestavam o pagamento de R$20 mil
vindos do governo de Capiberibe, entre 1999 e 2002 eram mesmo do então
deputado Randolfe Rodrigues. Molina vai mais além e diz que não
houve qualquer alteração ou transposição que atestasse fraude. A
comprovação do perito colocou em xeque o posicionamento do Procurador
Geral da República Roberto Gurgel, que ao ter conhecimento das denúncias
tratou de arquivá-las sem ter para isso, qualquer embasamento ou
comprovação de que seriam falsas. Gurgel simplesmente se apoiou em uma
posição pessoal e estritamente particular e argumentou não acreditar que
um parlamentar assinaria de próprio punho o recebimento de dinheiro que
o pudesse incriminar.
O procurador foi alvo de ferrenhas críticas na imprensa nacional,
principalmente de revistas como a Carta Capital, que colocou em dúvida
sua conduta à frente de um dos órgãos mais importantes na garantia da
aplicabilidade da Justiça brasileira. Existiriam interesses no
comportamento duvidoso de Roberto Gurgel em querer defender
Randolfe Rodrigues e João Capiberibe, denunciados por propinagem? Os R$
20 mil pagos a Randolfe Rodrigues durante os quatro anos de seu mandato,
como atesta o laudo de Ricardo Molina engordaram o salário do
parlamentar de simplórios pouco mais de R$ 4 mil, para quase R$ 25 mil
ao mês. Por ano, o rendimento seria algo em torno de R$ 300 mil. Em
quatro anos de mandato, o faturamento do político chegaria a algo em
torno de R$ 1,2 milhão. Nos primeiros dias após a denúncia protocolada
na Capital Federal, a estratégia de Rodrigues e Capiberibe foi o ataque.
Deram as mãos e percorreram todas as emissoras de rádio pagas e
controladas pelo governo.
A essa altura, o senador também já havia deixado de ser oposição ao PT,
posicionamento do PSOL nacional, e se colocado embaixo das asas do PSB,
que é da base de apoio a Dilma. Lá, ele estaria protegido das investidas
de Fran Soares Júnior, autor das denúncias em Brasília e
ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, quando Capiberibe era
governador e Randolfe, deputado. Os dois senadores trataram de tentar
desqualificar Fran, desconsiderando que o que estava sendo julgado não
era quem ofertava a denúncia, e sim o que ela continha.
Para João Capiberibe e Randolfe Rodrigues, o ex-presidente não tinha
condições morais para denunciá-los. Capiberibe só não lembrava em seu
discurso moralista, de sua cassação por compra de votos, que colocou o
Amapá na história política do País como o primeiro Estado a ter um
senador da República expulso do mandato. Já Randolfe não esbraveja mais
nos microfones dos programas sustentados pelo Estado governado pelo PSB,
que ele, até pouco tempo criticava.
Mas a história de Randolfe Rodrigues não para por aí. Ela tem novos
capítulos. O segundo episódio foi nova denúncia. Desta vez envolvendo o
nome do senador em irregularidades praticadas na época em que ele era
presidente do Centro de Juventude Chaguinha. Segundo o que chegou
novamente às mãos do STF, Senado e Procuradoria Geral da República, um
convênio firmado entre o Centro e o governo, revelou crimes que vão da
falsificação de assinaturas a peculato, envolvendo novamente o nome de
João Capiberibe. Empresas teriam sido citadas para executar serviços,
mesmo nunca tendo trabalhado com o segmento especificado. Tudo
constatado por auditores do Tribunal de Contas do Estado. O relatório
foi apresentado incriminando Randolfe e Capiberibe, mas curiosamente as
contas foram aprovadas, o que resultou no afastamento de altos
funcionários do TCE e até conselheiros.
Dora Nascimento lidera encontro sobre PAC no Ministério das Cidades
A vice-governadora do Amapá, Dora Nascimento, acompanhada pelos secretários de Estado da Infraestrutura, Amilton Coutinho e dos Transportes, Bruno Mineiro, e do diretor da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Agostinho de Oliveira, participou nesta terça-feira, 11, em Brasília (DF), de reunião de Monitoramento de Empreendimentos do PAC. Na ocasião, ela representou o governador Camilo Capiberibe.
O encontro foi promovido pelos Ministérios das Cidades e Planejamento e teve como pauta a apresentação sobre o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), exposição das novas normas para gestão de obras com problemas de execução e novas medidas para aferição e liberação de recursos de medição de obra.
"O intuito do novo modelo é buscar a melhor eficácia na gestão da administração pública, além de dinamizar a execução de diversas obras, já que o RDC é uma modalidade nova de contratações, que torna mais célere todo o processo", explicou a vice-governadora.
Ministério Público requer execução de multa contra presidente da Assembleia Legislativa Junior Favacho
O presidente da Casa, deputado Júnior Favacho, foi multado em R$ 10 mil ao dia, por não cumprimento da Lei da Transparência
O Ministério Público do Amapá (MP-AP) ingressou, na última sexta-feira (07), com Ação Civil Pública na modalidade Obrigação de Fazer contra o presidente da Assembleia Legislativa do Estado Amapá (ALEAP), deputado Júnior Favacho, condenado ao pagamento de multa pessoal e diária no valor de R$10 mil (dez mil reais), por não cumprimento da Lei da Transparência.
Nos autos do processo (0038860-29.2011.8.03.0001), que corre na 5ª Vara Cível e de Fazenda Pública da Comarca de Macapá, o presidente da ALEAP foi intimado, no dia 25 de fevereiro deste ano, para tomar conhecimento da sentença, que estabelecia o prazo de 30 dias para o cumprimento da sentença sobre a divulgação, através da internet, das informações referentes às despesas da Casa de Leis.
O promotor de Justiça Afonso Guimarães, explica que o lapso concedido para o cumprimento da ordem judicial expirou no dia 27 de março e que somente a partir de 16 de maio houve a publicação das informações na internet. “Foram 48 dias de atraso, o que totaliza R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais) de multa”, disse o promotor.
Além do atraso, o portal da Assembleia Legislativa não cumpre os dispositivos legais, pois não exibe as informações detalhadas e em tempo real das despesas do Poder, tais como: A folha de pagamento de pessoal, incluindo os deputados, os cargos comissionados e de confiança, além dos temporários e efetivos e os gastos individualizados por cada parlamentar com a verba indenizatória e verba de gabinete.
O promotor Afonso argumenta ainda que há descumprimento dos atos previstos no art. 48-A, da Lei Complementar nº 101/2000, que determina a publicação de todos os atos praticados pelas unidades gestoras no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, bem como o lançamento e o recebimento de toda a receita, inclusive referente a recursos extraordinários. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
“São, portanto, essas as informações que devem ser disponibilizadas na internet pela ALEAP para consulta pública, contudo, a pesquisa feita revelou que a Casa está longe de cumprir a sentença, eis que omite em seu sítio na internet informações relevantes e de interesse público”, ressalta o promotor.
Em manifestação no processo, a Casa de Leis pediu a extinção da ação, alegando o cumprimento das exigências. No entanto, o MP-AP verificou que o ícone para consulta de servidores não está ativo, as despesas com a verba indenizatória exibem informações genéricas com aquisição de produtos, sem indicar os fornecedores.
Nos autos do processo (0038860-29.2011.8.03.0001), que corre na 5ª Vara Cível e de Fazenda Pública da Comarca de Macapá, o presidente da ALEAP foi intimado, no dia 25 de fevereiro deste ano, para tomar conhecimento da sentença, que estabelecia o prazo de 30 dias para o cumprimento da sentença sobre a divulgação, através da internet, das informações referentes às despesas da Casa de Leis.
O promotor de Justiça Afonso Guimarães, explica que o lapso concedido para o cumprimento da ordem judicial expirou no dia 27 de março e que somente a partir de 16 de maio houve a publicação das informações na internet. “Foram 48 dias de atraso, o que totaliza R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais) de multa”, disse o promotor.
Além do atraso, o portal da Assembleia Legislativa não cumpre os dispositivos legais, pois não exibe as informações detalhadas e em tempo real das despesas do Poder, tais como: A folha de pagamento de pessoal, incluindo os deputados, os cargos comissionados e de confiança, além dos temporários e efetivos e os gastos individualizados por cada parlamentar com a verba indenizatória e verba de gabinete.
O promotor Afonso argumenta ainda que há descumprimento dos atos previstos no art. 48-A, da Lei Complementar nº 101/2000, que determina a publicação de todos os atos praticados pelas unidades gestoras no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, bem como o lançamento e o recebimento de toda a receita, inclusive referente a recursos extraordinários. (Incluído pela Lei Complementar nº 131, de 2009).
“São, portanto, essas as informações que devem ser disponibilizadas na internet pela ALEAP para consulta pública, contudo, a pesquisa feita revelou que a Casa está longe de cumprir a sentença, eis que omite em seu sítio na internet informações relevantes e de interesse público”, ressalta o promotor.
Em manifestação no processo, a Casa de Leis pediu a extinção da ação, alegando o cumprimento das exigências. No entanto, o MP-AP verificou que o ícone para consulta de servidores não está ativo, as despesas com a verba indenizatória exibem informações genéricas com aquisição de produtos, sem indicar os fornecedores.
“Outra omissão grave é a ausência de qualquer informação sobre o pagamento de diárias para deputados e servidores, sendo fato público que os valores praticados pela Casa de Leis estão bem acima da realidade de outras Casas Legislativas”, finaliza o promotor.
Entenda o caso
O Ministério Público do Amapá, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Cultural da Comarca de Macapá, ajuizou, em outubro de 2011, Ação Civil Pública para que a Assembleia Legislativa divulgasse em seu portal informações exigidas por lei, para que toda a população tenha conhecimento do que é feito com o dinheiro destinado à manutenção do Poder Legislativo Estadual.
Embora a AL tenha solicitado, em dois momentos, a prorrogação do prazo para o cumprimento das exigências legais, e ainda que tenha divulgado o lançamento de seu portal da transparência, o MP-AP verificou que o Poder Legislativo segue afrontando a lei, posto que não fornece as informações exigidas, o que impede um efetivo controle social.
Parceria com a PMM: Governo vai reformar seis Unidades Básicas de Saúde em Macapá
Governador Camilo Capiberibe estende as mãos para o prefeito Clécio Luis estruturar saúde básica e reformar Unidades Básicas de Saúde (UBS)
Durante o lançamento das obras de reforma geral e ampliação do Hospital das Clínicas Alberto Lima (HCAL), ocorrido na manhã desta segunda-feira, 10, o governador Camilo Capiberibe anunciou que o Estado vai garantir os recursos necessários para a reforma das seis maiores Unidades Básicas de Saúde (UBS's) do município de Macapá.
Disse que para dar início as obras aguarda somente o orçamento que deverá ser apresentado nesta quarta-feira, 12, pelos técnicos da Secretaria Municipal de Saúde. "Temos que garantir a infraestrutura necessária para que o município também possa avançar na saúde, só assim conseguiremos oferecer atendimento digno à população", comentou o governador.
O secretário-adjunto de Saúde de Macapá, Rinaldo Martins, que estava presente no lançado das obras, lembrou que exemplo do governador Camilo Capiberibe, o prefeito de Macapá também pegou uma saúde sucateada. "Temos consciência das nossas dificuldades e da importância do Estado para a nossa capital", declarou.
Além da reforma das UBS's, o governador disse que vai garantir recursos para a conclusão do Hospital Metropolitano. Atualmente, existe uma emenda, cujo valor é insuficiente para concluir a obra, sendo necessária injeção de recurso de aproximadamente R$ 3 milhões para terminar a construção do hospital.
Improbidades: Justiça recebe denúncia contra ex-governadores Waldez Góes e Pedro Paulo por conta de calote dado em servidores
Waldez Góes e Pedro Paulo, além de ex-secretários de governo, responderão pelo crime de peculato por utilização ilegal dos recursos provenientes de empréstimos consignados.
O juiz da 4º Vara Criminal da Comarca de Macapá, Matias Pires Neto, recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), contra os ex-governadores Waldez Góes e Pedro Paulo, além de ex-secretários de governo, pela prática do crime de peculato. Os réus serão julgados pela utilização ilegal de recursos provenientes dos empréstimos consignados contraídos pelos servidores públicos estaduais.
Desde 2003, em razão da Lei nº 10.820, os trabalhadores passaram a ter mais uma forma de contrair financiamentos bancários: o chamado empréstimo consignado em folha de pagamento. Nesse tipo de operação, o trabalhador procura uma instituição financeira, pactua o montante que receberá e a quantidade de parcelas, além de autorizar que o órgão público do qual é servidor faça a retenção do valor mensal para, em seguida, repassar ao banco credor.
"Essa modalidade de empréstimo tem contado com adesão da esmagadora maioria dos servidores públicos do Estado do Amapá, uma vez que, pela sistemática adotada, torna-se mais seguro para a rede bancária que pode apresentar baixas taxas de juros em comparação com as demais linhas de crédito existentes no mercado", avalia o promotor Afonso Guimarães, que subscreve a denúncia.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Mudanças no comando da PM
O governador Camilo Capiberibe estuda mudanças no comando da PM no Amapá. O nome do coronel Barbosa, que atualmente comanda o 4° Batalhão da PM em Santana é o nome mais cotado nas rodadas de apostas entre os oficiais e praças da Polícia Militar. Há quem diga que ele tem o apoio da cúpula do PSB por ser um militar flexível e politizado.
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