segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Periscópio

Empossados
O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, deu posse, nesta segunda-feira no Palácio do Setentrião, a 19 novos gestores, entre secretários de Estado e diretores-presidentes de autarquias. Entre os que tomaram posse estão Ruy Smith (Caesa), Joel Banha (Infra-Estrutura) Sergio La Roque (Setrap) e Evandro Gama (Saúde).

Pesquisa de Opinião
O petista Joel Banha, mesmo tendo tomado posse essa semana, já figura com grande popularidade. Uma pesquisa interna de opinião dá conta de que o povo amapaense aprova o nome do ex-deputado à frente da Seinf.

Ato furado
O Ato em comemoração a posse da deputada federal Marcivânia Flexa foi pro espaço. Avaliação de petistas ligados ao grupo da parlamentar avaliam que houveram erros na mobilização. Além disso, a falta de energia teria contribuído para o fracasso.

Crise interna
Cadeiras estão voando pelas bandas do PT de Santana. Os petistas mais atuantes estão descontentes com a falta de atenção do prefeito Nogueira nas reuniões da Executiva Estadual. O homem não aparece e dizem que ele não quer nem saber de fazer debate sobre a composição de governo. Tá indicando todo mundo sem discutir com seu grupo político.

Crise interna II
Outra crise está rolando por conta de algumas medidas tomadas no direcionamento do mandato da deputada federal Marcivânia Flexa. Militantes e dirigentes petistas próximos estariam insatisfeitos com a decisão de quem vai coordenar o mandato.

Insatisfeitos
Dizem que a petezada tá soltando fogo por conta de que o abençoado não é nem filiado ao PT. Um dos insatisfeitos seria o ex-vereador e membro da Executiva Estadual, Isaias Carvalho. Outro que não concordou e quebrou o pau foi o Presidente do PT, José Amiraldo. Outro erro seria a indicação do assessor de imprensa, que nem campanha fez pra Marcivânia Flexa e era ligado ao grupo político de Waldez Góes.

Popularidade em alta
Mesmo com a crise interna de seu grupo político, Marcivânia Flexa é o nome mais bem avaliado para disputar as eleições de 2012. Segundo pesquisas internas feita por institutos, a petista desponta com cerca de 30% de intenções de voto do eleitorado santanense.

A entrevista de José Sarney


Raquel Ulhôa e Raymundo Costa |De Brasília

Em meio século de política, o senador José Sarney (PMDB-AP) já ocupou por cinco anos a principal cadeira do Palácio do Planalto, nomeou grande parcela dos juízes que ainda hoje integram os tribunais superiores, foi eleito na semana passada para seu quarto mandato na presidência do Senado e é apontado como uma espécie de "dono" do setor elétrico brasileiro, tendo nomeado desde o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) ao novo presidente de Furnas, Flávio Decat. Sarney, no entanto, afirma que é tudo intriga da oposição. Ele diz que Lobão é ministro por seus próprios méritos, que não conhece Decat e que a presidente Dilma Rousseff é "muito ciosa das decisões e da autoridade da Presidência". Por isso, nem ele nem o PMDB poderiam cultivar a veleidade de ter a presidente como "refém". Segundo Sarney, a presidente já conseguiu imprimir seu "estilo" e sua "personalidade" ao governo.

O ex-presidente, na realidade, participou diretamente das negociações entre governo e PMDB em busca de solução para a crise gerada por denúncias de corrupção contra a direção de Furnas, até então sob comando da bancada do PMDB do Rio de Janeiro. Dilma resolveu o assunto escolhendo Flávio Decat para presidir a estatal e tirou a empresa do controle do deputado Eduardo Cunha.

Neste que considera seu último mandato de senador, Sarney definiu como prioridade de sua gestão no comando do Senado a aprovação de uma reforma política. Em sua opinião, o país melhorou nas áreas econômica e social, mas regrediu na política. Ele quer o fim do voto proporcional e defende o "distritão", pelo qual seriam eleitos os deputados mais votados em cada Estado. Trechos de sua entrevista ao Valor:

Valor: Como o senhor vê a relação da presidente Dilma Rousseff com o Legislativo?

José Sarney: A Dilma já conseguiu imprimir o seu estilo, a sua personalidade. É um governo de continuidade sem ter continuísmo, mas já se viu que ela é muito ciosa das decisões e da autoridade da Presidência. Ela é uma grande gestora pública, evidentemente vai se aprofundar na melhoria da aplicação dos recursos, melhorando o gasto público para que eles sejam melhor utilizados. Essa característica ela tem imprimido nos primeiros 30 dias. Agora, não se pode em 30 dias definir o que vai ser o governo dela. Para mim, ela vai ser uma presidente de absoluta lealdade ao presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva], aos programas do presidente Lula, mas vai imprimir a sua personalidade e seu estilo.

Valor: PMDB, PSDB e PT já foram governo. Dilma é a primeira mulher a presidir o Brasil. Ela encerra ou inaugura um ciclo?

Sarney: No meu governo (1985-1990) nós criamos as condições para uma sociedade democrática que não existia no país: a cidadania apareceu, o povo começou a ser muito mais participativo, desdobrou-se na multiplicação de associações, sindicatos, ONGs, sociedade civil. Isso permitiu que nós chegássemos, ao fim dos cem anos da República, com um operário no poder. Então, ninguém pode reclamar no Brasil que não teve oportunidade de tomar parte nas decisões nacionais. Todas as classes já participaram. Até mesmo a última, que é um operário. E agora inauguramos uma etapa, que é uma mulher. É uma etapa de amadurecimento também. Não é só o fato de ser uma mulher. É uma etapa. Primeiro da grande ascensão das mulheres, da luta das mulheres. E, em segundo lugar, o país já ter condições de ter uma mulher como presidente. 

Valor: Dizia-se que ela podia ficar refém do PMDB.

Sarney: Ela mostrou que não vai ser refém de ninguém, ela já imprimiu o seu estilo.

Valor: Nem do governo do presidente Lula?

Sarney: Ela vai ser de absoluta lealdade. Nem o Lula queria que tivesse um "laranja" dele no governo.

Valor: A que o senhor atribui a fama de controlar grande parte do governo e do Judiciário?

Sarney: Simplesmente à minha longeva participação na política.

Valor: O senhor não controla os cargos do setor elétrico?

Sarney: Eu não tenho nenhuma participação nas decisões do setor elétrico. Nem tenho nenhum interesse nessa área, que não faz parte das minhas preocupações parlamentares, nem nunca fez.

Valor: Não é o que se diz.

Sarney: Porque o ministro [Edison] Lobão [das Minas e Energia] é do meu Estado. Mas é ele mesmo. Foi governador, senador por quatro vezes, deputado federal, e é um homem que tem uma vida pública. Não é para ser preposto de ninguém.

Valor: Mas os cargos em Furnas mobilizam o PMDB, no momento.

Sarney: Mobilizam o PMDB, mas eu, pessoalmente, não. Hoje eu vi nos jornais a respeito do [Flávio] Decat [escolhido pela presidente Dilma Rousseff para presidir Furnas]. Eu não tenho nenhuma ligação com o senhor Decat. O que sei é que se trata de um excelente técnico e é uma escolha pessoal da presidente Dilma, que com ele trabalhou. Ela tem procurado marcar a sua presença nesse setor, que ela conhece e conhece as pessoas.

Valor: Mas o senhor mediou a disputa no PMDB pelo cargo.

Sarney: Não participei dessas reuniões, nenhuma delas. Soube pelos jornais e alguns relatos de colegas.

Valor: O PMDB não deveria dar liberdade para a presidente adotar soluções técnicas?

Sarney: A presidente da República tem absoluta liberdade. Não deve ter nenhuma interferência para escolher as pessoas que forem as melhores e tenham melhor desempenho. Isso ela tem seguido. Ela conhece bem o setor elétrico, ao qual pertence há muitos anos, desde que foi secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. Trabalhou com quase todos esses técnicos, conhece os que são eficientes e os que são ineficientes. Fez todas as suas escolhas pessoais, naturalmente, combinando com o ministro.

Valor: O PMDB é visto como um partido fisiológico, que apoia o governo em troca de cargos. Como o senhor vê essa relação?

Sarney: Nossa relação com o governo federal é uma relação de coparticipação, uma vez que o vice-presidente da República [o deputado Michel Temer] é nosso, o que não ocorria nas outras oportunidades [em que o PMDB apoiava o governo sem participar dele desde o início]. O vice nos representa no governo. Ele está atento a esses problemas e tem interesse em que o governo seja mais exitoso possível e tem sua contribuição a dar.

Valor: Uma parte do PMDB reivindica abertamente cargos. O partido tem que mudar sua prática?

Sarney: Não só o partido. De uma maneira geral, a política brasileira tem que se ajustar mais a discutir as políticas públicas e menos esses problemas. Isso não ocorre só aqui, mas no mundo inteiro. 

Valor: Mas em geral não prevalecem os interesses pessoais?

Sarney: Dos problemas da Câmara eu não tenho participado. Aqui, dos problemas do Senado, sim. Como senador, no meio da bancada. Eu apoio o governo e não colocarei os problemas pessoais dessa natureza acima dos interesses do Senado e do país.

Valor: Por que as relações entre o PT e o PMDB são sempre difíceis?

Sarney: Os partidos não têm unidade nacional na sua orientação. Essa é outra consequência da falta de partidos políticos baseados em programas e participação em ações de governo. Isso nós só poderemos resolver com a reforma política. Sem partido político não há democracia. Ela não funciona, não se aprofunda.

Valor: Qual a principal mudança a ser feita?

Sarney: O fim do voto proporcional. No atual sistema, a fragilidade dos partidos é total, eles não têm unidade, os candidatos concorrem nas eleições uns contra os outros dentro do próprio partido e não contra os outros partidos. Não há discussão de programas, de ideias, e isso faz com que se torne uma luta pessoal e não programática.

Valor: A reforma política é realista?

Sarney: É necessária e imprescindível. E tem de ser feita já. Se não se fizer no primeiro ano, não se faz. Entram os grupos corporativistas. Por isso eu quero fazer logo, para que até a metade deste ano nós tenhamos um projeto concreto, em condições de iniciarmos a aprovação. Nós temos três setores no país: o econômico, o social e o político. No setor econômico, o país cresceu, modernizou-se, tornou-se competitivo e alcançou a oitava economia mundial. No setor social, fizemos uma verdadeira revolução, a melhoria da qualidade de vida do povo foi muito grande e houve uma grande distribuição de riqueza. Mas na parte política nós não avançamos, regredimos.

Valor: E o fim do voto proporcional?

Sarney: No dia em que nós acabarmos com o voto uninominal, proporcional, que só existe no Brasil, nós vamos abrir a grande porta para que se possa fazer uma reforma política moderna, atualizada. A constituição de partidos tem que ser feita ao longo do tempo, porque é formação de recursos humanos. Os partidos políticos do mundo inteiro são uma escola de formação de estadistas.

Valor: O senhor já começou a negociar?

Sarney: Tenho conversado, não só na parte política, como também conversei com o ministro da Justiça [José Eduardo Cardozo], que se dispõe a colaborar totalmente. Vou montar uma comissão aqui no Senado para que consolide os projetos em tramitação. Vamos ver os projetos que dependem de lei e os que dependem de reforma constitucional. Enfim, vamos fazer um trabalho de profundidade.

Valor: O que o senhor acha da "janela" na fidelidade partidária, para que os congressistas tenham um tempo para mudar de partido?

Sarney: Se nós fizermos a reforma política, ninguém vai querer sair do seu próprio partido.

Valor: Pessoalmente, o senhor defende qual sistema?

Sarney: Há mais de 30 anos eu apresentei o projeto de voto distrital puro. Hoje eu vejo que é irrealista. Aqui nós teríamos que criar distritos artificiais. E tudo o que se cria artificialmente não é democrático e não funciona. Tenho muita simpatia pelo sistema alemão do voto misto. Mas nós teríamos o mesmo problema da formação dos distritos. A Argentina adotou uma fórmula diferente, a qual chamou de "distritão", considerou todo o país e partiu para o voto majoritário também nas eleições para a formação do Congresso.

Valor: Qual a vantagem?

Sarney: Os partidos vão se interessar em ser programáticos, o país vai então votar em ideias, em propostas concretas, em programas de partido. O voto proporcional nunca permitiu que isso fosse feito. Houve um amadurecimento tão grande da necessidade de se fazer isso, por causa do fracasso que significou esse sistema eleitoral brasileiro, de tal modo que hoje nós praticamente entregamos o processo político para ser conduzido pela Justiça. Não é bom nem para a Justiça nem para a política.

Valor: A oposição acusa o PT de intransigência, de não respeitar o espaço de quem se opõe ao governo.

Sarney: Não há esse espírito. Parlamentos unânimes são impossíveis. Há divergências entre os partidos, mas há um clima muito bom, a oposição está muito bem representada na Mesa. A Mesa é muito plural, e as comissões terão que obedecer a esse espírito. Eu vou fazer tudo para que jamais se possa pensar em esmagar a oposição. Em todo lugar tem que ir a voto no plenário. Na definição famosa dos franceses, a democracia é o regime da maioria com o espírito de minoria. 

domingo, 30 de janeiro de 2011

A candidatura de oposição de Randolfe à Sarney no Senado

Com todo respeito ao senador mais votado do Amapá. Mas eu avalio e uma parte do PSOL vai convergir comigo. Essa candidatura à lá "Errolflyn Paixão" é de brincadeirinha.

Pra quem não sabe Randolfe Rodrigues está sendo pressionado pela Executiva Nacional do PSOL a colocar seu nome para fazer o contraponto à Sarney. O motivo todos sabem? Alguns não sabem o verdadeiro motivo. Mas vou citar um que é o mais importante. Aí vai...

O PSOL nacional emparedou Randolfe Rodrigues e a APS local para que tomassem uma posição firme demonstrando que o senador não tem nenhuma ligação política com o coronel Sarney. Isso se deve ao fato de que o PSOL local desrespeitou uma resolução nacional que proibia a aliança com o PTB, o que foi jogado na lata do lixo por Randolfe e a maioria esmagadora do PSOL-AP.

O PSOL nacional sabe que Lucas Barreto era o candidato preferido de Sarney na disputa para o governo do Estado em 2010. Randolfe vestiu a camisa do "Atos Secretos de Sarney" e foi pra rua no primeiro e no segundo turno para derrotar o adversário Camilo Capiberibe, candidato da Frente Popular.

O PSOL foi a fundo na estratégia, encampando uma campanha com a cara da direita local, participando do jogo sujo e não se posicionando sobre as baixarias e maracutaias bancadas pelo PTB de Lucas, com o aval de Sarney. O objetivo central era derrotar o candidato do PSB/PT.

O PSOL e Randolfe Rodrigues indiretamente foram financiados pelos maiores empresários, grileiros e latifundiários do Amapá. A estrutura de Lucas era a mesma estrutura de Randolfe. Quem ajudava a bancar as duas campanhas? Os aliados de Sarney!

Após a disputa eleitoral, o PSOL do Amapá entrou em crise e consequentemente em choque com a Executiva Nacional. Randolfe Rodrigues o Diretório Estadual foram advertidos pela Executiva Nacional por conta da lambança das eleições de 2010.

Agora Randolfe Rodrigues vai ter que provar ao PSOL nacional que não tem relação nenhuma com o grupo político do senador Sarney. Está sendo pressionado para ser candidato, na verdade é um jogo de cartas marcadas.

Isso não vai remediar o arranhão na biografia de Randolfe Rodrigues. Está na história marcado para as próximas gerações, como diz o nosso nobre professor e historiador: "A história não mente!"

sábado, 29 de janeiro de 2011

O 11° Ministro do STF e a esperança do casal Capiberibe

"Se eu fosse [ministro], acho que não deveria ser aplicada a lei (Ficha Limpa). Nesse caso, temos um problema sério de retroação que gera consequências não só do ponto de vista jurídico, mas consequências políticas sobre as composições congressuais. Maiorias eventuais podem ser formadas com base nesta movimentação jurídica, para o bem ou para o mal".
Dito por Luiz Adams, ministro chefe da AGU.

As especulações de que Dilma possa nomear Luiz Adams para o STF reforçaria a tese de que a lei da Ficha Limpa não poderia ser aplicado em 2010. Mais uma esperança na luta do casal João e Janete Capiberibe. Caso o ministro seja nomeado para a Suprema Corte teremos um desempate, que poderá mudar radicalmente as últimas decisões em desafavor do casal Capiberibe.

Se isso acontecer, teremos um fato histórico nas votações do STF, que pode salvar o casal Capiberibe da guilhotina armada pelo PMDB de Gilvam Borges e José Sarney.

Jacy Amanjás é o preferido do Palácio do Setentrião

O deputado estadual Joel Banha (PT) bem que deveria ter aconselhado mais cedo o núcleo de poder do governo. Pois bem, agora parace que a coisa vai andar. Há alguns dias atrás o parlamentar petista já havia defendido o nome de Jacy Amanajás (PPS) para a presidência da AL.

Nesta semana, os socialistas viraram a mesa, o governador e a bancada do PSB entraram na articulação política para bancar o nome do deputado estadual Jacy Amanjás (PPS) para a presidência da AL. Muitas trairagens estão rolando entre os deputados.

O deputado Moises Souza (PSC) aliou-se ao deputado Edinho Duarte (PP) formando um bloco fortíssimo. Mas parece que a fragilidade desse grupo político é muito grande por conta do debate da governabilidade e não tem simpatia do Setentrião.

Dizem que milhões de reais e promessas de muitos cargos na Mesa Diretora são as principais pautas das negociações. Onde fica o debate político de moralizar o legislativo?

Balieiro deve ser o líder do governo na AL

O convite foi feito pelo governador Camilo Capiberibe, mas a conversa deve ser aprofundada dentro do PSB por conta da estratégia do partido em relação a governabilidade na AL.

Depois de uma virada de mesa, que colocou os parlamentares do PSB na chapa do deputado estadual Jacy Amanajás (PPS), muita coisa pode mudar nos escaninhos do poder do legislativo estadual.

O deputado estadual Balieiro (PSB) deve ser o novo líder do governo, uma tarefa árdua diante do grande desafio de construir uma governabilidade dentro de um parlamento altamente fisiológico e desmoralizado. A deputada estadual Cristina Almeida (PSB) deve compor a Mesa Diretora da AL.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O PSOL diante da denúncia do MP contra Agnaldo Sá

O Ministério Público do Amapá ofertou denúncia contra o Presidente do PSOL de Pedra Branca do Amapari, Agnaldo Sá, que foi Secretário de Finanças nos últimos 6 anos do governo Zezinho (PV). O dirigente do PSOL é casado com Marina Sá, suplente do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)

A denúncia de crime de improbidade administrativa é antiga e já havia sido levantada em 2008 pelo então vereador Isaias Carvalho (PT).

Recentemente o vereador Wilson de Sousa (PSC) foi o autor de um pedido de CPI na Câmara de Vereadores de Amapari tendo como objetivo investigar as denúncias ofertadas pelo promotor Afonso Guimarães. Mas o pedido de CPI foi engavetado por conta de uma manobra patrocinada pela base do governo Zezinho na Câmara.

Com exclusividade para o blog, o dirigente do PSOL Maikom Magalhães disse que ficou surpreso eao saber da denúncia e se posicionou sobre o caso. "Até o presente momento a direção do PSOL não recebeu nenhuma denúncia formal contra o companheiro (Agnaldo Sá). Mas assim, que tivermos acesso a denúncia ou alguém formalizar isso na direção, nós vamos ouvir o companheiro e garantir o amplo direito de defesa ao filiado." Disse o Secretário do Interior e membro da Executiva Estadual do PSOL ao blog.

Para Dorinaldo Malafaia, fundador do partido no Amapá, que também é membro da Executiva Estadual do PSOL e dirigente da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), o caso deve ser levado às instâncias do partido e ser fruto de debate profundo na Comissão de Ética.

"Nós já havíamos denunciado anteriormente na Executiva Nacional do PSOL, o fato de nosso partido compor um governo que discordamos da linha política. A posição da CST é que o filiado Agnaldo Sá afaste-se da Presidência do PSOL de Amapari e do cargo da Executiva Estadual." Ponderou Malafaia.

"Nós defendemos que seja utilizado o mesmo argumento de afastamento, que é feito quando um servidor público é denunciado de cometer um ato de improbidade administrativa e vamos formalizar essa denúncia no partido", endossou Dorinaldo Malafaia.

No levantamento feito na página do Tribunal de Justiça do Amapá, Antônio Agnaldo Sá, é réu em cerca 3 processos por suspeita de cometer crime de improbidade administrativa. Ele é processando conjuntamente com o prefeito de Pedra Branca do Amapari, Zezinho (PV).

O município de Pedra Branca do Amapari é considerado o terceiro mais rico do Estado, mas seu povo vive em péssimas condições de vida, amargando a miséria, o desemprego e a pobreza. A exploração mineral de grandes empresas é o que garante os royalties milionários que engordam o orçamento público.

Além disso, Amapari é alvo de recentes investidas de grileiros e latifundiários que estão comprando e tomando terras de pequenos agricultores. O poder político anda casado com o poder econômico. A família Favacho, da ex-deputada estadual Francisca Favacho e do atual deputado Junior Favacho tem grande influência política e econômica na região da Perimetral Norte, que engloba os municípios de Porto Grande, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari.

Segundo o vereador Wilson de Sousa (PSC), o patrimônio do ex-secretário de finanças e Presidente do PSOL de Amapari, Agnaldo Sá, não é compatível com o salário que ele ganhava na prefeitura, que não chegava a R$ 3 mil reais por mês, já que o mesmo ostenta riqueza e não esconde isso da população local. Para ele quem verdadeiramente manda na prefeitura é a família Favacho e não o prefeito Zezinho.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os caminhões fantasmas alugados para a SDR

Algumas informações levantadas por este blogueiro dão conta de que os caminhões alugados para a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) não existem. Ou seja, no papel existe um contrato de aluguel entre o governo do Estado e a empresa que presta o serviço de transporte da produção agrícola local. Mas na prática muitos dos veículos utilizados para a escoação da agricultura familiar não foram encontrados.

Informações detalhadas de mais um escândalo de fraude e mal uso do dinheiro público no governo anterior serão alvo de matéria exclusiva do jornal Folha do Estado, que deve está nas bancas no dia 01 de fevereiro.

PSB e PT estão caindo no jogo de Sarney

O PT e o PSB estão caindo no jogo de Sarney, o objetivo principal do coronel é causar um racha entre as duas legendas que saíram vitoriosas por meio da Frente Popular e derrotou os 8 anos de governo da harmonia.

A estratégia está sendo colocada na mesa. Com certeza se não houver bom senso por parte dos dois partidos quem vai perder com isso é o Amapá, pois cria-se um clima de instabilidade política entre o partido do governador e da vice-governadora.

Sarney está dando pulos de alegria por conta das farpas e dos problemas que foram criados por ele. Espero que os dirigentes e a militância de ambos os partidos mantenham a calma até que o STF resolva o futuro do Amapá.

Moisés Sousa e Edinho Duarte fecham chapa para disputar eleição da AL

Segundo informações dos próprios parlamentares, hoje a chapa União e Transparência que será encabeçada pelo deputado estadual Moisés Sousa, já contaria com o apoio de cerca de 17 deputados estaduais, número suficiente para desbancar seu adversário Michel JK.

Como já vi até boi voar em política, penso que esse cenário pode mudar a qualquer momento. Os parlamentares do PSB (Cristina Almeida e Balieiro) teriam declarado apoio ao tucano Michel JK.

Edinho Duarte desistiu de ser candidato e declarou apoio à Moisés Sousa, trazendo consigo alguns parlamentares. Com a aliança, Edinho ficaria com o cargo de Secretário da Mesa Diretora. Vejam abaixo os nomes que encabeçariam a chapa União e Transparência:
  1. Moisés Sousa (Presidente)
  2. Jacy Amanajás  (Vice Presidente)
  3. Dr. Brasil (2° Vice- Presidente)
  4. Edinho Duarte (1º Secretário da Mesa)
  5. Roseli Matos (2° Secretária da Mesa)
  6. Mira Rocha (3° Secretária da Mesa)
Além dos membros da chapa os seguintes parlamentares estariam fechados e já teriam assinado apoio à chapa União e Transparência. Vejam abaixo:
  1. Telma Gurgel
  2. Sandra Ohana
  3. Maria Góes
  4. Valdeco
  5. Charles Marques
  6. Zezé Nunes
  7. Isaac Alcolumbre
  8. Paulo José
  9. Keka

MPF denúncia ex-governador Waldez Góes, um dos presos na Operação Mãos Limpas

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) apresentou à Justiça Federal, nesta terça- feira, 25 de janeiro, denúncia contra Antônio Waldez Góes da Silva, ex-governador do estado. A acusação é de apropriação indébita previdenciária.

Documentação fiscal da Secretaria da Receita Federal mostra que o imposto, retido na fonte pelo Governo do Estado do Amapá (GEA), não era repassado ao Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

Segundo cálculos de auditores, os cofres públicos federais deixaram de receber do GEA aproximadamente 200 mil reais, em valores corrigidos. Os prejuízos ao INSS ocorreram no biênio 2006/2007.

Antônio Waldez Góes da Silva, por 35 vezes, deixou de “repassar à previdência social, no prazo e forma legal ou convencional, as contribuições previdenciárias recolhidas”, afirma trecho da denúncia.

Provas – Notas fiscais e contratos do governo com a empresa A.G. de Albuquerque (Amapá Vip) – prestadora de serviço de vigilância e segurança para órgãos do GEA – comprovam a fraude.

Os documentos recolhidos na Ouvidoria Geral, Secretaria de Educação (Seed), Secretaria de Infraestrutura (Seinf) e Departamento de Trânsito (Detran) mostram que o governo reteve 11% da contribuição destinados ao INSS.

Gestores desses órgãos, à época, devem ser intimados para prestar esclarecimentos. Com base no artigo 168-A do Código Penal Brasileiro, o ex-governador está sujeito a pena de dois a cinco anos de reclusão e pagamento de multa.

(Texto: Assesssoria de Comunicação Social/Procuradoria da República no AP)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Governador do AP acusa ministério de Sarney de retaliação política

Do Valor Econômico - Por Cristian Klein

A ocupação de cargos na máquina federal não é o único campo onde o PSB encontra dificuldades de barganha. O partido cresceu nas urnas no ano passado, mas os lucros políticos, que pareciam tão certos, não chegaram - pelo contrário, seja pela medição de força entre seus dois principais líderes, os governadores Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE), seja pela disputa ou pelo pacto entre os aliados principais da base governista, PT e PMDB.

No Amapá, um dos seis governadores eleitos pela legenda, Camilo Capiberibe, reclama do tratamento que está recebendo do Ministério das Minas e Energia. Ontem, em Brasília, depois de participar de uma reunião com o secretário-executivo da Pasta, Márcio Zimmermann, sobre o endividamento da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), Capiberibe saiu indignado. Considerou que lhe foi posta a "faca no pescoço" numa negociação para renovar contrato com a Eletronorte. O governador acusa a Pasta de retaliação política.
O Ministério das Minas e Energia é comandado pelo pemedebista Edison Lobão, do mesmo grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Sarney é seu adversário no Amapá e padrinho dos últimos governadores do Estado, Waldez Góes, e Pedro Paulo, derrotado na tentativa de reeleição.
"A situação da CEA é antiga. Dá calote há oito anos e agora, quando eu assumo, o ministério me diz que eu tenho 15 dias para resolver", reclama Camilo.
A dívida da CEA, de R$ 1,4 bilhão, é um dos maiores desafios do governador, que herda um Estado em péssima situação financeira e mergulhado numa grave crise institucional. Capiberibe conquistou o mandato depois de estar num distante quarto lugar e após uma operação da Polícia Federal, em meio à campanha, que levou à prisão autoridades dos três Poderes no Estado, acusadas de corrupção, incluindo o então governador Pedro Paulo e Waldez Góes, que concorria ao Senado e também não se elegeu.
Camilo Capiberibe disse ter achado "estranha" a conversa no Ministério das Minas e Energia. Ele afirma que não se recusa a assumir parte da dívida - a CEA deve R$ 800 milhões à Eletronorte - e não vê problema nas condições de pagamento, que incluiriam a realização de empréstimos que teriam como garantia recursos do Fundo de Participação do Estado.
Mas considera draconiano o prazo de 15 dias, pois sua equipe mal assumiu o governo. Afirma que fará a mesma proposta, com um prazo de três meses para montar um plano de reestruturação. Pretende, contudo, levá-la diretamente ao ministro Edison Lobão, que não teria comparecido à reunião por estar doente.
Sem apoio do ministério, Capiberibe afirma que o Amapá sofrerá com racionamento de energia e apagão. Procurada, a assessoria do Ministério das Minas e Energia não deu resposta sobre o caso, até o fechamento desta edição.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Governador Camilo Capiberibe é destaque na mídia nacional

Durante entrevista na Record News, governador do Amapá explica diretrizes de sua gestão e ações de combate à crise orçamentária
 
“O Amapá tem jeito!”, afirmou o governador Camilo Capiberibe, em rede nacional, na noite desta quarta-feira, 19, no quadro de entrevistas “Novos Governadores”, realizado pela Record News (canal 8), com todos os chefes de Estado do Brasil.

Camilo Capiberibe disse que a frase é uma forma de reafirmar o compromisso junto aos amapaenses, que estavam sem esperança, diante do cenário político de escândalos e corrupção, que marcou o governo passado.

“Eu digo que o Amapá tem jeito, porque conhecendo o orçamento e potencialidades do Estado, com a força de vontade do nosso povo, nós iremos virar essa página e caminhar de maneira sustentável para o desenvolvimento econômico, social, distribuição de renda e preservação do meio ambiente que são desejos dos amapaenses”, destacou o governador.

Durante a entrevista, o governador disse que uma das ações imediatas, para reverter o quadro de crise do Estado, foi à criação do Gabinete de Gestão da Crise, para interceder nos setores emergenciais.

“Temos um orçamento de R$ 2,7 milhões, mais a receita corrente líquida de R$ 1,9 bilhão, sendo que a dívida herdada é de R$ 1,7 bilhão. O rombo nos cofres públicos foi um dos motivadores da operação Mãos Limpas, ocorrida em 2010, que resultou na prisão do ex-governador, entre outras autoridades. Esse caos instalado no Governo nos obriga a rever contratos que estavam superfaturados, reduzir cargos comissionados, extinguir secretarias, para economizar recursos, pagar dívidas emergências e manter o Estado funcionando, atendendo assim o desejo da população”, reiterou o governador.

Pacto de transparência Camilo Capiberibe se comprometeu tornar o Estado 100% transparente, principalmente na execução dos recursos. “Todos os gastos públicos serão publicados no site da transparência, ainda este mês, onde a população poderá acompanhar. Estamos criando também a Controladoria Geral do Estado, que terá a tarefa de orientar gestores, secretários e prefeitos, nos convênios que serão executados de maneira correta. Com essas medidas teremos instrumentos legais e transparência para combatermos a corrupção”, afirmou o governador.

Saúde
Durante a entrevista, Camilo explicou que, nos primeiros dias à frente do Governo, autorizou a abertura de 29 leitos no Hospital de Clínicas Alberto Lima (HCAL). A melhoria feita apenas com boa vontade governamental, se deu por meio do remanejamento de profissionais e com reforma do espaço.

“Nossa meta, até Fevereiro, é abrir 65 novos leitos, apenas colocando para funcionar o espaço ocioso. Essas são medidas emergenciais para não deixar a população desamparada, enquanto damos continuidade nas obras paradas e construímos novos hospitais”, comunicou.

Educação
O governador disse ainda que, na Universidade Estadual do Amapá (Ueap) o compromisso é a realização de concurso público, atendendo o desejo dos docentes, já que desde 2006, quando a universidade foi criada, os professores aguardam o processo seletivo.

“Na rede estadual será garantido escolas com estrutura digna, professores na sala de aula e merenda de qualidade, ao contrário do cenário de esquecimento que os estudantes vinham enfrentando nos últimos anos”, pontuou o governador.

Aliança com Dilma Roussef Ao final da entrevista, Camilo Capiberibe falou sobre seu encontro com a presidente Dilma Roussef, durante a posse da mesma. Ela prometeu firmar parceria com o Amapá. “Temos boa relação com a presidente, pois fazemos parte da sua base política, tenho certeza que ela atenderá as demandas do nosso Estado”, finalizou o governador.
 
Lilian Guimarães
Assessora de Comunicação/SECOM

Camilo encontra-se com ministro dos esportes

Ministério fará um levantamento dos repasses feitos para a reforma do Estádio Zerão

O governador Camilo Capiberibe, o secretário do Desporto e Lazer, Luiz Pingarilho, e a deputada federal, Fátima Pelaes (PMDB), reuniram-se nesta quinta-feira, 20, com o Ministro dos Esportes, Orlando Silva.

Na audiência, trataram da captação de recursos para o setor com o objetivo de incentivar a formação e aprimoramento de atletas amapaenses em todas as categorias e modalidades de competição.

O governador afirmou que os recursos do Estado serão priorizados como contrapartida à captação de recursos federais. O Amapá pretende ampliar o potencial esportivo amador e profissional aproveitando a realização das Olimpíadas e da Copa do Mundo no Brasil.

O secretário Pingarilho solicitou a liberação de recursos relativos ao programa 2º tempo. O convênio prevê a liberação de R$ 3,9 milhões para o Amapá, dos quais R$ 1,9 milhões já foram liberados. O programa ainda não está funcionando. Orlando Silva pediu a Pingarilho que apresente projetos para a captação de recursos federais para o setor.

Orlando determinou que o Ministério fizesse um levantamento dos repasses feitos para a reforma do Estádio Zerão, para que o Amapá receba possíveis restos a pagar. Por decreto do Governo Federal, os convênios, cujas obras não foram iniciadas, deverão ser cancelados até o dia 28 de abril.

“Queremos firmar uma parceria cada vez mais próxima. O Amapá teve uma renovação muito grande, por isso nós temos muita confiança no trabalho dessa nova gestão”, afirmou o ministro Orlando Silva ao governador Camilo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Revista Carta Capital: Perseguido indomável

Camilo envia hoje para AL veto parcial do orçamento do Estado

Nesta segunda-feira, o governador Camilo Capiberibe vai enviar à Assembléia Legislativa o projeto do Orçamento do Estado para 2011. O governador anunciou no Facebook que vetará parcialmente as alterações feitas pelos deputados estaduais, que por meio de uma emenda do presidente, Jorge Amanjás, retirou 29 milhões do Executivo e distribuiu para o Tribunal de Justiça e o Ministério Público.

Agora o presidente da AL, Jorge Amanajás terá que convocar uma sessão extraordinária para derrubar o veto. Mas é possível que o grupo que defende a alteração no orçamento não consiga o número suficiente de  assinaturas dos parlamentares para convocar a sessão.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

20 novos leitos no Hospital Geral

O governador Camilo Capiberibe e a vice-governadora Dora Nascimento, acompanhados do Secretário de Saúde, Evandro Gama participaram da entrega de 20 novos leitos no Hospital Geral do Amapá.

Durante a entrega dos novos leitos o governador e a vice-governadora visitaram outras áreas do Hospital, conversando com as pessoas e servidores sobre as melhorias que podem ser implementadas na saúde do Estado.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dora Nascimento visita Hospital Estadual e Maternidade de Santana

Vice-governadora planeja percorrer o estado, tendo como objetivo o encaminhamento de relatórios ao governador Camilo Capiberibe sobre os principais problemas que afetam a população.

Tendo como principal objetivo manter um canal de diálogo entre a população e o governo do Estado, nesta terça-feira pela manhã, a vice-governadora do Amapá, Dora Nascimento, acompanhada da deputada federal Marcivânia Flexa (PT) e do coordenador geral do Sindicato da Saúde, Dorinaldo Malafaia, estiveram visitando o Hospital Estadual e a Maternidade de Santana.

A vice-governadora Dora Nascimento ouviu dos servidores do Pronto Socorro solicitações para que seja ampliado em breve o quadro de enfermeiros e profissionais da área da saúde, já que o número de trabalhadores lotados na unidade não suporta a demanda de pessoas que procuram o atendimento do serviço público.

“Além de suprir as demandas do município, temos que atender os pacientes oriundos das comunidades ribeirinhas e das ilhas do Pará, sem haver uma compensação para o Estado do Amapá e o município de Santana”, disse o médico plantonista Mário Queiroz, que no momento frisou a importância da visita da vice-governadora.

Durante a visita foi colocado pela direção do Hospital Estadual a necessidade de se fazer a manutenção do aparelho de raio-X, que está com problemas na reveladora. Além disso, foi solicitado por parte dos pacientes a reforma do sistema de refrigeração que encontra-se deteriorado e ampliação do número de leitos.

A deputada federal professora Marcivânia Flexa, que mora em Santana, se comprometeu em buscar recursos junto ao governo federal para a compra de aparelho de tomografia e de ambulâncias para o transporte de paciente do município.

Durante a visita, Dora Nascimento disse que levará ao governador Camilo Capiberibe as solicitações dos funcionários e da população que usa o serviço de saúde em Santana.

“Nosso trabalho vai se pautar no diálogo com a população, vamos fazer um relatório e encaminhar ao governador e ao nosso companheiro Evandro Gama, secretário de saúde, as demandas emergenciais da Maternidade e do Hospital Estadual de Santana, tendo como objetivo a resolução de problemas urgentes.” Finalizou a vice-governadora.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CAMILO GARANTE REGULARIZAR ENERGIA EM LARANJAL

Uma das medidas é quitar uma dívida no valor de R$ 2 milhões para a empresa Soenergy, responsável pelo fornecimento de energia em Laranjal do Jari

Na manhã desta terça-feira, 11, o governador Camilo Capiberibe (PSB) recebeu em audiência, no Palácio do Setentrião, a prefeita de Laranjal do Jari, Euricélia Cardoso (PP). Na pauta, a avaliação dos problemas ocorridos no final de 2010 naquela cidade e a retomada de convênios que não avançaram pelo não cumprimento do pagamento da contrapartida do Estado na gestão passada.

A prefeita relatou para o governador os problemas que aconteceram no dia 29 de dezembro, quando populares invadiram e depredaram prédios da administração pública. Entre os imóveis, a sede da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA).

A prefeita não acredita que houve motivação política. “Desde o início de 2010 tivemos que conviver com o racionamento de energia e foi um dos motivos da revolta popular”, diz a prefeita. Como medida paliativa, antes de ser empossado o governador Camilo reuniu-se com diretores da Soenergy e garantiu que até os primeiros dias de 2011 o fornecimento de energia estaria normalizado.

Para que não ocorra mais racionamento na cidade, o governador Camilo se comprometeu com a empresa em garantir o parcelamento da dívida, que hoje soma aproximadamente R$ 6 milhões, e não atrasar o pagamento. Esta semana o Secretário de Planejamento, Juliano Castilo Silva, anunciou que irá repassar para a Soenergy, responsável pelo fornecimento em Laranjal do Jari, o valor de R$ 2 milhões correspondente a uma parte do débito.

Outro assunto discutido foi o repasse de R$ 7 milhões do Governo Federal para a construção de 702 casas para moradores de Laranjal que ficaram sem moradia por conta de um incêndio ocorrido em 2006. As residências não foram construídas porque o Estado não honrou com a contrapartida de R$ 2 milhões. A prefeita Euricélia solicitou ao governador Camilo que viabilize a retomada da disponibilidade dos recursos através do Ministério das Cidades.

Sobre o convênio do PAC/Funasa, a prefeita também solicitou ao governador que garanta a contrapartida do Governo do Estado, de R$ 600 mil, para que a União repasse os R$ 5.400 mil que serão investidos em uma das maiores necessidades dos moradores: o saneamento básico. O governador pediu a prefeita Euricélia que providencie o estudo, junto a CAESA, para que as medidas comecem a ser tomadas em Brasília. “Vou apertar os gastos, mas o dinheiro que estiver disponível nas contas do Governo serão investidos acertadamente”, falou o governador.