terça-feira, 25 de março de 2014

O beija mão quando Sarney visita o Amapá

No beija mão de Sarney, no dia de São José, 5 candidatos ao governo do Amapá entraram na fila: Lucas, Gilvam, Amanajás, Waldez e Aline Gurgel
Do blog do Blog do Nezimar Borges

O beija mão quando Sarney visita o Amapá
Uma tradição que por anos permeou o Brasil Império parece que é resgatada no Amapá quando Sarney visita o Estado: o beija mão em troca de favores.
Na velha tradição monárquica uma grande fila se estendia pelos corredores do Palácio imperial no Rio de Janeiro. Todos os tipos de pessoas aguardavam com ansiedade pelo momento de se curvar diante da imponência absoluta. Aqui, uma cena deprimente acontece quando Sarney desembarca no aeroporto de Macapá - a velha e ultrapassada elite tucuju o recepciona com um patético beija mão.
Naquela época as pessoas ajoelhadas e inclinadas manifestavam seu respeito e submissão à Coroa beijando a mão do monarca de plantão. E como outrora, aqui no Amapá esse contato pessoal também é um sinal de obediência, mas também hora de pedir favores.
No beija-mão tucuju o que se pretende é a retribuição em ser o escolhido pelo maranhense para se firmar como frente oposicionista ao governo do Estado. Com esse objetivo é que Lucas Barreto, Gilvam Borges, Jorge Amanjás, Waldez Góes e Aline Gurgel disputam apoio do oligarca maranhense. Tudo isso porque estes ainda creem que, se escolhidos, podem de alguma forma ter chance de vencer a forte aliança PSB/PT.
Retomando a história. Por aqui a "corte maranhense" aportou em 1990. Antes, porém, o "rei" tratou de cooptar a elite amapaense com concessões de rádios e tevês, pois assim se tornaria popular com a bajulação diuturnamente nos meios de comunicações.
Ainda hoje o beija mão é uma boa maneira de fazer seus súditos se sentirem pertencentes ao reino podre da corrupção? Houve um tempo em que a tradição foi mais descarada, hoje nem tanto, pois o velho caudilho está em fim de carreira. Mas nos anos onde a harmonia imperava, a babação era desenfreada.
Assim como o beija mão na velha corte brasileira teve o seu fim, também tem validade para exaurir o repugnante costume da elite tucuju. Hoje o povo não vê a hora de defenestrar de vez aqueles que procuram Sarney para se locupletar da coisa alheia. O fim deste costume está decretado para acontecer em 05 de outubro de 2014 quando o povo oficializará o fim de um símbolo já decadente há muito tempo.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Eleições 2014: Dilma mantém vantagem e seria reeleita no primeiro turno, aponta Ibope

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)


Em um eventual eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 47% a 20%. Contra Campos, ela também teria 47%, ante 16% do governador.


Pesquisa do Ibope divulgada hoje (20) mostra estabilidade na disputa entre os prováveis candidatos à Presidência da República, com Dilma Rousseff mantendo a possibilidade de ser reeleita no primeiro turno. Ela permaneceu com 43% das intenções de voto, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) oscilou de 14% para 15%. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), continuou com 7%.

Em um eventual eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 47% a 20%. Contra Campos, ela também teria 47%, ante 16% do governador.

Também foram considerados cenário com Marina Silva no lugar de Eduardo Campos, sem mudanças significativas. Dilma tem 41% das intenções de voto, Aécio aparece com 14% e Marina, com 12%. Num segundo turno, Dilma venceria Marina por 45% a 21%.

Com a inclusão de candidatos “nanicos”, Dilma fica com 40%, seguida de Aécio (13%), Campos (6%), Pastor Everaldo (PSC, com 3%) e o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP, com 1%).

Na pesquisa espontânea (em que o Ibope não apresenta nomes), Dilma tem 23% das intenções e o segundo colocado é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 7%. Depois vêm Aécio (6%), Campos (3%), o ex-governador José Serra (PSDB, 2%) e Marina (1%). Brancos e nulos somam 18%, e 37% não souberam ou não responderam.

O Ibope perguntou ainda sobre as expectativas de mudanças por parte do eleitor. Quase dois terços (64%) disseram esperar que o próximo presidente “mude totalmente” ou “muita coisa”, enquanto 32% esperam continuidade “total” ou de “muita coisa”.

O instituto fez, então, pergunta a todos os entrevistados e apenas a aqueles querem mudanças. Neste último caso, 27% escolheram Dilma e 63% responderam que preferiam outro governante. Quando se considera todo o universo de entrevistados, 41% disseram considerar Dilma como a que tem mais condições de promover as mudanças de que o país precisa. Aécio tem 14% das preferências e Campos, 6%.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

A sondagem anterior era de novembro. Naquele momento, o instituto mostrava crescimento de cinco pontos na vantagem para os oponentes em relação ao mês anterior.

Na mesma sondagem, com Marina Silva no lugar de Campos, Dilma ficava com 42%, contra 16% da ex-ministra e 13% do candidato do PSDB.
(Rede Brasil Atual)

Presidente do PT, Joel Banha diz "na lata" um sonoro "NÃO" a Sarney

O presidente do PT no Amapá, deputado Joel Banha, deu um chá de cadeira no senador José Sarney durante a sua visita ao Amapá para os festejos de São José que é considerado pelos católicos o Padroeiro de Macapá.  

Sarney que acha que o PT é correia de transmissão do PMDB e propaga na mídia inverdades sobre o apoio do PT local, que já decidiu optar por candidatura própria ao Senado em 2014, ficou em maus lençóis ao ouvir da boca do presidente do PT a recusa de apoio a uma provável candidatura de reeleição ao Senado, mesmo que o PT nacional force uma intervenção branda no PT do Amapá .

Joel Banha disse um sonoro "NÃO" ao senador José Sarney, daquele ditos na luta que deixa o cabra sem reação, quando Banha foi questionado se apoiaria Sarney ou se estaria disposto a retirar a candidatura do PT ao Senado.  

Além de fazer o bigode esperar, durante a conversa após insistências do peemedebista, Joel Banha fez aquilo muitos amapaenses não tiveram a oportunidade de dizer ao oligarca, mas esperaram outubro pra dar o troco no senador que se elege há 24 anos pelo Amapá, mas pouco aparece por essas bandas.

A informação também foi postada pelo blogueiro Nezimar Borges. Acompanhem abaixo:


Informações dos portais que tratam da política nacional dizem que o deputado Joel Banha (PT/AP) teria dado um "chá de cadeira" no senador José Sarney (PMDB-AP), quando o maranhense esteve visitando Macapá em decorrência do feriado do padroeiro da cidade. Sarney quer que o PT local apoie sua reeleição ao senado e foi para tratar das eleições de outubro com o presidente local do PT, Joel Banha. Mas só foi recebido após incisiva intervenção do presidente nacional do PT, Rui Falcão.


Pelo que se vê, já foi o tempo em que o oligarca maranhense era unanimidade pelas terras tucuju, aliás nunca foi unanimidade, pois sempre teve um número "40" como pedra no sapato nos planos do senador Sarney .

quarta-feira, 19 de março de 2014

Editorial Brasil de Fato: O blocão é a cara do nosso sistema político

O caminho para mudar o sistema político é a convocação de uma assembleia nacional, exclusiva e soberana
18/03/2014
Editorial da edição 577 do Brasil de Fato
A crise entre o governo federal e parte de sua base aliada no Congresso Nacional, organizada em torno do autodenominado “blocão”, traduz os limites do sistema político em nosso país. Denúncias, investigações, aprovação ou rejeição de projetos de lei são apenas a moeda de troca por cargos e postos administrativos. Mais um episódio para reforçar no imaginário nacional a frase do escritor Mark Twain: “Temos o melhor Congresso que o dinheiro pode comprar”. 
Uma armadilha que foi sendo naturalizada. Afinal, todos os presidentes em nossa história republicana que perderam a maioria parlamentar caíram ou perderam qualquer capacidade de governar. Ser viável, assegurar capacidade de governar é sinônimo de ceder ao fisiologismo. Não seria esse o preço de um sistema democrático? Repetem os analistas burgueses. 
Um sistema político em que o preço da governabilidade é alimentar o fisiologismo revela a impossibilidade de qualquer avanço social. Alguém duvida que as poderosas bancadas dos grupos econômicos sairão ainda mais fortalecidas nas próximas eleições? 
Estamos, então, num beco sem saída? Entre os governos eleitos em nosso continente a partir dos anos de 1990, num claro repúdio à ofensiva neoliberal que destruiu as bases desenvolvimentistas dos nossos países, somente na Venezuela, no Equador e na Bolívia foram convocadas assembleias constituintes que enfrentaram a blindagem dos sistemas políticos. Nos demais, seja pela ausência de correlação de forças, seja pela falta de vontade política, ou mesmo de ambas, os governantes que expressavam a luta com o neoliberalismo conviveram com as travas de um ordenamento que impossibilita qualquer mudança social. Sobrevivem, rebaixando seus programas a constante negociação com os verdadeiros donos do poder. 
É certo que os governos do PT, especialmente o de Lula que contava com todas as condições, não se empenharam em organizar o povo. E, nisso reside seu maior erro. Porém, herdeiros de um sistema político moldado durante a ditadura e eleitos num quadro de descenso da luta de massas enfrentaram os limites de um sistema político que impossibilita qualquer transformação social. 
Como nos alertou Florestan Fernandes, em maio de 1986, quando aprovaram a convocação de uma Assembleia Constituinte, que cumpriria simultaneamente a função de Congresso Nacional e, consequentemente, não sendo exclusiva não poderia jamais ser soberana: “Os de cima tocam o carro de acordo com sua veneta, interesses e conveniências. Não existe democracia, porém palavrório democratizante. Os de cima não podem oferecer aos de baixo aquilo que eles sequer logram dividir entre si. A regra é a de que podem mais choram menos (ou mamam mais). Não foi sob a ditadura, mas sob a “Nova República” que tivemos a mais clara definição política das improbabilidades da democracia”.
Estamos diante de um limite que se não for transposto poderá nos causar uma profunda derrota política. Para além de qualquer resultado nas eleições deste ano. Isto é o que caracteriza uma crise de destino. 
Mudar o sistema político é uma prioridade da luta popular. Independente das divergências programáticas legitimamente existentes nas forças de esquerda, nenhuma organização que proponha transformações pode se recusar a construir uma frente política para enfrentar nosso sistema político. 
Um sistema político absurdo, retratado na imagem abjeta dos sorridentes parlamentares fisiológicos do “blocão”. Cujo repúdio estava presente nos milhares de pequenos cartazes empunhados pela juventude que saiu às ruas em junho, constatado em inúmeras pesquisas de opinião. Insatisfação que é manipulada pelas forças mais conservadoras. 
Uma luta desta dimensão exige a unidade. O caminho para mudar o sistema político é a convocação de uma assembleia nacional, exclusiva e soberana. 
Alguns temem a ousadia desta proposta. Afinal, ao longo da ofensiva neoliberal e no longo período de descenso da luta de massas, a proposta de “mudar a Constituição” esteve não mãos da direita, interessada em banir as conquistas sociais. Porém, a situação mudou. E o pavor dos de “cima” com a proposta de uma constituinte é a maior prova. As classes dominantes podem gerar confusão, jogarão suas imensas energias numa disputa dessa importância, mas sabem que têm muito mais a perder do que a ganhar. A ampliação da democracia é o sentimento crescente que as apavora e as leva a rejeitar qualquer tímida mudança. Basta recordar como cerraram fileiras quando a presidenta Dilma apresentou a proposta. Construir o Plebiscito Popular da Constituinte, como a principal ferramenta pedagógica para organizar e despertar a consciência desta bandeira política não é uma tarefa a mais na luta popular. É nosso enfrentamento na verdadeira crise de destino que atravessamos.

Dilma diz que morte de mulher arrastada por carro da PM 'chocou o país'

A presidente Dilma Rousseff publicou em sua página no Twitter na manhã desta terça-feira (18) mensagens de pesar pela morte de Cláudia da Silva Ferreira, baleada durante ação da Polícia Militar na favela no último domingo (16) no morro da Congonha, em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, e arrastada pelo carro da PM no caminho para o hospital.
"Cláudia da Silva Ferreira tinha quatro filhos, era casada havia 20 anos e acordava de madrugada para trabalhar em um hospital, no Rio. A morte de Claudia chocou o país", escreveu a presidente. "Nessa hora de tristeza e dor, presto a minha solidariedade à família e amigos de Cláudia."
Cláudia foi encontrada baleada pelos policiais no alto da favela, depois de um tiroteio. Dois subtenentes e um soldado do batalhão da PM de Rocha Miranda resolveram colocá-la no porta-malas do carro da polícia. No trajeto para o hospital, o porta-malas se abriu e ela foi projetada para fora do carro, sendo arrastada pelo veículo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a vítima já chegou morta ao Hospital Carlos Chagas.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou, durante cerimônia de inauguração do novo trem da SuperVia, que a morte de Cláudia foi "abominável".
O socorro prestado pelos policiais foi um procedimento "totalmente equivocado", segundo o porta-voz da PM, coronel Cláudio Costa. Segundo ele, os três policiais agiram certo ao socorrer a vítima, mas erraram ao colocá-la no porta-malas do veículo.
O porta-voz da PM disse que, após a conclusão do inquérito policial militar (IPM) aberto para investigar a conduta dos três, será instaurado um procedimento administrativo que poderá resultar na expulsão dos agentes.
Presos em flagrante, os PMs vão ficar no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste carioca. Eles já foram afastados de seus cargos.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Pacientes tem que dormir na frente do Posto de Saúde marcar consultas em Santana


Deu no Estadão: “Não queremos apoiar reeleição de Sarney para o Senado”, diz Joel Banha, presidente do PT no Amapá

Do http://blogs.estadao.com.br/marcelo-moraes/nao-queremos-apoiar-reeleicao-de-sarney-para-o-senado-diz-joel-banha-presidente-do-pt-no-amapa/

O desafio de PT e PMDB para acertarem alianças regionais é muito mais complexo do que parece. As divergências se espalharam por todo o Brasil e afetam diretamente a candidatura de políticos peso pesados. No Amapá, o PT local é contra o apoio à reeleição do senador José Sarney (PMDB-AP) para mais um mandato de oito anos no Senado. O diretório local quer lançar a vice-governadora Dora Nascimento (PT) para a vaga, o que diminuiria significativamente as chances do ex-presidente da República em conseguir um novo mandato.
O tamanho político de Sarney faz com que a questão do Amapá ganhe impacto nacional, afinal ele é um dos principais nomes do PMDB e sempre foi aliado do governo petista. Mas o diretório do PT do Amapá deseja que a parceria chegue ao fim.
Apesar de ser senador pelo Amapá há 24 anos, Sarney é constantemente criticado por ser muito mais ligado ao Maranhão, onde mora, do que ao Estado que lhe dá uma cadeira no Congresso.
“Não é que a gente seja bairrista, mas preferimos muito mais apoiar um candidato que esteja aqui no Amapá”, afirma o deputado estadual Joel Banha (PT-AP), presidente estadual do partido, em entrevista ao blog.
O deputado diz que a relação de Sarney com o PT local está extremamente desgastada e acha que o partido precisa aproveitar a oportunidade para eleger um senador petista nessa vaga. “Hoje, Sarney está tão desgastado no Amapá, que qualquer candidato que se lance contra ele vai derrotá-lo”, aposta. “O PT tem o direito de pleitear essa vaga para o Senado até porque é uma estratégia nacional do partido aumentar nosso número de representantes no Congresso”, acrescenta.
Joel Banha disse que o partido vai aguardar a reunião do diretório nacional, no próximo dia 20, em Brasília, para saber o futuro político do PT no Estado. “Não queremos apoiar a reeleição de Sarney para o Senado”, diz. “Achamos que a vice governadora Dora Nascimento é o melhor nome para vencer essa eleição e defendo que seja a candidata”, conta.
Tanto Banha quanto Dora reconhecem a importância do projeto nacional de reeleger a presidente Dilma Rousseff. E a vice governadora diz que está preparada para a situação que o comando nacional do PT decidir. “Sou dirigente do PT nacional e estou preparada para qualquer missão que meu partido desejar”, afirmou em mensagem trocada com esse blog.
Se o PT nacional barrar a proposta de lançamento da candidatura de Dora ao Senado, não vai significar que o diretório do Amapá apoiará sua campanha à reeleição. “Se isso ocorrer, a Dora será candidata à reeleição como vice-governadora na chapa do governador Camilo Capiberibe (PSB). O PT não lançará candidato ao Senado mas também não vai apoiar o nome de Sarney nem fazer campanha por ele”, afirmou.

Do Amapá 247: Solidariedade desiste de recurso e salva Escola de Sarney


O presidente da Associação Recreativa Império de Samba Solidariedade, advogado Jair Sampaio, desistiu da ação judicial que buscava anular o artigo 55 do regulamento do desfile das escolas de samba do Carnaval 2014 no Amapá, realizado nos dias 28 de fevereiro e 1º de março 

terça-feira, 11 de março de 2014

A indignação do cidadão Nogueira

Por Antônio Nogueira
No último final de semana (sábado, dia 08/03) estive, como nos outros anos, prestigiando o Carnaval de Santana, que hoje é tradição e reúne milhares de pessoas de todo o Estado.


Estava no camarote “Tijuca”, cuja entrada individual custava R$ 60,00 com direito a folia até o horário permitido por Lei, 4h. Às 3:20, portanto 40 minutos antes do final anunciado, fomos comunicados que a festa estava encerrada.

Assim como outras pessoas presentes, manifestei minha indignação para um grupo de amigos, quando fui ofendido com gesto obsceno, sem necessidade, por alguém da organização do camarote ligado à gestão municipal, que misturou a manifestação do cidadão Nogueira com política.

Estava ingerindo bebida alcoólica, como a maioria que ali estava, mas não estava inconsciente, nem embriagado como alguns tentam transmitir, e de pronto devolvi o gesto a mim levantado com o dedo. Outra pessoa, com intuito de politizar um fato que poderia ser cometido por qualquer um na mesma situação, filmou o gesto e jogou em redes sociais.

A comunicação e a tecnologia jogam a favor da sociedade, mas infelizmente, cada vez mais é utilizada para redimensionar fatos como este e denegrir a imagem alheia.

Sou uma pessoa comum, e tenho uma vida como a de qualquer cidadão, com direitos e deveres, mas sei que minha condição política, mesmo sem mandato, dá, a cada passo meu, uma publicidade maior.

É público e notório que o carnaval estilo micareta de Santana foi consolidado em minha primeira gestão como Prefeito, portanto, prezo pela festa como um legado que deixo para o povo.

Mas sou a favor do respeito às Leis e cumprimento do que foi prometido, no caso o horário para o término da festa. É importante que o direito do consumidor seja respeitado. Compramos o direito de ficar até 4h, e assim deveria ter acontecido.

Peço desculpas aos que se sentiram ofendidos com o meu ato. Eu não estava bêbado e nem descontrolado! Estava indignado! E sempre defenderei o que achar de direito, como sempre fiz!

O gesto que fiz, não foi para o povo, como adeptos da gestão municipal tentam passar. Foi uma resposta simbólica contra a corrupção no município de Santana, por terem tirado o Portal da Transparência do ar, por terem mentido para o povo com promessas irrealizáveis...

Por deixarem a cidade abandonada, sem nenhuma perspectiva de melhora; pelo custo absurdo do carnaval em torno de 1 milhão de reais; pela propaganda enganosa, pelo desrespeito aos consumidores; pelo sucateamento da educação municipal que deixei como a melhor do Estado nas séries iniciais e agora, pela primeira vez depois de 8 anos, o ano letivo vai ultrapassar para 2015...

Por tudo de ruim que está acontecendo em nossa cidade pela incompetência, inoperância e desleixo da Prefeitura.

Essa satisfação eu devo às amigas e amigos do face que me querem bem.

Espero ser compreendido.

Um forte abraço a todos!

Deu no Diário do Amapá: Violência também já invade ônibus em Macapá

A onda de violência contra motoristas, cobradores e passageiros de ônibus, na capital, vítimas de constantes assaltos nos últimos meses, fez com que o Sindicato Estadual dos Rodoviários (Sincottrap) se mobilizasse para organizar uma manifestação, cobrando do poder público medidas de segurança.

De acordo com o presidente do sindicato, Genival Cruz, vários ofícios foram protocolados na Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e no próprio Palácio do Setentrião, reivindicando audiências com o governo para discutir o assunto.

“Desde o ano passado que estamos tentando sentar com o governo para discutir medidas que possam garantir a segurança de trabalhadores e usuários do sistema, mas não tivemos retorno algum. Isso é lamentável”, diz o presidente do sindicato.

O secretário Marcos Roberto (Sejusp) afirma que nenhum documento foi protocolado requerendo audiência. “Afirmo que não recebemos essa demanda, mas estamos com as portas abertas para discutir essas medidas. Se há o problema, vamos buscar soluções”, disse Roberto.

Na semana passada, de acordo com o Centro Integrado em Operações de Defesa Social (Ciodes), foram registradas quatro ocorrências de assaltos a ônibus. Em todos os casos os assaltantes eram menores de idade, em sua maioria, inclusive com participação de mulheres. Em três desses casos os envolvidos foram presos em flagrante pela polícia. Em uma das ocorrências o motorista de um dos carros foi esfaqueado.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Do G1: PM é corporativista e protege policiais agressores: No AP, denúncias contra policiais militares cresceram 166% em 2013

Do http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2014/02/no-ap-denuncias-contra-policiais-militares-cresceram-166-em-2013.html

John PachecoDo G1 AP
Dados da Corregedoria Geral da Polícia Militar do Amapá apontaram que em 2013 houve um aumento de 166% no número de denúncias contra a má conduta de policiais no exercício do serviço. As 416 denúncias foram registradas pela população contra policiais militares por supostas agressões, negligência e recusa de atendimento.

O corregedor geral adjunto da PM, coronel José Maria de Almeida, disse que o número de denúncias não se reflete na abertura de sindicância, que é o processo administrativo da instituição, que pode culminar em advertência, detenção, prisão e até expulsão. "As denúncias chegam e geralmente são resolvidas em acordos na corregedoria, com oferta de ampla defesa aos militares. Se for suspeito e houver indício de crime, o inquérito é rapidamente instaurado e enviado ao Ministério Público Estadual", esclarece.

Coronel José Maria de Almeida, corregedor adjunto da Polícia Militar (Foto: John Pacheco/G1)
Coronel José Maria de Almeida, corregedor adjunto

da Polícia Militar (Foto: John Pacheco/G1)
Em Macapá estão os batalhões com o maior número de policiais denunciados. O 6º batalhão, responsável pelo patrulhamento do Centro comercial e administrativo e o 10º batalhão destinado a Radiopatrulha Motorizada (BRPM), que cobre toda a capital.
"Por serem setores que atuam com um número maior e mais variado de pessoas, esses batalhões acumulam denúncias no exercício da função", destaca Almeida, frisando que em 2013 um policial que atua na própria na corregedoria foi denunciado.
Dados de 2013 apontam a abertura de 146 sindicâncias, a maioria por agressão, como a que pode ter sofrido uma família de quatro pessoas em Fazendinha, a 9 quilômetros de Macapá. Segundo Elaine Angélica, que relatou o fato através da ferramenta de colaboração VC no G1, as agressões ocorreram no dia 28 de janeiro por militares em oito viaturas que invadiram uma residência e coagiram um casal, o filho e a nora.
6º Batalhão de Polícia em Macapá recebeu o maior número de denúncias em 2013 (Foto: John Pacheco/G1)
6º Batalhão de Polícia recebeu o maior número de

denúncias em 2013 (Foto: John Pacheco/G1)
"Havia uma barreira policial na Rodovia JK [que liga Macapá ao município de Santana, a 17 quilômetros da capital], só que o nosso carro não foi parado. Quando chegamos em casa vimos várias viaturas se aproximando. E o policial que comandava a equipe afirmou que buscava um fugitivo do Iapen [Instituto de Administração Penitenciária do Amapá] e chegou batendo no meu sogro dentro da casa enquanto os vizinhos gritavam que ele era inocente", relatou Janielle Prata denunciando os policiais envolvidos.
O corregedor adjunto da PM, informou que foi instaurado inquérito para apuração do caso e após análise poderá ou não haver abertura de 

Protestar virou crime e PM´s demonstram despreparo pra lidar com problemas da periferia em Santana

Após protestar contra falta de energia elétrica, blogueiro é preso em Santana


Reportagem de Ailton Leite no blog http://blogdoailtonleite.blogspot.com.br/
Heverson Castro é preso em Santana / fotos Ailton Leite

O blogueiro e militante politico de Santana Heverson Castro foi detido por policiais militares na madrugada desta segunda-feira (3), quando participava de um protesto junto com moradores do bairro Provedor II. A manifestação estava sendo realizada na rua Salvador Diniz e tinha como objetivo chamar a atenção da sociedade para o problema da falta de energia elétrica no bairro. O fato acabou sendo o prato do dia no estado.

Bem, serei mal interpretado e até criticado nestas linhas, mas tenho que escrever, sem importar com o que vão pensar ou dizer. Pra começar temos que saber o motivo que gerou a manifestação e posteriormente a detenção de Heverson Castro que também é colunista e repórter do jornal Folha do Estado, além de fazer comentários de política em uma rádio FM de Santana.

Heverson diz que mais de um ano as quedas de energia elétrica vem ocorrendo corriqueiramente, mas no inverno se agrava e a noite piora quando  muitos aparelhos são ligados. Ele falou que no trecho aonde vem ocorrendo o problema existe apenas um transformador e que não suporta a demanda de consumo de energia.

A sobrecarga no transformador já teria, segundo ele, provocado o incêndio em um ponto comercial do bairro. O estabelecimento fica em frente ao poste onde fica o transformador.

Castro disse ainda que nessas duas últimas semanas faltou energia todos os dias e que durante a noite a fiação sempre arrebenta, causando transtornos e prejuízos para os moradores. De acordo com o blogueiro, no domingo  eles ficaram mais de 5 horas sem energia e que prestadores de serviço da CEA só resolveram emendar os fios após a manifestação por volta das 3 da manhã.

Protesto
O descaso da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) com a situação motivou a manifestação. Os moradores já encaminharam várias solicitações para a empresa informando sobre o problema e pedindo uma solução, mas nada foi feito.  Por volta de 1h da madrugada, os moradores incendiaram pneus para fechar a Salvador Diniz.

Detenção
Segundo descrição do boletim de ocorrência, a polícia militar teria chegado ao local após ser acionada pela central de operações para atender uma situação envolvendo a obstrução de uma via, mais precisamente na travessa 22 do Provedor II. Os policiais teriam ido ao local para verificar a informação de que indivíduos estariam ateando fogo em pneus e provocando dano ao patrimônio publico, no caso ao asfalto.

Boletim de Ocorrência

No Boletim de Ocorrência (B.O) a guarnição descreve que deteve duas pessoas. O curioso é que quem redigiu o boletim, esqueceu, não lembrou de especificar, detalhar, descrever, relatar... o que teria provocado a prisão. Penso que para um individuo ser preso, ele tem que cometer algo, do contrario, é abuso de autoridade.

Continuando, o blogueiro teria sido detido por que teria desacatado os militares. Resistido, sendo necessário o uso da força e de algemas para garantir a integridade física da guarnição e do próprio infrator, assim descrito pelos militares no B.O.


BO

O blogueiro diz ter sofrido agressões físicas por parte de um dos militares. Um deles teria o engasgado Castro após já estar algemado. Bom, se isso aconteceu, o mínimo que se espera é que o comando da PM tome uma posição dentro do que se estabelece a lei, o que é difícil de acontecer.

Continuando, quero deixar claro aqui que não estou discutindo nem defendendo a prisão do blogueiro, pelo contrario, estou tentando entender o que aconteceu.

Heverson Castro é um polêmico blogueiro que já foi processado por vários políticos e autoridades por denunciar irregularidades e escândalos. Acredite. A prisão dele fez a alegria de muitos, faz parte. Ele revelou que estava filmando, fotografando e participava da manifestação como morador do bairro e não tenha duvida que este fato vá dar muito pano pra manga.

Para Castro sua detenção vai além do ocorrido nesta madrugada e estaria relacionada a outro caso que aconteceu a alguns meses aqui em Santana, quando um cinegrafista foi detido na 1ª DP quando fazia as imagens de uma prisão. Na época, o policial que efetuou a prisão alegou que ele (cinegrafista) teria o desacatado.

Este fato foi pouco discutido pela imprensa local. O blogueiro instigou o caso dizendo ter havido abuso de autoridade por parte do policial. Segundo Heverson, isso acabou criando certa inimizade entre ele e alguns militares.

Eu diria que se trata de mais uma novela de muitos capítulos..., cujo final, ninguém sabe ainda, mas torço para que termine bem para ambas as partes.

sábado, 1 de março de 2014

Carta Compromisso do PT proibiria apoios de Marcivânia e Zé Luiz ao PSD de Lucas Barreto

O PT nacional divulgou esta semana o documento intitulado “Carta Compromisso do Candidato e da Candidata Petista” que rege as diretrizes programáticas e o compromisso político de todos os petistas que deverão disputar cargos eletivos em 2014. A assinatura do documento é obrigatória para todos, inclusive pra quem vai disputar reeleição. 

“Ao firmar este documento, as candidatas e os candidatos do PT reiteram seu compromisso com as deliberações partidárias e explicitam sua concordância com as regras específicas de relacionamento entre o partido e os militantes que disputam eleições, bem como os que serão eleitos”, diz trecho do documento. 

Mas o que mais chama a atenção e cai como uma luva na realidade dos petistas amapaenses é a parte que fala sobre a proibição de apoios à candidatos de outros partidos. “É proibido realizar atividades de campanha eleitoral ou peças publicitárias com candidatos (as) de outros partidos, ou as denominadas dobradinhas, salvo no caso de coligações eleitorais aprovadas em Convenção”, afirma o documento que pode comprometer o pragmatismo eleitoral já articulado nos bastidores por algumas lideranças.

O PT do Amapá caminha para uma reedição de uma aliança com o PSB, PCdoB e outros partidos, que já discutem inclusive a possibilidade de uma candidatura própria ao Senado na perspectiva de uma candidatura de reeleição do governador Camilo Capiberibe. O nome mais forte até agora colocado e que contaria com o apoio da base do governo é o da vice-governadora Dora Nascimento, que tem até a simpatia de setores do PSOL.

Lucas Barreto do PSD que nacionalmente é presidido por Kassab e no Amapá por Eider Pena, deputado acusado de grilagem de terras da União e defensor de sojeiros e do agronegócio no Amapá
Mas isso pode virar um problema de disciplina partidária para casos como o da ex-deputada Marcivânia Flexa e do deputado estadual Zé Luiz, irmão do ex-prefeito Antônio Nogueira. Entre os casos mais emblemáticos está o de Marcivânia que já confidenciou juntos com membros do seu grupo político que vai apoiar o candidato Lucas Barreto (PSD), antes mesmo do PT decidir em encontro quem irá apoiar para o governo.

A decisão seria irreversível apontou um irmão da ex-deputada e Lucas teria o compromisso de ajudar a financiar junto com grandes empresários, até mesmo ligados à grilagem de terras e ao agronegócio, a candidatura da petista pra Câmara Federal. 

Em Santana diversos petistas e dirigentes estão revoltados com Marcivânia ao lembrarem que em 2012, Lucas Barreto apoiou o atual prefeito de Santana, Robson Rocha (PTB), contribuindo para a derrota da petista, na época com um vice do PSB, rompendo assim o ciclo histórico de oito anos de governos do PT na segunda maior cidade do Amapá. 

O PT teria perdido a eleição após uma armação eleitoral forjadas pelos adversários que apoiavam Robson Rocha, criando às véspera da eleição uma falsa prisão envolvendo o ex-prefeito Antônio Nogueira e a candidata Marcivânia num motel da cidade. A PF na verdade não prendeu ninguém e a farsa foi desmontada recentemente. Na época teria contado com o apoio de Lucas Barreto, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL) e Moisés Souza (PSD), que apoiaram o atual prefeito.

Marcivânia e Zé Luiz já declararam que mesmo que o PT decida coligar com o PSB, os mesmos não vão apoiar a reeleição de Camilo Capiberibe. Na semana passada Zé Luiz fez um discurso duro na Assembleia Legislativa contra o governador Camilo Capiberibe e o aliado PSB, bem aos olhos do deputado Joel Banha, que é o presidente do PT no Amapá.

O documento diz ainda que “os (as) candidatos (as) deverão destinar obrigatoriamente espaço significativo nos materiais de propaganda aos candidatos majoritários, à legenda partidária e, quando houver, à coligação”. Ou seja, Marcivânia Flexa e Zé Luiz que são os ditos indisciplinados que até agora remam contra o sentimento da maioria partidária terão que pedir votos para os candidatos majoritários em suas propagandas, inclusive de TV e rádio.

Há quem diga no PT que caso os trechos da Carta Compromisso venham a ser desrespeitados pelos candidatos (as) durante o processo eleitoral, a direção estadual da legenda pode tomar medidas duras como até mesmo cassar o direito de aparecer no programa eleitoral de TV e rádio e sanções que podem até mesmo resultar em expulsão após o período eleitoral.

Mas há também quem diga que não é um documento ou um “estatutozinho” do PT que vai proibir ou disciplinar estas ditas lideranças que sempre colocaram seus interesses pessoais acima do partido em diversos processos eleitorais e sempre ficaram impunes.

O documentos pode ser lido na íntegra no site http://www.pt.org.br/arquivos/compromisso_partidario_do_candidato_2014fev20.pdf

Turismo: Franceses se divertem durante os desfiles das escolas de samba no Sambódromo

Maiara Pires
Da Redação - Agência Amapá  

A folia no meio do mundo atraiu gente de todos os cantos do Amapá e além da fronteira do município de Oiapoque, no extremo Norte do Estado. São turistas que vieram exclusivamente para a programação de Carnaval.

Foi o caso de uma família de franceses que chegou a Macapá na manhã de sexta-feira, 28 de fevereiro, e que pretende ficar até o encerramento da festividade na quarta-feira, 5 de março. Trata-se do diretor de exportação, Joel Sorre, pai do engenheiro Antonie Devienne, de 27 anos, e do técnico em segurança, Frederic Sorre, de 33.
Eles assistiram aos desfiles das escolas de samba no Sambódromo no primeiro dia e adiantaram que prestigiarão também o segundo dia neste sábado, 1º de março, e ainda o tradicional bloco de rua A Banda na terça-feira, 4. O evento embala todos os anos milhares de foliões caracterizados com as mais inusitadas fantasias pelas ruas e avenidas da cidade.

Nos quatro dias de permanência na capital, os franceses estimam despesa de R$ 2 mil com hospedagem, alimentação, transporte e lazer. "Escolhemos o Amapá por estar próximo da Guiana Francesa. Além disso, gostamos muito do Carnaval do Brasil", disse Antonie Devienne.

"Isso mostra que os investimentos no Carnaval são revertidos em geração de emprego e renda com o fomento do turismo", comentou o diretor de Planejamento da Secretaria de Estado do Turismo, Sandro Bello.

A estimativa mínima da pasta é movimentar em torno de R$ 22,9 milhões com a folia do Carnaval através do fluxo de pessoas em trânsito nesse período no Estado do Amapá.

Marcos Roberto balança, mas não cai mesmo com suspeitas de fraude em compra de helicóptero

Secretário de Segurança , Marcos Roberto e o pregoeiro Mauro de Lima Souza estão na mira do MPF-AP
Por suspeita de fraude, MPF/AP consegue suspender licitação e bloquear conta da Sejusp

O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) conseguiu o bloqueio de mais de R$6 milhões de conta da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) por suspeitas de fraude em licitação. Parte da verba, R$4,5 milhões, foi recebida por meio de convênio com o Ministério da Justiça para compra de helicóptero. A decisão liminar da Justiça Federal também suspendeu o certame.

Assinam as ações os procuradores da República no Amapá. Para eles, a atuação preventiva do MPF/AP evita que mais de R$6 milhões sejam empregados de forma irregular. O bloqueio da conta e a suspensão da licitação impedem que os recursos públicos sejam desviados para fins diferentes do interesse público.

Análise de documentos enviados ao MPF/AP pela Associação dos Procuradores do Estado Amapá confirmou fortes suspeitas de fraude à licitação, com direcionamento do certame e superfaturamento. Na ação, o MPF/AP ressalta que parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) reprovou a minuta do edital da licitação.

Para a PGE, o pregão deveria ser eletrônico para viabilizar a participação de mais concorrentes. A instituição apontou falta de especificidade na descrição das características da aeronave pretendida e pesquisa de mercado insatisfatória. “Não detalham absolutamente nada acerca do objeto da licitação, simplesmente apresentam os nomes das empresas e alguns valores”, destaca o documento.

Mesmo com parecer contrário, a Sejusp realizou a licitação. Apenas uma empresa se credenciou no certame com lance acima do valor existente na conta do convênio. Porém, segundo Decreto Estadual n. 2.832/2012, somente o Governador do Estado pode contrariar posicionamento da PGE, o que não aconteceu neste caso.

Dessa forma, o secretário de Justiça, Marcos Roberto Marques da Silva, e o pregoeiro, Mauro de Lima Souza, não poderiam seguir com o pregão sem realizar os ajustes apontados pela Procuradoria-Geral do Estado.

Uma vez intimada a Sejusp, o certame será suspenso e não serão mais realizados pagamentos à empresa Tradewinds Aircraft Sales INC, vencedora da licitação. Dentro do prazo legal, o MPF/AP vai ajuizar ação civil pública para apurar responsabilidades.

Números para acompanhamento: 00058015020144013100

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Amapá

MZ Portal: Lucas Barreto não quer pontes novas nas ressacas

Lucas Barreto criticou o programa "Morar Melhor", disse que Camilo deveria construir casas populares. Aparentemente, o vereador não conhece o "Cidade Macapaba" – uma parceria Governo Federal com GEA –, e nem outras obras habitacionais em andamento. Porém, a demanda por habitação é enorme. Afinal, foram muitos anos de descaso. Por isso mesmo, é necessário proporcionar uma melhor qualidade de vida para esses moradores agora, mas parece que o vereador Lucas quer a população andando sobre as pontes quebradas. ( Do site http://www.mzportal.com.br/nota.asp?id_nota=72)